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Exportação de milho do Brasil tem máxima histórica em julho

Para agosto, as exportações de milho do país podem ser ainda maiores

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Divulgação

A exportação de milho do Brasil atingiu uma máxima histórica mensal em julho, de 6,317 milhões de toneladas, mostraram dados do governo na quinta-feira (01), com o país escoando uma enorme colheita, que deve permitir embarques recordes em 2019. Segundo informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compiladas pela Reuters, o recorde anterior havia sido registrado em dezembro de 2015, quando as exportações mensais do grãos somaram 6,268 milhões de toneladas.

Diante uma safra recorde de cerca de 100 milhões de toneladas, o segundo maior exportador do cereal, atrás apenas dos Estados Unidos, deverá exportar volumes recordes em 2019. Na quarta-feira (31), a consultoria Datagro estimou as exportações do Brasil neste ano em 40 milhões de toneladas, ante 25 milhões em 2018.

Para agosto, as exportações de milho do país podem ser ainda maiores, considerando que a programação dos navios já aponta embarques de 5,5 milhões de toneladas, disse Frederico Humberg, presidente da comerciante de grãos AgriBrasil.

Para as exportações de milho atingirem 40 milhões de toneladas em 2019, os embarques entre agosto e dezembro teriam que atingir uma média de 5 milhões de toneladas, já que segundo os dados do governo os embarques no acumulado de janeiro a julho somaram 15,6 milhões de toneladas.

As exportações de milho tendem a ganhar força no segundo semestre, quando a exportação de soja, principal produto exportado pelo Brasil, normalmente perde força.

Soja em queda

Os embarques de soja do país, maior exportador global da oleaginosa, somaram 7,8 milhões de toneladas em julho, ante mais de 10 milhões no mesmo mês do ano passado, com exportadores brasileiros lidando com uma safra menor, atingida pela seca, e também uma menor demanda da China, cujo consumo está reduzido devido ao impacto devastador da peste suína africana à maior criação de porcos do mundo.

No acumulado do ano até julho, as exportações brasileiras de soja somaram 52,3 milhões de toneladas, de acordo com números do governo, ante 56,5 milhões de toneladas em igual período do ano passado.

A consultoria Datagro estimou na quarta-feira a exportação de soja do Brasil em 71,7 milhões em 2018/19, ante recorde de 84,45 milhões em 2017/18.

Fonte: Reuters
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Preços do frango seguem firmes no Brasil, com demanda aquecida

Mercado do frango vivo registrou um quadro de firmeza nos preços ao longo da semana

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Arquivo/OP Rural

O mercado do frango vivo registrou um quadro de firmeza nos preços ao longo da semana, em meio ao bom movimento de demanda verificado neste início de mês. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, a tendência de curto prazo remete a novos reajustes, cenário que se estende também ao mercado atacadista.

“A boa reposição entre atacado e varejo no decorrer da primeira quinzena do mês e a reabertura dos restaurantes e de outros estabelecimentos na cidade de São Paulo são fatores positivos ao mercado neste início de julho. No entanto fica sempre a ressalva de que a demanda não estará no mesmo patamar ao momento anterior à pandemia”, avalia.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram algumas alterações para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado seguiu em R$ 5,00, o quilo da coxa passou de R$ 5,00 para R$ 5,10 e o quilo da asa de R$ 9,30 para R$ 9,40. Na distribuição, o quilo do peito permaneceu em R$ 5,20, o quilo da coxa em R$ 5,20 e o quilo da asa em R$ 9,50.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de poucas mudanças nos preços ao longo da semana. No atacado, o preço do quilo do peito permaneceu em R$ 5,10, o quilo da coxa aumentou de R$ 5,10 para R$ 5,20 e o quilo da asa de R$ 9,40 para R$ 9,50 Na distribuição, o preço do quilo do peito continuou em R$ 5,30, o quilo da coxa em R$ 5,30 e o quilo da asa em R$ 9,60.

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 341,9 mil toneladas em junho, volume 12,4% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, com total de 390,5 mil toneladas, segundo informações da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em receita, o saldo de exportações chegou a US$ 446,5 milhões em junho, número 30,95% menor em relação ao registrado no mesmo período de 2019, com US$ 646,2 milhões.

No acumulado do ano, as vendas do setor se mantiveram positiva em 1,7%, com 2,106 milhões de toneladas embarcadas entre janeiro e junho deste ano, contra 2,072 milhões de toneladas em 2019. No mesmo período, as vendas para o mercado externo geraram receita de US$ 3,144 bilhões, número 8,8% menor em relação ao saldo do primeiro semestre de 2019, com US$ 3,448 bilhões.

O levantamento mensal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 3,70. Em São Paulo o quilo vivo continuou em R$ 3,50.

Na integração catarinense a cotação do frango se manteve em R$ 2,95. No oeste do Paraná o preço na integração seguiu em R$ 3,50. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo continuou em R$ 3,30.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango permaneceu em R$ 3,65. Em Goiás o quilo vivo continuou em R$ 3,65. No Distrito Federal o quilo vivo seguiu em R$ 3,65.

Em Pernambuco, o quilo vivo seguiu em R$ 4,45. No Ceará a cotação do quilo vivo continuou em R$ 4,40 e, no Pará, o quilo vivo permaneceu em R$ 4,50.

Fonte: Agência SAFRAS
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Mercado suíno registra boa demanda e preços seguem avançando

Preços do atacado e do suíno vivo indicaram novos sinais de valorização na semana, em meio à maior fluidez dos negócios ao longo da cadeia

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Arquivo/OP Rural

Os preços do atacado e do suíno vivo indicaram novos sinais de valorização na semana, em meio à maior fluidez dos negócios ao longo da cadeia. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a perspectiva segue positiva para os próximos dias, diante da entrada da massa salarial e da reabertura da economia em vários estados. “A demanda ainda está longe do ideal e possivelmente não retornará ao patamar anterior à pandemia, no entanto, qualquer recuperação do consumo no mercado doméstico é positivo neste ambiente de crise”, avalia.

Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil avançou de R$ 4,44 para R$ 4,71 ao longo da semana. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado seguiu em R$ 8,56. A carcaça registrou um valor médio de R$ 7,31, ante os R$ 7,17 praticados na semana passada.

Maia ressalta que a demanda externa permanece bastante aquecida para a carne suína brasileira, o que ajuda a manter a oferta interna regulada.

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 96,1 mil toneladas em junho, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 50,4% o volume embarcado no sexto mês de 2019, com total de 63,9 mil toneladas. Em receita, o desempenho mensal registrou alta de 43,4%, com US$ 198 milhões de saldo registrado em junho deste ano, frente a US$ 138,1 milhões em 2019.

No acumulado do ano, as vendas de carne suína seguem 37,01% maior este ano, em comparação com 2019. Foram 479,4 mil toneladas entre janeiro e junho de 2020, contra 349,9 mil toneladas exportadas nos seis primeiros meses do ano passado. Em receita, houve elevação de 52,5% no mesmo período comparativo, com US$ 1,076 bilhão este ano e US$ 705,6 milhões em 2019.

A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 97,00 para R$ 110,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo seguiu em R$ 4,15. No interior do estado a cotação subiu de R$ 4,30 para R$ 4,70.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração se manteve em R$ 4,20. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 4,45 para R$ 4,90. No Paraná o quilo vivo aumentou de R$ 4,20 para R$ 4,50 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo continuou em R$ 4,20.

No Mato Grosso do Sul a cotação na integração permaneceu em R$ 4,10, enquanto em Campo Grande o preço subiu de R$ 4,25 para R$ 4,40. Em Goiânia, o preço avançou de R$ 5,10 para R$ 5,60. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno aumentou de R$ 5,50 para R$ 6,00. No mercado independente mineiro, o preço passou de R$ 5,40 para R$ 6,10. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo na integração do estado continuou em R$ 3,80. Já em Rondonópolis a cotação passou de R$ 3,90 para R$ 3,95.

Fonte: Agência SAFRAS
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Julho inicia com preços firmes para soja, mas com poucos negócios

Índices de comercialização seguem bem acima da média para o período

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Divulgação/MAPA

O mercado brasileiro de soja iniciou julho com poucos negócios e preços firmes na maior parte das praças. Apesar das cotações elevadas, a comercialização segue prejudicada pela falta de produto.

Os vendedores aproveitaram os bons patamares praticados recentemente, principalmente em maio, para negociar tanto no disponível como no mercado futuro. Os índices de comercialização seguem bem acima da média para o período.

Devido a esse comportamento, a disponibilidade da oleaginosa é escassa e os produtores elevam suas pedidas para fechar as operações, aguardando por cotações ainda melhores.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos está cotada em R$ 114,50. Na região das Missões, a cotação ficou em R$ 114,00. No porto de Rio Grande, o preço seguiu em R$ 118,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço é de R$ 109,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca ficou em R$ 115,50. Em Rondonópolis (MT), a saca avançou para R$ 109,50. Em Dourados (MS), a cotação permaneceu em R$ 110,00. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$ 106,00.

Na Bolsa de Chicago, os contratos se fixaram na casa de US$ 9,00 por bushel. O processo de alta iniciou com o relatório de área plantada do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicou plantio abaixo do esperado.

Nesta semana, as preocupações com o clima no cinturão produtor ganharam força. Os boletins apontam clima seco e temperaturas elevadas nas próximas duas semanas, o que poderia prejudicar o potencial produtivo. A necessidade de chuvas aumenta a cada dia em importantes estados, como Illinois, Indiana e Ohio.

Conab

A produção brasileira de soja deverá totalizar 120,883 milhões de toneladas na temporada 2019/20, com aumento de 5,1% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 115,03 milhões de toneladas. A projeção faz parte do décimo levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Na comparação com a estimativa anterior, houve uma elevação de 0,4%. A Conab indicava em maio safra de 120,424 milhões de toneladas. A Conab trabalha com uma área de 36,944 milhões de hectares, com elevação de 3% sobre o ano anterior, quando foram cultivados 35,874 milhões de hectares. A produtividade teve sua previsão elevada de 3.206 quilos para 3.272 quilos por hectare.

Fonte: Agência SAFRAS
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