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Exportação de milho do Brasil, mais competitivo que o dos EUA, deve ganhar ritmo

Além do dólar mais forte, a safra do Brasil terá forte recuperação ante 2018

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A exportação de milho do Brasil está mais competitiva que a dos Estados Unidos, os maiores exportadores globais, e deve apresentar volumes superiores a 1 milhão de toneladas em junho, com a ajuda do câmbio para os negócios em um momento em que os norte-americanos estão na entressafra, de acordo com agentes do mercado consultados pela Reuters.

Além do dólar mais forte, que impulsiona vendas de brasileiros ao garantir mais reais nas negociações, a safra do Brasil terá forte recuperação ante 2018 e os preços na bolsa de Chicago oscilaram na véspera em máximas de cerca de um ano, diante de atrasos no plantio do cereal nos EUA, que são também de longe os maiores produtores globais.

Na quarta-feira (22), os prêmios no porto de Paranaguá (PR) para exportação de milho do Brasil estavam ao redor de 25 centavos de dólar por bushel sobre o contrato de Chicago, enquanto nos EUA estavam em 60 centavos de dólar, configurando o produto norte-americano como mais caro, segundo dados citados pela consultoria e corretora INTL FCStone —na mesma época de 2018, nem havia diferencial positivo para embarques do produto brasileiro.

A situação de mercado ficou tão favorável para os acordos que um corretor no Paraná, um dos principais Estados produtores do Brasil, relatou negócios antecipados de exportação para 2020, algo que ele disse jamais ter visto em sua carreira de 30 anos.

Isso em um momento em que especialistas apontam ótimas condições para o desenvolvimento da segunda safra brasileira do cereal, que deverá permitir ao Brasil, segundo exportador global de milho, colher um volume histórico de quase 100 milhões de toneladas, segundo algumas consultorias.

“A perspectiva é de que exporte mais, a produção vai ser maior, e os dados de lineup (fila de navios) mostram que tem mais exportação… O câmbio favorece a competitividade, os preços em Chicago ajudam, mas o câmbio tem sido um diferencial, além da oferta brasileira”, disse à Reuters Ana Luiza Lodi, analista da INTL FCStone.

Dados da programação de navios da agência marítima Cargonave compilados pela Reuters indicam exportações de 1,4 milhão de toneladas para junho, o dobro do apontado para maio. O dólar operava acima de 4 reais na quinta-feira (23), após marcar recentemente 4,12 reais, máxima de oito meses.

O câmbio em alta, além de uma maior demanda chinesa em função da guerra comercial EUA-China, foi fator para impulsionar na semana passada negócios de soja do Brasil, que estavam lentos. Mas é o milho que deve se destacar na exportação em 2019, com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revendo previsões e apontando embarques possivelmente recordes, de mais de 30 milhões de toneladas, enquanto as exportações de soja deverão cair neste ano, com operadores citando o impacto da peste suína africana sobre as criações na China, maior importadora da oleaginosa.

A Anec prevê exportações de 30 milhões de toneladas de milho neste ano, com viés de alta, enquanto a FCStone projeta 32 milhões de toneladas. No acumulado do ano até a terceira semana de maio, as exportações de milho do Brasil somaram 5,2 milhões de toneladas, segundo dados da Anec, que contabilizava apenas 3,3 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior.

Estrela da exportação

Segundo o corretor do Paraná, estão saindo mais negócios de exportação de milho do que para o mercado interno, tradicionalmente o maior demandante do produto do país, maior exportador global de carne de frango e um dos maiores de suínos.

“Já saiu negócio até da safra 2020. O câmbio ajudou, Chicago ajudou, somando os dois… O milho brasileiro está bem competitivo. Nunca vi, está igual a soja, fazendo negócio antecipado para o outro ano, primeira vez que vejo para ano seguinte”, disse.

De acordo com o corretor, o milho negociado para exportação tem origem principalmente em Mato Grosso do Sul, uma vez que o produto desse Estado tem boas condições logísticas para chegar ao porto de Paranaguá, via ferrovia.

Fonte: Reuters
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Castrolanda doará R$ 1 milhão no combate à Covid-19 e suporte as famílias em vulnerabilidade social

As ações reforçam a responsabilidade social da instituição em meio à crise do novo Coronavírus.

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Representantes do Conselho de Administração da Castrolanda durante ato simbólico realizado na sede administrativa da Cooperativa / Edgar Ribas

Neste momento tão difícil para toda a sociedade, com avanço de casos e a situação econômica e social enfrentada pelo país, a Cooperativa Castrolanda anunciou nesta terça-feira, 20, que doará R$ 1 milhão no combate e prevenção à Covid-19. O valor será destinado aos municípios localizados nos estados do Paraná e São Paulo, onde estão concentradas as atividades da empresa e fazem parte da campanha de ação social ‘Cuidar, Envolver e Amar’, que no último ano arrecadou 30 toneladas de alimentos e mais de dois mil kit’s de higiene, além de milhares de itens de proteção individual, álcool em gel e materiais destinados aos profissionais de saúde.

“Esse é um momento único e desafiador para toda a nossa sociedade. E períodos assim pedem que nós como cooperativa, realizemos um esforço em prol do coletivo e senso solidário. Por isso, estamos fazendo essa doação para frentes tão importantes: saúde, alimentação e higiene”, destaca o Presidente da Castrolanda Willem Berend Bouwman.

Os hospitais e secretarias de saúde serão auxiliadas com insumos ou equipamentos conforme as necessidades levantadas. Já as cestas básicas e kit’s de higiene serão destinados às famílias carentes que sentem os impactos da pandemia com a falta de produtos de primeira necessidade e estão cadastradas nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) dos municípios.

Vale ressaltar que as doações seguirão um cronograma de entregas em um trabalho realizado em conjunto com as unidades de saúde e as secretarias de assistência social das cidades de atuação Castrolanda.

Meta é R$ 2 milhões

A campanha ‘Cuidar, Envolver e Amar’ é uma iniciativa da Castrolanda e Associação dos Funcionários da Cooperativa Castrolanda (AFCC) que teve início em 2020 com o objetivo de contribuir com famílias em estado de vulnerabilidade. Neste primeiro trimestre de 2021 já foram doados aproximadamente R$ 110 mil entre respiradores, máscaras respiratórias, oxigênio e EPI’s.

Para os próximos meses a meta é angariar R$ 2 milhões.  “Por meio do espírito de cooperação e união de associados, colaboradores e instituições parceiras buscamos trazer um impacto positivo tanto para quem está na linha de frente como para as famílias mais necessitadas”.

Fonte: Assessoria.
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Suspensão do imposto de importação do milho: Abramilho defende livre mercado

Entidade alerta para impactos da seca no desenvolvimento da 2a. safra

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Arquivo / OP Rural

Em relação à suspensão da alíquota do imposto de importação do milho, anunciada nesta segunda-feira (19), pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), o presidente institucional da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) – www.abramilho.org.br -, Cesario Ramalho, afirma que a entidade defende, acima de tudo, o livre mercado tanto para exportações quanto também para as importações.

Ramalho pontua que a demanda pelo milho brasileiro vem crescendo de forma significativa nas mais recentes safras. Primeiro pelas exportações, e segundo pelo uso interno do grão como principal insumo para as indústrias de carnes, e também sendo destinado à fabricação de etanol.

“Isso prova a competência do produtor brasileiro que ano a ano incorpora novas tecnologias, obtendo ganhos de produtividade, bem como grãos cada vez mais de melhor qualidade.” O presidente institucional da Abramilho diz ter certeza que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, saberá conduzir de forma hábil, como é de praxe, a questão da redução das tarifas de importação junto aos demais órgãos do governo.

 Seca traz riscos para o desenvolvimento da 2a. safra

No tocante à segunda safra de milho 2020/21, Ramalho diz que a seca, que vem castigando as principais regiões produtoras no Centro-sul, pode prejudicar o desenvolvimento das lavouras e comprometer a produção. “Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, além do plantio que sofreu atraso, a estiagem foi severa.”

Recente relatório da Abramilho em parceria com a Céleres, de fato, alerta para os efeitos que o clima pode ter sobre a produtividade da segunda safra de milho na temporada corrente.

De acordo com o documento, mesmo com expressivo aumento da área plantada (15,2 milhões de hectares), caso a produtividade fique em torno de 4,8 toneladas por hectare (rendimento similar ao do ciclo 2017/18), o excedente exportável – milho destinado às exportações e estoque de passagem – será baixo.

Caso este quadro se concretize, um rearranjo no consumo será necessário, seja via redução das exportações, do consumo interno ou até mesmo de ambos, fazendo com que, especialmente as agroindústrias de carnes [suínos e frangos de corte] tenham que recorrer às importações de milho – insumo básico do segmento.

Fonte: Assessoria.
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Dieta de alto concentrado continua vantajosa mesmo com elevado custo dos grãos

Pesquisas comprovam que essa prática, dieta rica em grãos e alimentos não fibrosos para bovinos de corte, além de ser mitigadora de gases de efeito estufa (GEE), tem sido vantajosa economicamente

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As chamadas dietas quentes têm sido usadas por pecuaristas brasileiros que utilizam confinamento. Pesquisas comprovam que essa prática, dieta rica em grãos e alimentos não fibrosos para bovinos de corte, além de ser mitigadora de gases de efeito estufa (GEE), tem sido vantajosa economicamente para a maioria dos produtores nos últimos anos. Mas com o preço do milho, e dos grãos de uma forma geral, subindo desde o ano passado, a lógica é pensar que dietas animais baseadas nesses produtos não seriam mais indicadas. No entanto, de acordo com o pesquisador Sergio Raposo de Medeiros, da Embrapa Pecuária Sudeste (SP), especialista em nutrição animal, essa escolha não deve ser descartada.

Com a arroba do boi valorizada, elas ainda podem ser a melhor opção, segundo Raposo. A alimentação de alto concentrado em confinamento tem muitas vantagens. A redução de emissão de gases de efeito estufa é uma delas. Os animais que recebem maior quantidade de concentrado em comparação aos bovinos alimentados com elevada porcentagem de volumoso tem a melhor conversão alimentar. “Um dos motivos dessa dieta ser metabolicamente mais eficiente é que produz menos metano para cada quilograma ingerido. Todavia, o principal motivo da redução da emissão de GEE é que o bovino atinge o peso final em um tempo menor”, diz Raposo. Da mesma forma, quando o animal tem um ciclo de produção mais curto por causa do seu melhor desempenho, o pecuarista tem o retorno do seu investimento mais rápido e, frequentemente, com maior rentabilidade.

O pesquisador lembra, também, que, por conta das maiores taxas de ganho de peso, esse tipo de dieta acelera a deposição de gordura, auxiliando na obtenção de carcaças de melhor qualidade. “O produtor aumenta as chances de receber algum bônus por uma carcaça de melhor qualidade e, mesmo que isso não ocorra, produz uma carne que, por encantar o cliente, ajuda com que ele prefira seu produto a qualquer outra opção”, conta.

Em relação ao custo, o pecuarista deve avaliar na fase de planejamento a alimentação economicamente mais vantajosa por arroba engordada. O pesquisador alerta que é importante analisar a viabilidade de acordo com as condições de cada propriedade, levando-se em consideração logística, disponibilidade comercial dos insumos, proximidade dos polos produtores e oferta dos grãos. “Nos últimos anos, contudo, para muitas situações têm prevalecido as dietas de alto concentrado. O encarecimento do concentrado e uma grande eficiência na produção de um volumoso podem mudar isso, reforçando a ideia que se deve sempre encontrar a dieta para aquele lugar, naquele ano e com os preços e custos das matérias primas que se possa contar”, ressalta.

A viabilidade ou não da dieta de alto concentrado vai depender de cálculos e consideração de muitas variáveis. No atual cenário, mesmo com os grãos com preço elevado, as dietas quentes continuam atraentes. No entanto, como Raposo alertou, é preciso planejar.

Fonte: Embrapa Pecuária
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CONBRASUL/ASGAV

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