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Exportação de carne de frango do Rio Grande do Sul registra 27% de incremento na receita
Cenário reflete aumento de janeiro a outubro deste ano sobre o mesmo período anterior e passou de U$$ 1,2 bilhão

A exportação de carne de frango (processada e in natura) de janeiro a outubro fechou em 628,5 mil toneladas, 6,5% acima do mesmo período do ano passado, quando 590 mil toneladas foram enviadas ao exterior. A alta também se expressou na receita arrecadada, que chegou a 27,1%, saltando de US$ 977,5 milhões para US$ 1,24 bilhão.
Outubro já apresentou um panorama contrário, indicando baixa no volume embarcado. O décimo mês fechou com queda de 14,1% em relação à mesma época do ano passado, retraindo de 62 mil toneladas no ano passado para 53,2 mil toneladas enviadas ao mercado internacional neste ano. Apesar da redução, o impacto não atingiu a receita, obtendo US$ 109 milhões neste ano, 1,1% acima do faturamento obtido em outubro de 2021, que foi de US$108 milhões.
O mercado de ovos segue com crescimento em escala verificado em aumento de volume e faturamento, contabilizando nos primeiros dez meses do ano 2,3 mil toneladas, total que representa uma alavancada de 52,3% na comparação com janeiro a outubro do ano passado, quando somou 1,5 mil toneladas. O faturamento acompanhou o acréscimo e chegou a 111,6% de elevação, passando de US$ 3,4 milhões em 2021 para US$ 7,3 milhões no período do ano corrente
O volume de ovos vendidos para o exterior também subiu em outubro, alcançando 339 toneladas, 54,2% acima das 219,9 toneladas vendidas para fora no mesmo mês de 2021. A receita também subiu de US$ 484,9 mil há 12 meses para US$ 833,7 mil neste ano, uma alta de 71,9%.

Presidente executivo da Asgav/Sipargs, José Eduardo dos Santos: “A retração pontual verificada em outubro não redirecionou a evolução do faturamento do mês e não representa um resumo do período de dez meses” – Foto: Divulgação
O presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, analisa que o desempenho positivo da receita significa a manutenção do produto elaborado no Estado no mercado externo. “A retração pontual verificada em outubro não redirecionou a evolução do faturamento do mês e não representa um resumo do período de dez meses, que teve alta nos dois atributos, o que sinaliza a continuidade da entrada do nosso produto no mercado internacional”, assinala. Santos ainda projeta que 2022 deve terminar de forma satisfatória em índices, finalizando com um retrospecto de recuperação em um período de muita crise instalada pela pandemia e pelos altos preços dos custos de produção que tiveram que ser absorvidos e revertidos pelos avicultores.
Outras frentes deverão ser intensificadas pelo setor junto aos próximos governantes, como a efetivação de processos de habilitação de exportações de empresas que investiram e aguardam há algum tempo a aprovação, programas de subsídios de frete para compra de milho de outras unidades da federação em tempos de crise ou falta de produto, linhas de crédito para armazenagem de grãos e apoio para efetivação de ferrovias, como por exemplo a Ferroeste PR, SC e RS.
Mercado nacional vendeu 4 milhões de toneladas para países importadores
No cenário nacional, as exportações brasileiras de carne de frango de janeiro a outubro totalizaram 4 milhões de toneladas, volume 5,1% maior que as 3,8 milhões de toneladas enviadas para o mercado internacional no mesmo período em 2021. No faturamento, o crescimento foi de 29,3 %, passando de US$ 6,3 bilhões obtidos nos dez primeiros meses do ano passado para US$ 8,1 bilhões recebidos neste ano.
Outubro terminou com redução de 0,8% nas vendas de carne de frango ao exterior, alcançando 394 mil toneladas em 2022 diante das 397 mil toneladas exportadas pelo país há 12 meses. A receita obtida no período cresceu 15%, obtendo US$ 822,6 milhões em outubro deste ano sobre o faturamento de US$ 715 milhões recebidos no mesmo mês do ano passado.
Os embarques brasileiros de ovos ao mercado internacional nos primeiros dez meses do ano registraram crescimento de 6,1%, passando de 8,1 mil toneladas em 2021 para 8,6 mil toneladas exportadas neste ano. No faturamento, o avanço foi de 52,3%, passando de US$ 12,9 milhões alcançados em 2021 para US$ 19,6 milhões na receita deste ano.
Nos embarques ao mercado externo, porém, o mês de outubro registrou queda de 28,4% nas exportações, caindo de 819,4 toneladas enviadas em 2021 para 586,7 toneladas exportadas no mesmo mês de 2022. Entretanto, o faturamento seguiu crescendo, registrando US$ 1,7 milhão neste ano, uma alta de 26,6% sobre o valor de US$ 1,3 milhão obtido no ano passado.

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Exportações brasileiras para o Líbano crescem 18,2% em 2026
Carne bovina lidera os embarques, seguida por gado vivo, café e açúcar. Vendas somam US$ 266,1 milhões no ano.

As exportações do Brasil para o Líbano acumulam alta de 18,2% neste ano e somam US$ 266,1 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) organizados pela Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. No sentido contrário, as importações registram queda de 7,2%, para US$ 1,1 milhão.
De acordo com as informações do Mdic, carne bovina é o principal produto exportado pelo Brasil ao Líbano, com um total de US$ 57,6 milhões, em alta de 18,9% sobre o acumulado entre janeiro e junho do ano passado. Em seguida, as vendas de gado vivo somam US$ 51,5 milhões, em queda de 1,2% em comparação com o mesmo período de 2024. Café e açúcar são outros dos principais produtos enviados ao Líbano. No sentido contrário, frutas, produtos hortícolas e máquinas para preparação de alimentos são os principais produto que o Líbano vende ao Brasil no ano.
Em junho, as vendas do Brasil ao Líbano subiram 119,7%, para US$ 42,4 milhões. As importações caíram 50,8%, para US$ 141 mil na comparação anual.
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Tradição cria rede para ampliar participação de mulheres nas unidades da cooperativa
Iniciativa será implantada em sete regiões de atuação para aproximar produtoras das decisões, identificar demandas locais e desenvolver ações de capacitação e integração.

A Cooperativa Agroindustrial Tradição iniciou a implantação do Elo Feminino, iniciativa voltada a ampliar a participação das mulheres nas atividades da cooperativa e fortalecer a atuação das cooperadas nas propriedades rurais e nas comunidades onde a organização está presente.

Nesta primeira etapa, foram realizados encontros com cooperadas das unidades de Mariópolis, Renascença, Mangueirinha, Coronel Vivida e Palma Sola, além de uma reunião conjunta com participantes de Pato Branco e Vitorino. As reuniões foram conduzidas pelo setor de Cooperativismo e apresentaram a proposta da nova estrutura, que funcionará de forma descentralizada em cada unidade.
O Elo Feminino passa a integrar as ações do Núcleo Feminino, formalizado neste ano e composto por representantes de todas as unidades da cooperativa. A proposta é ampliar a participação das mulheres nos processos da cooperativa, promover ações de desenvolvimento e estimular o protagonismo feminino no meio rural.
Grupos serão organizados em cada unidade
Segundo a coordenadora de Cooperativismo da Tradição, Eliane Pessini Negri, cada unidade formará um grupo próprio, responsável por aproximar as cooperadas da cooperativa e levantar demandas específicas de cada região.

“O Elo Feminino será essa ligação entre as cooperadas e a cooperativa. Queremos ouvir as mulheres, entender as necessidades de cada região e desenvolver ações que realmente façam sentido para as comunidades. Não teremos um modelo único. Cada grupo ajudará a construir iniciativas de acordo com a sua realidade”, ressalta.
De acordo com Eliane, o trabalho voltado à participação feminina já vinha sendo desenvolvido pela cooperativa nos últimos anos, mas a criação do Núcleo Feminino representa uma nova etapa dessa estratégia. A iniciativa conta com apoio do Sistema Ocepar, por meio do Sescoop Paraná.
Durante os encontros, a instrutora Mariana, do Sescoop Paraná, conduziu dinâmicas para apoiar a organização dos grupos e levantar sugestões de treinamentos, projetos sociais e outras atividades que deverão compor o cronograma ao longo do ano.
Capacitação e integração
A coordenadora do Núcleo Feminino, Kellen Braun Tonus, destacou que o grupo pretende ampliar as oportunidades de formação e fortalecer a presença das mulheres tanto na cooperativa quanto nas comunidades. “O Núcleo Feminino é muito importante para o desenvolvimento não apenas da cooperativa, mas também das comunidades onde estamos inseridos. Queremos desenvolver ações que promovam conhecimento, integração e oportunidades para as mulheres cooperadas”, enfatiza.

Para a cooperada da unidade de Vitorino, Roberta de Bortoli Fontana, a iniciativa acompanha a crescente participação feminina na gestão das propriedades rurais. “A participação da mulher cresceu muito e hoje ela tem voz ativa nas decisões da família, atuando como agente na tomada de decisões. É uma iniciativa maravilhosa da cooperativa, porque dá espaço para a mulher e oportunidade para desenvolver sua força, delicadeza, competência e sensibilidade, aproximando cada vez mais as mulheres da Tradição”, afirma.
Segundo ela, além dos treinamentos, a proposta deverá fortalecer a integração entre as cooperadas e incentivar ações sociais nas comunidades.
Próxima etapa
Com a conclusão dos encontros iniciais, as representantes de cada unidade passarão a organizar os grupos do Elo Feminino e mobilizar outras cooperadas para participar das atividades. Em conjunto com os setores de Cooperativismo e Comunicação da Tradição, serão definidas as prioridades e os projetos que serão desenvolvidos em cada município, de acordo com as demandas identificadas pelas próprias participantes.
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Sandro Alex defende continuidade de investimentos no agronegócio do Paraná
Pré-candidato ao Governo do Estado apresentou propostas voltadas à infraestrutura, energia, crédito rural e inovação durante encontro da Faep.

O pré-candidato do PSD ao Governo do Paraná, Sandro Alex, defendeu nesta quarta-feira (15) a continuidade do modelo de desenvolvimento implantado pelo governador Ratinho Junior para fortalecer o agronegócio paranaense. Em encontro promovido pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), em Curitiba, ele apresentou um panorama geral sobre as principais ações executadas desde 2019 e que ele pretende ampliar para aumentar a competitividade do campo, com destaque para os investimentos em infraestrutura logística, energia, crédito rural e inovação.
Indicado por Ratinho Junior para disputar sua sucessão, Sandro afirmou que o Paraná vive um dos melhores momentos da história do agronegócio porque o Estado passou a atuar de forma integrada, eliminando gargalos históricos que limitavam o crescimento da produção.
“O agro sempre foi uma das forças da economia paranaense, mas ele precisa do apoio do Estado para continuar crescendo. Isso significa estradas melhores, energia de qualidade, crédito facilitado, tecnologia e gente preparada. Foi isso que fizemos ao lado do governador Ratinho Junior nos últimos anos: criar as condições para que o produtor pudesse investir com segurança, produzir mais e competir em qualquer mercado nacional ou internacional”, afirmou Sandro Alex. “Além de tudo esse é um time que faz a defesa da propriedade privada e apoia os nossos moradores do campo”.
Infraestrutura para reduzir custos
Sandro ressaltou que uma das principais transformações dos últimos anos foi a melhoria da infraestrutura logística, considerada essencial para reduzir custos de produção e aumentar a competitividade do agronegócio e da agroindústria paranaense.
Segundo ele, a gestão Ratinho Junior colocou em prática o maior programa de investimentos em infraestrutura da história do Estado, combinando recursos próprios com o novo pacote de concessões rodoviárias estruturado durante sua gestão à frente da Secretaria de Infraestrutura e Logística.
O modelo desenhado pelo Governo do Paraná em parceria com o setor produtivo, incluindo a FAEP, cooperativas e outros representantes do agronegócio, garantiu mais de R$ 60 bilhões em investimentos ao longo dos próximos anos em duplicações e outras melhorias. Diversas obras já estão em execução em diferentes regiões do Estado, como a triplicação da BR-277, essencial para dar mais agilidade ao escoamento da safra rumo ao Porto de Paranaguá.
Paralelamente, o Governo do Paraná também ampliou significativamente os investimentos diretos na malha rodoviária estadual, tornando-se referência nacional na utilização de pavimento rígido. Atualmente, o Estado possui aproximadamente mil quilômetros de rodovias em concreto, material que oferece maior durabilidade, reduz custos de manutenção e suporta melhor o intenso tráfego de cargas.
A partir de agora, de acordo com Sandro, a ideia é que todos os corredores de produção contem com pavimento em concreto, com traçados adequados para caminhões com grande capacidade de carga. “Quando reduzimos o tempo de viagem e melhoramos a qualidade das estradas, reduzimos também o custo para quem produz. É menos desgaste dos caminhões, menor consumo de combustível e mais competitividade para nossos produtores e cooperativas”, destacou.
O pré-candidato lembrou ainda que esse conjunto de investimentos beneficia toda a cadeia produtiva, facilitando tanto a chegada de insumos às propriedades quanto o escoamento da produção até os centros consumidores e o Porto de Paranaguá, principal corredor de exportação do agronegócio paranaense.
Energia para produzir mais
Sandro também destacou os investimentos realizados para ampliar a oferta de energia no campo, considerados fundamentais para permitir o crescimento das propriedades rurais e da agroindústria. Entre os principais programas está o Paraná Trifásico, considerado a maior iniciativa de modernização da infraestrutura elétrica rural da história do Estado. Ao longo de cinco anos, foram investidos R$ 3,3 bilhões na implantação de 25 mil quilômetros de novas redes trifásicas rurais, alcançando 395 municípios paranaenses.
O programa substituiu antigas redes monofásicas por sistemas mais modernos, com cabos protegidos e equipamentos automatizados, reduzindo significativamente as interrupções provocadas por eventos climáticos e ampliando a capacidade de fornecimento de energia.
Os resultados são sentidos diretamente nas cadeias produtivas do leite, da avicultura, da suinocultura, da piscicultura, da fumicultura e de diversas outras atividades que dependem de energia estável para operar equipamentos cada vez mais tecnológicos.
“Hoje o produtor tem energia para crescer. O Paraná Trifásico permitiu ampliar granjas, aviários, tanques de piscicultura, sistemas de irrigação e agroindústrias. É uma obra silenciosa, mas que mudou completamente a capacidade produtiva do campo”, disse.
Crédito para ampliar a produção
Sandro Alex também lembrou que os investimentos em infraestrutura e energia foram acompanhados por políticas públicas voltadas ao financiamento da produção rural. Ele destacou o Banco do Agricultor Paranaense, programa criado para subsidiar integralmente as taxas de juros em diversas linhas de crédito destinadas à agricultura familiar, infraestrutura, sustentabilidade e modernização das propriedades.
Desde sua criação, o programa já movimentou mais de R$ 1 bilhão em financiamentos, apoiando mais de 7,8 mil projetos em todas as regiões do Estado. As operações são realizadas por instituições como Fomento Paraná, Banco do Brasil, BRDE e cooperativas de crédito, entre elas Sicredi, Cresol e Sicoob.
O programa democratizou o acesso ao crédito para milhares de pequenos e médios produtores. “O agricultor quer investir, mas muitas vezes esbarra no custo financeiro. Quando o Estado subsidia esses juros, ele transforma um projeto que antes era inviável em investimento, emprego, renda e aumento da produção. Foi exatamente isso que aconteceu no Paraná”, comentou o pré-candidato do PSD.




