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Exportação de carne bovina e de aves halal da BRF/Marfrig soma quase um milhão de toneladas por ano
Executivo da BRF falou no Global Halal Brazil Business Forum sobre a trajetória da empresa e da Marfrig no mercado de produtos halal.

O vice-presidente de mercado Internacional e Planejamento da BRF, Leonardo Dall’Orto, fez um balanço das atividades da empresa e de sua parceira Marfrig no mercado de produtos halal em sua apresentação na segunda edição do Global Halal Brazil Business Forum. “Fico muito grato pelo convite e oportunidade de falar para uma plateia tão ligada à cultura e ao mercado halal”, afirmou. “Participo do evento carregando dois chapéus, o da BRF e o da Marfrig, dois importantes fornecedores de proteína animal, segundo o método halal. Com isso, carrego também quase 90 anos de história e uma equipe maior que muitas cidades do Brasil e do mundo, composta de 135 mil colaboradores em mais de 120 países ao redor do mundo”, completou.
Segundo o executivo, a complementaridade das operações da Marfrig/BRF traz benefícios para ambas as empresas, o que as coloca entre os maiores produtores e exportadores de aves e bovinos do mundo.

Foto: Cláudio Neves
Dall’Orto explicou que as empresas atuam de maneira alinhada no setor de multiproteínas e, por essa razão, podem colaborar com demandas globais de alimentos, especialmente no mercado halal, que cresce no consumo mundial de alimentos e cujos países têm grande potencial de crescimento populacional e de consumo no setor de proteínas para os próximos anos.
Somente em 2020, a BRF exportou quase 700 mil toneladas de aves para o mercado halal. Por sua vez, a Marfrig já exportou mais de 250 mil toneladas de carnes bovinas. “Ou seja, juntas, as empresas estão chegando a um milhão de toneladas de alimentos exportados para o mundo halal”, exemplificou.
Dall’Orto afirmou que a BRF/Marfrig deseja avançar em segmentos que se materializam como demanda de produtos de alta qualidade, inovação e conveniência ao consumidor final. “Tratamos a questão halal com a maior relevância. Trabalhamos com certificadores que atestam nossos compromissos com a qualidade dos nossos produtos e o respeito aos procedimentos e exigências halal.”
Atualmente, 18 das 38 unidades da BRF espalhadas pelo Brasil têm produção voltada ao mercado halal. Nessas unidades, são produzidos cortes de frango, o frango griller (galeto), empanados, salsichas à base de frango, farinhas hidrolisadas, entre outros produtos.
Por sua vez, a Marfrig possui certificação halal para 17 unidades em sua produção global, sendo 12 no Brasil, uma na Argentina, uma no Chile e três nos Estados Unidos.
Dall’Orto contou que o mercado halal é tratado na empresa por uma vice-presidência específica, que conta com mais de 6.000 colaboradores. Essa vice-presidência possui estrutura numa área comercial dedicada, logística, marketing e operações. Além disso, possui escritórios, fábricas e centros de distribuição em toda a região do Oriente Médio. “Hoje cinco dos maiores mercados de exportação da BRF são halal, incluindo nossos primeiros e segundos mais importantes mercados. O compromisso da BRF e da Marfrig com esses mercados é absoluto”, assegurou Dall’Orto.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
A parceria da BRF com o Oriente Médio e o norte da África vem de longa data. A companhia está presente na região desde o início dos anos 1970, com exportações para o mundo árabe por meio da marca Sadia.
Em 2017, a companhia assumiu as operações da Banvit, entrando de vez em um dos maiores mercados consumidores de frango halal do mundo, a Turquia, com três plantas que, somadas, produzem 385 mil toneladas de alimentos por ano e, junto com os escritórios corporativos e centros de distribuição, empregam mais de 4,6 mil pessoas localmente.
Em 2014, foi inaugurada a unidade de processamento na zona industrial de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, resultado de investimento de mais de R$ 800 milhões, seguindo a visão de levar produção local para os maiores mercados da companhia. “Hoje temos a maior planta de processados no Oriente Médio, que produz anualmente mais de 42 mil toneladas de alimentos, podendo chegar a mais de 80 mil toneladas”, disse Dall’Orto.
Na Arábia Saudita, a empresa inaugurou em 2022 uma planta capaz de produzir 15.000 toneladas de alimentos por ano, fechando um ciclo de investimentos iniciados em 2021 com quase R$ 100 milhões alocados para operar a unidade e a aquisição de uma processadora de alimentos local, também em 2021. “Com esses ativos industriais, preparamos nosso negócio para ampliar a capacidade de atendimento à demanda local para além da exportação de produtos in natura, observando as oportunidades de ampliar market share e a presença em categorias e subcategorias de valor agregado”, afirmou Dall’Orto.
De acordo com o executivo, a empresa ainda mantém presença halal nos mercados islâmicos da Ásia, como Singapura, Malásia e Indonésia, e diversos outros países que possuem maioria da sua população islâmica.
Para o caso de Singapura, apesar de não ser um requisito acesso ao mercado, a BRF faz questão de exportar produtos com a certificação halal, em demonstração de

Foto: Shutterstock
seu compromisso com a qualidade dos produtos e respeito à população islâmica no Sudeste asiático. “Estamos sempre trabalhando para inovar e manter nossa marca líder nos mercados halal. Em 2022, lançamos peito de frango em cubos marinados, frangos congelados individualmente e demais itens aliados à cultura local”, disse Dall’Orto, acrescentando: “Investimos ainda em cortes de frango congelados e outros produtos, como os nuggets, em uma linha estratégica de dobrar nossa participação de produtos de valor agregado nos próximos três anos.”
O executivo afirmou que a BRF se orgulha de ser a maior produtora de mercado halal do mundo. “Entendemos a importância de seguirmos como parceiro confiável e de longo prazo para países muçulmanos e árabes, colaborando para garantir a segurança alimentar da população islâmica ao redor do mundo.”
O Global Halal é patrocinado por BRF, Marfrig, Minerva Foods, Laila Travel, Turkish Airlines e Embratur, tem parceria da Apex Brasil, Câmara Islâmica de Comércio, Indústria e Agricultura, União das Câmaras Árabes e Liga Árabe, e apoio da Halal Academy.

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MBRF integra Índice Carbono Eficiente da B3
Empresa passa a integrar o ICO2 após fusão entre Marfrig e BRF, com reconhecimento à gestão das emissões de gases de efeito estufa.

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, integra a carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3), que reconhece empresas com desempenho consistente na gestão e na transparência das emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para o avanço da transição para uma economia de baixo carbono. No processo de avaliação, 94 companhias foram analisadas, das quais 65 foram selecionadas para compor a nova carteira.
Esta é a primeira avaliação da companhia como MBRF, após a fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025. No ciclo anterior, a Marfrig integrou o ICO2 B3 pelo quinto ano consecutivo, enquanto a BRF participou da carteira pela 14ª vez.
“A inclusão da MBRF na carteira do ICO2 B3 evidencia a robustez das práticas para mitigação e adaptação climáticas da companhia e reflete a consolidação de uma trajetória construída por Marfrig e BRF, já reconhecidas individualmente pela eficiência na gestão das emissões. Agora, ampliamos esse legado, com uma atuação integrada, em maior escala e com compromisso permanente com a agenda climática”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da MBRF.
Criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ICO2 avalia indicadores como metas de mudanças climáticas atreladas a remuneração variável dos executivos, reporte público de emissões de gases de efeito estufa, estudo de identificação de riscos e/ou oportunidades relacionados ao clima, plano de transição alinhado à ambição de limitar o aquecimento global a 1,5°C (conforme preconizado pelo Acordo de Paris), metas de descarbonização da cadeia de valor, entre outros.
Mudança do clima
Para mitigar os efeitos da mudança do clima e contribuir para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono, a MBRF estabeleceu compromissos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Os desafios climáticos foram validados pela Science Based Targets initiative (SBTi) e estão alinhados com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5º C, conforme estabelecido no Acordo de Paris. O plano de ação está baseado em quatro frentes de ação: cadeia livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional.
Entre as ações, destacam-se a geração de créditos de carbono certificados, com rentabilidade compartilhada ao longo da cadeia; o desenvolvimento de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF), certificados em parceria com a Embrapa; o uso de fontes renováveis, que já respondem por cerca de 50% da eletricidade consumida nas operações industriais, além da adoção de energia solar em aproximadamente 60% da criação de aves e suínos. A empresa também atua na intensificação e no manejo adequado de pastagens, evitando a supressão de vegetação nativa, investe no Programa de Produção Sustentável de Bezerros da IDH – The Sustainable Trade Initiative, e promove o melhoramento genético integrado que reduz o tempo de preparo dos animais para o abate, contribuindo para a diminuição das emissões.
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Florescimento da soja define potencial produtivo da lavoura
Fatores climáticos, nutrição equilibrada e manejo adequado são decisivos para o pegamento de flores e a formação de vagens.

O florescimento da soja marca uma das fases mais estratégicas do ciclo da cultura, pois é nesse período que se define grande parte dos componentes de produtividade. Aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo atuam de forma integrada e podem favorecer ou limitar o pegamento de flores e a formação de vagens, refletindo no rendimento final da lavoura.
Entre os principais fatores que influenciam o florescimento estão o fotoperíodo, a temperatura, a disponibilidade hídrica e a nutrição da planta. Fotoperíodo e temperatura atuam conjuntamente sobre o desenvolvimento da soja, sendo que cada cultivar apresenta exigências específicas de soma térmica para completar seu ciclo.

Foto: Shutterstock
Já o déficit hídrico reduz a divisão e o alongamento celular, diminui a área foliar e o porte das plantas, resultando em menor formação de nós. Como consequência, ocorre redução no número de flores, vagens e grãos, afetando diretamente os componentes de produção.
A nutrição equilibrada também é determinante nessa fase. Todos os macro e micronutrientes são importantes, mas alguns se destacam durante o florescimento da soja, como fósforo, potássio, cálcio, boro, magnésio, cobalto e molibdênio. Esses nutrientes estão diretamente ligados à formação das flores, à polinização, ao transporte de carboidratos, à nodulação e ao enchimento de grãos. Deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e boro, podem provocar baixa formação de flores e vagens.
Segundo o PhD em Agronomia em Ciência do Solo, Roni Fernandes Guareschi, além dos fatores abióticos, questões de manejo também interferem no florescimento e, por isso, requerem planejamento e correta execução das práticas agrícolas neste momento. “As análises de solo e foliar permitem identificar e corrigir desequilíbrios nutricionais que comprometem o desenvolvimento da planta e aumentam o risco de abortamento. A escolha de sementes de alta qualidade, de variedades adaptadas à região, o respeito à janela de plantio e um manejo eficiente de pragas e doenças são fundamentais para garantir um florescimento uniforme e dentro do potencial de cada cultivar”, afirma.
Florescimento e o início do verão
A qualidade da semente utilizada na implantação da lavoura exerce forte influência no florescimento. Sementes com alto vigor, boa germinação e sanidade favorecem um estabelecimento mais rápido e uniforme, com sistema radicular mais desenvolvido e maior eficiência na absorção de água e nutrientes, resultando em maior número de flores, vagens e grãos.

Foto: Gilson Abreu
Nesse contexto, o suporte técnico especializado contribui para decisões mais assertivas ao longo do ciclo. “Além de auxiliar na escolha da variedade mais adequada para cada região e condição climática, o time de campo orienta o produtor durante toda a safra com análises de solo e foliar e na seleção correta dos insumos para promover estandes mais uniformes e maior segurança na floração e formação de vagens”, destaca Guareschi.
Com a lavoura em fase reprodutiva e sob condições típicas do início do verão, o produtor deve ter ainda mais atenção ao manejo. “Monitorar a nodulação da soja, acompanhar pragas e doenças de forma contínua e adotar estratégias para estimular o máximo potencial fisiológico da planta são cuidados essenciais para minimizar os efeitos dos estresses abióticos e preservar o desempenho da cultura”, reforça.
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Dia de Campo da Copacol apresenta pesquisas e tecnologias para elevar a produtividade
Evento reúne cooperados no CPA, em Cafelândia (PR), e destaca manejo, cultivares e cenário do mercado de commodities.

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo Centro de Pesquisa Agrícola (CPA). “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.
- Valter Pitol fez a abertura do Dia de Campo de Verão da Copacol
- O secretário Márcio Nunes foi recebido por Valter Pitol

Cooperado Lucas visitou o CPA com o filho Gustavo: “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras”
Entre os temas abordados estiveram os resultados de pesquisa referente a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção; plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades; manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo e um painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA. A abertura do evento também contou com uma palestra especial sobre tendências do mercado de commodities com o palestrante Étore Baroni, da Stone-X Brasil.
Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor que participou do evento no primeiro dia.
Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.
Nesta sexta-feira (09) um novo grupo de produtores participa do Dia de Campo de Verão da Copacol. As atividades começam a partir das 08 horas no CPA, em Cafelândia (PR).
- Cooperados puderam tirar dúvidas sobre os resultados das pesquisas
- A equipe técnica da Copacol recebeu os cooperados em cada etapa
- O secretário de Agricultura e do Abastecimento do Paraná conheceu as áreas de pesquisa do CPA








