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Bovinos / Grãos / Máquinas Segundo Abiec

Exportação de carne bovina do Brasil tem volume e receita recordes em 2019

Embarques fecharam ano com 1,8 milhão de toneladas e as receitas cresceram 15,5%, somando USD7,59 bilhões

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Arquivo/OP Rural

Impulsionada pela demanda chinesa, as exportações brasileiras de carnes bovinas fecharam 2019 com novo recorde de volume e faturamento. Os volumes embarcados alcançaram 1,847 milhão de toneladas e a receita US$ 7,59 bilhões. Os números representam um crescimento de 12,4% e 15,5%, respectivamente, em relação a 2018, superando as projeções realizadas e consolidando o ritmo de crescimento das vendas brasileiras.

Os bons resultados obtidos em 2019 estão relacionados diretamente ao aumento das vendas em mercados já consolidados, a exemplo de China, Emirados Árabes e Rússia, o que demonstra não só o reconhecimento da qualidade da carne brasileira, mas também a confiança nos padrões de produção nacionais. “Os números demonstram o quanto a carne brasileira é bem aceita e tem boa competitividade no exterior”, destaca o presidente da Abiec, Antonio Jorge Camardelli.

Principais importadores

Os resultados positivos foram puxados principalmente pelo crescimento da demanda chinesa, que em 2019 se consolidou como o principal destino da carne brasileira, respondendo por 26,7% do total exportado pelo país. Em 2019, as exportações para a China somaram 494.078 toneladas, crescimento de 53,2% ante 2018. Em receita, o crescimento foi de 80%, com um total de US$ 2,67 bilhões.

Resumo das exportações de carne bovina em 2019

  • Faturamento: US$ 7.593.932
  • Total de toneladas: 1.847.519
  • Principais importadores: China, Hong Kong, União Europeia e Egito

Fonte: Assessoria
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Bovinos / Grãos / Máquinas Segundo Cepea

Incertezas no mercado de derivados em abril pressionam cotações ao produtor

Depois de registrarem altas consecutivas de dezembro de 2019 a abril de 2020, os preços pagos ao produtor caíram em maio

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Arquivo/OP Rural

Depois de registrarem altas consecutivas de dezembro de 2019 a abril de 2020, os preços pagos ao produtor caíram em maio. De acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a “Média Brasil” líquida em maio (referente à captação do mês anterior) chegou a R$ 1,3783/litro, recuos de 5% frente ao mês anterior e de 11,2% em relação a maio/19 (em termos reais, com valores deflacionados pelo IPCA de abril/20). A desvalorização do leite no campo esteve atrelada às incertezas no mercado de derivados em abril, decorrentes da crise por causa da pandemia de coronavírus.

Abril marcou o primeiro mês completo de enfrentamento à pandemia e de, consequentemente, uma nova dinâmica de consumo da população. Além de o atendimento dos serviços de alimentação (importantes canais de distribuição de lácteos) ter sido prejudicado pelo agravamento da pandemia, também houve a diminuição da frequência das compras por parte dos consumidores, diante da redução da renda de muitas famílias. Segundo agentes consultados pelo Cepea, esses fatores impactaram negativamente sobre a demanda de derivados no correr de abril.

De acordo com a pesquisa diária do Cepea, com apoio financeiro da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), o preço do leite UHT registrou queda acumulada de 17,8% em abril. Ainda assim, a média mensal, de R$ 2,87/litro, ficou 8,41% acima da registrada em março/20 (quando, vale lembrar, foi verificado o choque de demanda no início do isolamento social).

O mercado de queijo muçarela também foi afetado pelas incertezas do cenário atual, registrando demanda enfraquecida e volume reduzido de negociações. Esse derivado apresentou desvalorização acumulada de 8,3% em abril, e o preço médio mensal fechou a R$ 17,93/kg, recuo de 5,97% em relação ao de março. A dificuldade em se assegurar a liquidez impactou negativamente na produção deste lácteo em abril. Como consequência, houve aumento da oferta de leite cru no mercado spot (negociação entre indústrias) em abril. Em Minas Gerais, o preço médio do leite cru caiu 7,3% na primeira quinzena de abril e 11,7% na segunda.

Por outro lado, a entressafra da produção leiteira avança no Sudeste e Centro-Oeste. No Sul, a estiagem prejudica a atividade e compromete a quantidade e a qualidade da produção de silagem para os próximos meses. O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea registrou queda de 0,6% de março para abril na “Média Brasil” e acumula baixa de 12,4% neste ano.

Tipicamente, neste cenário, as indústrias empenhariam esforços para recompor seus estoques.  Contudo, as perspectivas negativas sobre o consumo no médio e longo prazos aumentaram o nível de incerteza em abril e diminuíram o investimento das indústrias em estoques, pressionando as cotações no campo em maio.

Junho

Como o preço do leite ao produtor é formado depois das negociações quinzenais do leite spot (negociação de leite cru entre indústrias) e das vendas de lácteos, as cotações no campo de junho refletirão o mercado de derivados de maio. Durante este mês, observou-se que a produção de leite no campo diminuiu. Como consequência, pesquisas do Cepea apontam que o preço médio mensal do leite spot em Minas Gerais em maio foi 6,7% maior que o de abril, em termos nominais. A menor oferta no campo em maio e a menor produção de derivados em abril, por sua vez, reduziram os estoques de UHT e muçarela neste mês, favorecendo o aumento das cotações.

De 4 a 27 de maio, a pesquisa diária do Cepea mostrou alta acumulada de 14,4% para as cotações de UHT e elevação de 15,7% para as de muçarela. Ainda assim, as médias mensais parciais dos preços do UHT e da muçarela neste período, de R$ 2,68/litro e de R$ 17,90/kg, são 6,62% e 0,1% menores que as respectivas médias de abril.

Fonte: Cepea
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Bovinos / Grãos / Máquinas Mercado

Dólar flertando os R$ 6 estimula mais venda antecipada da soja 2020/2021

Para especialistas, preço atrativo contribuiu com as vendas

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Arquivo/OP Rural

A alta do dólar, que em 14 de maio estava cotado em R$ 5,82, mas tem flertado os R$ 6, tem estimulado a venda antecipada da safra de soja 2020/2021. Em Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná, a saca naquele dia era vendida a R$ 98 no balcão ou a R$ 85 no caso de contrato futuro. O agricultor Heitor Osterkamp tem uma propriedade onde trabalha com produção de frangos, armazenagem de milho e aveia e produção de grãos. Já vendeu 35% da safra de soja 2020/2021 de maneira antecipada, mas ele sabe que é “um jogo” que precisa de cautela. “O contrato é de R$ 85 a saca, mas hoje estou perdendo, uma vez que com a cotação do dólar a saca vale R$ 98. Faz alguns anos que trabalho com venda antecipada. Quando percebo que consigo atingir bom preço de acordo com o custo de produção, incluindo compra de adubos e defensivos, analiso e realizo o contrato”, expõe.

 Ele comenta que se a média obtida na colheita é de 150 sacas, dificilmente vende mais do que 50 a 60 sacas na primeira etapa, antes do plantio. “Acompanho a previsão do tempo diariamente, bem como outros fatores, e se puder vendo algo final do ano, se o preço estiver bom. Tomamos cuidados. Nossa média de venda antecipada é de 30 a 40%”, ressalta Osterkamp, que também possui área de terra no Paraguai, onde trabalha com grãos e gado de corte.

O produtor menciona que no Brasil, com a variável do câmbio, é mais difícil acertar o momento ideal de venda. “Já no Paraguai tenho sido mais assertivo na venda antecipada”, pontua.

Conforme o paranaense, uma das principais vantagens com a venda antecipada é a segurança financeira. “Agora vou esperar a safra ser instalada para observar o que acontece. É preciso ter pé no chão, equilíbrio, pois se não cumprir o combinado, eu pago multa. Vou parcelando a venda da soja para fazer valer a pena, comercializando em vários momentos. Quando agrada, eu vendo”, cita, acrescentando que no caso do milho safrinha ele faz armazenagem. Nesse caso, ela vende o ano todo.

Ano excepcional

De acordo com o gerente comercial da Agrícola Horizonte, Valdair Schons, praticamente 90% da safra colhida no verão já foi comercializada. “Em outras épocas era vendido de 40 a 50% durante a safra e o restante no decorrer do ano”, compara. “Este é um ano excepcional”, avalia.

Segundo ele, o preço atrativo contribuiu com as vendas. “Embora a saca tenha sido vendida a R$ 98 em meados de maio, a maioria dos produtores rurais venderam anteriormente na faixa de R$ 80 para pagar as contas. Isso porque a tendência era o valor da soja cair, mas ocorreu o contrário e a saca passou a subir”, frisa.

No que tange à comercialização da próxima safra de soja, 2020/2021, Schons revela que em torno de 15% da recepção da empresa já está vendida antecipadamente. “Esses 15% de venda antecipada nessa época são considerados um índice expressivo, já que o plantio vai acontecer em meados de setembro. Ou seja, até lá podem ocorrer mais negócios ainda. Isso representa o dobro de anos anteriores, quando nesse período a venda antecipada era de cerca de 8%”, salienta.

Schons assegura que o crescimento na venda antecipada ocorre devido ao dólar valorizado frente ao real. “Hoje os insumos subiram de preço, mas quando se converte em dólar o preço fica igual ou ainda melhor ao produtor, ou seja, fica vantajoso e por isso os agricultores buscam uma garantia pela venda antecipada”, expõe o gerente comercial.

“Estamos batendo todos os recordes de venda de soja”

Os patamares elevados dos preços praticados fizeram com que os produtores rurais comercializassem a maior parte da atual safra de soja, assim como da safra futura (2020/2021). “O câmbio favorece e é algo sem precedentes. Compensa vender antecipadamente a safra de soja devido à conjuntura atual do Coronavírus, que levou pânico aos mercados de capitais ao redor do mundo e no Brasil. O dólar tem maior liquidez e se eleva em relação às outras moedas”, destaca o técnico agrícola do Departamento de Economia Rural (Deral) de Toledo, PR, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), João Luiz Raimundo Nogueira.

 Ele enfatiza que, além da moeda brasileira estar desvalorizada, o Brasil tem um componente a mais: a crise política. “Isso contribui para levar incertezas aos investidores que estão no Brasil, grande parte deles de curto prazo e que se afastam. Há desavenças dentro do próprio governo, o que gera desconfiança nos investidores, então a partir do momento que existe esse medo há desvalorização da bolsa no mercado de capitais”, explica Nogueira, que é especialista em agronegócio.

Segundo ele, isso tudo ocorre em um momento em que a safra de soja está recém-colhida e tem favorecido não só o produto colhido, mas também em relação à negociação da safra futura. “Estamos batendo todos os recordes de venda da safra nova em uma época em que comercializamos a safra em curso. Vivemos um momento estranho e novo devido à pandemia. Outro fator que deve ser considerado para que essas transações ocorram é que as nossas exportações de soja continuam bastante robustas, principalmente para a China. Os negócios são fechados porque há expectativa de que a demanda persista durante o ano”, pontua.

O especialista em agronegócio diz que ao passo em que em torno de 15% da safra de soja 2020/2021 já esteja negociada em Marechal Rondon, há relatos de regiões onde este índice alcança 30% (matéria produzida em meados de maio). “É um fato muito novo e o Brasil exerce protagonismo não só na produção de soja, bem como nas exportações”, considera.

Hora de aproveitar

Nogueira ressalta ser o momento ideal dos produtores aproveitarem a ocasião e se capitalizarem. “Não sabemos como vai ser daqui para frente. Nós vemos uma fase boa agora e é preciso aproveitar, porque fica difícil fazer previsões. Viveremos uma recessão mundial com países desenvolvidos falando em redução do Produto Interno Bruto na ordem de 3 a 5%, e isso é inimaginável. Se você está diante de uma expectativa de recessão mundial, fica difícil prever o que pode acontecer. Os produtores devem aproveitar esta oportunidade de capitalizar”, reforça.

De acordo com o técnico do Deral, o peso das demandas dá suporte para que o produto seja vendido. “Se o dólar valoriza o nosso produto é sinal de que a nossa moeda está desvalorizada e fica fácil comprar nosso produto. Porém, é bom os produtores fazerem os cálculos e anteciparem a compra de insumos visando obter algumas vantagens por isso. A ressaca disso tudo pode acontecer em breve se o câmbio continuar nesses eixos, pois corremos o risco de ter insumos com preços altos na frente”, enaltece.

Apesar de não possuir números oficiais, Nogueira informa que em torno de 30% da safra de soja foi vendida antecipada em várias regiões do Brasil. “É difícil saber ao certo, pois as mudanças são diárias. Tenho dito para o produtor aproveitar a oportunidade. Entendo a fase como ideal para a relação de venda de produto e compra de insumo, portanto hoje o momento é favorável ao agricultor devido ao preço. É a hora de o produtor fazer as contas e trabalhar bem essa questão de custo para a semeadura da próxima safra”, sustenta.

Fonte: O Presente Rural
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Bovinos / Grãos / Máquinas Logística

Aplicativos auxiliam a evitar falhas e fraudes na coleta do leite

Consultor listou soluções que auxiliam produtor, laticínio e consumidor a ter um produto de melhor qualidade e não sofrer nenhuma desvantagem ou trapaça

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Arquivo/OP Rural

Até o leite chegar no laticínio e na mesa do consumidor, ele percorre um longo processo. Nesse tempo, são muitas as regras seguidas por produtores para garantir um leite de alta qualidade. Porém, ainda existem erros que podem acontecer no caminho entre a propriedade e o laticínio. Ou pior, não erros, mas fraudes. Casos que acontecem que lesam o produtor e também o consumidor final.

 Durante o Show Rural Coopavel, o consultor André Campo listou alguns itens que diferenciam um erro de uma fraude durante a logística na coleta do leite e listou soluções que auxiliam produtor, laticínio e consumidor a ter um produto de melhor qualidade e não sofrer nenhuma desvantagem ou trapaça. “As falhas nos processos são divididas em dois tipos: erros ou fraudes. No primeiro, a pessoa não tem consciência ou não está instruída para operar corretamente. Já no segundo caso, a pessoa falha buscando alguma vantagem, que necessariamente se desdobra para uma desvantagem para além”, explica.

Campos mostra alguns dos itens que são mais recorrentes no momento da coleta do leite na propriedade. Começando pelas falhas, o profissional mostra que podem existir os produtores carona e ocultos. “O produtor carona se encaixa quando não há uma rota definida para a coleta do leite, não existindo assim controle entre transportadores. Já o oculto é aquele leite que está chegando na companhia, mas não tem cadastro de que produtor é”, explica. Outro ponto é quanto a refrigeradores mal regulados. “É recorrente vermos que a temperatura está mal ajustada”, comenta. Há ainda a coleta feita de um leite com mais de 48 horas. “Sabemos que a legislação permite no máximo de 48 horas para a coleta do leite”, diz.

Outros pontos, de acordo com o profissional, são refrigeradores fora do nível. “Quando isso acontece, pode impactar na qualidade do leite”, explica. Há também o período de descarga livre, explica Campos, que é quando o transportador chega a qualquer momento e a coleta é feita a qualquer momento. Rotas longas e mal direcionadas também são comuns, informa. “Sabemos que isso acontece às vezes porque ainda existem laticínios que pagam aos transportadores por quilometro rodado. Dessa forma, vemos muitas vezes rotas longas, forçadas pelo transportador”, comenta.

Outro problema encontrado é quanto a sub rotas (baldeios). “A sub rota ainda é permitida na legislação, mas vemos como um erro. A sub rota executa determinada região, baldeia para a rota principal e essa sim vai para o laticínio”, conta. Por último estão as amostras mal coletadas. “O transportador hoje é responsável pelas amostras retiradas nas propriedades. Porém, nem sempre ele está orientado de como fazer e acaba não fazendo corretamente, e dessa forma acaba não mostrando a realidade daquele produtor”, explica.

Fraudes

Além de todos estes problemas que já são encontrados e enfrentados, há ainda as fraudes. Campos apresenta algumas mais frequentes. A primeira delas é de produtores fantasmas. “São aqueles em que há entrega de leite no nome deles no laticínio, porém, quando vamos conferir no GPS do transportador esse produtor não existe no mapa. Ele, na verdade, é um laranja do transportador mal-intencionado”, expõe. O consultor explica que o transportador tem várias formas de conseguir aumentar o volume de leite na carga, desde inclusão de água até procedimentos mais complexos. “Mas, de qualquer forma, ele consegue aumentar o volume captado e esse excedente ele joga no produtor fantasma”, explica.

Outra fraude encontrada com frequência é a coleta feita logo após a ordenha. “Isso traz uma elevação na temperatura da carga”, comenta. Há também a coleta de “leite ácido”. “Este é um leite coletado após as 48 horas, tornando-o velho”, diz. “Há ainda o ajuste do “passa e falta”, que é aquele excedente de leite, que como a planilha é manual, ele consegue identificar o excedente e assim lançar para o produtor fantasma dele”, explica. Outra fraude recorrente são os blackouts na rota. “Esses são os intervalos que acontecem na rota. É quando o transportador já coletou o leite tem 1 horas e ao invés de levar aquele leite para o laticínio, ele faz uma pausa em casa, vai dormir ou fazer outra coisa e somente depois ou no dia seguinte termina de fazer a coleta da rota dele e leva o leite. É um absurdo para a qualidade do leite”, conta.

Nas fraudes também são encontrados alongamentos intencionais da rota. Segundo Campos, este caso é quando o laticínio paga por quilometro rodado e o transportador faz um alongamento forçado na rota para ganhar mais. Por último há as amostras clones de leite. “Diferente das amostras malfeitas, o transportador sabe que está fazendo errado. Ele vai naquele produtor que tem o melhor leite e tira 20, 30 amostras e passa como se fossem de todos os produtores, criando várias amostras clones. Dessa forma, os laticínios acabam não pagando a real qualidade do leite. E ainda no caso da correção do leite dos produtores de menor qualidade, também não vai ser corrigido de forma correta”, explica.

Soluções tecnológicas

Campos comenta que este panorama é somente a ponta do iceberg dos problemas encontrados na coleta e logística de leite. Porém, atualmente existem tecnologias que podem auxiliar os laticínios a resolver estes tipos de problemas, tanto nas falhas, quanto nas fraudes. “Existem aplicativos de coleta de leite, uma tecnologia que vai através do tablet, totalmente mobile, em que o transportador tem a disposição dele as rotas que ele deve fazer, a lista dos produtores e a tela de lançamento de dados. Nessa tabela ele vai informar a quantidade coletada, o número de amostras referente, entre outros dados”, conta.

Segundo o consultor, o aplicativo permite ainda que o gestor do laticínio tenha uma interface com ele, e assim pode acompanhar o que está acontecendo. “É um sistema de gestão, que informa tempo e espaço e ele fica sabendo de forma automática o que acontece”, diz. Entre as informações que são mostradas ao gestor estão o volume total de leite coletado, a temperatura média, se houve coletas com mais de 48h, entre outros.

Além disso, ainda é possível ver a rota que está sendo feita. “Há em uma aba as informações do leite, basicamente como uma planilha manual de tempo e espaço. Tudo que é necessário para colocar os dados da coleta. Em uma segunda aba há justamente a parte do DPD, onde o gestor de rota consegue estudar o tempo da rota, horários de chegada na plataforma, sequência de coleta, entre outros. Além disso, se você clicar em cima do ponto da rota, vai poder ver o nome daquele produtor, a data, hora e quantidade da coleta”, informa.

Segundo Campos, com os aplicativos é possível fazer uma gestão total da logística. “Você tem o início e o fim da rota do transportador, se ele fizer algo diferente, é possível ver. Além disso, como há uma parceria com o Google, há ainda a possibilidade de mudar de mapa para satélite e ver com mais nitidez e aproximar. De fato, é possível se colocar dentro da rota”, comenta.

Com a implantação do aplicativo é possível solucionar diversos dos problemas citados, de acordo com Campos, tanto das falhas quanto das fraudes. “Entre os problemas resolvidos estão produtores caronas e ocultos, coleta com mais de 48h, período de descarga livre, rotas longas e mal dimensionadas, sub rotas (baldeios), produtores fantasmas, coleta logo após a ordenha, coleta de “leite ácido”, ajuste do “passa e falta”, blackout na rota e alongamento intencional da rota”, reforça.

Segundo ele, os outros problemas podem ser facilmente solucionados com capacitações e treinamentos de pessoal. “São pontos que podem ser resolvidos com o auxílio da tecnologia, mas também de alguns treinamentos”, enfatiza.

Outras notícias você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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