Notícias ASGAV
Exportação de aves cresce 5,2% de janeiro a julho
Demanda foi puxada principalmente pelos embarques de junho e julho e ajudam parte das empresas a reduzir o prejuízo causado pelos custos de produção

Mesmo com a queda do abate de frango verificada em junho e julho deste ano no Rio Grande do Sul comparada ao mês de março corrente – último período que registrou alta em 2021, a exportação gaúcha do produto terminou o período com saldo positivo. De janeiro a julho de 2021, o setor mandou para o mercado internacional 411.110 mil toneladas de carne de frango, 5,2 % acima do volume embarcado na mesma data do ano passado, que foi de 390.872 mil toneladas. Esse aumento teve reflexos na receita, que somou US$ 663.785 milhões, 23,8% acima do total negociado na mesma data de 2020, que foi de US$ 536.311 milhões. A alta foi puxada principalmente por julho, que vendeu 58.967 mil toneladas para outros países, 1,5% acima total comercializado no mesmo mês do ano passado, que foi de 58.087 mil toneladas. A receita gerada em julho foi de US$ 103.789 milhões 44,2 % sobre o mesmo sétimo mês de 2020, concluído com US$ 71.988 milhões de faturamento.
O presidente executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, comenta que, mesmo com a desaceleração do abate detectada nos últimos três meses, em especial, pela elevação excessiva dos custos de produção, o cenário das exportações tem sido vital para impulsionar as empresas exportadoras, que contabilizam danos gerados pela instabilidade econômica e pelos elevados custos de produção. “À medida em que as exportações acusam recuperação, podemos avaliar como um alívio para quem vende no mercado internacional,” avalia. No entanto, Santos destaca que há produtores que dependem, unicamente, do mercado interno, e que esses têm sérias dificuldades de manter o patamar de competitividade. “Esse grupo está sofrendo fortemente os efeitos desse contexto”, enfatiza.
No segmento de ovos, as exportações do RS fecharam em 874 toneladas de janeiro a julho de 2021, volume que sinaliza 2,7% de queda em relação ao mesmo período do ano passado, que atingiu 899 toneladas de ovos enviadas para o mercado internacional. Mesmo assim, a receita cambial aumentou 19,6% na comparação entre janeiro a julho de 2021/2020, passando de US$ 1,601 milhões (2020) para US$ 1.915 milhões (2021). Em julho, o embarque de ovos foi de 183,5 toneladas, 108% de incremento sobre julho do ano passado, que ficou em 88,2 toneladas. Com um acréscimo que passou dos 100% na quantidade de ovos exportada em julho, o faturamento também foi maior, passando de US$ 185,9 milhões para US$ 355,3 milhões, 91,1% superior à movimentação financeira de julho do ano passado. Apesar da pequena retração em volume verificada no período, o dirigente explica que a venda de ovos, principalmente os industrializados destinados ao Japão, podem manter a linha de evolução nas exportações gaúchas de ovos.
Exportação nacional de carne de frango e de ovos fecha com alta no primeiro semestre do ano.
O setor avícola brasileiro cresceu 8% no acumulado de janeiro a julho na comparação 2020/2021, passando de 2.471.270 milhões de toneladas (2020) para 2.668.520 milhões de toneladas (2021). A receita cambial registrou alta de 15,7% no período, subindo de US$ 3.642.703 (2020) para US$4.216.072 (2021). Em julho, o volume embarcado subiu 16,4%, passando de 364.697 mil toneladas para 424.430 mil toneladas. A comercialização resultou em US$ 739.230 milhões no sétimo mês, 48,4% sobre julho do ano passado, que ficou em US$ 498.271 milhões.
A exportação nacional de ovos novamente ultrapassou 100% de incremento no período apurado. De janeiro a julho, os embarques somaram 6.110 mil toneladas, 139,2% a mais em relação a igual período de 2020, que exportou 2.554 mil toneladas. A receita obtida foi de US$ 8.817milhões 130,6% acima do negociado em 2020, que ficou em US$ 3.824 milhões. Em julho, a alta foi de 84,4% sobre julho do ano anterior, passando de 243 toneladas (jul/2020) para 448 toneladas (jul/2021). Esse volume se converteu em uma subida de 21,7% de receita, um aumento de US$ 651 mil (jun/2020) para US$ 792 mil(jul/2021).
Números do setor Janeiro a Julho- 2021/2020

Fonte: ABPA/SECEX

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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026
CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura
Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.
Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.
A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.
A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.
Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul
Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto
Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.
De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.
Economia circular e aproveitamento de resíduos
As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.
Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.
Programação
A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.
O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.
Manhã
08h – Credenciamento/Recepção
08h30 – Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger
09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS
09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo
10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam
11h – Mesa Redonda
12h – Almoço (por adesão)
Tarde
13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley
14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo
15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor
15h45 – Intervalo
16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater
16h45 – Mesa Redonda
17h30 – Encerramento







