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ExpoQueijo Brasil começa com recorde internacional e reforça posição como vitrine mundial do queijo artesanal
Evento reúne mil queijos de 16 países, movimenta a economia e celebra o reconhecimento do Queijo Minas Artesanal como patrimônio da humanidade.

Teve início na quinta-feira (26), em Araxá (MG), a ExpoQueijo Brasil 2025 – Araxá International Cheese Awards, maior evento de queijos artesanais das Américas e um dos mais relevantes do mundo. Com estrutura ampliada, programação internacional e impacto direto na economia, o evento segue até domingo (29). “A ExpoQueijo é hoje uma vitrine global do queijo artesanal regularizado. Estamos falando de um encontro técnico, cultural e econômico com reflexo internacional”, afirma Maricell Hussein, organizadora do evento.
Reconhecimento internacional
Com a participação de 16 países e 18 estados brasileiros, a edição de 2025 confirma o avanço do queijo artesanal brasileiro no cenário global. Para Pedro Domenghini Albano, representante da delegação italiana, o sucesso internacional do setor se deve à valorização das origens. “O queijo brasileiro, em especial o queijo artesanal, está cada vez mais ganhando notoriedade internacional porque está procurando mais identidade. Identidade significa territorialidade, respeitar aquilo que é a cultura daquele local de produção”, afirma.
O secretário de Estado de Agricultura de Minas Gerais, Thales Fernandes, reforça o protagonismo da ExpoQueijo no setor. “O evento, em sua quinta edição, nos mostra a força que temos hoje na produção de queijos artesanais no Brasil e no mundo. Isso coroa todo o trabalho dos principais protagonistas da ExpoQueijo Brasil, que são os produtores de queijo de Minas, do Brasil e do mundo”, diz.
Estrutura e concurso
A edição de 2025 conta com mil queijos inscritos, oriundos de países como França, Itália, Suíça, Espanha, Canadá, Portugal, Argentina, México, Peru e Uruguai. São 45 categorias de produtos elaborados com leite de vaca, cabra, ovelha, búfala e misturas.
O julgamento é conduzido por mais de 200 jurados nacionais e internacionais, com larga experiência em análise sensorial. Todos passam por dois treinamentos técnicos organizados pela Epamig – Instituto de Laticínios Cândido Tostes, responsável pela curadoria do concurso. As amostras são analisadas com base em sete critérios sensoriais: aspecto global, cor, textura, odor, aroma, consistência e sabor.
Patrimônio da humanidade
Esta é a primeira edição da ExpoQueijo realizada após o reconhecimento dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. A conquista, anunciada em dezembro de 2024, será celebrada em diversas ações ao longo do evento, com destaque para os territórios produtores, os saberes tradicionais e o papel da cadeia produtiva na identidade alimentar de Minas Gerais.

Foto: Divulgação/Bonare Eventos
Um dos símbolos dessa conquista estará em exibição na feira: a KombiQueijo, veículo que percorreu estradas mineiras levando um queijo de quatro quilos até Brasília como parte da campanha de reconhecimento junto à Unesco. “A exposição da KombiQueijo lembra que esta vitória pertence a toda a cadeia produtiva e à cultura mineira”, afirma Maricell Hussein. O veículo estará posicionado em área de destaque da feira, como parte da homenagem aos produtores que ajudaram a transformar o Queijo Minas Artesanal em referência mundial.
Feira, gastronomia e programação cultural
A estrutura da ExpoQueijo 2025 ocupa quase 10 mil metros quadrados no entorno do Grande Hotel. São 5.600 metros quadrados de área coberta, com 80 estandes na Feira Internacional de Negócios, que apresenta queijos artesanais e produtos da agricultura familiar.
Na vila gastronômica, 19 operações de alimentação — entre restaurantes, bares e food trucks — servem pratos criados especialmente para o evento, com o queijo artesanal como protagonista. Workshops, palestras e o Fórum Internacional completam a programação técnica. Na área cultural, o palco central recebe nomes como Danni Carlos, André Frateschi, Landau e artistas da cena regional. Os shows são gratuitos, assim como o acesso ao evento.
Impacto econômico
A expectativa é que a ExpoQueijo 2025 movimente mais de R$ 50 milhões na economia de Araxá. A estimativa tem como base parâmetros da Fundação Getulio Vargas, que indicam retorno de R$ 20 para cada real investido em promoção turística. Segundo a Secretaria Municipal de Turismo, mais de 90% da rede hoteleira da cidade já está ocupada.
ExpoQueijo Brasil

Principal evento do segmento nas Américas, a ExpoQueijo Brasil 2025 – Araxá International Cheese Awards tem reconhecimento e participação dos principais países produtores, atraindo a atenção da comunidade internacional, de especialistas e da imprensa. O encontro conta com uma grande estrutura montada no pátio principal e nos luxuosos salões do Grande Hotel e Termas de Araxá, patrimônio cultural e histórico de Minas Gerais. Neste ano, a ExpoQueijo será realizada entre os dias 26 e 29 de junho e com impacto positivo em diversas áreas, como o turismo, varejo, agropecuária, logística, indústria alimentícia e de suprimentos e relações internacionais.
O evento é realizado pela Bonare Eventos. Tem como mantenedor a Epamig – Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), vinculada ao Governo de Minas Gerais. Conta com patrocínio da Cemig, Governo de Minas, McCain, Sistema Ocemg, Sicoob Crediara e Sebrae. Tem o Rota Araxá como aplicativo oficial de mobilidade. Recebe apoio da AmiQueijo, Prefeitura de Araxá, AQMARA, Faemg e Senar. Tem ainda apoio institucional do Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio da Superintendência Federal de Agricultura MG e do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento e suas vinculadas Emater-MG, Epamig-ILCT e IMA.

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Arroba do boi gordo sobe para R$ 337,10 e reverte perdas de julho
Indicador Cepea/Esalq avançou 1,08% na segunda-feira (20) e voltou a registrar saldo positivo no acumulado do mês.

O preço do boi gordo voltou a registrar alta no mercado brasileiro. Nesta segunda-feira (20), o Indicador Cepea/Esalq fechou cotado a R$ 337,10 por arroba, avanço de 1,08% em relação ao pregão anterior.
O resultado mantém o movimento de recuperação observado nos últimos dias. Na sexta-feira (17), o indicador havia encerrado o dia em R$ 333,50 por arroba. Antes disso, as cotações também apresentaram valorização, passando de R$ 328,10 na terça-feira (14) para R$ 329,20 na quarta-feira (15) e R$ 331,15 na quinta-feira (16).
Com a sequência de altas, o mercado praticamente eliminou as perdas registradas ao longo de julho. No acumulado do mês, a variação do indicador passou a ser positiva em 0,21%.
Em dólar, a arroba do boi gordo foi cotada a US$ 66,23, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).
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Banco de antígenos amplia proteção do rebanho brasileiro contra a febre aftosa
Estoque de 10 milhões de doses permitirá resposta imediata em caso de novos focos da doença e ajudará a preservar o status sanitário do país.

O Brasil deu mais um passo para fortalecer sua defesa sanitária animal com a inauguração, nesta sexta-feira (17), do 1º Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa. Instalada em Buenos Aires, na Argentina, a estrutura manterá um estoque estratégico de antígenos para a fabricação de vacinas em caso de eventual reintrodução da doença no Brasil.
Resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa argentina Biogénesis Bagó, a iniciativa representa uma conquista inédita para o país.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes” – Foto: Divulgação/Sistema Faep
“O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes. Manter esse status exige vigilância permanente, planejamento e investimentos em prevenção. A criação desse banco representa uma camada adicional de proteção para o nosso rebanho e demonstra o compromisso com a sanidade”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
O Banco Nacional conta, inicialmente, com um estoque de 10 milhões de doses de antígenos correspondentes aos dois sorotipos do vírus da febre aftosa com maior circulação histórica no Brasil. O contrato prevê ainda a possibilidade de fornecimento de mais 10 milhões de doses ao longo dos próximos dez anos, em casos de eventuais surtos. O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas, caso seja identificado algum foco da enfermidade.
“A manutenção desse estoque é um requisito para que o Brasil preserve o reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Os produtores rurais podem ficar mais confiantes de que, em surtos localizados da doença, haverá uma resposta rápida”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas
Por questões de biossegurança, esse material permanece armazenado fora do território brasileiro. Países como Estados Unidos e Reino Unido também adotam esse modelo, mantendo estoques estratégicos na unidade da Biogénesis Bagó, na Argentina.
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, Rodolpho Botelho, que acompanhou a cerimônia de inauguração, o Paraná tem histórico de protagonismo nas ações de defesa agropecuária e colhe os resultados desse trabalho por meio da abertura de mercados e da valorização da produção estadual.
“Sempre fomos referência em sanidade animal. Essa credibilidade abre mercados para a nossa produção e fortalece a competitividade da agropecuária no comércio internacional. Esse banco de antígenos é mais uma etapa no protocolo para o fortalecimento da sanidade”, reforça.
Para o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, o banco representa uma ferramenta estratégica para proteger o rebanho e também preservar o comércio internacional de proteína animal.
“Hoje, a Organização Mundial de Saúde Animal prevê protocolos que permitem isolar a área afetada, fazer a vacinação e controlar o foco sem comprometer o status sanitário do país. O banco de antígenos é uma ferramenta extremamente importante para garantir essa resposta”, esclarece.
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Mercado futuro do leite ganha espaço entre produtores paranaenses
Sistema Faep destaca potencial da ferramenta para garantir maior segurança, transparência e previsibilidade na comercialização.

Desde o dia 13 de maio, a cadeia brasileira do leite conta com o chamado “mercado futuro”, pelo qual os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro (ferramenta hedge) garante mais proteção, previsibilidade, transparência e rentabilidade ao setor, que sofre com os riscos das oscilações do preço do leite. O avanço desta ferramenta entre os produtores foi tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, nesta quinta-feira (16).
“Essa ferramenta traz mais segurança para os nossos produtores de leite. O mercado futuro já é uma realidade para outras commodities agrícolas como soja, milho e boi gordo. É questão de tempo para os pecuaristas se familiarizarem e usufruírem dos benefícios”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Produtores presentes na reunião da CT de Bovinocultura de Leite representaram as principais bacias leiteiras do Paraná
Para auxiliar neste processo, a reunião contou com a participação de Marianne Tufani, gerente de riscos da StoneX Leite Brasil, que detalhou o funcionamento da ferramenta e tirou dúvidas sobre o mercado futuro de leite.
“Todas as demais cadeias, como a da soja, milho e boi gordo, aprenderam a usar. Nós também vamos nos beneficiar com isso”, comenta o presidente da CT de Bovinocultura de Leite e produtor de leite, Eduardo Lucacin. “É preciso conhecer bem o nosso negócio, os nossos custos, para saber o melhor momento de travar o preço”, complementa.
O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema Faep, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Marianne lembrou que, no mercado mundial de leite, 70% dos players já utilizam o mercado futuro.
“O primeiro passo para quem quer saber como funciona é abrir uma conta na corretora. O quanto antes, melhor, pois é um processo burocrático que exige documentação e análises extensas e minuciosas. Não tem custo essa abertura”, explica Marianne.
Temas prioritários
Ainda na reunião do CT de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, outros temas como a questão sanitária, preços e custo de produção, problemas no fornecimento de energia elétrica e oportunidades de capitalização estiveram em discursão. Os produtores relataram, mais uma vez, a preocupação com o custo da energia e a falta de qualidade do serviço da concessionária, que coloca em risco a produção.

O presidente da Comissão, Eduardo Lucacin, conduziu a reunião e mediou os debates sobre os temas prioritários para o setor
“Leite perdido, equipamento queimado. O que mais tem é produtor com situações como essas. O Sistema Faep tem atuado em Brasília e via Ministério Público Estadual, para cobrar da concessionária a qualidade do serviço. Porém, talvez tenhamos que, como comissão, pensar em soluções e outras alternativas para minimizar os danos”, afirma Lucacin.
Quanto à sanidade, o tema do combate à Brucelose apareceu no debate. “O controle da doença é pré-requisito básico para nos tornarmos competitivos em nível mundial”, diz o vice-presidente da CT, Roger van der Vinne, que também é médico veterinário e produtor em Carambeí, na região dos Campos Gerais. “Cada um em sua propriedade precisa dar o exemplo, gerindo a saúde do rebanho, realizando os testes e vacinação e buscando a certificação de livre da doença”, destaca.
Outro assunto que também foi discutido na reunião da comissão foi a possibilidade de aumento da rentabilidade com os derivados, em especial os sólidos, a proteína do soro (whey) e o concentrado proteico do leite. “A gente tem que preparar para todas essas tendências. Buscamos isso pela comissão e pelo Conseleite”, conclui o presidente da CT.



