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ExpoMar reconhece inovações no setor de pescados com Prêmio Oceanus
Prêmio é inspirado na mitologia grega, onde Oceanus simboliza o fluxo e refluxo das águas, sendo a origem de todas as massas líquidas e fontes de água do mundo.

A ExpoMar 2024, realizada de 09 a 11 de julho, solidificou-se como o principal fórum de discussão sobre estratégias para o desenvolvimento sustentável do setor pesqueiro. Reunindo as principais lideranças do setor, pescadores artesanais, armadores de pesca, maricultores, indústrias de processamento de pescados, pesquisadores, estudantes e fornecedores da cadeia de suprimentos, o evento proporcionou uma plataforma para compartilhar expertise e tecnologias voltadas para uma pesca e maricultura sustentáveis e
No dia 11 de julho, antecedendo a abertura oficial da ExpoMar 2024, ocorreu a entrega do Prêmio Oceanus da Pesca, Maricultura e Piscicultura. O prêmio, inspirado na mitologia grega, onde Oceanus é o filho primogênito de Urano e Gaia, simboliza o fluxo e refluxo das águas, sendo a origem de todas as massas líquidas e fontes de água do mundo. As categorias premiadas e seus merecedores foram:
1. Inovação na pesca industrial
Homenageado: Blaze Comércio Exterior Ltda
O barco Blaze I, um inovador barco fábrica dedicado à pesca sustentável do peixe sapo, realiza capturas a 500 metros de profundidade, minimizando o impacto ambiental e maximizando a eficiência na captura. Com um sistema de ultracongelamento de última geração, congela até 8 toneladas por dia, preservando a qualidade e frescor do pescado.
2. Inovação na pesca artesanal
Homenageada: Colônia Z33
Destacada pela organização feminina, assistência e educação aos pescadores, além da implantação de estruturas de apoio às comunidades pesqueiras.
3. Inovação na maricultura
Homenageada: Fazenda Marinha Fortaleza das Ostras
Fundada por Ariane Lopes e Andrew, a empresa se destaca pela produção e comercialização de ostras de qualidade certificada. Com inovações na gestão da produção, é um exemplo de empreendedorismo feminino e sucessão familiar na maricultura.
4. Inovação na piscicultura
Homenageado: Acqua Sul Piscicultura
Com 26 anos no mercado, é uma das maiores produtoras de alevinos de tilápia do país, produzindo mais de 150 milhões de alevinos anualmente, de alta qualidade genética e adaptados ao clima frio do sul do Brasil.
5. Pesquisa e desenvolvimento na piscicultura
Homenageada: Epagri
Desenvolve um programa de melhoramento genético da tilápia GIFT, importada da Malásia, visando produzir animais com alto desempenho zootécnico. Em 10 anos, distribuiu mais de 150 mil matrizes de tilápias para produtores de alevinos.
6. Inovação no ensino e pesquisa em pesca
Homenageada: Univali
Com mais de 30 anos de atuação, se destaca por programas e ações nas áreas de monitoramento estatístico pesqueiro, avaliação de estoques, desenvolvimento de programas de monitoramento a bordo de embarcações pesqueiras, entre outros.
Sobre a ExpoMar 2024
Com mais de quatro mil inscritos, 24 horas de painéis e palestras, e negócios gerando mais de R$ 60 milhões, a ExpoMar 2024 reafirmou Itajaí como a capital nacional da pesca. O evento contou com a Cozinha Show e o Corredor do Sabor, destacando a gastronomia de pescados, além de painéis e workshops focados na “Transformação Azul na Pesca e Aquicultura”, alinhados ao conceito da FAO para uma visão sustentável da aquicultura e gestão eficaz na pesca.
A ExpoMar 2024 e o Prêmio Oceanus demonstraram o compromisso do setor pesqueiro com a sustentabilidade, inovação e competitividade, destacando a importância do desenvolvimento tecnológico e da gestão eficiente para a pesca e maricultura no Brasil.
Realização, patrocínio e apoio
A ExpoMAR é promovida pelo IFC Brasil – International Fish Congress & Fish Expo Brasil com a correalização do SINDIPI – Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região, Univali – Universidade do Vale do Itajaí, Fundep – Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação e prefeitura de Itajaí-SC.
Tem o patrocínio da Secretaria de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Caixa Econômica Federal, Ministério da Pesca e Aquicultura, Governo Federal, Banco do Brasil, BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) e Faesc/Senar Santa Catarina.
A ExpoMar tem o apoio da Abipesca – Associação Brasileira das Indústrias de Pescados, ACAQ – Associação Catarinense de Aquicultura, Epagri – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, Conepe – Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura, IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina), Peixe BR – Associação Brasileira da Piscicultura e UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

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Alunos de curso técnico aprendem mais sobre força do cooperativismo
Grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi.

Estudantes do Sudoeste do Paraná vivenciaram, recentemente, uma imersão prática no cooperativismo e na agroindústria durante visita técnica ao Espaço Impulso, estrutura instalada no parque onde anualmente é realizado o Show Rural Coopavel, um dos maiores eventos técnicos de difusão de inovações para o agronegócio no mundo.
O grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi. Os visitantes são estudantes do curso Técnico em Cooperativismo e tiveram a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre o modelo que sustenta grande parte do desenvolvimento econômico regional.
Durante a recepção, Dilvo Grolli apresentou um panorama do cooperativismo, destacando sua relevância no Oeste do Paraná e no Brasil, além de compartilhar orientações e conselhos aos jovens, com idades entre 15 e 17 anos. Segundo Dilvo, a região Oeste concentra cinco das 20 maiores cooperativas agropecuárias do País. Juntas, essas organizações são responsáveis por cerca de cem mil empregos diretos e reúnem mais de 85 mil produtores rurais associados.
Visita técnica
A programação incluiu ainda visita à unidade industrial do moinho de trigo da cooperativa. No local, os alunos foram recebidos pelo gerente Cláudio Medes e puderam acompanhar de perto o funcionamento de uma agroindústria, observando desde processos produtivos até os rigorosos protocolos de segurança alimentar, como o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual e o controle de acesso às áreas industriais.
A experiência também reforçou a conexão entre teoria e prática, permitindo aos estudantes compreenderem a complexidade e a responsabilidade envolvidas na produção de alimentos. “Todos apreciamos muito a visita e os conhecimentos compartilhados”, disse um dos professores que acompanhou a comitiva de Dois Vizinhos durante a visita técnica a Cascavel.
Referência
O Colégio Coopermundi, instituição onde os alunos estudam, tem trajetória marcada pela inovação no ensino e pelo cooperativismo. A instituição teve origem em 1982, quando as irmãs da Congregação de Nossa Senhora Imaculada Conceição iniciaram um trabalho educacional em Dois Vizinhos, com a fundação do Colégio Regina Mundi, sob coordenação da irmã Mectilde Maria Bonatti.
Ao longo dos anos, a escola passou por transformações importantes. Em 1992, a gestão foi assumida pelo Centro Pastoral, Educacional e Assistencial Dom Carlos (C.P.E.A.), de Palmas. Já em 1997, pais, professores e funcionários assumiram a condução da instituição, dando origem à Coopermundi (Cooperativa de Educação e Cultura Regina Mundi).
Atualmente, o Coopermundi é referência em educação na região Sudoeste do Paraná, atendendo alunos desde o pré-maternal até o pré-vestibular, com utilização do Sistema Positivo de Ensino. Em 2025, a instituição celebra 43 anos de história, 28 deles dedicados ao cooperativismo educacional, consolidando-se como uma das três cooperativas de ensino do Estado.
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Paraná define calendário do vazio sanitário da soja para a safra 2026/2027
Medida estabelece três períodos regionais e busca conter a ferrugem asiática nas lavouras do estado.

Os períodos do vazio sanitário da Soja no Paraná foram definidos, de acordo com a Portaria nº 1.579/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que estabelece o calendário nacional para a safra 2026/2027. Durante o vazio sanitário, é obrigatória a ausência total de plantas vivas de soja nas lavouras, incluindo plantas voluntárias (tigueras). A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura, capaz de provocar perdas significativas na produção.
O Paraná possui três janelas distintas de vazio sanitário, conforme a regionalização agrícola, divididas em três macrorregiões. A Região 1 engloba os municípios do Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral paranaense, com vazio programado entre 21 de junho a 19 de setembro de 2026, ficando autorizada a semeadura entre 20 de setembro de 2026 e 20 de janeiro de 2027.

Foto: Gilson Abreu
A Região 2 engloba os municípios localizados no Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste, com período de vazio de 2 de junho a 31 de agosto, enquanto o plantio pode ser realizado de 1º de setembro a 31 de dezembro. A medida na Região 3, representada pelo Sudoeste paranaense, acontece entre 12 de junho e 10 de setembro deste ano e o período de semeadura permitida entre 11 de setembro de 2026 até 10 de janeiro de 2027.
O chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) reforça que o cumprimento dos prazos é essencial para garantir a sanidade das lavouras e evitar a disseminação da doença entre as regiões produtoras. “A prática do vazio sanitário da soja beneficia o agricultor, que terá maior controle da doença, utilizando menos aplicações de fungicidas”, afirma. “Além disso, a prática contribui na manutenção da eficácia desses produtos para o controle da ferrugem”, afirma o engenheiro agrônomo.

Foto: Camila Roberta Javorski Ueno/Adapar
A fiscalização é realizada em todo o Estado, e o descumprimento das normas pode acarretar em diversos sanções aos produtores. Além disso, o respeito ao calendário de semeadura contribui para o melhor planejamento da safra, favorecendo o manejo fitossanitário e a eficiência produtiva. A colaboração dos produtores é indispensável para o sucesso das estratégias de defesa agropecuária.
Para maiores informações, os produtores podem entrar em contato com escritórios locais da agência ou pelos canais oficiais da instituição.
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Produção de grãos atinge maior nível da série histórica do IBGE em 2026
Soja lidera crescimento e reforça tendência de recorde na safra nacional.

A estimativa de março de 2026 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas atingiu 348,4 milhões de toneladas, 0,7% maior que a obtida em 2025 quando atingiu 346,1 milhões de toneladas, um crescimento de 2,3 milhões de toneladas. Em relação ao mês anterior, houve aumento de 4,3 milhões de toneladas (1,2%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado na última teça-feira (14) pelo IBGE.
O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve crescimentos de 1,0% na área a ser colhida da soja; de 3,3% na do milho; e de 7,0% na do sorgo, ocorrendo declínios de 6,9% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,1% na do arroz em casca; e de 3,3% na do feijão.

Foto: Shutterstock
Já na área a ser colhida, ocorreu o aumento de 1,6 milhão de hectares frente a área colhida em 2025, crescimento anual de 2,0%, correspondendo a 83,2 milhões de hectares. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou aumento de 265 837 hectares (0,3%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de março de 2026 é recorde da série histórica do IBGE.
“A estimativa de março é recorde da série histórica do IBGE. Com o aumento mensal de produção em todos os estados da região Centro-Oeste. Porém, chama atenção a queda na safra do Rio Grande do Sul, que sofreu com falta de chuvas e altas temperaturas nos meses de janeiro e fevereiro. Apesar da queda, comparado com 2025, a safra gaúcha é 34,6% superior”, Carlos Barradas, apontou o gerente do LSPA.
Mato Grosso mantém liderança na produção de grãos
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (7,1%) e a Nordeste (5,6%); e negativas para a Centro-Oeste (-2,3%), a Sudeste (-1,9%) e a Norte (-3,2%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: a Norte (0,3%), a Centro-Oeste (3,9%) e a Nordeste (1,3%). Na Sudeste houve estabilidade (0,0%), enquanto a Sul apresentou declínio (-2,9%).
Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,0%, seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,8% do total.
Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026

Foto: Divulgação/Aprosoja MT
A estimativa da produção de soja alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 173,7 milhões de toneladas, aumento de 0,3% em relação ao mês anterior e de 4,6% maior em comparação à quantidade obtida no ano anterior. A área cultivada deve crescer 1,0% e alcançar 48,3 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio, de 3 603 kg/ha, deve crescer 3,6% em relação ao ano anterior.
“As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das Unidades da Federação produtoras e pela recuperação parcial da safra gaúcha”, destaca o gerente do LSPA, Carlos Barradas.
O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 50,5 milhões de toneladas, aumentos de 4,1% em relação ao estimado em fevereiro e de 0,7% em relação ao volume colhido no ano anterior. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,6 milhões de toneladas, crescimentos de 4,5% em relação a fevereiro. O Paraná, com uma produção de 22,1 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do País, com declínio de 0,9% em relação ao mês anterior. O Rio Grande do Sul estimou uma produção de 18,4 milhões de toneladas, declínio de 11,5% em relação ao mês anterior. Em Santa Catarina, a produção deve alcançar 3,1 milhões de toneladas, aumento de 1,0% em relação ao mês anterior.



