Peixes
ExpoMar movimenta mais de R$ 50 milhões em negócios na terceira edição
Evento reuniu mais de 4 mil participantes de 12 países, promoveu mais de 30 horas de conteúdo técnico e consolidou Itajaí como polo da pesca e aquicultura.

Ao longo dos três dias, a ExpoMar reuniu mais de quatro mil inscritos de 12 países, com participação presencial e online de representantes de 20 estados e 181 cidades brasileiras. O evento contou com 90 marcas apoiadoras e expositoras e gerou mais de R$ 50 milhões em negócios, além de alcançar forte engajamento digital, com mais de 500 mil visualizações nas mídias sociais. A programação técnica e estratégica incluiu o Congresso Internacional da Pesca, o Simpósio Catarinense de Piscicultura, o Simpósio Brasileiro de Maricultura, a programação exclusiva da FIESC e o Festival Mar & Cultura, reunindo 70 palestrantes e mais de 30 horas de conteúdo.
A ExpoMar reafirmou seu papel como espaço de integração entre setor produtivo, instituições, academia e sociedade. Participaram pescadores, piscicultores, maricultores, algicultores, universidades, estudantes, empresas de insumos, prestadores de serviços e profissionais da assistência técnica, além de representantes do turismo, gastronomia e pesca esportiva.
Para Altermir Gregolin, ex-ministro da pesca e presidente da ExpoMar, a terceira edição consolidou definitivamente como um dos maiores eventos da Pesca e Aquicultura do Brasil, com recorde de público e expositores. “Mostrou a força do setor, apontou tendências, discutiu desafios e apresentou soluções e caminhos para o desenvolvimento sustentável da atividade. Gregolin encerra a terceira edição com a certeza de que a ExpoMar é um evento cada vez mais importante e estratégico para a pesca e aquicultura do país. “Agradecemos a todos que participaram e apoiaram a sua realização”.

Diretora da ExpoMar, Eliana Panty: “Esta edição da ExpoMar consolidou definitivamente a feira de negócios no calendário nacional de industrialização do pescado”
“Esta edição da ExpoMar consolidou definitivamente a feira de negócios no calendário nacional de industrialização do pescado”, destaca a diretora da ExpoMar, Eliana Panty. “A feira apresentou um portfolio completo de fornecedores da cadeia de produção e processamento de pescados, com isso fortalece ainda mais a região de Itajaí como o maior polo pesqueiro brasileiro”. Para Panty, a ExpoMar conquistou ainda um posto importante como o eixo de geração de negócios e difusão de novas tecnologias.
Panty destaca o relevante papel cultural e gastronômico da ExpoMar ao reunir empresas exportadoras de pescados, empresários, armadores proprietários de barcos de pesca “que puderam mostrar a qualidade do pescado catarinense dentro do evento, através da Cozinha Show”.
“A ExpoMAR é essencial para nos conectar com novas tecnologias e inovações que vão ajudar desde o pescador, até as indústrias no dia a dia. Além disso, sediar um evento dessa magnitude reforça, de forma incontestável, a relevância e a força da nossa região como o grande polo da pesca nacional, “, destacou Joaquim Felipe Anacleto, presidente do SINDIPI.
Mais de R$ 50 milhões em negócios
A feira de negócios foi um dos grandes destaques, reunindo empresas e fornecedores estratégicos que apresentaram tecnologias, equipamentos e soluções voltadas à eficiência operacional, segurança e sustentabilidade. Entre as inovações, destacaram-se sistemas de propulsão e motores marítimos de alta performance, tecnologias para abastecimento e apoio logístico, soluções em lubrificantes e fluidos técnicos, além de equipamentos robustos para operações em alto-mar. Também foram apresentados sistemas avançados de proteção de casco, metais industriais, conexões e válvulas, fundamentais para a cadeia naval. Durante o evento, os expositores ofereceram condições comerciais especiais e realizaram demonstrações de produtos.
Reconhecimento dos expositores
Lindolfo da Rosa Neto, da Radionaval, ressaltou: “Estamos na ExpoMar pela terceira vez. Eu queria falar sobre o grau de importância deste evento, que mostra para os capitães e os armadores as tecnologias e soluções que disponibilizamos, não somente para a nossa região, mas para toda a costa brasileira”.
Ana Rehnolt, da Tintas Rehnolt, afirmou: “É uma feira muito importante para fomentar o setor da pesca, que é crescente e bastante significativo para o Estado de SC e o país”. Jorge Rodrigues, da Guy Cotten (França), completou: “A empresa vende em 72 países no mundo e por conta do Mercosul agora temos a possibilidade de vender nossos produtos de alta qualidade no Brasil”.
O que a ExpoMar representa
Depoimentos de participantes reforçam a relevância do evento. “A ExpoMar é importante para nós porque reforça a união de todos os setores da pesca nacional em um lugar que é símbolo: a cidade de Itajaí”, destacou Ederson Krummenauer, da empresa Frumar. Carlos Mello, do Ministério da Pesca, afirmou: “Sem dúvidas, a ExpoMar tem um papel fundamental na construção da gestão pesqueira nacional. Um ambiente como esse, em que o diálogo é valorizado, com palestrantes internacionais e nacionais, é indispensável para o amadurecimento e avanço da pesca no Brasil”.
Carolina Francalacci, do Banco do Brasil, destacou: “É uma honra e uma grande alegria poder participar da Expomar, promover o crescimento do segmento da pesca e aquicultura e estar perto dos empreendedores destes setores”.
Mais de 70 palestrantes e o futuro da pesca e aquicultura em debate
A programação técnico-científica foi um dos pilares do evento. O Congresso Internacional da Pesca abordou temas como mudanças climáticas, previsibilidade da atividade pesqueira, políticas públicas para melhoria de renda, educação e valorização dos povos tradicionais, além de temas como seguro defeso, agregação de valor ao pescado e impactos da reforma tributária. Também foram discutidos a expansão das áreas marinhas protegidas, o potencial dos alimentos proteicos e a saúde mental no alto-mar, incluindo os riscos invisíveis da atividade pesqueira.
O Simpósio Catarinense de Piscicultura, realizado no dia 25 de junho, abordou o potencial, os avanços e os desafios da piscicultura no estado. Foram discutidas estratégias para uma comercialização mais segura e rentável, além de temas como sanidade e biossegurança, com foco na prevenção e controle de enfermidades. A gestão produtiva e econômica também esteve em pauta, com apresentação de resultados e estratégias para ampliar a competitividade.
Já o Simpósio Brasileiro de Maricultura, realizado no dia 26 de junho, reuniu discussões sobre piscicultura marinha e sistemas multitróficos, além dos desafios da cadeia de macroalgas e sua viabilização econômica. O evento também abordou a consolidação da ostreicultura catarinense, trouxe aprendizados da experiência chilena e destacou iniciativas que vêm ampliando a renda dos maricultores. A gestão e o ordenamento da atividade foram temas centrais, reforçando a importância de políticas estruturadas para o crescimento sustentável do setor.
O programa técnico-científico da ExpoMar 2026 foi desenvolvido pela Comissão Organizadora, em parceria com A Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), Sindipi (Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região), Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), ACAq (Associação Catarinense de Aquicultura), Secretaria Executiva de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Udesc (Universidade Estadual de Santa Catarina) e Univali (Univerdidade do Vale do Itajaí).
A ExpoMar também sediou a Etapa Santa Catarina da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, realizada no dia 25 de junho. Promovido pelo Conape e pelo Ministério da Pesca, o encontro teve como foco o debate de políticas públicas estruturais, com ênfase na construção de políticas de Estado que garantam sustentabilidade e continuidade institucional. A etapa foi fundamental para a definição de estratégias e para a eleição dos delegados que representarão Santa Catarina na etapa nacional.
Outro destaque foi o Fórum Empresarial FIESC x ExpoMar, realizado no dia 26 de junho, que abordou temas estratégicos como o acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul, a reforma tributária e a expansão das áreas marinhas protegidas. O fórum também discutiu o potencial dos alimentos proteicos, o desempenho da indústria da pesca em Santa Catarina e a saúde mental no setor. Gilberto Seleme, presidente da FIESC, destacou: “O fortalecimento do setor passa pela qualificação da mão de obra, incentivo à tecnologia e valorização da produção local”. Já a Dra. Maria Teresa Bustamante ressaltou a importância da preparação das empresas para atender às exigências internacionais: “A atuação conjunta com sindicatos, produtores e entidades fortalece a capacitação do setor e amplia sua competitividade global”.
Jairo Gund, da Abipesca, trouxe uma análise do cenário internacional: “O acordo Mercosul–União Europeia e a recente auditoria europeia marcam um possível novo momento para as exportações”. No mercado interno, destacou que “o crescimento do consumo segue consistente, impulsionado especialmente pela aquicultura e por uma mudança no perfil do consumidor, cada vez mais voltado a proteínas saudáveis”.
Durante o evento, também foi lançada a Semana do Pescado 2026. “É simbólico fazer esse lançamento aqui, em um estado com grande diversidade de espécies e com a aquicultura em pleno desenvolvimento. Mas também significa trabalho: até setembro, vamos mobilizar toda a cadeia”, afirmou Roberto Imai.
Talk apontou diretrizes para turismo sustentável e economia azul
A programação cultural e gastronômica teve destaque com o Festival Mar & Cultura, patrocinado pela Embratur. O evento incluiu aulas-show, talk sobre turismo e cultura oceânica, simpósio de pesca esportiva, Encontro Mulheres das Águas, apresentações culturais e exposições fotográficas dos projetos Doninhas e Albatroz.
O talk “Turismo e Cultura Oceânica”, realizado no dia 25 de junho em parceria com a Embratur, integrou a programação do Festival Mar & Cultura da ExpoMar 2026, propondo uma reflexão estratégica sobre o futuro do turismo costeiro e marítimo sob a ótica da economia azul. O encontro reuniu lideranças dos setores de turismo, gastronomia e hospitalidade para discutir caminhos que conciliem desenvolvimento econômico, preservação ambiental e valorização cultural.
O momento apresentou tendências do turismo brasileiro no mercado internacional, o protagonismo da gastronomia na construção de experiências e o papel da infraestrutura na qualificação dos destinos. O debate reuniu Luciano Boico, economista e coordenador da Região Sul e de Articulações Estratégicas da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo); Julia Maria de Souza, conselheira na Abrasel/SC, empresária, professora e consultora em negócios de alimentação; e Ricardo Adamante, presidente do Itajaí Convention & Visitors Bureau e empresário do segmento de imóveis e empreendimentos de alto padrão em Itajaí e região. O Deputado Estadual de SC, Marcos José de Abreu (Marquito) também integrou o debate.
Para o Economista e Coordenador da Região Sul da Embratur, Luciano Boico, a valorização da cultura local e das atividades produtivas se consolida como uma das grandes tendências do turismo contemporâneo. Luciano acredita que as experiências que conectam o visitante, desde a produção até a mesa, transformam destinos em cases únicos, alinhados ao desejo do turista de “viver o sabor e o saber”.
ExpoMar sediou o Simpósio Sul Brasileiro de Pesca Esportiva
A pesca esportiva também foi evidenciada no Congresso Brasil Sul de Pesca Esportiva como vetor de desenvolvimento regional, gerando emprego, renda e promovendo conservação ambiental. A atividade foi destacada como estratégica para municípios costeiros e ribeirinhos. O Congresso teve patrocínio da Deyu.
A pesca amadora e esportiva possui papel relevante nesse cenário por combinar lazer, turismo, esporte, educação ambiental e conservação. Em diversas regiões brasileiras, a atividade impulsiona a economia local por meio da movimentação de cadeias produtivas associadas à hospedagem, transporte, gastronomia, comércio especializado, guias de pesca e operadores turísticos.
O turismo de pesca, por sua vez, destaca-se como um dos segmentos de maior potencial para promover o desenvolvimento regional sustentável, especialmente em municípios costeiros, ribeirinhos e localizados em áreas de grande relevância ambiental. Quando estruturado de forma responsável, o segmento gera emprego e renda, incentiva a valorização da cultura local, fomenta a conservação dos recursos naturais e cria oportunidades para que comunidades tradicionais participem ativamente dos benefícios econômicos decorrentes da atividade.
Cozinha Show: oito chefs apresentaram receitas que valorizam pescados locais
A gastronomia e a cultura também ganham protagonismo com a Cozinha Show, conectando produção e consumo. A programação incluiu ainda a paella gigante no dia 24 de junho, e a cerimônia Kaitai no dia 26 de junho, inspirada na tradição japonesa de corte de atum, uma parceria com Rei do Mar Pescados e participação do especialista em qualidade de pescado, César Calzavara. Com parte da programação voltada à gastronomia e cultura, a ExpoMar visou conectar a cadeia produtiva: do pescador ao consumidor final – e estimular o consumo de proteínas provenientes da água.
Na Cozinha Show, oito chefs locais preparam pratos com peixes e frutos do mar da costa catarinense. A atração com aulas gratuitas ao público presente na ExpoMar, foi realizada em parceria com o Banco do Brasil e a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com apoio da Abrasel, Itajaí Convention & Visitors Bureau e Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau. O espaço integrou a programação do Festival Mar & Cultura, patrocinado pela Embratur.
Segundo o coordenador do curso de Gastronomia da Univali, professor Marcos Arnhold Jr., a Cozinha Show amplia a formação acadêmica ao conectar prática e mercado. “A participação nas atividades é um meio de divulgação e de aprendizado sobre técnicas e tendências no preparo e manuseio de pescados”, afirma.
Os chefs convidados para a Cozinha Show apresentaram pratos que valorizam o pescado com criatividade e identidade regional ao longo dos três dias de evento. No dia 24, João Nogueira apresentou o prato “Encontro das Águas”, inspirado na Amazônia, e Vero Rodríguez trouxe um aromático “Curry de peixe”. No dia 25, Mariana Reiser Guedes destacou o “Surf and Turf catarina”, enquanto Diogo Paula de Menezes elaborou o sofisticado “Risoni al Limoncello”, seguido por Carlos Silva com o prato “Terra e Mar”. Encerrando a programação no dia 26, Maria Soster valorizou a cozinha pesqueira regional, Fernando Sichin apresentou um espeto de peixe com influências contemporâneas, e Cléia Ziebert finalizou com “Camarões ao alho negro”, reforçando a diversidade de técnicas, sabores e referências culturais presentes na gastronomia do pescado.
Força, protagonismo e transformação da mulher na ExpoMar 2026
No dia 25 de junho, às 15h, a ExpoMar 2026 recebeu o 8º Encontro Mulheres das Águas, um momento dedicado às mulheres. O Encontro Mulheres das Águas valoriza e dá destaque às iniciativas afirmativas e emancipatórias das mulheres da pesca, da aquicultura e de toda a cadeia produtiva do pescado. Um momento de troca, conexão e fortalecimento da presença feminina no setor. Além de histórias de mulheres incríveis, a programação do Encontro Mulheres das Águas, destacou a palestra “Espelho das Águas: o reflexo do seu valor”, com Carolina Susin Francalacci, assessora do Banco do Brasil e consultora de imagem.
Compartilharam suas vivências e conhecimentos inspiradores: Janaina Bannwart, professora em Ciências Marinhas do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), defensora da educação transformadora e da sustentabilidade azul; Gisleide Anai Godoi Vieira, pescadora artesanal que preserva a cultura da safra da tainha; Lisiane Vandresen, piscicultora e produtora rural; Beatriz Pereira Rubi, algicultora que atua no cultivo de algas; Amanda Nunes, diretora da Colônia de Pescadores Z1
Participaram ainda: Adriane Nascimento Mendonça, extensionista social da Epagri e coordenadora de cursos para jovens e mulheres; Fernanda Vitória de Souza, compradora de pescados na Naturerra; e Emelyn Meurer, piscicultora, administradora e empreendedora da startup Tecpeixe, responsável pelo desenvolvimento de tecnologia para coleta automatizada de larvas de tilápia. Juntas, elas representaram diferentes elos da cadeia produtiva, reforçando a força, a inovação e o impacto das mulheres no desenvolvimento sustentável do setor.
Prêmio Mulheres das Águas
O Prêmio Mulheres das Águas, entregue durante a 8ª edição do Encontro Mulheres das Águas, reconheceu mulheres que, em suas comunidades, promovem a valorização e o desenvolvimento das atividades relacionadas às águas.
* Janaina Bannwart – professora em Ciências Marinhas IFSC;
* Lisiane Vandresen – Piscicultora e Produtora Rural Rio Fortuna – SC;
* Gisleide Anai Godoi Vieira – Pescadora Balneário Camboriú – SC;
* Beatriz Pereira Rubi – Algicultura Biguaçu – SC;
* Amanda Nunes – Diretora da Colônia de Pescadores Z11.
A ExpoMar 2026 reforçou seu papel como um espaço estratégico de diálogo, inovação e construção de soluções para o setor. O evento contribuiu para o fortalecimento da economia das águas, promovendo integração entre os diferentes elos da cadeia produtiva e apontando caminhos para um desenvolvimento sustentável e competitivo em Santa Catarina e no Brasil.
Realização, patrocínio e apoio
A 3ª edição da ExpoMar é promovida pelo IFC Brasil (International Fish Congress & Fish Expo Brasil) com a correalização do SINDIPI (Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região), Univali (Universidade do Vale do Itajaí) e prefeitura de Itajaí-SC.
A Feira e o Congresso têm o patrocínio da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), Faesc/Senar Santa Catarina, Secretaria de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Governo de Santa Catarina, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), Ministério da Pesca e Aquicultura e Governo Federal.
A ExpoMar tem o apoio do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina), Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), Conepe (Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura), IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina), Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados), Peixe BR (Associação Brasileira da Piscicultura) e ACAQ (Associação Catarinense de Aquicultura).

Peixes
Controle do pH é essencial para a qualidade da água na piscicultura
Faixa recomendada para o cultivo de tilápias varia entre 6,5 e 8,5, segundo a Peixe BR.

O monitoramento da qualidade da água é uma prática essencial na piscicultura, e o pH está entre os principais parâmetros que devem ser acompanhados regularmente. Esse indicador mede o grau de acidez ou alcalinidade da água e influencia diretamente as condições do ambiente de cultivo.
De acordo com a Peixe BR, para a criação de tilápias, a faixa de pH recomendada está entre 6,5 e 8,5, considerada adequada para o desenvolvimento da espécie. Valores dentro desse intervalo contribuem para manter a água em condições favoráveis aos peixes.
A escala de pH varia de 0 a 14. Valores abaixo de 7 indicam água ácida, o pH 7 é considerado neutro e valores acima desse nível caracterizam água alcalina.
Por isso, o acompanhamento frequente do pH é uma medida importante no manejo dos viveiros, permitindo verificar se a água permanece dentro da faixa recomendada para a produção de tilápias.

Peixes
Preços da tilápia recuam até 0,44% nas principais regiões produtoras
Levantamento do Cepea mostra queda nas cotações em todas as regiões monitoradas entre 06 e 10 de julho.
Colunistas
Como uma alga marinha ajuda plantas a enfrentar o estresse climático
Extratos de Ascophyllum nodosum favorecem o desenvolvimento das culturas, melhoram o aproveitamento de água e nutrientes e aumentam a tolerância das plantas a condições adversas.

A agricultura precisa aumentar continuamente a produção de alimentos para atender à população global crescente ao mesmo tempo em que enfrenta desafios cada vez mais complexos relacionados às mudanças climáticas e pragas. Eventos extremos, como secas prolongadas, ondas de calor, chuvas intensas e outras irregularidades climáticas, têm impactado diretamente a produtividade das lavouras e exigido novas estratégias para garantir a segurança alimentar e a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
Nesse cenário, a busca por tecnologias que aumentam a resiliência das culturas ganha relevância. Entre elas, os bioestimulantes à base da alga marinha Ascophyllum nodosum se destacam por contribuir para o desenvolvimento das plantas e a adaptação da agricultura aos novos tempos.
Originária das águas frias e limpas do Atlântico Norte, especialmente das regiões costeiras do Canadá, essa alga desenvolveu mecanismos naturais de sobrevivência para suportar condições ambientais extremas. Durante seu ciclo natural, Ascophyllum nodosum permanece exposta diariamente às marés, enfrentando congelamento durante o inverno, com temperaturas próximas de -20°C, e aquecimento intenso durante a maré baixa no verão, quando pode atingir 40°C.
Essa capacidade de tolerar variações climáticas estimula a produção de compostos bioativos que ajudam a protegê-la contra o estresse. Esses compostos são preservados em processos de extração específicos e podem ser aproveitados na agricultura para auxiliar as plantas a enfrentar situações adversas.
Os extratos de Ascophyllum nodosum contêm combinação de substâncias naturais, como aminoácidos, antioxidantes e outros compostos bioativos que atuam em diferentes processos fisiológicos das plantas e contribuem para desenvolvimento radicular, absorção de água e nutrientes, além de auxiliar o equilíbrio metabólico das culturas e aumentar sua tolerância aos estresses hídrico e térmico.
Esses benefícios têm sido percebidos pelos produtores rurais no campo. Em diversas culturas, como soja, milho, trigo, café, cana-de-açúcar, frutas e hortaliças, os bioestimulantes têm proporcionado maior uniformidade das lavouras, incremento do desenvolvimento radicular, melhoria da eficiência no aproveitamento dos fertilizantes e maior estabilidade produtiva, dependendo da cultura, do manejo e das condições ambientais, além de melhorias na qualidade dos frutos e grãos e maior retorno sobre o investimento.
Além dos benefícios diretamente relacionados às plantas, o uso de tecnologias baseadas em algas marinhas está alinhado ao conceito de agricultura sustentável. O aumento da eficiência do aproveitamento dos recursos disponíveis no solo e a melhoria das condições fisiológicas das culturas contribuem para sistemas produtivos mais equilibrados e preparados para os desafios futuros.
À medida que os desafios climáticos se intensificam, cresce a importância de soluções que ajudam os produtores a proteger o potencial produtivo sem abrir mão da conservação dos recursos naturais.
Ao longo de décadas de pesquisa com Ascophyllum nodosum, observa-se que a natureza pode oferecer respostas valiosas para os desafios do campo. Mais do que uma tendência, os bioestimulantes de origem natural se consolidam como ferramentas estratégicas para promover sistemas mais eficientes e produtivos, sustentáveis e preparados para os desafios de hoje e do futuro.




