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ExpoMar 2026 acontece em junho com foco em pesca e maricultura

Feira internacional reforça papel estratégico no desenvolvimento da economia do mar no Brasil.

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A ExpoMar – Feira e Congresso Internacional da Pesca e Maricultura já tem data confirmada para 2026, reafirmando seu papel como um evento fundamental para o desenvolvimento da pesca, da maricultura e da piscicultura. A terceira edição do evento será realizado de 24 a 26 de junho de 2026, em Itajaí (SC), reunindo profissionais, empresas, pescadores, produtores, pesquisadores e lideranças em um ambiente voltado à geração de conhecimento, conexões e oportunidades de negócios.

Fotos: Divulgação/ExpoMar

Nas edições anteriores, a ExpoMar consolidou-se como um espaço estratégico de atualização técnica e profissional. A segunda edição, realizada em 2024, reuniu mais de 4 mil inscritos, promoveu 24 horas de painéis e palestras, contou com mais de 60 expositores e movimentou mais de R$ 60 milhões em negócios, demonstrando o impacto direto do evento no fortalecimento econômico do setor.

“O maior foco da ExpoMar é ambiente de negócios criado no maior polo pesqueiro do Brasil, reunindo compradores e fornecedores”, afirma Eliana Panty, diretora do evento. “Toda a cadeia de suprimentos vai estar representada na feira. Lançamentos em motores, mas tecnologias de geolocalização, entre outros insumos da pesca e piscicultura”.

A combinação entre congresso técnico, feira de negócios e experiências práticas permite que os participantes tenham acesso a novas tecnologias, soluções produtivas, linhas de crédito e tendências que influenciam diretamente a competitividade da pesca, maricultura e piscicultura.

O maior em pesca e mariticultura

Altamir Gregolin, presidente do evento, destaca que “a ExpoMar chega a sua terceira edição como o maior evento de pesca e maricultura do país e o principal fórum de discussão dos desafios, tendências e oportunidades para o setor e o espaço de construção dos caminhos para o desenvolvimento sustentável da atividade”. Desta forma, completa Gregolin, atrai profissionais e empresas de todo o Brasil e de outros países que buscam conhecimento, network e negócios.

Programação

Em 2026, a programação da ExpoMar aprofundará o debate sobre os desafios e oportunidades do setor. Na pesca, o debate sobre a gestão pesqueira, sustentabilidade dos estoques, acesso ao crédito, mercado e as oportunidades que se apresentam com a entrada em vigor do Tratado Mercosul e União Europeia estarão no centro do debate.

Na maricultura, a rastreabilidade, certificação e sanidade na produção de ostras e os usos e o mercado para algas serão os temas centrais. Já, na piscicultura, o debate passará pelos temas de sanidade e biossegurança, comercialização, gestão e inovações para assegurar competitividade e rentabilidade aos piscicultores.

Festival Mar & Cultura

A Expomar 2026 será ampliada com a integração do Festival Mar & Cultura, que reforça o compromisso do evento com a valorização do conhecimento, da cultura oceânica e da sustentabilidade. O festival incorpora ações culturais, gastronômicas e educativas à feira, aproximando o setor produtivo da sociedade e fortalecendo o entendimento do pescado como patrimônio econômico, social e cultural.

Entre os destaques estão a exibição do documentário “A Cultura do Mar – aprendizado e legado dos pescadores artesanais no litoral Sul”, a mostra fotográfica com registros de pescadores, oficinas de bioeconomia e economia circular, além da programação gastronômica com Cozinha Show, Corredor do Sabor e o encerramento com uma paella gigante, uma das maiores já realizadas no Brasil.

“Nesta edição da ExpoMar, daremos ainda mais destaque para gastronomia com ações de incentivo ao consumo, com a Cozinha Show ensinando preparos rápidos e saudáveis”, revela a diretora do evento, Eliana Panty. “O desafio dos chefs convidados será o aproveitamento total do pescado combinado com ingredientes locais das IG – indicações geográficas apoiadas pelo Sebrae, como a cachaça de Luiz Alves e o aipim da Terra Preta de Itajaí-SC. São ações que envolvem cultura gastronômica e empreendedorismo”.

Mulheres das Águas

Outro ponto relevante da programação é a realização do 8º Encontro Mulheres das Águas, que acontece durante a ExpoMar 2026 com foco em Economia Sustentável e Empreendedorismo Feminino na Aquicultura e Pesca, promovendo debates, networking e visibilidade ao protagonismo feminino no setor. A presença do Museu Nacional do Mar e de apresentações culturais complementa a experiência, conectando tradição, inovação e futuro sustentável.

Demandas do setor

A ExpoMar é realizada em parceria com o Sindipi – Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região, entidade representativa de um dos maiores polos pesqueiros do país. Essa parceria garante que o evento esteja alinhado às demandas reais do setor produtivo, contribuindo para o desenvolvimento regional, a geração de empregos e o fortalecimento da pesca brasileira.

Em sua terceira edição, a ExpoMar 2026 se consolida como um ponto de encontro indispensável para quem busca crescimento profissional, inovação, relacionamento e participação ativa na construção de um futuro sustentável para a economia azul no Brasil.

A versão digital do jornal de Aquicultura é gratuita e pode ser acessada na íntegra clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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Tilápia registra queda nas cotações em todas as principais regiões produtoras

Levantamento do Cepea mostra retração semanal entre 0,10% e 0,61% nos preços pagos ao produtor.

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Os preços da tilápia apresentaram recuo em todas as principais regiões produtoras monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na semana de 13 a 17 de julho.

O maior valor foi registrado no Norte do Paraná, onde o quilo da tilápia foi negociado a R$ 10,31, apesar da retração semanal de 0,61%. Em seguida aparecem o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, com cotação de R$ 10,04 por quilo e queda de 0,50%, e a região dos Grandes Lagos, onde o preço fechou em R$ 9,80, recuo de 0,52%.

Em Morada Nova de Minas, o quilo da tilápia foi comercializado a R$ 9,48, com desvalorização de 0,26% na comparação com a semana anterior.

No Oeste do Paraná, a cotação ficou em R$ 8,70 por quilo, a menor entre as regiões pesquisadas. Apesar disso, o mercado registrou a menor variação negativa da semana, com queda de 0,10%.

Os dados são do levantamento semanal do Cepea, que acompanha a evolução dos preços da tilápia nas principais regiões produtoras do país.

Fonte: Assessoria Cepea
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Seguro-defeso pode passar a ser pago durante todo o período de proibição da pesca

Mudança também prevê cadastro nacional de pescadores artesanais e regras mais rígidas para combater fraudes na concessão do benefício.

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Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados prevê que o Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal seja pago durante todo o período em que a pesca estiver proibida por medidas de preservação ambiental.

O Projeto de Lei 806/2026 altera a Lei nº 10.779/2003, que regulamenta o seguro-defeso, benefício concedido aos pescadores artesanais durante a paralisação temporária da atividade para garantir a reprodução das espécies.

Foto: Claudio Neves

Segundo o texto, o objetivo é evitar situações em que o pescador permanece impedido de exercer a atividade por determinação legal, mas deixa de receber o benefício durante parte do período de restrição.

Além da ampliação da cobertura, a proposta cria o Cadastro Nacional de Pescadores Artesanais e Marisqueiras. A ferramenta deverá reunir informações para registro, controle e cruzamento de dados, permitindo maior fiscalização na concessão e no acompanhamento do seguro-defeso.

O projeto também endurece as regras contra fraudes. Pela proposta, quem obtiver ou tentar obter o benefício mediante fraude ou má-fé ficará impedido de participar ou receber benefícios de programas sociais.

Autores da proposta, os deputados Carla Dickson (PL-RN) e Sargento Gonçalves (PL-RN) afirmam que a medida busca garantir que os recursos do seguro-defeso sejam destinados exclusivamente aos profissionais que dependem da pesca artesanal como fonte de renda.

Tramitação

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Fonte: O Presente Rural
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Ruído de embarcações compromete comunicação dos peixes, aponta estudo

Pesquisa da UFPE indica que a poluição sonora pode afetar alimentação, reprodução e defesa de território, com reflexos para a saúde dos recifes e da pesca.

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O ruído de motores de embarcações, como lanchas e motos aquáticas, e de banhistas afeta a comunicação sonora entre os peixes, o que pode causar impactos negativos na alimentação, reprodução e defesa de território de várias espécies. A poluição sonora encobre os sons emitidos pelos peixes e representa risco para a saúde de recifes de corais.

A constatação faz parte de um artigo de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), publicado nesta segunda-feira (20), na revista científica Neotropical Ichthyology e divulgado pela Agência Bori, voltada a estudos científicos.

Foto: MPA

Apesar de a publicação ser em inglês, o periódico é editado pela revista oficial da Sociedade Brasileira de Ictiologia (SBI). A ictiologia é o ramo da zoologia dedicado ao estudo científico dos peixes.

De acordo com um dos autores do estudo, Túlio Freire Xavier, do Laboratório de Pesquisa em Ictiologia e Ecologia de Recifes da UFPE, a análise mostrou que “houve uma redução clara na ocorrência dos sons produzidos pelos peixes”.

Segundo ele, a diminuição foi identificada “justamente” onde havia maior presença de ruído causado pela ação humana. “Isso pode acontecer porque os sons ficam mascarados pelo barulho das embarcações, tornando-se mais difíceis de detectar, ou porque alguns peixes realmente reduzem ou alteram sua produção sonora em resposta ao ruído”, diz.

Ele detalha que muitos peixes utilizam sons durante comportamentos como reprodução, defesa de território e alimentação. “Se essa comunicação for prejudicada, esses comportamentos também podem ser afetados”, assinala.

Praias turísticas

O estudo monitorou ruídos produzidos pela atividade humana, como de motores de embarcações, de parapentes e da própria movimentação de banhistas no mar. Ao mesmo tempo, os pesquisadores acompanharam os sons emitidos por peixes nessas áreas.

Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

O trabalho de campo foi conduzido em duas regiões turísticas no litoral de Pernambuco: as praias de Carneiros, na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guadalupe; e Tamandaré, na APA Costa dos Corais.

Essas duas praias foram selecionadas por serem destinos turísticos populares com dinâmicas diferentes, o que permitiu comparar os impactos sonoros.

Carneiros é um destino popular durante o ano todo, enquanto Tamandaré apresenta variações sazonais, com pico no verão.

Em cada praia, os pesquisadores mediram os sons tanto em pontos perto da costa, mais influenciados pela atividade humana; e pontos abrigados, onde a estrutura de recifes serve como barreira para o som.

Forma de medição

Para chegar aos resultados, os pesquisadores instalaram nos pontos de monitoramento um sistema de gravação subaquática. Cada sessão de monitoramento teve dez horas contínuas de gravação diária, somando 80 horas de dados acústicos.

Além de captura dos sons, mergulhadores fizeram uma espécie de censo visual, contando a quantidade e espécie de peixes. Foram encontradas de 18 a 23 espécies. Em Carneiros, eles localizaram quase 1,4 mil peixes.

Os registros foram realizados em janeiro e fevereiro de 2022, período de alta temporada, e em abril de 2023.

Sons dos peixes

A pesquisa identificou nove diferentes tipos de sons de peixes. Três deles deixaram de ser emitidos em locais expostos à presença de pessoas.

A ictiologia explica que os peixes produzem grande diversidade de sons, que são fundamentais para sua comunicação e sobrevivência nos recifes, que se manifestam por meio de pulsos, às vezes únicos, às vezes repetidos e formando sequências. Alguns peixes não produzem sons.

Foto: Divulgação

Os sons emitidos pelos peixes são relacionados a comportamentos específicos e famílias de peixes. Biologicamente, são essenciais para localização de parceiros e reprodução, defesa de território contra invasores, interações em grupo, e alimentação e detecção de predadores.

A poluição sonora humana foi relacionada também à redução na complexidade acústica – índice que mede a variação de padrões sonoros dos peixes ao longo do tempo.

Os ruídos causam um fenômeno chamado “mascaramento acústico”, quando o som contínuo dos barcos esconde sinais acústicos dos peixes. Outro impacto é a supressão de comportamento, quando o ruído pode levar os peixes a reduzir ou cessar vocalizações.

Consequências

O pesquisador Túlio Freire Xavier destaca que os peixes da região são fundamentais para a saúde dos recifes de corais, contribuindo para o equilíbrio de cadeias alimentares. “Os peixes recifais desempenham papéis importantes no controle de algas, na manutenção dos corais e na produtividade desses ambientes.”

Ele ressalta que os recifes sustentam atividades importantes para a economia da região, como o turismo e a pesca artesanal. “Quando a poluição sonora interfere no comportamento desses peixes, existe o potencial de afetar, ainda que de forma indireta, os serviços ecossistêmicos que esses ambientes oferecem”, diz.

Outras regiões

O especialista da UFPE aponta que, apesar de o experimento ter sido realizado no litoral pernambucano, o impacto de sons da atividade humana na vida dos peixes não é “exclusivo desses locais”. “Sempre que houver intenso tráfego de embarcações, turismo náutico ou outras fontes de ruído subaquático que coincidam com as frequências utilizadas pelos peixes, existe potencial para impactos semelhantes”, afirma.

“A intensidade desses efeitos provavelmente varia de acordo com a quantidade de embarcações, as características do recife e as espécies presentes, mas o problema pode ocorrer em outros importantes recifes brasileiros, como Abrolhos e Fernando de Noronha”, complementa.

Limites sustentáveis

Túlio Xavier explica que ainda não existem limites universalmente aceitos para níveis seguros de ruído em ambientes recifais voltados à proteção dos peixes. “Esse é um campo que ainda precisa avançar bastante. Estudos como o nosso ajudam justamente a construir esse conhecimento”, diz.

Ele destaca que o conhecimento científico gerado é compartilhado com gestores e comunidades locais, para contribuir com políticas públicas de manejo das regiões.

O especialista em biologia marinha da UFPE sustenta que turismo e conservação não precisam ser incompatíveis, mas que o componente acústico deve passar a ser considerado no planejamento das atividades. “O ruído subaquático é uma forma de poluição que normalmente passa despercebida”, avalia.

Ele aponta que medidas “relativamente simples”, como organizar rotas de embarcações, reduzir a velocidade em áreas sensíveis e evitar concentração excessiva de atividades sobre determinados recifes, podem contribuir para diminuir esse impacto. “Proteger a paisagem sonora significa também ajudar a preservar o funcionamento ecológico desses ecossistemas e os benefícios que eles oferecem à sociedade.”

Fonte: Agência Brasil
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