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ExpoLondrina 2026 apresenta tecnologias, crédito e difusão técnica para o produtor rural
Programação reúne vitrines de manejo, ferramentas digitais, acesso a financiamento e mais de 10 encontros técnicos voltados à produção, sanidade e gestão no campo.

Começou na última sexta-feira (10) a Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina), uma das principais feiras do Brasil e que chega a sua 64ª edição em 2026. O Governo do Paraná participa ativamente do evento com ações de diversos órgãos públicos, em especial com soluções voltadas ao campo.

Foto: Gilson Abreu
Localizada no Parque Ney Braga Eventos até o próximo domingo (19, a ExpoLondrina é realizada pela Sociedade Rural do Paraná (SRP) e tem como tema neste ano “Agro: inteligente, humano e feito de encontros”. Entre os destaques estão uma raça bovina inédita, dezenas de encontros técnicos, sabores do campo, animais exóticos e grandes nomes do sertanejo nacional.
Com foco no campo, o Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) promoverá seminários, reuniões, palestras e encontros para apresentar e debater conhecimento técnico, econômico e ambiental. Nos eventos, também serão tratados temas relacionados à divulgação, operacionalização e resultados de políticas públicas, sendo uma oportunidade para participação do público atendido e/ou assistido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná). Saiba mais aqui.
Além disso, o Instituto, em parceria com a SRP e a Universidade Estadual de Londrina, promovem a 30ª Via Rural “Fazendinha”, conjunto de métodos de comunicação e interação com o público rural e urbano, centrado nas tecnologias desenvolvidas e ações realizadas pelo Seagri por meio da integração entre Extensão Rural, Pesquisa Agropecuária e Negócios, mostrando o que o órgão tem de melhor a oferecer à sociedade paranaense.

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
Criada em 1994, a Via Rural “Fazendinha” tem como objetivos a difusão de tecnologias e inovações para o meio rural; apresentação à sociedade das principais políticas públicas desenvolvidas pelo Sistema Estadual de Agricultura; e promoção do desenvolvimento rural sustentável. O espaço reservado para a Via Rural supera os 11 mil metros quadrados.
O público poderá visitar estandes institucionais no Pavilhão Smart Agro e na ExpoSabores, além de Unidades Didáticas Expositivas, como Café Qualidade; Manejo e Conservação do Solo e Água para a Produção Sustentável de Grãos; Aquicultura; Apicultura e Meliponicultura; Fruticultura; Olericultura; Plantas Medicinais, Aromáticas e Condimentares; Promoção Social, Cidadania e Saneamento Rural; Bovinocultura; e Turismo Rural.
Crédito
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) participará da ExpoLondrina nesta segunda-feira (13) com uma série de agendas institucionais. Pela manhã, a instituição fará a assinatura de contratos com empresas atendidas pelo banco.
Em seguida, será formalizado um protocolo de intenções com o Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), etapa que antecede a celebração de um Acordo de

Foto: Alessandro Vieira
Cooperação Técnica (ACT) voltado à construção de ações conjuntas para estimular o desenvolvimento econômico e sustentável das empresas da região. Depois, o BRDE participa de um almoço com a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), em encontro voltado ao diálogo com o setor produtivo local.
Ciência
A Fundação Araucária de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná estará, nos dias 14 e 15, com a apresentação de projetos e iniciativas voltadas à inovação no setor agropecuário.
A instituição levará 12 dos 51 Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) em execução no Estado. Entre os destaques estão iniciativas que contribuem diretamente para o desenvolvimento sustentável no campo, como os NAPIs Prosolo, Inova Vitis, Space, Hidrocarbonetos Renováveis, Proteínas Alternativas, Complexo de Enfezamento do Milho, Abelhas, Cia-AGRO, Segurança Pública e Ciências Forenses, Biodiversidade RESTORE e RGB, Eletrônica Orgânica e Alimento e Território.

Fotos: Gilson Abreu
A exposição também contará com a participação de dois dos 14 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) apoiados pela Fundação Araucária – NanoDefender e MicroAgro – que, assim como os NAPIs, estarão no Pavilhão Smart Agro, espaço dedicado à apresentação de soluções tecnológicas para o agronegócio.
Segurança pública
Na área da segurança pública, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) participará com a exposição de viaturas históricas e apresentações do trabalho especializado de cães de faro. Além disso, estará presente durante todo o evento com a Delegacia Móvel, possibilitando o registro de boletins de ocorrência e a lavratura de termos circunstanciados no local.
Já a Polícia Militar do Paraná (PMPR) contará com estande do Choque do 5º BPM, com presença operacional e interação com o público. O espaço também terá exposição de veículos apreendidos em grandes ações policiais, como Audi TT e Camaro, além de viaturas históricas, como Fusca e Opala. Os modelos antigos resgatam a memória institucional e evidenciam a evolução dos meios empregados no policiamento ao longo das décadas.
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) vai expor a Auto Bomba Tanque Resgate (ABTR), veículo mais característico da corporação e empregado em

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
diversas ocorrências, e também a Auto Plataforma Mecânica (APM), uma viatura utilizada para combate a incêndios e resgates em grandes alturas. Haverá, ainda, uma apresentação dos cães de busca e resgate em pista de obstáculos, distribuição de caminhões de papel para montar e adesivos da corporação.
ExpoLondrina
A ExpoLondrina chega à 64ª edição reunindo o que há de mais atual no mundo do agronegócio, conectando pessoas e trazendo o universo do agro para perto de todos. Com 100% dos espaços comerciais fechados já em fevereiro, a feira contará com oportunidades de negócios através de uma área industrial composta por maquinários agrícolas, concessionárias, cooperativas e varejo.
Em 2025, a edição teve o recorde de R$ 1,7 bilhão em negócios; mais de 590 mil visitantes em 10 dias de feira, sendo mais de 250 mil na Smart Farm; 300 expositores de todo o Brasil; 37 mil produtores conectados; e cerca de nove mil empregos gerados pelo evento, entre diretos e indiretos.

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo
Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação
A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.
“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.
Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Como acessar
O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.
“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.
Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.
“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.
A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras
Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.
“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.
“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.
Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay.
Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.
Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.
Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil
Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação
A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.
Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.
Brasil entre os países com maior alíquota proposta
Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.
A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação
dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.
Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.
Instrumento de pressão comercial
A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.
A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.
Consulta pública antes da decisão final
As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.
As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.
Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.



