Bovinos / Grãos / Máquinas Em Uberaba (MG)
Expoinel 2025 deve reunir mil animais e reforça destaque do Nelore nacional
Maior exposição da raça no país começa em 14 de outubro, e promete superar os números de 2024, valorizando genética, criadores e o fortalecimento da pecuária nelorista.

A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) convida os criadores de Nelore de todo o país para estarem na 54ª Expoinel, a mais importante exposição da raça Nelore, Nelore Mocho e Nelore Pelagens no Brasil, que encerra o ranking nacional 2024/2025, cuja abertura ocorrerá às 10 horas do dia 14 de outubro, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG). A exposição – que reunirá criadores, expositores e apaixonados por Nelore – tem apoio da Matsuda Sementes e Nutrição Animal, da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e da Geneal Diagnósticos.
A expectativa para este ano é superar os números da edição passada. Em 2024, cerca de 900 animais participaram da exposição, e agora, aproximadamente 1.000 animais devem participar da exposição. “A Expoinel cresce a cada ano, ganhando força como um espaço de valorização da genética, de reconhecimento do trabalho dos criadores e de fortalecimento da pecuária nelorista”, destaca o presidente da ACNB, Victor Paulo Silva Miranda.
O ponto alto da Expoinel são os julgamentos de animais das variedades Nelore, Nelore Mocho e Nelore Pelagens. As atividades começam na terça-feira, dia 14.10 e seguem até o sábado (18.10), quando serão conhecidos os grandes campeões e os melhores criadores e expositores.
A Expoinel deste ano contará com nove leilões oficializados pela ACNB. A agenda começa no dia 13 de outubro e se estende até o dia 18, com animais Nelore, Nelore Mocho e Nelore Pelagens de excelência genética.

Bovinos / Grãos / Máquinas
Mapa da brucelose no Brasil revela avanços e desafios
Santa Catarina é o único estado classificado como de menor risco, enquanto diferenças regionais mantêm a doença sob vigilância da pecuária brasileira.

A brucelose ainda apresenta comportamentos distintos entre os estados brasileiros, apesar dos avanços registrados nos programas oficiais de controle. Enquanto Santa Catarina alcançou a menor classificação de risco para a doença, com prevalência de apenas 0,9% de focos, outras regiões ainda enfrentam índices mais elevados, mantendo a enfermidade entre as principais preocupações da defesa sanitária nacional.

Foto: Fernando Dias
Os dados fazem parte da atualização do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em outubro de 2025. A classificação considera a prevalência de focos da doença e a efetividade das ações de vigilância e controle adotadas pelos estados.
A diferença entre os resultados evidencia que, embora o país tenha avançado no enfrentamento da doença, ainda há desafios relacionados à vacinação, aos sistemas de produção, à estrutura dos serviços veterinários e à velocidade na identificação de novos casos.
Causada por bactérias do gênero Brucella, a brucelose afeta principalmente bovinos e bubalinos. A enfermidade provoca abortamentos, infertilidade, nascimento de animais debilitados, redução das taxas de prenhez, descarte precoce de matrizes e perdas de produtividade, comprometendo a rentabilidade das propriedades. Além dos impactos econômicos, trata-se de uma zoonose, com potencial de transmissão aos seres humanos.
Diferenças regionais desafiam o controle da doença
Para a mestre em Agronomia Tatiani Janegitz, os números do PNCEBT mostram que o controle da enfermidade

Foto: Divulgação
ainda depende de estratégias adaptadas à realidade de cada estado. “Embora o Brasil tenha avançado nos programas de controle da brucelose, os dados mostram que a doença ainda apresenta comportamentos distintos entre os estados. Por isso, é cada vez mais importante investir em diagnósticos mais rápidos e precisos, capazes de apoiar decisões sanitárias em tempo oportuno e reduzir a circulação do agente nos rebanhos”, afirma.
Segundo a especialista, a rapidez na confirmação dos casos é um dos fatores mais importantes para conter a disseminação da bactéria. Quanto menor o intervalo entre a coleta da amostra e o resultado do exame, mais cedo podem ser adotadas medidas como o isolamento dos animais positivos, a investigação epidemiológica e o bloqueio de novos focos dentro das propriedades.

Mestre em Agronomia Tatiani Janegitz: “Embora o Brasil tenha avançado nos programas de controle da brucelose, os dados mostram que a doença ainda apresenta comportamentos distintos entre os estados” – Foto: Divulgação
Diagnóstico molecular amplia capacidade de resposta
Os métodos sorológicos continuam sendo a principal ferramenta utilizada no diagnóstico da brucelose, mas novas tecnologias moleculares vêm ampliando sua participação nos programas de vigilância sanitária por permitirem a identificação direta do material genético do agente infeccioso com maior rapidez e precisão.
Para Tatiani, a modernização dos laboratórios é um passo importante para fortalecer a capacidade de resposta da defesa agropecuária diante da crescente demanda por testes. “As ferramentas moleculares e os sistemas automatizados estão transformando a rotina laboratorial ao permitir maior produtividade, padronização dos processos e rapidez na obtenção dos resultados. Isso fortalece os programas de vigilância sanitária e amplia a capacidade de resposta diante de doenças que impactam tanto a produção animal quanto a saúde pública”, destaca.
Embora o PNCEBT tenha ampliado o controle da enfermidade ao longo dos últimos anos, o Mapa aponta que fatores como o tamanho dos rebanhos, os índices de vacinação, os diferentes sistemas de produção e a estrutura dos serviços veterinários continuam influenciando a ocorrência da doença nas diferentes regiões do país.
Nesse contexto, a profissional reforça que a combinação entre vigilância sanitária, diagnóstico rápido e medidas de controle continua sendo um dos principais instrumentos para reduzir a circulação da brucelose nos rebanhos brasileiros e minimizar seus impactos sobre a produção pecuária e a saúde pública.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Leite volta a dar lucro ao produtor, mas setor cobra divisão mais justa da renda
Com o preço acima do custo de produção, pecuaristas recuperam parte da rentabilidade perdida. Gadolando defende a participação do varejo nas negociações para reduzir os impactos das oscilações do mercado.

Depois de enfrentar anos de margens apertadas e, em muitos casos, operar no vermelho, os produtores de leite do Rio Grande do Sul voltaram a registrar rentabilidade. A recuperação ocorre após a alta nos preços pagos ao produtor, que passaram a superar os custos de produção. Apesar da melhora, representantes da cadeia afirmam que a remuneração ainda está distante do patamar considerado ideal para garantir novos investimentos e a permanência da atividade no longo prazo.

Foto: Isabele Kleim
A mudança de cenário é refletida nos indicadores do Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS), que projetou para junho um valor de referência de R$ 2,4281 por litro. O índice orienta as negociações entre produtores e indústrias, embora o preço efetivamente recebido varie conforme critérios como qualidade do leite, volume entregue e bonificações concedidas pelos laticínios.
Segundo o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, a diferença entre o custo de produção e o preço recebido representa uma mudança importante para o setor, que passou um longo período sem qualquer margem financeira. “A grande maioria dos produtores está recebendo entre R$ 2,50 e R$ 2,70 por litro. O custo de produção está em torno de R$ 2,20 a R$ 2,30. Agora está tendo uma pequena margem, enquanto nós viemos muito tempo sem margem”, afirma.
Margem ainda é considerada insuficiente
Embora o resultado seja positivo, Tang avalia que a rentabilidade atual ainda não oferece segurança para que os

Foto: Arnaldo Alves
produtores ampliem investimentos em genética, tecnologia, infraestrutura e qualidade do rebanho.
Na avaliação da entidade, uma remuneração próxima de R$ 2,80 por litro permitiria maior previsibilidade financeira e fortaleceria a atividade sem comprometer o consumo de leite e derivados. “O produtor voltou a ter margem, mas ela ainda é pequena. Precisamos de um preço que permita investir e dar continuidade à atividade”, observa.
Cadeia busca ampliar diálogo
Além da recuperação dos preços, a Gadolando defende mudanças na forma como as discussões sobre remuneração são conduzidas no setor.
Tang destaca que o Conseleite consolidou um ambiente de diálogo entre produtores e indústrias, contribuindo para dar mais transparência à formação dos preços de referência. No entanto, acredita que as negociações precisam envolver também o varejo, elo que, segundo ele, exerce influência direta sobre a distribuição do valor ao longo da cadeia. “No Conseleite, a indústria e o produtor conseguem sentar juntos e debater, mas sentimos falta de discutir

Foto: Aires Marga
também com o varejo para amenizar os efeitos das crises, para todo mundo poder trabalhar junto e manter a cadeia”, afirma.
Dividir riscos para fortalecer a atividade
Para o presidente da Gadolando, a construção de uma cadeia mais equilibrada depende de uma participação mais efetiva de todos os segmentos envolvidos na comercialização do leite.
Segundo ele, produtores, indústria e varejo precisam compartilhar responsabilidades tanto nos períodos de valorização quanto nos momentos de retração do mercado. A avaliação é de que uma relação mais coordenada pode reduzir os impactos das oscilações de preços, aumentar a previsibilidade da atividade e criar condições para que a produção continue crescendo de forma sustentável. “A cadeia só se fortalece quando todos os seus elos conseguem trabalhar com equilíbrio. O produtor não pode ser o único a absorver os impactos das crises”, salienta Tang.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Arroba do boi gordo entra em fase de maior equilíbrio entre as praças pecuárias
Segundo o Cepea, a dispersão de preços caiu na maior parte das regiões acompanhadas, refletindo mudanças na oferta e na demanda.




