Conectado com

Notícias Feira

Expodireto Cotrijal terá edição presencial e virtual

Primeira grande exposição agropecuária em 2021, feira quer contribuir para a retomada da economia do país, adaptando-se às medidas de segurança

Publicado em

em

Divulgação

Negócios que inspiram o amanhã. Mais que nunca, o slogan da Expodireto Cotrijal ecoa como sinal de esperança em tempos de superação da pandemia. A feira, última das grandes exposições agropecuárias a ser realizada em 2020, abre o calendário em 2021 de 1º a 5 de março. Sinônimo do agronegócio brasileiro, forte e pujante, ela deve contribuir para o crescimento de 3% no PIB do setor, estimado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Mas teve que se adaptar. “Temos um compromisso com a qualidade e uma responsabilidade com o nosso público. Por isso, todas as atividades foram adequadas e estarão, também, em nossa plataforma virtual”, afirma o presidente da feira, Nei César Manica. Normas, medidas e ajustes na área do parque, em Não-Me-Toque (RS), foram aprovadas na quarta-feira (13) pelo governo do Estado.

A 22ª edição da Expodireto, promovida pela Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial, acontece em 2021 em formato híbrido: toda a programação da feira ocorrerá normalmente, mas também será transmitida em uma plataforma virtual. Os grandes eventos presenciais, como os tradicionais fóruns, estão também online, com espaço reservado para um número restrito de pessoas nos auditórios. Os expositores ocuparão o tradicional espaço físico no Parque da Expodireto, mas também estarão em estandes digitais. A Arena Agrodigital, com startups do agronegócio que estreou com sucesso no ano passado, retorna de forma presencial e virtual.

Os organizadores esperam que até o próximo mês sejam confirmados todos expositores. Apesar das limitações, a expectativa é de que o volume de negócios não seja impactado em relação à edição anterior. “Seguimos com produtores capitalizados com recursos próprios, ofertas de financiamento bancários e redução dos custos de produção, aliados à tecnologia e à inovação. Então, devemos contribuir para o crescimento do agronegócio e à retomada da economia nacional nesse momento de crise”, afirma Manica.

A fala corrobora a expectativa não apenas de um setor, mas de todo um país. Nessa semana, em visita à Brasília, o presidente Jair Bolsonaro confirmou a vinda à Não-Me-Toque, junto com a ministra da Agricultura Tereza Cristina. O secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, Covatti Filho, endossa o coro das autoridades. “A Expodireto, mais que uma das maiores feiras do país, é sinônimo da força do agro gaúcho e brasileiro. Sua realização é um passo importante no caminho dessa retomada”.

O presidente da Assembleia Legislativa gaúcha, deputado Ernani Polo, ex-secretário da pasta, segue na mesma linha. “Uma feira que foi crescendo, ganhou dimensão estadual, nacional e hoje é internacional, graças ao forte trabalho do presidente Nei Manica, dos diretores e da equipe de colaboradores. A Expodireto é um exemplo da agricultura de ponta, das oportunidades de negócios que fortalecem a competitividade do RS”, completa.

Protocolo sanitário

O protocolo sanitário com normas, medidas e adequações na área do parque para a realização da feira foi aprovado pelo governo do Estado na quarta-feira (13). O documento, enviado pela organização da Expodireto Cotrijal em novembro do ano passado, recebeu aval do gabinete de Crise para o Enfrentamento da Pandemia de Covid-19. Entre as medidas restritivas programadas para esta edição da feira estão a suspensão da Área Internacional e a vinda de delegações estrangeiras. Haverá segregação dos fluxos de entrada e saída, instalação de totens de disponibilização de álcool em gel, obrigatoriedade do uso de máscaras e de distanciamento social, higienização e desinfecção frequente de superfícies e áreas comuns, além da ampliação do horário de funcionamento da praça de alimentação.

Fonte: Assessoria

Notícias

IAT amplia lista e dispensa 27 atividades agropecuárias de licenciamento ambiental no Paraná

Nova regulamentação reconhece baixo potencial poluidor de empreendimentos rurais e busca dar mais agilidade aos processos no campo.

Publicado em

em

Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

O Instituto Água e Terra (IAT) publicou nesta semana uma nova regulamentação que classifica alguns tipos de empreendimentos agrícolas como inexigíveis de licenciamento ambiental no Paraná. Entre os itens da Instrução Normativa IAT Nº 01/2026, está uma lista de 27 tipos de atividades agropecuárias de insignificante potencial poluidor e degradador do meio ambiente, que passam agora a ser isentas da necessidade do processo licenciatório. Os responsáveis por essas atividades podem agora solicitar ao órgão ambiental a Declaração de Inexigibilidade de Licença Ambiental (DILA), caso exista a necessidade comprovar a categorização.

Para entrar nessa classificação, os empreendimentos devem atender a um conjunto de exigências. Elas incluem não necessitar de acompanhamento de aspectos de controle ambiental pelo Instituto; não estar localizada em uma área ambientalmente frágil ou protegida; e não necessitar da supressão de vegetação nativa. Além disso, devem ser respeitadas condições estabelecidas pelas legislações municipais vigentes.

Entre as atividades englobadas destacam-se benfeitorias e equipamentos necessários ao manejo da apicultura fixa e migratória; cultivo de flores e plantas ornamentais; aquisição de equipamentos e instalações de estrutura de apoio para plantio em ambiente protegido (casas de vegetação/estufas); aquisição de máquinas, motores, reversores, guinchos, sistemas de refrigeração e armazenagem de pescado;  implantação de viveiros de mudas florestais; adequação do solo para o plantio; e pecuária extensiva, exceto bovinocultura.

Segundo a diretora de Licenciamento e Outorga do IAT, Ivonete Coelho da Silva Chaves, essa classificação de inexigibilidade de licenciamento vem para agilizar o processo para os agricultores. Como são atividades de baixo impacto ambiental, eles não precisam passar pelo processo licenciatório simplificado ou trifásico, que é aplicado em empreendimentos com médio e alto potencial poluidor. “Também não existe a obrigatoriedade da emissão da DILA, que pode ser solicitada apenas se for requisitada para o proprietário por um órgão que exige uma comprovação da inexigibilidade, como um banco por exemplo”, explica.

Licenciamento

O Licenciamento Ambiental é um procedimento administrativo emitido pelo IAT que autoriza a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.

Para mais informações sobre o processo de licenciamento ambiental no Estado do Paraná, é possível consultar o site do Instituto Água e Terra.

Fonte: AEN-PR
Continue Lendo

Notícias

Biológicos impulsionam produtividade de soja a 126,7 sc/ha em lavoura de São Paulo

Campeão do Desafio Nacional do CESB, consultor destaca manejo integrado com produtos biológicos, monitoramento em tempo real e estratégias para enfrentar a variabilidade climática.

Publicado em

em

Foto: Jaelson Lucas/AEN

Imagine uma produtividade de 126,71sc/ha em uma lavoura de soja, com a utilização estratégica de produtos biológicos. Foi o que aconteceu na Fazenda Santana, de Itapeva (SP).

O consultor Adriano Oliveira, campeão da Categoria Irrigado/Nacional no último Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), destaca que a utilização de produtos biológicos no sulco e em cobertura para controle de nematoides e doenças de solo contribuiu para a elevada produtividade. “Também realizamos tratamento de sementes com fungicidas, inseticidas e bioestimulantes, e incluímos inoculantes com rizóbios e promotores de crescimento”, acrescenta.

Desafios na lavoura

Adriano aponta que um dos principais desafios foi lidar com a variabilidade climática, especialmente no período de florescimento e enchimento de grãos. “Tivemos veranico no início da formação de vagens e chuvas excessivas na maturação. Para superar isso, apostamos em cultivares com bom teto produtivo e estabilidade, fizemos o escalonamento do plantio dentro da janela ideal e utilizamos tecnologias de monitoramento em tempo real para antecipar manejos e proteger o potencial produtivo”, observa.

Em relação ao controle de pragas e doenças, o consultor sinalizou que priorizou a ferrugem asiática, mancha-alvo e percevejo-marrom, por serem recorrentes na região. “Atuamos com fungicidas protetores desde o V4-V5 e intensificamos o manejo com alternância de mecanismos de ação. Para pragas, adotamos controle antecipado com aplicações programadas e monitoramento semanal. A adoção de produtos com efeito fisiológico e residual ajudou a manter o estande e o enchimento de grãos”, lembra.

Importância do desafio

O consultor considera o Desafio do CESB um termômetro técnico. “Ele nos tira da zona de conforto e exige um nível de excelência em cada detalhe”, expõe, acrescentando: “Durante o ciclo, tivemos momentos de preocupação com o clima, mas mantivemos o foco com base nos dados e no planejamento técnico bem feito. Cada decisão foi tomada com respaldo em monitoramento e histórico da área”.

Fonte: Assessoria CESB
Continue Lendo

Notícias

Suínos e frangos representam 54% do faturamento do agro catarinense

VBP estadual cresce em valores correntes e alcança nível histórico, com impactos diretos sobre renda, indústria e exportações.

Publicado em

em

Fotos: Shutterstock

Santa Catarina encerra 2025 com um Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) estimado em R$ 57,8 bilhões, crescimento nominal de 8,5% em relação aos R$ 53,29 bilhões computados em 2024. O avanço ocorre em valores correntes, ou seja, sem descontar a inflação acumulada no período, o que significa que parte da elevação pode estar associada a variações de preços, e não exclusivamente a aumento físico de produção.

A composição interna do VBP catarinense segue marcada pela forte presença das cadeias animais. Suínos (R$ 16,37 bilhões) e frangos (R$ 15,01 bilhões) lideram com folga o ranking estadual e, somados, respondem por 54,3% de todo o faturamento do agro do estado em 2025. Trata-se de uma participação estruturalmente elevada, coerente com o perfil agroindustrial catarinense e com a especialização histórica do território na produção de proteína animal.

O leite ocupa a terceira posição, alcançando R$ 8,49 bilhões em 2025, também com alta nominal frente aos R$ 8,79 bilhões de 2024. Neste caso, porém, observa-se estabilidade, já que a variação é pequena e pode refletir ajustes de mercado e custos, além das condições climáticas que impactaram algumas bacias leiteiras.

A soja, que historicamente figura entre os principais produtos de Santa Catarina, apresentou recuperação em 2025: salta de R$ 5,75 bilhões para R$ 6,42 bilhões, equivalente a 11,7% de aumento nominal. Embora o valor absoluto seja inferior ao das cadeias animais, a oleaginosa mantém papel relevante na composição do VBP catarinense, especialmente em regiões como o Oeste e o Planalto Norte.

Entre os demais produtos, bovinos (R$ 3,09 bilhões), milho (R$ 2,53 bilhões) e arroz (R$ 1,79 bilhão) formam um segundo bloco de importância econômica. No caso do milho, mesmo com produção robusta, o valor permanece abaixo do registrado na soja e nas proteínas animais, reflexo direto da destinação majoritária do grão para consumo interno, especialmente na alimentação de aves e suínos, setores que movimentam a indústria local.

O mapa de variações também mostra movimentos relevantes entre 2024 e 2025. O VBP de suínos registra a maior expansão nominal do estado, avançando 27% em relação ao ano anterior (R$ 12,87 bi → R$ 16,37 bi). Já frangos crescem aproximadamente 5,2% (R$ 14,27 bi → R$ 15,01 bi). Esses dois segmentos foram os que mais contribuíram para o aumento do faturamento agropecuário catarinense no período. Outros produtos, como banana, ovos, uva e batata-inglesa, também apresentam crescimento, mas com impacto geral menor na composição total.

No conjunto, os números reforçam a característica mais marcante do agro catarinense: um setor fortemente impulsionado pela produção de proteína animal, complementado por culturas relevantes como soja, leite e arroz, além de nichos frutícolas e hortícolas que agregam diversidade ao portfólio estadual.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.