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Expodireto 2017: mais de R$ 2 bilhões em comercialização

O público total que passou pelo parque, em Não-Me-Toque, nos cinco dias de evento, totalizou 240,6 mil pessoas

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A safra de negócios foi farta na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, que atingiu a maioridade em 2017. Embalada pelo bom momento do agronegócio e projeção de uma colheita histórica de grãos no Rio Grande do Sul – acima de 33 milhões de toneladas – muitos produtores aproveitaram a feira para investir em soluções tecnológicas para aumentar a produtividade das lavouras. Os números finais da feira revelam isso. Nesta edição, a feira movimentou pelos expositores R$ 2.120.205.000, uma alta de 34% em comparação com 2016, superando, inclusive, a previsão inicial de crescimento de 15%.

Em meio a esse clima de positividade que o presidente, Nei César Mânica, e o vice-presidente, Enio Schroeder, anunciaram os números oficiais ao lado de colaboradores que lideram as comissões organizadoras, em entrevista coletiva à imprensa, no auditório central do parque. Mânica também anunciou que a próxima feira vai ocorrer entre os dias 5 a 9 de março de 2018.

“Encerramos a Expodireto realizados. A feira de 2017 trouxe esperança e otimismo para a economia. Este ano, o produtor veio decidido a fechar negócio. Temos o compromisso de fazer uma feira igual ou melhor em 2018”, afirmou Mânica.

“A Expodireto deste ano foi diferente das outras, no sentido de auto-estima. As pessoas entravam no parque com outro astral, com otimismo. A beleza e organização dos estandes também agradou. Uma energia muito grande. É uma feira que reúne ciência, informação e tecnologia e qualidade”, destacou o vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder.

A feira, que começou na segunda-feira, 6, e terminou nesta sexta-feira, 10, neste ano teve os picos de visitantes registrados nos quarto e quinto dias. O total geral de negócios dos 511 expositores encerrou em R$ R$ 2.120.205.000. Desse total, os bancos contabilizaram R$ 1.631.160.000. Já os bancos de fábrica somaram um total de R$ 259 milhões. Os recursos próprios fecharam em R$ 189 milhões e o Pavilhão Internacional teve R$ 40 milhões. Já a agricultura familiar teve um acréscimo de 9%, contabilizando R$ 1,045 milhão.

Nos 84 hectares, 511 expositores mostraram o melhor nos setores de máquinas agrícolas, tecnologia e defensivos, agricultura familiar, equipamentos e a participação de 70 países. A feira de 2017, recebeu em apenas um dia, 33 embaixadores e seis diplomatas, ávidos pelo agronegócio brasileiro.

Também prestigiaram coletiva, a senadora Ana Amélia Lemos; o secretário de Secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo; o presidente da Fecoagro, Paulo Pires, e o prefeito de Não-Me-Toque, Armando Ross.

 

240 mil visitantes, um recorde

A feira deste ano também foi grandiosa no número de visitantes. O público total que passou pelo parque, em Não-Me-Toque, nos cinco dias de evento, totalizou 240,6 mil pessoas. O primeiro dia foram 26 mil, o segundo 52 mil, o terceiro 64 mil, o quarto 66 mil e o último dia o público registrado foi de 32,6 mil. No ano passado, foram 210 mil pessoas.

 

Indicadores monitorados

Outro dado divulgado foi o número de colaboradores próprios da Cotrijal somou 208 e os terceirizados foram 619, totalizando 827 funcionários que fizeram a Expodireto acontecer – uma redução de 10 % em comparação com a 17ª edição. Atendimentos efetuados pela ambulância foi de nove, já os de enfermagem e médicos contabilizaram 261.

O número de expositores por área foi de 511, sendo 155 do setor de máquinas e equipamentos, 48 de produção vegetal, 35 de produção animal, 32 de empresas do pavilhão 1 e 2, 29 de laboratórios no pavilhão 7, 13 de imprensa, sendo 297 jornalistas cadastrados, 14 na área central, 182 da agroindústria familiar e três no pavilhão internacional. E a satisfação do público, mostrada através de pesquisa no parque, ficou em 99%. 

Fonte: Ass. de Imprensa

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Conflito no Oriente Médio já encarece produção e ameaça exportações do agro brasileiro

Alta de mais de 30% na ureia pressiona custos em plena formação da safra 2026/27, enquanto tensão no Estreito de Ormuz eleva frete, risco logístico e ameaça embarques de proteína animal. Dependência de fertilizantes expõe produtores, sobretudo em Mato Grosso.

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Foto: Shutterstock

Quem acha que a guerra no Oriente Médio é um problema distante está olhando errado. O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel já começou a bater na porta do agronegócio brasileiro e o impacto tende a ser forte, principalmente em Mato Grosso. Não é uma possibilidade. É uma realidade em curso.

Foto: Shutterstock

O primeiro sinal veio pelos fertilizantes. A alta de mais de 30% no preço da ureia no mercado internacional não é um detalhe técnico, é um alerta direto para o produtor. Isso acontece exatamente no momento em que o Brasil começa a formar a safra 2026/27.

Mato Grosso, que lidera a produção nacional, entra nesse ciclo com baixa contratação de insumos. Ou seja: o produtor está exposto, comprando mais caro e assumindo risco maior. No milho, por exemplo, esse aumento já pode consumir parte relevante da margem.

Na soja, o problema é outro e ainda mais grave: dependência externa. O Brasil importa grande parte dos fertilizantes fosfatados de regiões que estão diretamente impactadas pelo conflito. Isso significa risco real de falta, atraso e encarecimento. Traduzindo: o custo sobe antes mesmo de plantar.

Mas o efeito não para no campo. Ele avança para a indústria e chega ao consumidor.
Com o diesel mais caro, o frete já disparou. Embalagens, que dependem do petróleo, também estão subindo. E isso pressiona toda a cadeia de alimentos.

Como empresário do setor de proteína animal posso afirmar com clareza: o problema não é só o custo, mas também logística e mercado.

O Estreito de Ormuz virou um gargalo mundial. Navios parados, frete mais caro, seguro elevado e até cobrança de “taxa de guerra”. Isso encarece o produto brasileiro e coloca em risco contratos importantes. Estamos falando de mercados estratégicos. O Brasil é líder na exportação de carne halal. Trata-se de um tipo de abate específico para o mercado muçulmano, atendendo preceitos da lei islâmica.

Foto: Divulgação

Na agroindústria avícola, setor onde atuo, observamos um cenário de atenção e desafios logísticos devido ao acirramento de conflitos no Oriente Médio.  Nosso país embarca por mês cerca de 100 mil toneladas de frango halal para esta região – principalmente para os Emirados Árabes Unidos, Oman e Iêmen.

Parte dessas exportações está ameaçada por instabilidade que foge completamente do nosso controle. O risco é claro: perder competitividade, reduzir volume e, em alguns casos, até segurar produção por falta de segurança logística.

No fim da cadeia, quem paga a conta é o consumidor. Frango, ovos, carne suína, todos esses produtos tendem a subir de preço, não por aumento de demanda, mas por pressão de custo. É inflação importada, causada por uma guerra que não é nossa, mas que já impacta diretamente o nosso dia a dia.

O que essa crise escancara é algo que o setor produtivo já sabe há muito tempo: o Brasil ainda depende demais de insumos externos e de rotas logísticas vulneráveis. Temos produção, temos tecnologia, temos escala. Mas seguimos expostos.

Para continuarmos sendo protagonistas no agro global, precisamos avançar em autonomia, principalmente de fertilizantes e fortalecer nossa logística, diminuindo nossas vulnerabilidades. E neste cenário Mato Grosso está no centro do debate. O que acontece aqui impacta o Brasil inteiro.

A guerra pode estar longe no mapa. Mas, na prática, ela já chegou ao campo, à indústria e ao prato do brasileiro e ignorar isso agora é um erro que vai custar caro lá na frente.

Fonte: Artigo escrito pelo Cidinho Santos, ex-senador por Mato Grosso e empresário do agronegócio. 
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Agro avalia impacto da jornada de 40 ou 36 horas em sistemas produtivos que não podem parar

Avicultura, suinocultura, grãos e laticínios dependem de mão de obra ininterrupta e avaliam risco de aumento de custos, informalidade e perda de competitividade sem ganho prévio de produtividade.

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Foto: Geraldo Bubniak

As discussões em torno da redução da jornada de trabalho no Brasil, especialmente no modelo 6×1 com diminuição da carga semanal de 44 para 40 ou para 36 horas, têm gerado apreensão em todos os setores produtivos. No campo, essa preocupação é ainda mais sensível, dadas as particularidades das atividades agropecuárias, que não se adaptam facilmente a mudanças abruptas dessa natureza.

Não se trata de um debate restrito ao agronegócio. Toda a economia nacional identifica possíveis desdobramentos negativos, como elevação de custos, pressão inflacionária, redução de empregos formais e precarização das relações de trabalho. Reduzir a jornada sem enfrentar entraves históricos (como a infraestrutura logística deficitária, a elevada carga tributária, a complexidade regulatória e a baixa qualificação média da força de trabalho) tende a aumentar o custo por hora produzida e comprometer a competitividade do país.

Foto: Divulgação/BRF

Os números confirmam esse cenário. O Brasil ocupa atualmente a 94ª posição no ranking de produtividade da Organização Internacional do Trabalho (OIT), com crescimento médio anual de apenas 0,9% entre 1990 e 2024. Trata-se de um indicativo claro do atraso estrutural frente a outras economias. Nesse contexto, reduzir a jornada sem ganhos de produtividade significa ampliar ainda mais essa defasagem.

No meio rural, os impactos são ainda mais evidentes. Cadeias produtivas como a avicultura e a suinocultura operam com manejo contínuo e plantas industriais em regime ininterrupto. Na produção de grãos, períodos de safra exigem funcionamento praticamente integral para evitar perdas. Já no setor de laticínios, a perecibilidade impõe coleta diária e processamento imediato. São atividades que demandam mão de obra contínua e não comportam interrupções sem prejuízos significativos.

Em Santa Catarina, onde predominam as pequenas propriedades rurais, a  adoção de uma jornada reduzida, nessas condições, tende a elevar custos operacionais, estimular a automação e ampliar a informalidade. Há ainda o risco de aumento indireto da carga de trabalho, caso trabalhadores busquem atividades complementares para recompor renda diante da elevação do custo de vida.

Outro fator que agrava esse cenário é a simultaneidade com a implementação da reforma tributária, que já impõe uma profunda reestruturação no ambiente de negócios. A sobreposição de mudanças amplia a insegurança jurídica, dificulta o planejamento empresarial e afasta investimentos, tudo isso em um movimento especialmente preocupante em um momento de disputas políticas.

Reduzir a jornada pode produzir efeitos positivos no curto prazo, mas tende a deixar um rastro de dificuldades no médio e longo prazos. O impacto será sentido não apenas pelas empresas, mas também pelos trabalhadores e, sobretudo, pelos consumidores, com aumento de preços nas prateleiras e perda de poder de compra.

É fundamental que esse debate seja conduzido com responsabilidade, baseado em dados técnicos e com a participação efetiva do setor produtivo. Medidas dessa magnitude não podem ser tratadas como iniciativas de cunho eleitoreiro. O Brasil precisa, antes de tudo, enfrentar seus gargalos estruturais para então discutir avanços sustentáveis nas relações de trabalho.

No campo, os reflexos de uma decisão precipitada serão severos e inevitavelmente se estenderão à sociedade como um todo.

Fonte: O Presente Rural
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Custo do trigo dispara com crise no Irã e pressiona indústria no Brasil

Alta do petróleo, fretes e insumos, somada a mudanças no PIS/Cofins, reduz capacidade de absorção da indústria e amplia risco de repasse ao preço da farinha.

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Foto: Divulgação/Freepik

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) aponta deterioração acelerada das condições econômicas para o setor de moagem no Brasil, em meio aos desdobramentos do conflito no Irã. Segundo a entidade, a combinação entre alta do petróleo, encarecimento do diesel e dos fretes, internos e internacionais, além da valorização do trigo no mercado doméstico e externo, tem elevado de forma significativa os custos operacionais da indústria.

Presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa: “Nosso compromisso é garantir a estabilidade do abastecimento de farinha de trigo, produto essencial na mesa dos brasileiros, mesmo em um ambiente de forte instabilidade global” – Foto: Divulgação/Abitirgo

O movimento é reforçado pelo aumento de preços de insumos, embalagens e seguros internacionais, ampliando a pressão sobre a cadeia e elevando o risco de repasses ao preço da farinha e de derivados.

No ambiente interno, a entidade destaca o impacto de mudanças tributárias recentes. A incidência de PIS/Cofins sobre o trigo importado e a redução de benefícios fiscais aumentaram a carga sobre itens básicos. Na avaliação da Abitrigo, a medida limita a capacidade de absorção de custos pela indústria e amplia a probabilidade de repasses ao longo da cadeia produtiva.

Mesmo com a pressão, os moinhos vêm adotando estratégias para reduzir impactos. Entre as medidas estão a otimização de estoques, diversificação de origens de trigo e fornecedores, revisão de rotas logísticas e busca por eficiência operacional, além do uso de instrumentos de gestão de risco de preços.

A entidade também mantém interlocução com o poder público, com foco em medidas que preservem a competitividade do setor e garantam o abastecimento. “Nosso compromisso é garantir a estabilidade do abastecimento de farinha de trigo, produto essencial na mesa dos brasileiros, mesmo em um ambiente de forte instabilidade global”, afirma o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa.

Fonte: Assessoria Abitrigo
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