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Expert desvenda passado e projeta futuro da soja: é para animar agricultor

Engenheiro agrônomo pesquisador da Embrapa Amélio Dall’Agnol, especialista na oleaginosa, fala um pouco sobre o passado, presente e futuro da soja

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Arquivo/OP Rural

 O engenheiro agrônomo pesquisador da Embrapa Amélio Dall’Agnol é uma das figuras mais importantes quando o assunto é soja. Com Décio Gazzoni, é coautor do livro lançado em 2018, A Saga da Soja – de 1050 a.C. a 2050 d.C., que registra desde a domesticação da oleaginosa na antiga China até tornar-se o quarto principal grão produzido no mundo. Em entrevista exclusiva, Dall’Agnol faz uma avaliação do passado recente da soja e conta o que esperar do futuro desse importante grão.

O primeiro registro de soja no Brasil é de 1882, mesma data em que foi introduzida na Argentina. O cultivo nos dois países ocorreu de forma tímida e restrita entre os anos de 1940 e 1960. A partir daí a soja caiu nas graças do mundo. De 1960 até 2018 a produção global cresceu cerca de 1.300%. Atualmente os Estados Unidos lideram, individualmente, a produção mundial, porém o bloco constituído pelos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) detém mais de 50% da produção mundial desde 2010, tornando-se o grande formador de preços e modulador da oferta.

Dall’Agnol destaca três pontos principais: a soja foi a principal responsável pelo desenvolvimento do Centro-Oeste do Brasil, o mercado para o produtor será cada vez mais promissor pelo crescimento da economia mundial, a busca por variedades resistentes à ferrugem asiática como obsessão de pesquisadores.

“O futuro da soja no Brasil e no mundo é muito positivo. Ao mesmo tempo em que estamos aumentando a produção, principalmente Brasil e Estados Unidos, que são os dois maiores produtores, a demanda está crescendo na mesma velocidade. Muito produtor poderia estar preocupado pelo fato de estar se produzindo muito e que daqui a pouco está sobrando soja e o preço vai cair. Eu posso assegurar que isso não vai acontecer porque a economia mundial está crescendo muito. Com o crescimento da economia, as populações, principalmente as dos países em desenvolvimento, vão receber mais dinheiro, a renda per capita vai crescer e com renda maior o que a população faz; deixa de comer tanto arroz e feijão e começa a comer mais carne e outras proteínas animais, que são feitas a partir da proteína da soja. O futuro é positivo, não precisamos nos preocupar em acontecer uma superprodução (global) e uma super queda nos preços”, cita o pesquisador.

Pesquisas e futuro

As correntes de pesquisa, aponta Dall’Agnol, estão voltadas não somente para a produtividade, mas para a resistência a doenças e a tolerância a falta de água e ataque de insetos. “A pesquisa está buscando a soja tolerante à falta de água. Nunca vai existir soja resistente, mas que tenha uma certa tolerância, por exemplo, de 20 dias sem chuva, sem afetar a produtividade. Nós estamos buscando isso. É possível que algum dia nós ou alguma outra empresa multinacional consiga fornecer uma variedade comercial, produtiva e que aguente longos períodos com falta de chuva”, destaca.

Ele conta que a Embrapa sempre buscou variedades altamente produtivas, mas que tenham resistência às principais doenças. Agora, pesquisadores estão debruçados na possibilidade de criar uma variedade resistente à ferrugem asiática, mas que o trabalho tem sido difícil. “Nós estamos doidamente atrás de uma variedade resistente à ferrugem asiática, que é nossa principal doença. Lá atrás, quando apareceram outras doenças, como o Cancro da haste, a mancha olho-de-rã, a pesquisa foi rápida para encontrar variedades imunes a essas doenças. De um ano para outro se substituiu todas as variedades suscetíveis e se eliminou o problema através do plantio de variedades resistentes. Com a ferrugem asiática não está sendo possível, até agora, porque não há uma planta antiga, originária da China, por exemplo, que tenha um gene que confere resistência total à doença. O que temos são genes que chamamos genes menores, que, quando juntados em cinco, seis, dez, e incorporados em uma variedade, eles fornecem bastante tolerância à ferrugem, mas não essa tal de resistência que nós conseguimos, por exemplo, como Cancro da haste, que se eliminou completamente o problema”, orienta o pesquisador.

Uma novidade que tem chamado a atenção, cita Dall’Agnoll, é a variedade que a Embrapa produziu, “sem querer”, que tem certa tolerância a percevejos. “Não temos uma variedade totalmente resistente (a percevejos), mas essa variedade 1003 tem uma boa tolerância ao ataque de percevejos. Está sendo dada como uma variedade que tem potencial de resistir ao ataque de percevejos melhor que outras. Não que o percevejo não ataque de jeito nenhum, que ela seja imune ao ataque, mas ela tem essa característica que, aliás, surgiu por acaso. Nós (pesquisadores) não estávamos buscando essa característica nela. Depois de pronta, se percebeu que ela tem certa tolerância ao ataque de percevejos”, cita. “Ela deve ser menos gostosa pro percevejo que vai sugar a vagem (risos)”, sugestiona.

O especialista explica que a variedade pode ser melhorada. “Esse é um gene. Vamos tentar achar mais genes similares para juntar e, quem sabe chegamos a uma planta que não é atacada pelo percevejo, como ocorre com a soja intacta com relação às principais lagartas. Poderíamos ter uma soja que não seja atacada pelos percevejos ou pela maioria dos percevejos. Temos a 1003 com uma certa tolerância, devemos implementar essa tolerância em maior quantidade para evitar, se não todos os percevejos, mas a maioria deles”, comenta.

“Não existe mais variedade ruim hoje em dia”

“Uma boa variedade não significa nada se o produtor não tiver os outros fatores de produção em condições ideais”, dispara o pesquisador. Em sua opinião, além da água, que “é o principal fator de produção, é preciso ter um solo bem manejado, com muita matéria orgânica. “Para ter boa quantidade de água e preciso o solo bem manejado, no plantio direto, com muita matéria orgânica, que segura água – a matéria orgânica é uma esponja. As vezes você vê em uma propriedade a soja toda verde e na outra secando. Você vai observar e é o solo. O solo que está rico em matéria orgânica segurou mais água, conseguiu alimentar a planta com água por muito mais tempo,

Para Dall’Agnoll, hoje as tecnologias disponíveis no mercado em variedades são de excelente qualidade. “Você vai ter 50 variedades, até mais. Todas são ótimas. Não existe mais variedade ruim hoje em dia. Nenhuma empresa que desenvolve variedades consegue colocar no mercado se não tiver alta qualidade”, garante o pesquisador, que pondera: “Existem variedades adaptadas para determinadas regiões. Em Palotina (PR), por exemplo, algumas variedades podem não se dar tão bem quanto aqui na região de Cascavel ou Guarapuava (mais alta em relação ao nível do mar). Temos variedades para baixas altitudes e para altitudes mais elevadas. O produtor deve se informar para saber qual é ideal para a sua área. As demandas de cada variedade têm muito a ver com o clima onde ela é cultivada”, pontua.

Vantagem da soja em relação a outros grãos

Além de o consumo ser cada vez maior de soja no mundo, o que deve tranquilizar os produtores por muitos anos, a soja, na opinião de Dall’Agnol, tem uma ligeira vantagem sobre outros grãos. A sua produção se concentra em três países, enquanto milho, feijão e trigo, por exemplo, são produzidos em todo o planeta.

“Espero que em 2019 o mercado da soja continue bom. As outras culturas, como trigo, feijão, milho, são muito mais traiçoeiras do que a soja. A soja tem um preço sempre apetitoso, por assim dizer. Porque acontece isso? No mundo do milho, do trigo, há centenas de países produtores. No mundo da soja, três países produzem mais de 70% da soja do mundo, que são Estados Unidos, Brasil e Argentina. Todos os países do mundo são consumidores de soja, mas só três são grandes produtores, de forma que a soja sempre tem bom preço”, sugere.

Esses três grandes produtores conseguem controlar o mercado, na visão do pesquisador, o que não acontece com milho e trigo, que flutua muito de uma ano para outro. “Estava vendo um técnico falar que a saca do feijão estava cerca de R$ 400, mas ano passado estava R$ 70. Uma diferença brutal de preço de um ano para outro ou até de um mês pra outro. Com a soja isso dificilmente acontece”, comenta.

O fim da anchova decretou o sucesso da soja

Ele lembra, no entanto, que isso aconteceu com o grão, justamente impulsionando a produção brasileira. Foi na época em que as rações animais, que até então eram ricas em proteína de peixe, ganharam a proteína de soja em sua composição. “Em 1973 e 1975 aconteceu (desajustes de preços) com a soja também. De um mês para outro foi de US$ 200 para US$ 1000 a tonelada. Mas isso foi um momento totalmente fora da curva. Naquela época as rações animais dependiam muito da farinha de peixe, e a farinha de peixe proveniente da anchova, que era muito pescada na costa do Peru e do Equador. De repente a anchova sumiu do mapa. E aí onde fomos buscar matéria-prima rica em proteína para poder fazer a ração para alimentar o porco, a galinha, o boi? A opção foi a soja”, pontua.

Naquela época a soja caiu nas graças principalmente do Brasil e nunca mais deixou de ganhar destaque, sendo inclusive responsável por emigração e criação de uma nova fronteira agropecuária no país. “Em 1960 produzíamos 200 mil toneladas. Em 1979 já eram 15 milhões. Houve uma verdadeira explosão do cultivo no Sul do Brasil. Aquela explosão dos preços fez com que centenas de produtores do Sul se mudassem para o Centro-Oeste, porque lá a terra era barata, abundante, plana, chove melhor do que no Sul, pelo menos na primavera, verão e um pouco do outono. Houve essa mudança que fez com que o Centro-Oeste, que era uma região que não valia nada, se tornasse hoje o maior centro produtor de grãos, fibras e carne do Brasil”, explica.

“Existia uma expressão na época que dizia: Cerrado eu não quero nem dado nem herdado. Isso porque era difícil de acessar, as pessoas não queriam nem pagar o imposto da terra. Mas daí se construiu a capital do Brasil bem no meio do Cerrado. A partir daí se construiu rodovias para o Sul, Norte, Leste e Oeste, a partir Brasília, que possibilitou acessar as terras do Cerrado. Então foram desenvolvidas sojas adaptadas, a chamada soja tropical, que se desenvolve bem em baixas latitudes”, recorda.

“Na década de 1970 todo mundo abandonou o milho, o feijão, para plantar soja. O milho, hoje, se planta depois que colher a soja. Isso fez com que a soja fosse plantada cada vez mais cedo, usando variedades cada vez mais precoces, que possibilitam o plantio do milho depois da soja”, assegura.

A soja e a carne

A soja, definitivamente, tomou os campos brasileiros desde então. “A mudança que nós fizemos (para o Centro-Oeste), a soja foi o motor desse desenvolvimento. Foi ela que impulsionou, que deixou todo mundo doido, porque era uma cultura pouco tradicional e em uma década ela passou de uma lavoura marginal para a principal cultura do Brasil. Hoje não só é a principal em quantidade de grãos produzidos, é a principal em termos de ganho em exportações. Hoje o principal produto exportado pelo Brasil, que no ano passado rendeu US$ 40 bilhões, é o complexo soja – grão, farelo e óleo”, argumenta.

Dall’Agnol reitera que a produção será cada vez maior. “Como (Brasil) temos grande quantidade de soja e milho, somos grandes produtores de carne, e a carne está sendo demandada cada vez em maior quantidade, razão pela qual a soja também está sendo cada vez mais demandada”, destaca o pesquisador da Embrapa.

Ele explica que a população está comendo mais carne, o que reflete na produção maior de soja, basicamente porque a economia mundial está em crescimento. “O mundo está comendo cada vez mais carne porque o mundo está ficando mais rico. Dessa forma a gente consegue prever que o mercado da soja permanecerá positivo. Poderá oscilar ocasionalmente, ele não vai ser sempre ótimo, sempre lá em cima, mesmo porque se a soja for de R$ 70 a 120, não vai ser só o Brasil que vai ficar doido em plantar soja, todo mundo vai querer, mas o mercado é muito positivo”, destaca o cientista.

Outras notícias você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Banco de antígenos amplia proteção do rebanho brasileiro contra a febre aftosa

Estoque de 10 milhões de doses permitirá resposta imediata em caso de novos focos da doença e ajudará a preservar o status sanitário do país.

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Foto: Shutterstock

O Brasil deu mais um passo para fortalecer sua defesa sanitária animal com a inauguração, nesta sexta-feira (17), do 1º Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa. Instalada em Buenos Aires, na Argentina, a estrutura manterá um estoque estratégico de antígenos para a fabricação de vacinas em caso de eventual reintrodução da doença no Brasil.

Resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa argentina Biogénesis Bagó, a iniciativa representa uma conquista inédita para o país.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes. Manter esse status exige vigilância permanente, planejamento e investimentos em prevenção. A criação desse banco representa uma camada adicional de proteção para o nosso rebanho e demonstra o compromisso com a sanidade”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

O Banco Nacional conta, inicialmente, com um estoque de 10 milhões de doses de antígenos correspondentes aos dois sorotipos do vírus da febre aftosa com maior circulação histórica no Brasil. O contrato prevê ainda a possibilidade de fornecimento de mais 10 milhões de doses ao longo dos próximos dez anos, em casos de eventuais surtos. O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas, caso seja identificado algum foco da enfermidade.

“A manutenção desse estoque é um requisito para que o Brasil preserve o reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Os produtores rurais podem ficar mais confiantes de que, em surtos localizados da doença, haverá uma resposta rápida”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas

Por questões de biossegurança, esse material permanece armazenado fora do território brasileiro. Países como Estados Unidos e Reino Unido também adotam esse modelo, mantendo estoques estratégicos na unidade da Biogénesis Bagó, na Argentina.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, Rodolpho Botelho, que acompanhou a cerimônia de inauguração, o Paraná tem histórico de protagonismo nas ações de defesa agropecuária e colhe os resultados desse trabalho por meio da abertura de mercados e da valorização da produção estadual.

“Sempre fomos referência em sanidade animal. Essa credibilidade abre mercados para a nossa produção e fortalece a competitividade da agropecuária no comércio internacional. Esse banco de antígenos é mais uma etapa no protocolo para o fortalecimento da sanidade”, reforça.

Para o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, o banco representa uma ferramenta estratégica para proteger o rebanho e também preservar o comércio internacional de proteína animal.

“Hoje, a Organização Mundial de Saúde Animal prevê protocolos que permitem isolar a área afetada, fazer a vacinação e controlar o foco sem comprometer o status sanitário do país. O banco de antígenos é uma ferramenta extremamente importante para garantir essa resposta”, esclarece.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Mercado futuro do leite ganha espaço entre produtores paranaenses

Sistema Faep destaca potencial da ferramenta para garantir maior segurança, transparência e previsibilidade na comercialização.

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Foto: Isabele Kleim

Desde o dia 13 de maio, a cadeia brasileira do leite conta com o chamado “mercado futuro”, pelo qual os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro (ferramenta hedge) garante mais proteção, previsibilidade, transparência e rentabilidade ao setor, que sofre com os riscos das oscilações do preço do leite. O avanço desta ferramenta entre os produtores foi tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, nesta quinta-feira (16).

“Essa ferramenta traz mais segurança para os nossos produtores de leite. O mercado futuro já é uma realidade para outras commodities agrícolas como soja, milho e boi gordo. É questão de tempo para os pecuaristas se familiarizarem e usufruírem dos benefícios”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Produtores presentes na reunião da CT de Bovinocultura de Leite representaram as principais bacias leiteiras do Paraná

Para auxiliar neste processo, a reunião contou com a participação de Marianne Tufani, gerente de riscos da StoneX Leite Brasil, que detalhou o funcionamento da ferramenta e tirou dúvidas sobre o mercado futuro de leite.

“Todas as demais cadeias, como a da soja, milho e boi gordo, aprenderam a usar. Nós também vamos nos beneficiar com isso”, comenta o presidente da CT de Bovinocultura de Leite e produtor de leite, Eduardo Lucacin. “É preciso conhecer bem o nosso negócio, os nossos custos, para saber o melhor momento de travar o preço”, complementa.

O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema Faep, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Marianne lembrou que, no mercado mundial de leite, 70% dos players já utilizam o mercado futuro.

“O primeiro passo para quem quer saber como funciona é abrir uma conta na corretora. O quanto antes, melhor, pois é um processo burocrático que exige documentação e análises extensas e minuciosas. Não tem custo essa abertura”, explica Marianne.

Temas prioritários

Ainda na reunião do CT de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, outros temas como a questão sanitária, preços e custo de produção, problemas no fornecimento de energia elétrica e oportunidades de capitalização estiveram em discursão. Os produtores relataram, mais uma vez, a preocupação com o custo da energia e a falta de qualidade do serviço da concessionária, que coloca em risco a produção.

O presidente da Comissão, Eduardo Lucacin, conduziu a reunião e mediou os debates sobre os temas prioritários para o setor

“Leite perdido, equipamento queimado. O que mais tem é produtor com situações como essas. O Sistema Faep tem atuado em Brasília e via Ministério Público Estadual, para cobrar da concessionária a qualidade do serviço. Porém, talvez tenhamos que, como comissão, pensar em soluções e outras alternativas para minimizar os danos”, afirma Lucacin.

Quanto à sanidade, o tema do combate à Brucelose apareceu no debate. “O controle da doença é pré-requisito básico para nos tornarmos competitivos em nível mundial”, diz o vice-presidente da CT, Roger van der Vinne, que também é médico veterinário e produtor em Carambeí, na região dos Campos Gerais. “Cada um em sua propriedade precisa dar o exemplo, gerindo a saúde do rebanho, realizando os testes e vacinação e buscando a certificação de livre da doença”, destaca.

Outro assunto que também foi discutido na reunião da comissão foi a possibilidade de aumento da rentabilidade com os derivados, em especial os sólidos, a proteína do soro (whey) e o concentrado proteico do leite. “A gente tem que preparar para todas essas tendências. Buscamos isso pela comissão e pelo Conseleite”, conclui o presidente da CT.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Fundesa-RS adia início da cobrança de taxas sobre rebanhos por instabilidade em sistema

Emissão de boletos foi suspensa após identificação de problemas técnicos. Nova data para o início da arrecadação ainda não foi definida.

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Foto: Adapar/Paraná

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS) adiou o início da arrecadação das taxas incidentes sobre a existência de animais declarados na Declaração Anual de Rebanho. A cobrança estava prevista para começar na quarta-feira (15), mas foi suspensa devido a instabilidades técnicas no novo sistema de emissão de boletos.

Foto: Maurílio Fernandes de Oliveira

Segundo o Fundesa-RS, os problemas identificados impedem, neste momento, a operacionalização do processo de arrecadação junto aos produtores rurais.

Em nota, o fundo informou que a equipe técnica e os responsáveis pelo processamento das informações fornecidas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) trabalham em caráter prioritário para corrigir as inconsistências do sistema.

Nova data ainda não foi definida

De acordo com o Fundesa-RS, o objetivo é restabelecer o funcionamento da plataforma de forma que a arrecadação ocorra com transparência, agilidade e segurança jurídica para os contribuintes.

Até o momento, não foi divulgada uma nova data para o início da cobrança. O fundo informou que o cronograma atualizado será comunicado pelos canais oficiais da instituição e também pelas entidades que integram o Fundesa-RS, assim que o sistema estiver plenamente operacional.

Fonte: Assessoria Fundesa-RS
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