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Expert desvenda passado e projeta futuro da soja: é para animar agricultor

Engenheiro agrônomo pesquisador da Embrapa Amélio Dall’Agnol, especialista na oleaginosa, fala um pouco sobre o passado, presente e futuro da soja

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Arquivo/OP Rural

 O engenheiro agrônomo pesquisador da Embrapa Amélio Dall’Agnol é uma das figuras mais importantes quando o assunto é soja. Com Décio Gazzoni, é coautor do livro lançado em 2018, A Saga da Soja – de 1050 a.C. a 2050 d.C., que registra desde a domesticação da oleaginosa na antiga China até tornar-se o quarto principal grão produzido no mundo. Em entrevista exclusiva, Dall’Agnol faz uma avaliação do passado recente da soja e conta o que esperar do futuro desse importante grão.

O primeiro registro de soja no Brasil é de 1882, mesma data em que foi introduzida na Argentina. O cultivo nos dois países ocorreu de forma tímida e restrita entre os anos de 1940 e 1960. A partir daí a soja caiu nas graças do mundo. De 1960 até 2018 a produção global cresceu cerca de 1.300%. Atualmente os Estados Unidos lideram, individualmente, a produção mundial, porém o bloco constituído pelos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) detém mais de 50% da produção mundial desde 2010, tornando-se o grande formador de preços e modulador da oferta.

Dall’Agnol destaca três pontos principais: a soja foi a principal responsável pelo desenvolvimento do Centro-Oeste do Brasil, o mercado para o produtor será cada vez mais promissor pelo crescimento da economia mundial, a busca por variedades resistentes à ferrugem asiática como obsessão de pesquisadores.

“O futuro da soja no Brasil e no mundo é muito positivo. Ao mesmo tempo em que estamos aumentando a produção, principalmente Brasil e Estados Unidos, que são os dois maiores produtores, a demanda está crescendo na mesma velocidade. Muito produtor poderia estar preocupado pelo fato de estar se produzindo muito e que daqui a pouco está sobrando soja e o preço vai cair. Eu posso assegurar que isso não vai acontecer porque a economia mundial está crescendo muito. Com o crescimento da economia, as populações, principalmente as dos países em desenvolvimento, vão receber mais dinheiro, a renda per capita vai crescer e com renda maior o que a população faz; deixa de comer tanto arroz e feijão e começa a comer mais carne e outras proteínas animais, que são feitas a partir da proteína da soja. O futuro é positivo, não precisamos nos preocupar em acontecer uma superprodução (global) e uma super queda nos preços”, cita o pesquisador.

Pesquisas e futuro

As correntes de pesquisa, aponta Dall’Agnol, estão voltadas não somente para a produtividade, mas para a resistência a doenças e a tolerância a falta de água e ataque de insetos. “A pesquisa está buscando a soja tolerante à falta de água. Nunca vai existir soja resistente, mas que tenha uma certa tolerância, por exemplo, de 20 dias sem chuva, sem afetar a produtividade. Nós estamos buscando isso. É possível que algum dia nós ou alguma outra empresa multinacional consiga fornecer uma variedade comercial, produtiva e que aguente longos períodos com falta de chuva”, destaca.

Ele conta que a Embrapa sempre buscou variedades altamente produtivas, mas que tenham resistência às principais doenças. Agora, pesquisadores estão debruçados na possibilidade de criar uma variedade resistente à ferrugem asiática, mas que o trabalho tem sido difícil. “Nós estamos doidamente atrás de uma variedade resistente à ferrugem asiática, que é nossa principal doença. Lá atrás, quando apareceram outras doenças, como o Cancro da haste, a mancha olho-de-rã, a pesquisa foi rápida para encontrar variedades imunes a essas doenças. De um ano para outro se substituiu todas as variedades suscetíveis e se eliminou o problema através do plantio de variedades resistentes. Com a ferrugem asiática não está sendo possível, até agora, porque não há uma planta antiga, originária da China, por exemplo, que tenha um gene que confere resistência total à doença. O que temos são genes que chamamos genes menores, que, quando juntados em cinco, seis, dez, e incorporados em uma variedade, eles fornecem bastante tolerância à ferrugem, mas não essa tal de resistência que nós conseguimos, por exemplo, como Cancro da haste, que se eliminou completamente o problema”, orienta o pesquisador.

Uma novidade que tem chamado a atenção, cita Dall’Agnoll, é a variedade que a Embrapa produziu, “sem querer”, que tem certa tolerância a percevejos. “Não temos uma variedade totalmente resistente (a percevejos), mas essa variedade 1003 tem uma boa tolerância ao ataque de percevejos. Está sendo dada como uma variedade que tem potencial de resistir ao ataque de percevejos melhor que outras. Não que o percevejo não ataque de jeito nenhum, que ela seja imune ao ataque, mas ela tem essa característica que, aliás, surgiu por acaso. Nós (pesquisadores) não estávamos buscando essa característica nela. Depois de pronta, se percebeu que ela tem certa tolerância ao ataque de percevejos”, cita. “Ela deve ser menos gostosa pro percevejo que vai sugar a vagem (risos)”, sugestiona.

O especialista explica que a variedade pode ser melhorada. “Esse é um gene. Vamos tentar achar mais genes similares para juntar e, quem sabe chegamos a uma planta que não é atacada pelo percevejo, como ocorre com a soja intacta com relação às principais lagartas. Poderíamos ter uma soja que não seja atacada pelos percevejos ou pela maioria dos percevejos. Temos a 1003 com uma certa tolerância, devemos implementar essa tolerância em maior quantidade para evitar, se não todos os percevejos, mas a maioria deles”, comenta.

“Não existe mais variedade ruim hoje em dia”

“Uma boa variedade não significa nada se o produtor não tiver os outros fatores de produção em condições ideais”, dispara o pesquisador. Em sua opinião, além da água, que “é o principal fator de produção, é preciso ter um solo bem manejado, com muita matéria orgânica. “Para ter boa quantidade de água e preciso o solo bem manejado, no plantio direto, com muita matéria orgânica, que segura água – a matéria orgânica é uma esponja. As vezes você vê em uma propriedade a soja toda verde e na outra secando. Você vai observar e é o solo. O solo que está rico em matéria orgânica segurou mais água, conseguiu alimentar a planta com água por muito mais tempo,

Para Dall’Agnoll, hoje as tecnologias disponíveis no mercado em variedades são de excelente qualidade. “Você vai ter 50 variedades, até mais. Todas são ótimas. Não existe mais variedade ruim hoje em dia. Nenhuma empresa que desenvolve variedades consegue colocar no mercado se não tiver alta qualidade”, garante o pesquisador, que pondera: “Existem variedades adaptadas para determinadas regiões. Em Palotina (PR), por exemplo, algumas variedades podem não se dar tão bem quanto aqui na região de Cascavel ou Guarapuava (mais alta em relação ao nível do mar). Temos variedades para baixas altitudes e para altitudes mais elevadas. O produtor deve se informar para saber qual é ideal para a sua área. As demandas de cada variedade têm muito a ver com o clima onde ela é cultivada”, pontua.

Vantagem da soja em relação a outros grãos

Além de o consumo ser cada vez maior de soja no mundo, o que deve tranquilizar os produtores por muitos anos, a soja, na opinião de Dall’Agnol, tem uma ligeira vantagem sobre outros grãos. A sua produção se concentra em três países, enquanto milho, feijão e trigo, por exemplo, são produzidos em todo o planeta.

“Espero que em 2019 o mercado da soja continue bom. As outras culturas, como trigo, feijão, milho, são muito mais traiçoeiras do que a soja. A soja tem um preço sempre apetitoso, por assim dizer. Porque acontece isso? No mundo do milho, do trigo, há centenas de países produtores. No mundo da soja, três países produzem mais de 70% da soja do mundo, que são Estados Unidos, Brasil e Argentina. Todos os países do mundo são consumidores de soja, mas só três são grandes produtores, de forma que a soja sempre tem bom preço”, sugere.

Esses três grandes produtores conseguem controlar o mercado, na visão do pesquisador, o que não acontece com milho e trigo, que flutua muito de uma ano para outro. “Estava vendo um técnico falar que a saca do feijão estava cerca de R$ 400, mas ano passado estava R$ 70. Uma diferença brutal de preço de um ano para outro ou até de um mês pra outro. Com a soja isso dificilmente acontece”, comenta.

O fim da anchova decretou o sucesso da soja

Ele lembra, no entanto, que isso aconteceu com o grão, justamente impulsionando a produção brasileira. Foi na época em que as rações animais, que até então eram ricas em proteína de peixe, ganharam a proteína de soja em sua composição. “Em 1973 e 1975 aconteceu (desajustes de preços) com a soja também. De um mês para outro foi de US$ 200 para US$ 1000 a tonelada. Mas isso foi um momento totalmente fora da curva. Naquela época as rações animais dependiam muito da farinha de peixe, e a farinha de peixe proveniente da anchova, que era muito pescada na costa do Peru e do Equador. De repente a anchova sumiu do mapa. E aí onde fomos buscar matéria-prima rica em proteína para poder fazer a ração para alimentar o porco, a galinha, o boi? A opção foi a soja”, pontua.

Naquela época a soja caiu nas graças principalmente do Brasil e nunca mais deixou de ganhar destaque, sendo inclusive responsável por emigração e criação de uma nova fronteira agropecuária no país. “Em 1960 produzíamos 200 mil toneladas. Em 1979 já eram 15 milhões. Houve uma verdadeira explosão do cultivo no Sul do Brasil. Aquela explosão dos preços fez com que centenas de produtores do Sul se mudassem para o Centro-Oeste, porque lá a terra era barata, abundante, plana, chove melhor do que no Sul, pelo menos na primavera, verão e um pouco do outono. Houve essa mudança que fez com que o Centro-Oeste, que era uma região que não valia nada, se tornasse hoje o maior centro produtor de grãos, fibras e carne do Brasil”, explica.

“Existia uma expressão na época que dizia: Cerrado eu não quero nem dado nem herdado. Isso porque era difícil de acessar, as pessoas não queriam nem pagar o imposto da terra. Mas daí se construiu a capital do Brasil bem no meio do Cerrado. A partir daí se construiu rodovias para o Sul, Norte, Leste e Oeste, a partir Brasília, que possibilitou acessar as terras do Cerrado. Então foram desenvolvidas sojas adaptadas, a chamada soja tropical, que se desenvolve bem em baixas latitudes”, recorda.

“Na década de 1970 todo mundo abandonou o milho, o feijão, para plantar soja. O milho, hoje, se planta depois que colher a soja. Isso fez com que a soja fosse plantada cada vez mais cedo, usando variedades cada vez mais precoces, que possibilitam o plantio do milho depois da soja”, assegura.

A soja e a carne

A soja, definitivamente, tomou os campos brasileiros desde então. “A mudança que nós fizemos (para o Centro-Oeste), a soja foi o motor desse desenvolvimento. Foi ela que impulsionou, que deixou todo mundo doido, porque era uma cultura pouco tradicional e em uma década ela passou de uma lavoura marginal para a principal cultura do Brasil. Hoje não só é a principal em quantidade de grãos produzidos, é a principal em termos de ganho em exportações. Hoje o principal produto exportado pelo Brasil, que no ano passado rendeu US$ 40 bilhões, é o complexo soja – grão, farelo e óleo”, argumenta.

Dall’Agnol reitera que a produção será cada vez maior. “Como (Brasil) temos grande quantidade de soja e milho, somos grandes produtores de carne, e a carne está sendo demandada cada vez em maior quantidade, razão pela qual a soja também está sendo cada vez mais demandada”, destaca o pesquisador da Embrapa.

Ele explica que a população está comendo mais carne, o que reflete na produção maior de soja, basicamente porque a economia mundial está em crescimento. “O mundo está comendo cada vez mais carne porque o mundo está ficando mais rico. Dessa forma a gente consegue prever que o mercado da soja permanecerá positivo. Poderá oscilar ocasionalmente, ele não vai ser sempre ótimo, sempre lá em cima, mesmo porque se a soja for de R$ 70 a 120, não vai ser só o Brasil que vai ficar doido em plantar soja, todo mundo vai querer, mas o mercado é muito positivo”, destaca o cientista.

Outras notícias você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural

Bovinos / Grãos / Máquinas

Micotoxinas e seu impacto negativo na atividade pecuária

Além de reduzir o desempenho e comprometerem a saúde dos animais de produção, as micotoxinas também apresentam riscos à saúde humana.

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Fotos: Divulgação/Premix

Os fungos são organismos presentes em todos os ambientes e o seu desenvolvimento pode acontecer em diferentes fases da produção de alimentos, seja durante o plantio, a colheita ou o armazenamento. Durante o crescimento, as plantas podem passar por algum estresse térmico e/ou hídrico, causado por diferentes condições climáticas que as tornam mais vulneráveis ao ataque e desenvolvimento dos fungos. O mesmo ocorre durante as etapas de colheita, ensilagem e armazenamento do material colhido.

Condições ambientais como alta temperatura e umidade excessiva favorecem o desenvolvimento de fungos nos alimentos. Esses fungos, por sua vez, produzem substâncias tóxicas que afetam tanto animais quanto humanos. As micotoxinas, compostos químicos resultantes do metabolismo de diversos fungos, servem como mecanismo de defesa para os fungos, mas podem causar grandes prejuízos na atividade pecuária, pela sua capacidade tóxica aos animais.

Como essas substâncias podem ser encontradas em diversos alimentos, desde grãos e farelos (milho, algodão, amendoim, trigo, sorgo) até palhadas (comuns em sistemas de integração) e alimentos conservados (como silagens), é importante destacar alguns cuidados para evitar a proliferação dos fungos.

Medidas essenciais

Pensando no processo de ensilagem, o teor de matéria seca ideal no momento do corte da planta, o rápido preenchimento do silo e a compactação eficiente são medidas essenciais para evitar a permanência ou entrada de oxigênio no silo, uma vez que o desenvolvimento de microrganismos aeróbicos (incluindo os fungos) são dependentes de oxigênio. Para otimizar a fermentação e reduzir rapidamente o pH, impedindo o crescimento de microrganismos, o uso de aditivos específicos pode ser uma alternativa eficaz.

Considerando que neste período do ano as chuvas diminuem, assim como a qualidade e a oferta dos pastos, o fornecimento de grãos na dieta dos bovinos aumenta. Por isso, recomenda-se que o teor de umidade dos grãos armazenados não ultrapasse 14%.

Ação

Com relação às micotoxinas, as mais encontradas e estudadas são as aflatoxinas e as ocratoxinas (Aspergillus e Penicillium), as fusariotoxinas, que possuem como principais representantes os tricotecenos, a zearalenona e as fumonisinas (Fusarium). O contato com essas substâncias pode causar distúrbios metabólicos nos animais, impactando negativamente seu desempenho e, em casos extremos, levando à morte.

De modo geral, a contaminação com essas substâncias pode ocorrer de duas formas: pela via respiratória, através da inalação dos esporos, e pela via oral, por meio da ingestão de alimentos contaminados. Os sintomas são diversos e variam de acordo com a quantidade consumida, o estado imunológico do animal e a interação entre os diferentes tipos de micotoxinas ingeridas.
Na maioria dos casos, as micotoxicoses são detectadas quando existem casos de mortalidade na fazenda. O animal pode apresentar diversos sintomas antes do óbito, como redução no consumo de alimentos, perda de vivacidade, alterações na pelagem e no comportamento, resultando em queda no desempenho produtivo.

Um ponto que precisa ser destacado é que, devido a capacidade da microflora ruminal degradar ou transformar parte das micotoxinas em substâncias menos ativas, os ruminantes apresentam maior tolerância à presença dessas substâncias quando comparados aos animais não ruminantes. Isso pode levar o produtor, de forma errônea, a negligenciar alguns cuidados básicos com o armazenamento dos alimentos ofertados aos bovinos.

Nesse sentido, é importante alertar que, mesmo mais resistentes, as micotoxinas apresentam atividade antimicrobiana que podem resultar em alteração do processo fermentativo, redução do consumo de matéria seca, menor absorção dos nutrientes, baixa fertilidade e queda na imunidade, fatores estes que comprometem o desempenho animal.

Vale ressaltar que, além de reduzirem o desempenho e comprometerem a saúde dos animais de produção, as micotoxinas também apresentam riscos à saúde humana, pois produtos de origem animal oriundos de animais alimentados com dietas contaminadas podem apresentar resíduos no leite, carne e ovos.

Sistema imunológico

Entre as manifestações toxicológicas apresentadas pelas micotoxinas, o comprometimento do sistema imunológico talvez seja a mais preocupante. Algumas micotoxinas apresentam caráter mutagênico/carcinogênico, além de estarem também associadas a várias outras doenças crônicas e agudas. Dentre as toxinas, as aflatoxinas se destacam por serem extremamente tóxicas e são consideradas um dos agentes carcinogênicos naturais mais potentes.

Diagnóstico

Por outro lado, a detecção de intoxicação por micotoxinas é um desafio dentro da fazenda, pois existem alguns fatores que podem influenciar esse diagnóstico, como uma má amostragem do alimento contaminado ou sua baixa concentração, que dificultam sua identificação. Outro ponto que deve ser ressaltado é que, mesmo após a eliminação do fungo, as micotoxinas podem estar presentes e ainda causar prejuízos no setor.

Adsorventes

Quando se pensa nos prejuízos que as micotoxinas causam e na dificuldade da sua identificação no dia a dia na fazenda, produtores e técnicos têm recorrido ao uso de adsorventes nas dietas dos animais. Esses aditivos, sem valor nutricional, quando adicionados a dieta, possuem a capacidade de se aderirem à superfície das micotoxinas presentes, formando um complexo adsorvente-micotoxina, evitando a sua absorção e eliminando-as pelas excretas dos animais.

Artigo escrito pela zootecnista, doutora em Ciência Animal e consultora técnica da Premix, Josilaine Lima – Foto: Arquivo pessoal

Os adsorventes podem ser de origem biológica (leveduras, fungos filamentosos, bactérias, algas, enzimas microbianas) ou não biológica (aluminossilicatos, carvão ativado, bentonitas). Entre os adsorventes utilizados, podemos destacar o uso da parede celular, derivada de leveduras, onde parte dos seus componentes, como celulose e hemicelulose, possuem propriedades absortivas. Já os aluminossilicatos, em particular as zeólitas, são uma classe de minerais compostos principalmente de alumínio, silício e oxigênio, também com propriedades absortivas, ligando-se a toxinas e outros microrganismos patogênicos.

É importante destacar que a eficiência do adsorvente é medida pela sua estabilidade na ligação entre o agente ligante e a toxina, em uma ampla faixa de pH, considerando todas as variações de pH no trato digestivo do animal. O uso desses aditivos na dieta também pode otimizar a utilização de nutrientes, promovendo um ambiente digestivo saudável e aumentando a absorção de nutrientes essenciais.

Para finalizar, todos os gêneros de fungos e suas respectivas micotoxinas produzidas causam danos na produção, seja na reprodução, na imunidade e no menor ganho de peso, podendo, inclusive, levar o animal à morte. Sendo assim, o uso de adsorventes torna-se uma medida eficaz para reduzir o efeito negativo dessas substâncias. No entanto, é importante ressaltar que seu uso não diminui a importância dos cuidados básicos que o produtor deve ter durante a produção, colheita e armazenamento dos alimentos, assim como a procedência dos alimentos comprados destinados à alimentação animal.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor de bovinocultura de leite e na produção de grãos acesse a versão digital de Bovinos, Grãos e Máquinas, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: Por Josilaine Lima Zootecnista, doutora em Ciência Animal Consultora técnica da Premix
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Bovinos / Grãos / Máquinas Animais eficientes na alimentação

ABHB e Embrapa Pecuária Sul inovam na Prova de Eficiência Alimentar

Objetivo do projeto é identificar animais mais eficientes na utilização do alimento

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Foto: Ricardo Móglia Pedra/Divulgação

A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) e a Embrapa Pecuária Sul anunciaram o novo formato da Prova de Eficiência Alimentar (PEA), que representa um avanço significativo na estrutura já existente. Esta evolução marca uma nova e promissora fase da parceria entre as entidades.

O objetivo do projeto continua o mesmo, identificar animais mais eficientes na utilização do alimento. As melhorias visam contribuir para o aumento da produtividade na propriedade. “Os custos de alimentação representam até 70% dos custos totais de um sistema de produção. Nesse sentido, é fundamental identificar os animais que vão transmitir para a sua progênie uma maior eficiência no uso desses alimentos para convertê-los em carne de alta qualidade. Identificando e multiplicando esses animais nós vamos tornar os sistemas viáveis economicamente, mas também mais sustentáveis, porque eles vão aproveitar melhor os recursos e vão emitir menos gases de efeito estufa por quilo de carne produzido” destacou o chefe geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Flores Cardoso.

Dentre as modificações, ficou definido que a próxima edição será no início do ano de 2025. É importante destacar que as vagas serão limitadas, para no máximo 30 animais de cada raça, Hereford e Braford, e já estão disponíveis para reserva. Ao longo do processo será feita a divulgação das propriedades confirmadas, indicando quantas vagas ainda estão disponíveis.

A partir de agora, a prova também contará com um banco de dados que inclui informações genéticas coletadas ao longo dos anos pela Abhb. Com esses dados de desempenho dos animais disponíveis, será possível alimentar o banco de dados para permitir que, no futuro, os pesquisadores da Embrapa possam desenvolver uma DEP para característica de eficiência alimentar a partir de uma população de referência.

“Convido a todos os produtores a participarem desta excelente oportunidade que a Embrapa nos proporciona, uma maneira de testar a nossa genética para buscar linhagens de animais mais eficientes na parte alimentar” comentou o presidente da Abhb, Eduardo Soares.

Fonte: Assessoria ABHB
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Bovinos / Grãos / Máquinas Arapoti - Paraná

Expoleite comemora 50 edições nesta semana com programação ampliada e em espaço revitalizado

A Expoleite acontece entre quinta-feira (11) e sábado (13), das 8h30 às 22 horas, a entrada e as atividades são gratuitas.

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Foto: Divulgação/Capal

A Expoleite, tradicional feira agropecuária realizada em Arapoti – Paraná pela Capal Cooperativa Agroindustrial, chega nesta semana em sua 50ª edição. A exposição, que é reconhecida nacionalmente por desfilar o aprimoramento genético do gado holandês e a qualidade do leite da bacia dos Campos Gerais do Paraná, acontece entre quinta-feira (11) e sábado (13) de julho, das 8h30 às 22 horas. A entrada e as atividades são gratuitas.

Assim como nos anos anteriores, a Expoleite será no Parque de Exposições Capal, que durante o último ano foi revitalizado e será aberto para a comunidade pela primeira vez desde o início das obras.

Entre as melhorias, estão a terraplanagem e revestimento em piso de todo o espaço interno para os expositores, as áreas de estandes da cooperativa, das empresas parceiras e o local do pavilhão principal, onde acontecem as palestras e outras atividades. Também foram criados novos banheiros para atender o volume de pessoas que passam pelo parque e o portal de entrada foi totalmente modificado para valorizar a exposição e garantir melhor acesso do público.

Para o presidente-executivo da Capal, Adilson Roberto Fuga, será inaugurado um ambiente novo e diferenciado que vai facilitar a entrada e a circulação dos visitantes nas dependências do Parque de Exposições. “A cooperativa é sempre transparente com os cooperados e comunidade em geral, então vamos expor um painel com o andamento dos investimentos em infraestrutura do local e o que já está sendo planejado futuramente para ampliação do parque e adequação para, cada vez mais, expandirmos os negócios e termos uma feira marcante da raça holandesa no Brasil” declara Adilson.

Programação

Parque de Exposições Capal recebeu diversos investimentos de melhorias em sua infraestrutura; todas as atrações da feira são gratuitas e abertas para a comunidade

Nesta edição comemorativa, a feira teve a sua programação reformulada, ampliada e com muitas novidades. Uma delas será a exposição do Museu Imigrante Holandês, que vai disponibilizar um acervo contando as primeiras duas décadas da atividade leiteira na colônia de Arapoti até virar referência nacional pela qualidade do leite. Serão expostas fotografias e itens antigos que eram utilizados para manejo do gado pelos produtores. Os pioneiros também serão homenageados e terão suas histórias resgatadas no Café com Bolo, um momento de descontração, trocas de experiências e muitos aprendizados.

A Expoleite também realiza pela primeira vez o Encontro de Cafeicultores. O evento é voltado para cooperados da Capal do Paraná e de São Paulo, além de estudantes, pesquisadores e demais interessados na atividade cafeeira que, cada vez mais, sedimenta o Norte Pioneiro do Paraná como uma exímia região pela qualidade do café. O Encontro de Cafeicultores vai contar com duas palestras abordando as tendências de mercado para a safra 2024 e sobre a participação relevante do café nos negócios da cooperativa.

O Encontro dos Suinocultores também vai contar com duas palestras sobre o cenário das exportações e importações da carne suína e uma apresentação sobre a suinocultura executada pelo grupo Aurora.

A Expoleite abrange a sua programação para as diversas atividades fomentadas pela cooperativa. Portanto, o ciclo de palestras vai compartilhar diversas informações relevantes que podem ser adotadas no campo, desde a sustentabilidade nas ações diárias dentro da porteira até a abordagem dos diferentes tipos de cultura, como a soja, milho, trigo, pecuária de leite e corte, entre outras.

Durante todos os dias do evento, o público vai poder conferir as novidades do mercado agrícola com os mais de 60 expositores presentes na Expoleite, além de usufruir das bebidas e alimentos da Praça de Alimentação, que vai funcionar das nove horas às 22 horas, com música ao vivo a partir das 20 horas. O cardápio diversificado oferece yakissoba, pastéis, crepes, escondidinho de batata, salgados assados, X-pernil, batata chips, cachorro-quente, entre outros pratos.

Em paralelo, a 50ª Expoleite apresenta mais uma edição da Expo&Flor, promovido pelo Rotary Club, com exposição e vendas de flores e plantas ornamentais.

Julgamento

As estrelas da Expoleite são sempre elas, as vacas leiteiras, e na 50ª edição não poderia ser diferente. Dezenas de produtores locais se mobilizam para participar do desfile e julgamento da Raça Holandesa. A etapa realizada na Expoleite é credenciada junto à Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH) e integra o Circuito Nacional da Raça Holandesa.

“Estamos em uma região de altíssima qualidade do gado leiteiro. Sempre convidamos as demais cooperativas do nosso entorno para participar da nossa exposição para valorizar a qualidade dos animais de toda a bacia dos Campos Gerais. O objetivo é sempre fortalecer cada vez mais essa identidade que temos com os produtores e pecuaristas, mostrando que eles estão investindo na qualidade genética do rebanho para ter sempre uma maior produção de leite de qualidade” comenta o presidente-executivo da Capal.

Todas as informações da Expoleite 2024 podem ser encontradas no site www.capal.coop.br ou no Instagram da cooperativa (@capal_cooperativa).

Fonte: Assessoria Capal
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AJINOMOTO SUÍNOS – 2024

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