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Experimentos comprovam aumento do número de leitões nascidos e melhora na produção de leite de porcas

Um dos experimentos, desenvolvido com 130 matrizes em período total de gestação (114 dias), avaliou um conceito imunomodulador para atuar na eficiência placentária

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Fotos: Assessoria

Experimentos desenvolvidos nos últimos sete anos no Núcleo de Tecnologia e Inovação da Agroceres Multimix demonstraram aumento do número de leitões nascidos e melhora na produção de leite pelas porcas. A informação foi passada pelo nutricionista de suínos da empresa, Marco Kunrath, durante o programa Terças da Abraves-PR, transmitido no canal do Youtube da entidade.

O Núcleo de Pesquisas em Suínos da Agroceres Multimix abrange as estruturas da Granja Paraíso e do Centro de Pesquisas, ambos instalados, respectivamente, nas cidades mineiras de Patos de Minas e Patrocínio. O Núcleo tem capacidade para alojar mais de 35 mil animais por ano e na última década, a empresa conduziu mais de 50 experimentos apenas com animais nas fases de gestação e lactação.

Um dos experimentos, desenvolvido com 130 matrizes em período total de gestação (114 dias), avaliou um conceito imunomodulador para atuar na eficiência placentária. “Nosso objetivo foi melhorar a nutrição dos leitões desde o período embrionário, até a formação das fibras musculares, almejando melhorar o peso ao nascimento e o número de nascidos vivos”, explicou Kunrath.

Segundo o nutricionista, o experimento resultou no aumento de 1,42 leitões nascidos totais e 1,53 leitões nascidos vivos. Além disso, os animais não apresentaram redução de peso ao nascimento, o que segundo o nutricionista, atesta a melhoria da eficiência placentária das porcas via nutrição.

Um segundo experimento conduzido pela empresa com porcas em fase de lactação resultou em aumento de 17kg de produção estimada de leite durante o período. Em relação ao peso dos animais, o uso do conceito aplicado pela empresa resultou em aumento de 544 g no peso do leitão e 6,48 kg no peso da leitegada ao desmame.

Segundo Kunrath, o experimento com as porcas em lactação foi desenvolvido no Centro de Pesquisas da Agroceres Multimix e validado em conjunto com a Embrapa, em Ita (SC), numa granja comercial com 250 matrizes primíparas.

O nutricionista de suínos também apresentou dados de experimentos compilados pela empresa nos últimos dez anos, que demonstram que 50g a mais de peso ao nascer, correspondem a praticamente 100g ao desmame e 250g de peso à saída da creche. Outro dado levantado nos experimentos da Agroceres Multimix é que cada 1kg de peso a mais ao desmame corresponde a cerca de 4kg de peso ao abate.

Os leitões que nascem com menos de 1kg, segundo Marco Kunrath, também apresentam maior probabilidade de remoção devido à menor reserva energética e maior dificuldade para manter a termorregulação. Experimentos realizados pela Agroceres Multimix demonstraram uma taxa de remoção de 18% entre animais que nascem abaixo de 1kg, enquanto essa taxa cai para 4% entre animais nascidos com 1,2kg até 1,3kg.

“E quando o leitão atinge 1,6kg ao nascimento, a chance de remoção é praticamente remota porque esse é um leitão vigoroso, com uma boa ingestão de colostro possibilitando assim um ótimo desempenho ao longo da sua vida”, salientou. “Então, trabalhar para aumentar o número de nascidos, o peso ao nascimento, aumentar a produção de leite das porcas e desmamar um leitão de qualidade, são sinônimos de economia”, concluiu.

 

Fonte: Assessoria

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Mudanças climáticas interferem no desempenho dos suínos, exigindo novas soluções nutricionais, aponta pesquisador da UFMG

O assunto faz parte do livro Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus

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Foto: Novus/Shutterstock

O aumento das temperaturas médias e a intensificação das ondas de calor já estão entre os maiores desafios da suinocultura mundial. De acordo com o professor e pesquisador Bruno Silva, especialista em bioclimatologia animal e nutrição de suínos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ambiente térmico é hoje o principal fator limitante da produção, impactando bem-estar, saúde e desempenho dos animais.

Sensíveis ao calor por possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas, os suínos sofrem quando expostos a temperaturas acima da zona de conforto térmico, que varia entre 16°C e 21°C para matrizes e de 26°C a 34°C para leitões. Conforme a fase de vida, os animais rapidamente apresentam queda de desempenho e maior vulnerabilidade fisiológica. “O estresse térmico reduz o consumo de alimentos, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo, afetando produtividade e eficiência”, explica especialista da UFMG.

O problema tem escala global. Nos Estados Unidos, as perdas relacionadas ao estresse por calor alcançaram US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde altas temperaturas são constantes, os prejuízos podem ter atingido de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões no mesmo período. “Além das mudanças climáticas, as fêmeas modernas se tornaram mais produtivas, geram mais calor metabólico e se tornaram mais sensíveis às variações térmicas”, destaca Silva.

Segundo o pesquisador, esse desafio exige ajustes nutricionais para reduzir o efeito termogênico da dieta, como diminuição da proteína bruta associada a aditivos e nutrientes específicos que ajudem a manter a homeostase metabólica e a integridade intestinal.

Bruno Silva é um dos colaboradores do livro técnico Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus, líder global em nutrição animal inteligente. “A Novus é uma empresa global com forte influência no desenvolvimento de tecnologias nutricionais para suínos. A elaboração desse livro representa um marco na atualização e difusão do conhecimento gerado pelos principais grupos de pesquisa do mundo dedicados a estudar as fêmeas suínas modernas. Sem dúvida, é um livro que deve estar na mesa de cabeceira de todo nutricionista de suínos. Contribuir para sua elaboração foi uma grande honra para mim e uma grande oportunidade para compartilhar um pouco dos trabalhos desenvolvidos na nossa universidade nessa área”, afirma o professor da UFMG.

Para baixar o livro gratuitamente no site da NOVUS, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Novus
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Eficiência produtiva e gestão estratégica ganham centralidade na suinocultura

Desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

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Foto: Agroceres Multimix

A suinocultura brasileira enfrenta um cenário econômico complexo, marcado pela volatilidade dos preços dos grãos, aumento dos custos de produção e margens mais restritas.

Nesse contexto, a rentabilidade da atividade tem sido cada vez mais associada à capacidade de integrar decisões técnicas e financeiras de forma estruturada.

Ajustes pontuais, como mudanças em dietas ou negociações de curto prazo com fornecedores, tendem a ter efeito limitado quando não estão inseridos em uma estratégia mais ampla de gestão. A análise detalhada de custos, margens e retorno sobre o investimento passa a ser um elemento central para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Para Giovani Frederico, consultor técnico comercial na Agroceres Multimix, o desafio atual exige uma abordagem mais profissional da atividade. “O suinocultor precisa integrar as áreas técnica e financeira da produção. A busca por eficiência produtiva não pode estar dissociada de uma análise consistente de custos, indicadores e resultados”, afirma.

Segundo ele, o desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado, da incorporação de tecnologias e do uso de dados como base para a tomada de decisão.

“A rentabilidade deixa de ser apenas consequência do desempenho técnico e passa a ser resultado direto de uma gestão estratégica”, completa.

Um artigo completo, que aprofunda essa análise sobre eficiência e rentabilidade na suinocultura, está disponível no agBlog, da Agroceres Multimix.

Acesse já clicando aqui.

Fonte: Assessoria Agroceres Multimix
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Robô com inteligência artificial revoluciona alimentação de suínos no Show Rural Coopavel

Equipamento desenvolvido pela Roboagro será demonstrado no evento, em fevereiro, e promete reduzir custos, otimizar o manejo e ampliar o bem-estar animal nas granjas.

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Foto: Divulgação/Coopavel

Parece não existir limites para o alcance e a abrangência da Inteligência Artificial. Máquinas e equipamentos cada vez mais sofisticados chegam ao campo com a missão de melhorar desempenho, reduzir o fardo de trabalho dos produtores e otimizar resultados. É o que acontece com a fabricação de um robô alimentador de suínos, que estará em demonstração no pavilhão da pecuária do Show Rural Coopavel, de 09 a 13 de fevereiro.

Um protótipo desse robô, desenvolvido pela Roboagro, indústria gaúcha de Caxias do Sul, vai mostrar o uso da IA na alimentação de plantéis. “Essa tecnologia foi criada há alguns anos, mas a atualização é constante, inclusive com a instalação de câmeras e sensores que, por exemplo, medem a temperatura dos animais e do ambiente e também estimam o peso de cada exemplar”, observa o médico veterinário da área de Fomento da Coopavel, Gustavo Bernart. Todo controle do equipamento acontece por aplicativo, permitindo ao criador programar os horários de servir a ração e as quantidades certas.

Já há criadores integrados à Coopavel e na região de abrangência da cooperativa que utilizam esse equipamento e os resultados são muito bons. Outro ponto importante é destacado pelo gerente do Frigorífico de Suínos, Mauro Turchatto, que é a redução da carga de trabalho sobre os produtores rurais. “Como o robô devidamente programado faz parte da operação, eles então têm mais tempo disponível para gerir o negócio e pensar estratégias para elevar os rendimentos da propriedade”.

Benefícios

Segundo técnicos da Roboagro, a tecnologia empregada no robô alimentador de suínos contribui também com a redução de perda de ração, otimização de tempo de trabalho, garante ganhos e melhorias na conversão alimentar e proporciona maior bem-estar aos animais. A empresa já firmou várias parcerias, como com a Embrapa Suínos e Aves, e robôs têm sido instalados em inúmeras regiões do Brasil em países da América Latina.

Fonte: Assessoria Coopavel
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