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Avicultura

Experiências brasileiras para controle de Salmonella por suplementação na ração

O tratamento com altas temperaturas ou a inclusão de agentes antimicrobianos nunca pode ser uma resposta completa para melhorar a saúde dos lotes

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Artigo escrito por Valentino Arnaiz, gerente de Mercado da Safeeds Nutrição Animal; Juliano Trevizoli, gerente de Mercado Brasil da Safeeds Nutrição Animal; Roberto Montanhini Neto, diretor Estratégico Comercial da Safeeds Nutrição Animal; e Caio Tellini, do Departamento de Marketing da Safeeds Nutrição Animal

No negócio avícola, devemos tentar melhorar a biossegurança das rações para controlar os níveis de bactérias patogênicas que afetam as aves, sem esquecer de reduzir a dependência do uso de antibióticos para atingir este objetivo. A identificação de cepas de Salmonela resistentes a uma série de antibióticos é um indicativo do que pode continuar a acontecer no futuro.

Para obter carne e ovos em quantidades aceitáveis e permitir que o negócio seja produtivo e rentável, é preciso que as aves consumam grandes volumes de ração (ADAS Leaflet 298, 1979). Uma vez que esses consumos são alcançados, não é incomum encontrar problemas de insuficiência digestiva a campo e o uso da acidificação na ração poderia ser uma alternativa como estratégia de controle deste problema.

Após o surgimento de insuficiência digestiva, é muito fácil de ocorrer a colonização do trato digestivo com Salmonella spp., Escherichia coli e Campylobacter jejuni (Sarakbi, 1991).  A indústria sempre confiou demais no uso de antibióticos na prevenção e tratamento dessas doenças bacterianas. Porém, já se atingiu um aumento alarmante no número de cepas patogênicas resistentes a vários princípios ativos.

Todos os ingredientes contêm uma variedade de micro-organismos que incluem bactérias potencialmente patogênicas e as estratégias que conseguem reduzir a contaminação acima mencionada, como os tratamentos a altas temperaturas, por exemplo, funcionam diminuindo os níveis médios de contaminação, mas não eliminam a maioria das bactérias que constituem uma ameaça para animais e humanos que irão consumir esses produtos.

A crença que Salmonella encontra-se apenas em ingredientes de origem animal foi refutada há muito tempo (1989) devido aos resultados de uma pesquisa feita na Inglaterra. Naquela época, foi demonstrado que não apenas 10% da farinha de peixe estava contaminada com Salmonela, mas também 20% do glúten de milho (protenose), 7 a 13% dos coprodutos da soja e 78% de derivados de sementes de algodão.

Nos centros de produção avícola, existem inúmeros focos de infecção que não estão diretamente relacionados à cadeia alimentar. A lista a seguir propõe alguns deles:

1. Reservatórios de água (caixas, bebedouros, etc.).

2. Ar proveniente da poeira contaminada de granjas e aviários vizinhos.

3. Aviários que foram mal desinfetados.

4. Contaminação vertical, das matrizes pesadas.

5. Cama de má qualidade.

6. Contaminação horizontal, especialmente em frangos de corte.

7. Presença de animais estranhos no aviário (aves, roedores, insetos).

8. Pessoal de campo e visitantes.

Estratégias

O tratamento com altas temperaturas ou a inclusão de agentes antimicrobianos nunca pode ser uma resposta completa para melhorar a saúde dos lotes.

Entre as estratégias adotadas, a restrição ao uso de agentes antimicrobianos promotores do crescimento é a que mais ganhou relevância mundialmente. Devido às pressões exercidas pelos consumidores e ONGs internacionais, o que tem acontecido é que grandes redes de fastfood, restaurantes e supermercados no mundo todo, passaram a oferecer produtos de origem animal certificados e livres do uso desses promotores. Em vários mercados e países, essas pressões levaram à implementação de regulamentações que baniram o uso de antibióticos na produção animal.

Atualmente, o desafio no controle de microrganismos patogênicos amplamente associados ao consumo de produtos de origem avícola, como Salmonela spp., Campylobacter spp. e Escherichia coli, elevou-se a níveis preocupantes, ainda mais com a proibição do uso de antibióticos promotores Gram-negativos em mercados como o Brasil ou a Europa.

Em geral, essas bactérias entéricas Gram-negativas não produzem maior morbidade ou mortalidade em aves, comparadas a microrganismos Gram-positivos, como o Clostridium perfringens, um dos principais causadores de enterites em decorrência da retirada de agentes antimicrobianos promotores do crescimento.

Bactérias patogênicas do tipo Escherichia coli ou Campylobacter jejuni têm um pH ótimo de crescimento em torno de 7,0, enquanto o grupo de Lactobacilli e Enterococci, responsável pela manutenção de um intestino saudável ou Butyrivibrio fibrisolvens, responsável pela digestão de fibras, crescem em torno do pH 6,0. Consequentemente, o ceco e o cólon são ideais para o crescimento de E. coli e outros patógenos.

Todas as bactérias podem ser classificadas pela sua tolerância ao pH baixo, alto ou ótimo, no qual elas podem sobreviver. Entender a dinâmica do pH no trato digestivo das aves é fundamental para obter o melhor benefício dos acidificantes quando usados ??na alimentação animal.

As bactérias, fisiologicamente, precisam sempre de intervalos específicos de pH para sobreviver. Assim, a distribuição normal das populações de bactérias comensais e patogênicas é encontrada em diferentes faixas de pH, e devido ao intervalo para as comensais ser mais ácido do que para as patogênicas, é preciso o uso de acidificantes na ração. A partir dessas faixas, é possível observar como pequenas alterações no pH podem ser usadas como estratégia técnica para reduzir a taxa de crescimento de bactérias como E. coli e Salmonella spp. e, ao mesmo tempo, aumentar o crescimento de bactérias comensais, como Lactobacillus.

As perdas econômicas associadas à redução do desempenho das integrações afetadas por C. perfringens atingem nos Estados Unidos cerca de US$0,05 por ave, podendo diminuir em até 33% a rentabilidade esperada na produção.  

O maior problema é que essas enterites reduzem significativamente a proteção natural da mucosa intestinal ou até mesmo as reações imunes (locais e sistêmicas) das aves, permitindo que as bactérias Gram-negativas, antes consideradas principalmente comensais, quando localizadas na região natural de sobrevivência delas (intestino distal), apresentem agora, condições de acesso e multiplicação no intestino proximal, gerando sinais patológicos e contaminação sistêmica.

Há muito interesse e demanda na indústria avícola internacional em conhecer estratégias validadas para controlar e prevenir a contaminação com Salmonella tanto no ciclo de produção quanto no produto final (carcaças, ovos, incubação, etc.). Pesquisas científicas recentes vêm gerando evidências sobre a eficácia dos ácidos orgânicos micro-encapsulados nas rações em combinação com óleos essenciais, para controlar a viabilidade e / ou multiplicação na cadeia produtiva de bactérias patogênicas presentes no intestino das aves.

Ferramentas práticas de prevenção e controle

É importante salientar que se torna obrigatório conhecer a composição dos ácidos orgânicos e óleos essenciais presentes nos aditivos a serem utilizados, bem como sua forma física e mecanismo de proteção ou veiculação, a dose correta para o nível de contaminação das bactérias a serem combatidas, e, principalmente, a forma e o local em que os princípios ativos serão liberados e apresentados aos microrganismos- alvo.

Várias pesquisas e estudos de campo concluíram que os ácidos orgânicos isoladamente e em   doses baixas não controlam eficientemente os patógenos Gram-negativos. No entanto, existem novas estratégias de sinergismo para a sua utilização.

Os microrganismos Gram-negativos possuem uma parede celular mais complexa que a maioria das células Gram-positivas. As bactérias Gram-negativas caracterizam-se por possuir uma fina rede de lipopolissacarídeos e lipoproteínas, de fácil dissolução com ácidos lipossolúveis, desde que existam agentes que permitam sua permeabilidade como os óleos essenciais (sinergismo perfeito).

Os óleos essenciais afetam a camada de peptidoglicano e os ácidos orgânicos em sua forma dissociada, são aqueles que podem passar através da camada de proteína e entrar na célula pela estrutura lipídica e camada porosa -previamente alterada pelos óleos essenciais- conseguindo assim, alterar a fisiologia das bactérias. A sinergia entre ácidos orgânicos e óleos essenciais faz com que os primeiros consigam penetrar na estrutura celular com mais eficiência.

Uma vez dentro, os ácidos orgânicos diminuem o pH intracelular e a célula bacteriana usa sua energia vital para tentar manter o pH interno em equilíbrio. A produção de ânions interfere no metabolismo do DNA e proteínas. A combinação dessas duas ações acaba matando as bactérias por exaustão energética, por exemplo. Este mecanismo é consistente e não gera resistência ao longo do tempo.

Ácidos de cadeia média são muito grandes para penetrar na camada das células Gram-negativas e, a camada de peptidoglicano nas bactérias Gram-positivas é muito espessa para ter porosidade suficiente até mesmo para pequenas moléculas de ácido.

É importante ressaltar que não é apenas a presença de ácidos no produto, mas também o mecanismo de proteção na fabricação deles contra as agressões normais do processo digestivo o que faz possível eles atingirem o intestino distal para combater as bactérias-alvo (Gram-negativas) antes delas migrarem para o intestino proximal.

Sabe-se que os patógenos de maior interesse, como Salmonella, são encontrados nas porções mais distais do intestino. Neste nível, a maioria dos ácidos orgânicos e óleos essenciais adicionados na ração em sua forma livre não são capazes de atingir a atividade esperada para sua ação efetiva, principalmente por razões como o pH do trato intestinal, absorção e a ação de enzimas endógenas. É por isso que, com a tecnologia de microencapsulação dos ingredientes ativos numa matriz de triglicerídeos, demonstra-se uma maior consistência no efeito esperado perante outros tipos de produtos.

Através da ação das lipases endógenas nesta matriz, os ácidos e óleos essenciais são liberados gradualmente onde as bactérias-alvo estão, antes que elas causem prejuízo pela multiplicação exponencial ou migração para áreas do trato digestivo onde elas não devem se desenvolver.

Assim, comprova-se que quando os ácidos orgânicos estão associados a óleos essenciais sob um processo de proteção patenteado e eficiente, a dose necessária para garantir o controle de patógenos é reduzida, independentemente do tipo de parede celular que os microrganismos possuam.
Dependendo da dose e da sinergia entre os princípios ativos, promove-se um potencial bactericida ou bacteriostático equivalente ou até mesmo superior ao observado com o uso de promotores antimicrobianos.

O diagnóstico da carga de patógenos a serem combatidos é o ponto de partida para a decisão de qual aditivo alternativo deve ser utilizado, bem como sua dose efetiva para o nível de controle procurado. Por outro lado, o controle não deve abranger só a ração, mas também, um programa completo de biossegurança na cadeia de produção avícola (instalações, meio ambiente, água potável, controle de pragas, etc.).

Devido à experiência adquirida no mercado brasileiro (muito exigente no controle e prevenção de patógenos), a seguir, apresentamos dois modelos práticos de protocolos para a prevenção de Salmonella na ração de frangos de corte e de matrizes pesadas.

Frangos de corte

O objetivo é verificar a redução de bactérias patogênicas no intestino de frangos de corte tratados com ácidos orgânicos (AO) + óleos essenciais (OE) micro-encapsulados na ração (durante todo o período de criação) ou em doses de choque 5 dias antes da apanha das aves para o abate. Também é importante comparar as vilosidades intestinais e a profundidade das criptas no duodeno, jejuno e íleo dos lotes tratados, bem como realizar um antibiograma das bactérias isoladas com o intuito de ajustar antibióticos na incubação ou possíveis tratamentos a campo, avaliando sempre o desempenho zootécnico.

Existem duas estratégias de tratamento sugeridas, uma é o uso de 0,300 kg /t de ácidos orgânicos + óleos essenciais micro-encapsulados nas rações pré-iniciais, iniciais, crescimento e finalização (do início até o final da criação). A outra recomendação é o uso de uma dose de choque que vai entre 3-5 kg por tonelada na ração final (retirada). Um controle negativo deve sempre ser levado em consideração.

No abate das aves, 5 cecos devem ser coletados usando-se luvas para evitar a contaminação cruzada. Estas amostras deverão ser enviadas para laboratório credenciado que realize detecção de enterobactérias.

Em alguns mercados em que se tem venda de frango vivo, podem ser enviadas aves para o laboratório para o abate e avaliação, desde que o tempo de transporte não ultrapasse 4 horas até o laboratório. É possível também enviar carcaças recém abatidas transportadas em caixas de gelo respeitando os procedimentos de sanidade e boas práticas (evitar a contaminação de carcaças com conteúdo intestinal, por exemplo).

Já no laboratório credenciado se faz a dissecção de porções do duodeno, jejuno e íleo para análises histopatológicas e antibiograma.

Com essas análises, o ciclo é fechado, pois é possível verificar o controle de contaminação de enterobactérias perante ao uso da estratégia nutricional de AO + OE micro-encapsulados.

Como já foi descrito então, a avaliação histopatológica permite avaliar como se encontra a qualidade intestinal dos lotes e com o antibiograma é possível ajustar os programas de controle da produção na empresa.

Matrizes pesadas

O objetivo é avaliar a redução da contaminação por Salmonella, Clostridium e E. Coli em matrizes pesadas com a estratégia de suplementação de ácidos orgânicos (AO) em associação com óleos essenciais (AE) na produção de matrizes pesadas ??sob as práticas usuais de gestão das empresas modernas.

Como estratégia, sugere-se comparar o uso de 300 g /t na ração de AO + AE nas fases de recria até a pré-postura, depois disso, até atingir o pico de produção, a dose sobe para 1 kg / t , voltando logo após, para os 300 g /t de nas rações pós-pico.

Sugere-se a cada 10 semanas fazer o acompanhamento de: sinais clínicos, cecos, swab de cama, isolamento, tipagem e antibiograma de Salmonella spp., antibiograma de E. coli, isolamento de E. coli e Clostridium no ceco e órgãos, medição das vilosidades intestinais e profundidade da cripta, bem como análises histopatológicas e de contagem de salmonelas nos órgãos (fígado, coração e baço).

Idades de avaliação

A avaliação comparativa com lotes antes de introduzir a estratégia de suplementação com AO + AE na ração é obrigatória. O swab de cloaca serve para análise de Salmonella, Clostridium e E. coli. Todos os parâmetros zootécnicos e sanitários devem ser contabilizados (incluindo sinais clínicos da doença).

Considerações finais

A evidência prática permite concluir que ácidos orgânicos + óleos essenciais micro-encapsulados têm um papel importante na nutrição moderna de aves como alternativa aos antibióticos. Esta tecnologia oferece biossegurança, sem risco de contaminação na ração e na granja (aviários).

À medida que aprendemos mais sobre as interações microbiológicas dentro do intestino das aves, podemos usar ferramentas naturais para manter as condições ideais, sem promover o desenvolvimento de resistência a antibióticos ou de resíduos indesejáveis na cadeia alimentar.

Mais informações você encontra na edição de Aves de abril/maio de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura

SBSA debate como transformar conhecimento técnico em resultados na avicultura

Especialistas discutem gestão, eficiência e aplicação prática durante evento em Chapecó.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A conexão entre conhecimento técnico, gestão e resultados práticos na produção avícola será discutida durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura será apresentado pelos especialistas Kali Simioni e João Nelson Tolfo, na quarta-feira, 08 de abril, às 16h30, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio. Com mais de 18 anos de atuação na avicultura industrial brasileira, construiu sua trajetória profissional em empresas como BRF e Seara Alimentos, onde atuou como extensionista, supervisor, especialista agropecuário e gerente agropecuário.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Ao longo de sua carreira, prestou consultoria técnica a mais de 30 plantas industriais, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão agropecuária, ambiência, manejo de frangos de corte, elaboração de padrões técnicos, condução de testes zootécnicos e formação de equipes técnicas em extensão rural. Atualmente é empreendedor e sócio-proprietário da Granjas Pampeano, no Rio Grande do Sul, onde atua no desenvolvimento de projetos avícolas voltados à eficiência produtiva, sustentabilidade e excelência operacional.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua há 22 anos no setor agroindustrial, com experiência nas áreas de extensão rural, gestão e performance agroindustrial na produção de frangos, suínos, perus, postura comercial, matrizes e avós.

Atualmente dedica-se ao aperfeiçoamento dos sistemas de produção, com foco no desenvolvimento das pessoas que atuam na cadeia produtiva, buscando alavancar ganhos em eficiência, produtividade, qualidade, bem-estar animal, competitividade e sustentabilidade agropecuária, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais do agronegócio.

A palestra abordará os desafios de transformar informações técnicas e orientações produtivas em resultados concretos no campo, considerando fatores como gestão de equipes, eficiência operacional, aplicação de tecnologias e aprimoramento contínuo dos sistemas de produção. O tema destaca a importância de alinhar conhecimento científico, experiência prática e capacitação de profissionais para garantir competitividade e sustentabilidade na avicultura moderna.

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio

De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio busca promover discussões que conectem ciência e prática. “O SBSA tem como proposta reunir especialistas que compartilhem experiências aplicáveis à realidade da produção. Discutir como transformar conhecimento em resultados é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar profissionais que atuam diretamente no campo”, destaca.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado para ampliar a visão estratégica do setor. “A produção avícola evolui rapidamente e exige cada vez mais integração entre conhecimento técnico, gestão e desenvolvimento de pessoas. Trazer especialistas com experiência prática na indústria contribui para que os participantes compreendam como aplicar as orientações técnicas de forma eficiente e sustentável”, afirma.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Frango cai 5,2% em março e atinge menor preço desde julho de 2023

Cotação média de R$ 6,73/kg no atacado paulista reflete demanda interna fraca e incertezas no mercado externo. Recuo amplia vantagem frente às carnes suína e bovina.

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Foto: Shutterstock

Os preços da carne de frango seguem em queda nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e por incertezas no mercado externo. O cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras, tem gerado cautela entre agentes do setor e influenciado as negociações.

Foto: Shutterstock

No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado é negociado à média de R$ 6,73 por quilo na parcial de março, até o dia 18, recuo de 5,2% em relação a fevereiro. Em termos reais, considerando deflação pelo IPCA de fevereiro de 2026, trata-se do menor patamar desde julho de 2023.

Com a queda mais acentuada nos preços, a carne de frango amplia sua competitividade frente às demais proteínas. No caso da suína, embora também haja desvalorização, o ritmo de recuo do frango é mais intenso. Já em relação à carne bovina, o diferencial é ainda maior, uma vez que os preços da carcaça casada seguem em alta, ampliando a atratividade do frango para o consumidor.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Avicultura

Diferença de preço entre ovos brancos e vermelhos supera 40% em março

Menor oferta de ovos vermelhos e demanda da Quaresma ampliam descolamento de preços. Granjas operam com produção ajustada.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos se ampliou ao longo de março nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea. Em Santa Maria de Jetibá (ES), maior polo de produção do país, o diferencial já supera 40% na parcial até o dia 18, acima do observado em fevereiro.

Foto: Divulgação/Asgav

De acordo com o Cepea, o movimento é puxado principalmente pela menor disponibilidade de ovos vermelhos no mercado interno. A oferta mais restrita dessa categoria tem sustentado reajustes mais intensos em comparação aos ovos brancos, ampliando o descolamento entre os preços.

A demanda sazonal também contribui para esse cenário. Durante a Quaresma, há aumento no consumo de ovos, o que pressiona ainda mais as cotações, especialmente dos vermelhos, tradicionalmente mais valorizados em períodos de maior procura.

Com a produção mais enxuta, agentes do setor relatam que parte das

Foto: Divulgação

granjas tem operado com entregas previamente programadas, limitando negociações no mercado spot. Esse ajuste entre oferta e demanda resultou em elevação dos preços médios dos ovos nos últimos dias, com maior intensidade para a variedade vermelha.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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