Notícias Em Foz do Iguaçu (PR)
Expectativa alta para quatro simpósios no 22º Congresso Brasileiro de Sementes
Eventos paralelos ao CBSementes vão discutir avanços e desafios na produção de sementes.

O 22º Congresso Brasileiro de Sementes (CBSementes), que será realizado de 10 a 13 de setembro, no Rafain Palace Hotel em Foz do Iguaçu (PR), destaca quatro simpósios temáticos essenciais que ocorrerão durante o evento: Tecnologia de Sementes Florestais, Sementes de Espécies Forrageiras, Patologia de Sementes e Análise de Sementes.
Esses simpósios reunirão especialistas, pesquisadores e profissionais da área para discutir os avanços e desafios na produção de sementes. O CBSementes é uma iniciativa da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates), que traz como tema central “Sementes: a matéria-prima da sustentabilidade”. “O Brasil sendo um país com grande biodiversidade e um setor agrícola robusto, nada mais importante do que darmos atenção à qualidade e sustentabilidade das sementes”, afirma Fernando Henning, presidente da Abrates.
Os quatro simpósios oferecem uma programação ampla e diversificada, com o objetivo de promover a discussão sobre a produção e o uso de sementes de qualidade. “Esse é o papel principal dos simpósios, cujos debates serão complementares à programação do congresso”, destaca Henning.
Cada dia do evento será dedicado a um simpósio. A integração das arenas simultâneas tem se mostrado uma estratégia eficaz para aumentar a dinâmica e o engajamento dos participantes. “Essa abordagem permite uma maior interação e troca de conhecimentos entre os profissionais, criando um ambiente propício para aprendizado e networking”, explica Henning. “Os participantes terão a liberdade de escolher as sessões que mais lhes interessam, otimizando assim sua experiência no evento”.
Programação
No primeiro dia do CBSementes, será realizado o 12º Simpósio Brasileiro de Tecnologia de Sementes Florestais. A abertura contará com uma mesa-redonda sobre a integração de políticas públicas, mercado de carbono e restauração ambiental. Em seguida, haverá discussões sobre oportunidades financeiras no negócio de sementes florestais, com a participação de redes de sementes.
Outros temas em destaque incluirão o impacto social e econômico da comercialização de sementes nativas, desafios enfrentados pelo setor, e tecnologias inovadoras para análise de sementes florestais, apresentadas por especialistas da Universidade de Oviedo (Espanha) e do Reino Unido. Serão abordados também os impactos das mudanças climáticas e a regeneração de espécies de sementes recalcitrantes, além dos desafios e oportunidades para o desenvolvimento da cadeia produtiva de sementes nativas no Brasil.
No segundo dia, ocorrerá o 16º Simpósio de Patologia de Sementes, que discutirá a crescente necessidade de sementes com alta qualidade sanitária. “Este simpósio visa identificar e solucionar lacunas na sanidade de sementes, abordando a falta de treinamento, a carência de laboratórios especializados e a escassez de profissionais na área”, ressalta Henning. Ele enfatiza a importância de propor soluções e iniciar programas de treinamento para atender essas demandas.
Durante o Simpósio de Patologia de Sementes, haverá o lançamento do livro “Patologia de Sementes: Da Ciência Básica à Aplicação”, uma publicação oficial do Comitê de Patologia, coordenada por Hellen Barrocas e Evelyn Coque, em colaboração com renomados especialistas. “Este livro representa uma atualização essencial para os profissionais da área, abordando os mais recentes avanços em patologia de sementes.”
A programação inclui sessões de palestras e uma mesa-redonda, que abordará problemas urgentes na sanidade de sementes, com foco em soluções práticas. Também serão apresentadas palestras, incluindo os resultados da rede de ensaios de tratamento de sementes de soja.
O terceiro dia será dedicado ao Simpósio de Sementes de Espécies Forrageiras, que começará com uma palestra sobre o papel das forrageiras nos serviços ambientais e na recuperação de áreas degradadas. Outros tópicos incluirão a evolução da indústria de sementes de forrageiras e estudos sobre nematóides em sementes, destacando avanços no controle e a importância para o sistema de produção.
No último dia do CBSementes, acontecerá o 1º Simpósio de Análise de Sementes, que abrirá com um painel sobre a aplicação de testes e metodologias na análise de sementes e como a Inteligência Artificial pode revolucionar esse processo. O segundo painel trará atualizações sobre o setor de sementes nos laboratórios, apresentando novas metodologias e discutindo o sistema de gestão da qualidade e o credenciamento de laboratórios.
Para encerrar, o auditor fiscal federal agropecuário Júlio César Garcia, do Laboratório de Análise de Sementes Oficial do Ministério da Agricultura, discutirá as principais legislações aplicadas na análise de sementes em laboratório, entre outros temas.
A Abrates reativou o Comitê de Análises de Sementes em 2023 com o objetivo de trazer inovação e promover a excelência e qualidade no mercado de sementes brasileiro. “Este primeiro simpósio é uma das novidades do evento, e o Comitê de Análises de Sementes é essencial para a assistência e garantia do controle de qualidade das sementes, seguindo os padrões do Ministério da Agricultura”, ressaltou Fernando Henning.
Público-alvo
O CBSementes é voltado para pesquisadores, agrônomos, produtores rurais, acadêmicos, representantes de empresas do setor agrícola, formuladores de políticas públicas e interessados na temática da sustentabilidade e inovação no setor de sementes.
De iniciativa da Abrates, o evento conta com o apoio de diversos parceiros e patrocinadores. Para se inscrever clique aqui.
Sobre a Abrates
Fundada em 1970, a Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes é uma organização sem fins lucrativos dedicada a impulsionar o desenvolvimento de tecnologias para a produção de sementes em todo o Brasil. Nossa missão é promover cursos e eventos como o CBSementes, estimular a publicação de trabalhos técnicos-científicos, divulgar resultados de pesquisas em tecnologia de sementes e proporcionar atualização tecnológica e capacitação para profissionais da cadeia sementeira

Notícias
Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



