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Avicultura

Execução do básico define rentabilidade na produção de aves e suínos

Especialistas apontam que biosseguridade, manejo sanitário e monitoramento diário são decisivos para reduzir perdas e aumentar eficiência nas granjas.

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Foto: Divulgação/Alivira

Artigo escrito por Célio Batista da Silva, médico veterinário, gerente Técnico da Alivira

No atual cenário de pressão por produtividade, rentabilidade e responsabilidade ambiental, a garantia de execução de práticas fundamentais, aplicadas de forma correta e no momento ideal, são o diferencial entre propriedades medianas e operações de sucesso. Para técnicos e produtores, a eficiência começa com o óbvio: manejo integrado, medidas de prevenção e decisões baseadas em dados. A precisa execução de operações simples são capazes de garantir a entrega de resultados zootécnicos, econômicos e sustentáveis.

A adoção de práticas de biosseguridade eficientes reduzem o risco de introdução de doenças e a até mesmo a disseminação de agentes já diagnosticados para lotes novos e/ou recém alojados, mas não basta que todas essas orientações e regras estejam descritas em documentos e cartazes, mas se faz necessário que elas façam parte do conhecimento e da rotina prática de todos os colaboradores e envolvidos na atividade.

Programa vacinal

A instituição de um sólido programa vacinal, personalizado para a demanda específica de cada propriedade, contribui fortemente para a garantia da saúde e a otimização de resultados no longo prazo. Monitorar as condições das vacinas, desde a sua chegada na propriedade, conferindo dados básicos como a temperatura dos frascos, identificação do agente biológico, indicação de uso e data de validade, garantem a segurança e eficácia vacinal.

Cabe ao produtor estabelecer condições ideais de armazenamento e transporte até o local de aplicação, além de certificar-se de utilizar a dosagem e via de aplicação correta, o uso de equipamentos como seringa e agulhas devidamente limpas e substituídas à cada grupo de animais vacinados – não ultrapassar o número de 15 animais para cada agulha, por exemplo.

Ambiência e nutrição

Garantir a ambiência ideal por meio de tarefas aparentemente simples, como a manutenção regular do sistema de iluminação, dos equipamentos de ventilação/exaustão, o monitoramento constante de seu funcionamento e até mesmo o manejo de cortinas, impactam em conforto e podem evitar o acúmulo de gases e o aumento de incidência de doenças do sistema respiratório.

Manter animais em temperatura fora da zona de conforto impacta diretamente na elevação das taxas de morbidade e mortalidade, assim como uma manutenção adequada de pisos, ripados e cama garante a higiene e reduz riscos à integridade física dos animais.

Garantir uma nutrição adequada não é simplesmente garantir uma formulação ideal, assim como não é uma responsabilidade exclusiva da empresa fornecedora de premix, núcleos e/ou concentrados, pois quando a qualidade das matérias-primas adquiridas para serem incorporadas a esses produtos não atendem aos padrões mínimos de qualidade – teor nutricional adequado, ausência de contaminantes e fatores antinutricionais, ausência de micotoxinas, entre outros – ou quando as condições de armazenagem não são minimamente adequadas, todo o investimento em tecnologia nutricional se perde.

Executar a manutenção e limpeza periódica dos equipamentos e dispositivos que têm contato com as matérias primas e rações são medidas simples, mas que precisam fazer parte da rotina de granjas produtivas.

A água é frequentemente um dos nutrientes mais negligenciado pelos produtores de aves e suínos. Uma água alcalina, por exemplo, é capaz de praticamente anular o efeito desinfetante da cloração eu até mesmo reduzir a sua capacidade de solubilizar medicamentos e outros nutrientes solúveis, ofertados através da água de bebida.

Por outro lado, acidificar a água utilizada durante tratamentos com antibióticos, estejam estes na ração ou na água de bebida, comprometerá a sua eficácia e antecipará processos de resistência bacteriana (com exceção das tetraciclinas, que são potencializadas em meio ácido), pois pH abaixo de 6,0 já é suficiente para reduzir a atividade dos antibióticos. Executar a limpeza periódica de reservatórios e linhas de água de bebida são fundamentais para garantir que esse importante nutriente não veicule patógenos e agentes inflamatórios para o sistema digestivo dos animais, ativando seu sistema imune e promovendo um intenso gasto calórico.

Condição dos animais

Monitorar a condição dos animais não se restringe ao passar pelas instalações enquanto se dedica à outras tarefas. Verificar todos animais, pelos menos duas vezes ao dia, foco exclusivo em detectar animais com início de sintomatologia clínica, é tarefa obrigatória para granjas de alta performance. A identificação precoce, medicação individual injetável ou segregação de doentes para tratamento, além de evitar a disseminação de agentes patogênicos, permite estabelecer um monitoramento da incidência de novos casos e também identificar a necessidade de um tratamento coletivo, seja com o uso de terapia de suporte (antitérmicos, anti-inflamatórios, mucolíticos, etc.) ou com o uso de antibióticos.

A monitoria detalhada da saúde do plantel implicará em um controle racional das doenças e implicará no uso moderado e consciente de antibióticos e demais medicamentos. A vigilância contínua por meio de necropsias, coleta de amostras para diagnóstico e monitoramento de agentes emergentes são fundamentais para um bom controle sustentável e econômico das enfermidades.

Ser criterioso com o cálculo da quantidade de medicamento a ser administrado, observar a dose de bula, o peso médio dos animais a serem tratados e a quantidade de animais no lote são bases fundamentais para um tratamento efetivo. Além disso, é necessário garantir que a dosagem calculada de medicamento seja efetivamente consumida pelos animais e para que isso aconteça, não pode ocorrer desperdício de ração ou água medicada e a incorporação do medicamento na ração ou na água deve ser integral.

A medicação via água de bebida é extremamente eficaz, porém é necessário garantir a total solubilização do medicamento na água de pré mistura para evitar que parte do medicamento se precipite no reservatório ou na solução concentrada, no caso de uso de dosador, ou ainda na linha de água de bebida, ao longo das instalações.

Aditivos

Inúmeros aditivos foram introduzidos na suinocultura e avicultura com os mais variados objetivos, no entanto é necessário estabelecer um rigoroso critério ao avaliar essas tecnologias, pois grande parte delas não possuem barreiras legais no sentido de exigir criteriosa comprovação de efeito, ausência de toxicidade, comprovação de ausência de resíduos nos tecidos animais pós tratamento, etc.

A existência de estudos em renomadas instituições, a comprovação científica de efeitos/benefícios através, por exemplo, de biomarcadores inflamatórios e antioxidantes e estudos que garantam a ausência de risco na sua utilização, são ferramentas essenciais e que devem ser devidamente avaliadas na tomada de decisão de uso.

Consistência

Podemos concluir que o diferencial competitivo na produção de suínos e aves não está em práticas complexas, mas na execução consistente do básico. Garantir bem-estar aos animais e colaboradores, treinamento constante, gestão criteriosa das atividades diárias, biosseguridade rigorosa, nutrição correta, ambiente controlado, programa sanitário eficaz e monitoramento constante formam a base de uma produção simples, lucrativa e sustentável. Técnicos e produtores que consolidam essas rotinas reduzem riscos, aumentam eficiência e abrem caminho para inovações com retorno real.

Á edição também está disponível na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

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A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

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A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

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que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

São Paulo confirma caso de gripe aviária em ave silvestre

Diagnóstico foi feito em ave resgatada em área urbana de Guaíra. Defesa Agropecuária iniciou investigação epidemiológica e reforçou medidas sanitárias.

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Pato irerê - Imagem criada por Emili Schneider/ChatGPT/OP Rural

O estado de São Paulo registrou o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) de 2026. A confirmação foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) após análise de amostras coletadas de uma irerê (Dendrocygna viduata), ave silvestre resgatada em uma área urbana e encaminhada ao zoológico de Guaíra, no Departamento Regional de Barretos.

O material foi coletado pela Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), no dia 8 de julho. A IAAP é uma forma grave da gripe aviária, que pode provocar elevada mortalidade entre as aves.

Após a confirmação do diagnóstico, a Defesa Agropecuária adotou uma série de medidas sanitárias. O trânsito de animais no zoológico de Guaíra foi interditado, e teve início uma investigação epidemiológica para avaliar possíveis riscos de disseminação do vírus.

A vigilância também foi intensificada em três granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco. Segundo a Secretaria da Agricultura, duas dessas propriedades estão em período de vazio sanitário e não possuem aves alojadas. Além do monitoramento, equipes técnicas prestaram orientações aos responsáveis pelas granjas.

As autoridades reforçam que o consumo de carne de aves e ovos não transmite a gripe aviária. A recomendação é que a população não manipule aves doentes ou encontradas mortas e comunique imediatamente qualquer suspeita à Defesa Agropecuária. Caso seja necessário o contato com esses animais, o procedimento deve ser realizado apenas com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que acompanha o caso em conjunto com a Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). A pasta também monitora as pessoas envolvidas na ocorrência.

De acordo com a SES, São Paulo não registrou casos de gripe aviária em humanos até o momento. A secretaria destaca que a infecção em pessoas ocorre, principalmente, por meio do contato direto com aves infectadas.

Para orientar a resposta a esse tipo de ocorrência, o estado mantém um Plano de Contingência para Influenza Aviária em Humanos, elaborado em 2023 e atualizado em 2025 pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD).

Fonte: O Presente Rural
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