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“Excesso” de empregos atrai pessoas para cidades com cooperativas

As cooperativas agropecuárias experimentam um crescimento significativo no setor, quer seja pelas excelentes colheitas registradas nos últimos anos, quer seja pela pecuária ou por novas ofertas de produtos e serviços.

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Ao ouvir seu irmão sobre as excelentes oportunidades na cooperativa em que ele atua, Luiz Felipe da Silva de Lima decidiu embarcar em uma aventura e deixar o Acre para se mudar para Marechal Cândido Rondon, PR. Depois de quatro meses na nova cidade, ele não poderia estar mais feliz com as oportunidades que encontrou na cooperativa onde também começou a trabalhar. Atualmente, Luiz Felipe trabalha na Sala de Cortes da agroindústria e não economiza palavras para expressar sua satisfação.

Ele conta entusiasmado sobre os diversos benefícios que a cooperativa tem proporcionado em sua vida. “Desde que cheguei aqui, recebi oportunidades incríveis e sou grato por ter aceitado esse desafio”, comenta Luiz Felipe. Ele destaca que uma das grandes vantagens de trabalhar em uma cooperativa agropecuária é o constante crescimento pessoal e profissional que é oferecido aos colaboradores. “Mesmo tendo sido contratado há pouco tempo, já tive a oportunidade de estudar e me desenvolver. Nem todas as empresas se preocupam tanto com o crescimento dos funcionários”, opina.

Luiz Felipe da Silva de Lima saiu do Acre a procura de uma oportunidade para trabalhar no Paraná – Foto: Divulgação

Sobre o processo seletivo, Luiz Felipe relata que tudo ocorreu de forma tranquila e dentro de suas expectativas. Ele destaca que até foi consultado sobre em que setor gostaria de trabalhar, mostrando a preocupação da cooperativa em alocar seus colaboradores nas áreas que mais os interessam.

Quando questionado sobre os desafios diários, Luiz Felipe revela que ainda está se adaptando aos horários e dias de trabalho. “No Acre, os horários eram bem diferentes. Eu costumava trabalhar nos finais de semana. Agora, estou ansioso para ter folga durante a semana, se eu conseguir folga na quarta-feira, será ótimo, pois poderei assistir aos jogos”, diz empolgado .

Falando com propriedade, Luiz Felipe expressa sua gratidão pela cooperativa que o acolheu. “Trabalhar em uma cooperativa é algo muito gratificante, porque aqui as pessoas têm a oportunidade de ter um emprego digno. Para aqueles que estão em busca de uma chance, eu posso dizer que é maravilhoso trabalhar na Lar, pois somos tratados com respeito e temos tudo o que é necessário para trabalhar com segurança e dignidade”, sustenta.

Gerando oportunidades

As cooperativas agropecuárias experimentam um crescimento significativo no setor, quer seja pelas excelentes colheitas registradas nos últimos anos, quer seja pela pecuária ou por novas ofertas de produtos e serviços. O que é certo é que praticamente toda matéria-prima produzida na zona rural ou é exportada ou passa por um processo de industrialização. O Brasil é exemplo quando o assunto é cooperativismo, isso porque as cooperativas brasileiras exercem uma importante influência na economia e são responsáveis por grande parte dos produtos que são produzidos.

O avanço tecnológico, bem como o aumento demográfico de população, levam a um crescimento significativo da necessidade de produtos e serviços. Essa demanda está fazendo com que as cooperativas, e consequentemente as cidades e regiões onde grandes cooperativas atuam, registrem uma grande oferta de vagas de trabalho.

É o caso do município de Marechal Cândido Rondon, localizado no Oeste do Paraná e que abriga grandes cooperativas agroindustriais, como Copagril, Lar e Frimesa. Conforme levantamento do Sistema Nacional de Emprego (Sine), no dia 15 do mês de junho deste ano, eram 299 vagas abertas no setor de agronegócio, contando indústrias e empresas que atuam no ramo. E é sempre assim. Ao todo, somente neste ano, 1.064 pessoas de várias cidades foram alocados no mercado de trabalho do agro do município, contratadas por intermédio do Sine.

Diretor da Agência do Trabalhador de Marechal Cândido Rondon, Sergio Marcucci – Foto: Patrícia Schulz/OP Rural

Conforme o diretor da Agência do Trabalhador de Marechal Cândido Rondon, Sergio Marcucci, as cooperativas agropecuárias têm papel significativo na economia do município, mas de toda a região Oeste do Paraná. “Das 10 maiores empresas que temos aqui em Marechal, mais da metade são cooperativas do setor do agro”, informa.

O profissional evidencia números volumosos que comprovam a importância do setor. Segundo ele, o município rondonense possui cerca de 17 mil trabalhadores que atuam com carteira assinada. Somente a Lar Cooperativa Agroindustrial, somando todas as frentes que atua no Brasil, conta com a colaboração de 25 mil funcionários. “Ou seja, a cooperativa Lar (presente em Marechal Rondon) emprega um município e meio. Esses números são gigantescos e mostram a força do setor”, reflete.

O diretor afirma que as cooperativas são exemplos de desenvolvimento endógeno, pois elas movimentam uma grande gama de atividades, geração de renda e buscas de valores financeiros fora do seu entorno. “As cooperativas são um mar de possibilidades. Elas auxiliam os produtores na aquisição de insumos, com o atendimento médico-veterinário, bem como também contam com funcionários próprios. É uma grande cadeia que é responsável por trazer muitos recursos às regiões e cidades onde estão inseridas”, observa.

Expectativas para 2023

Sérgio atua também como coordenador do Grupo Técnico de Empregabilidade, do Programa Oeste em Desenvolvimento, baseado nas expecativas da região ele adianta que existe uma projeção de gerar 16 mil novos postos de trabalho ligados ao setor agropecuário no Oeste do Paraná. “As ofertas de trabalho estão em uma crescente e por isso podemos dizer que a nossa região é privilegiada por termos grandes cooperativas”, declara.

Conforme o gerente, as cooperativas buscam profissionais que tenham vontade de trabalhar. “Temos vagas para funções específicas, como soldador, mecânico, mas as cooperativas também necessitam de profissionais que façam os serviços simples e que sejam capazes de administrar e ter prazer nas funções desempenhadas. Em todas as cooperativas verificamos que existe a oportunidade de crescer e evoluir na carreira”, informa.

Capacitação constante

Ainda de acordo com o responsável pelo Sine de Marechal Cândido Rondon, a Agência do Trabalhador adota estratégias claras para conseguir ofertar oportunidades às pessoas que estão necessitando de um trabalho. “Nós mantemos proximidade com todas as cooperativas da nossa cidade e da região e buscamos auxiliá-las nas resolução das suas demandas. Nossa agência faz a intermediação de mão-de-obra entre os trabalhadores e as cooperativas, visando atender às necessidades de todos”, expõe.

Uma das formas que a Agência busca ter um diferencial é por meio das ações de capacitação que são desenvolvidas com o apoio da prefeitura. “As cooperativas nos mandam demandas de setores que estão necessitando de mais profissionais, desta maneira, nós buscamos capacitações teóricas e práticas que vão possibilitar que novas pessoas sejam contratadas por elas. São muitas as oportunidades para iniciar uma carreira profissional”, declara.

Percepção negativa do setor

Outro desafio que as cooperativas precisam enfrentar diz respeito à falta de informação que algumas pessoas possuem do agro e do cooperativismo, pois muitos associam de forma negativa as condições de trabalho e os benefícios diposníveis. Conforme Sergio, é muito necessário que as pessoas reconhecam a importância do setor. “Nós precisamos enxergar os inúmeros benefícios que as cooperativas trazem às cidades, elas precisam ser motivo de orgulho para todos”, diz.

Vantagens atraem

Em Santa Catarina as cooperativas também auxiliam na geração exponencial de empregos. O estado conta com 49 cooperativas agropecuárias, que reúnem 81.629 associados e 57.376 empregados. Em 2022 , elas tiveram receita operacional bruta de R$ 56,5 bilhões, um crescimento de 15,7% em relação ao ano anterior. É o segmento mais intensivista em mão-de-obra entre o setor cooperativo, representando 65% dos empregados de cooperativas e 68% das receitas totais do sistema. O levantamento é da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc).

Na Cooperativa Alfa, composta por mais de 200 unidades nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso, são ofertadas aproximadamente 70 vagas mensais, de acordo com a analista de Recursos Humanos, Larissa Ferronato Junqueira. Ela explica que os principais requisitos que são buscados na contratação estão relacionados com o comprometimento, responsabilidade, disponibilidade de horários e identificação com os valores da cooperativa.

Analista de Recursos Humanos da Cooperativa Alfa, Larissa Ferronato Junqueira – Foto: Divulgação

Larissa evidencia que são muitas as vantagens em trabalhar em uma cooperativa. “Na Cooperalfa temos muitos benefícios, pois os valores da empresa são claros e o nosso trabalho é realizado em equipe, sendo que em todos os setores temos o foco no desenvolvimento das pessoas”, afirma.

A colega dela, Rosilene Andreia Giebmeier, também atua como analista de Recursos Humanos e é um exemplo de que é possível conquistar uma vaga e ser destaque na cooperativa. “Meu recrutamento foi claro e objetivo. Fui exposta aos benefícios que a cooperativa tinha a oferecer, além de entender as visões de futu

Rosilene Andreia Giebmeier, analista de Recursos Humanos da Cooperativa Alfa – Foto: Divulgação

ro da cooperativa para alinhar às minhas expectativas profissionais. Isso faz muita diferença, porque acaba contribuindo para não gerar frustrações ao novo empregado”, observa.

Rosilene argumenta que atuar na Cooperalfa trouxe inúmeras conquistas e aprendizados para ela. “Quando estamos nos inserindo em uma nova empresa, no início tudo é desafio e aprendizado, pois é necessário se encaixar na nova cultura, alinhar às expectativas com a nova equipe e se adaptar à forma de trabalho implantada”, reflete. Depois, garante, é colher os frutos de um bom ambiente de trabalho.
Para aqueles que estão a procura de uma oportunidade, Rosilene deixa um conselho. “É importante se manter atualizado, usar as mídias sociais para encontrar oportunidades que se encaixem com seu perfil e pontuar seus conhecimentos de forma clara. Sempre buscar oportunidades para mostrar seus conhecimentos e ter em mente que a recompensa virá, mas que não é um processo imediato”.

A edição Especial de Cooperativismo de O Presente Rural pode ser lida na íntegra on-line clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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Acordo UE–Mercosul reforça protagonismo do Brasil no comércio internacional

Após 25 anos de negociações, tratado reforça liderança brasileira no bloco sul-americano e amplia acesso a um dos maiores mercados do mundo.

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A aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul representa um marco estratégico para o Brasil e reposiciona o país no centro das articulações do comércio internacional. A decisão, confirmada nesta sexta-feira (09) pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, encerra um processo de negociação iniciado há 25 anos e cria uma das maiores áreas de livre-comércio do mundo.

O acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Todos representam áreas estratégicas para inserção competitiva do Brasil. Também haverá oportunidade positiva para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos. Haverá redução gradativa das tarifas, até zerá-las, sobre diversas commodities (sujeitos a cotas).

Fotos: Divulgação

Com peso determinante dentro do Mercosul, o Brasil teve atuação central na costura política do acordo, especialmente no período em que presidiu o bloco sul-americano. O entendimento é visto como um avanço relevante para a inserção internacional da economia brasileira, ao ampliar o acesso a um mercado que reúne 718 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto estimado em US$ 22,4 trilhões.

O acordo sinaliza fortalecimento do multilateralismo e da cooperação entre blocos econômicos em um cenário global marcado por tensões comerciais e medidas protecionistas. Para o Brasil, o tratado tende a abrir novas oportunidades para exportações, atração de investimentos e maior previsibilidade nas relações comerciais com a União Europeia, um dos principais parceiros econômicos do país.

Além dos ganhos econômicos, o entendimento tem significado político. A conclusão das negociações reforça o papel do Brasil como articulador regional e interlocutor relevante em fóruns internacionais, ao liderar consensos dentro do Mercosul e dialogar com grandes economias globais.

Brasília - 14/10/2025 -O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Em debate, o projeto de lei (PL 1.087/2025) do governo que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad: “Acordo histórico, não apenas pelo seu significado econômico, mas sobretudo pelo significado geopolítico” – Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Com a aprovação pelo lado europeu, a próxima etapa prevê a ratificação formal junto aos países do Mercosul. A presidente da Comissão Europeia poderá viajar ao Paraguai, atual detentor da presidência rotativa do bloco, para a assinatura do acordo com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Nos países sul-americanos, o texto ainda será submetido aos respectivos parlamentos. A entrada em vigor, no entanto, será individual, permitindo que cada país avance conforme a conclusão de seus trâmites internos.

Em nota conjunta, o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços destacaram que se trata do maior acordo comercial já negociado pelo Mercosul e um dos mais relevantes firmados pela União Europeia, ressaltando o potencial de ampliar fluxos comerciais, investimentos e a integração do Brasil às cadeias globais de valor.

Ministros destacam benefícios para o Brasil 

Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) se manifestaram nesta sexta-feira (09) para celebrar o anúncio da União Europeia pela aprovação do acordo comercial com o Mercosul. Nas redes sociais, Haddad classificou o acordo como histórico e uma sinalização para um futuro de pluralidade e oportunidade. “Acordo histórico, não apenas pelo seu significado econômico, mas sobretudo pelo significado geopolítico. Uma nova avenida de cooperação se abre nesse momento conturbado, mostrando um novo caminho de pluralidade e oportunidade”, disse Haddad.

Brasília (DF), 19/08/2025 - Comissão de Assuntos EconômicosComissão de Assuntos Econômicos (CAE) promove audiência pública interativa, com a ministra do Planejamento e Orçamento, para que sejam prestadas informações sobre a avaliação da Pasta quanto à eficiência dos subsídios tributários, financeiros e creditícios concedidos pela União; e o cumprimento do disposto no Art. 4º da Emenda Constitucional nº 109, de 2021, que determina ao Governo a apresentação de plano de redução gradual de incentivos e benefícios federais de natureza tributária, até o nível de 2% do PIB. Mesa: ministra de Estado do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet: ” O Acordo Mercosul-União Europeia é um dos movimentos econômicos mais relevantes das últimas décadas para o Brasil e para o Mercosul. Vai combinar crescimento econômico, emprego e renda com sustentabilidade, tecnologia e inovação”  – Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Por sua vez, Simone destacou que o acordo irá proporcionar a chegada de produtos brasileiros a mais consumidores, ampliação de investimentos, o que poderá ajudar a reduzir a inflação no país. “Um marco histórico para o multilateralismo! O Acordo Mercosul-União Europeia é um dos movimentos econômicos mais relevantes das últimas décadas para o Brasil e para o Mercosul. Mais acesso a mercados consumidores, mais investimentos, mais integração entre os países e, principalmente, mais produtos disponíveis, maior competição, ajudando a baixar ainda mais a inflação. Vai combinar crescimento econômico, emprego e renda com sustentabilidade, tecnologia e inovação”, afirmou a ministra, em nota oficial.
Repercussões 

Pelas redes sociais, o presidente Lula afirmou ser uma vitória do diálogo. “Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, afirmou.

Lula destacou que o acordo, além de trazer benefícios para os dois blocos, é uma sinalização em favor do comércio internacional. O presidente brasileiro foi atuante na costura desse acordo e tentou finalizá-lo no final do ano passado, quando o Brasil presidia o bloco sul-americano. Para Lula, o acordo entre Mercosul e União Europeia era uma prioridade.

O Parlamento Europeu também precisará aprovar o acordo para que ele possa entrar em vigor.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Dia de Campo da Copacol conecta pesquisa, manejo e mercado ao produtor

Estudos do CPA mostraram, na prática, soluções para solo, soja e milho, além de análises de mercado para apoiar a tomada de decisão do produtor.

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Foto: Divulgação/Copacol

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo CPA (Centro de Pesquisa Agrícola), e contou com a participação de 1,5 mil visitantes. “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.

Cooperados que já acompanham de perto o trabalho do CPA garantem que eventos como esse fazem a diferença, como comenta o produtor de Joetaesse, Cássio Henrique Moeller. “O CPA sempre nos ajuda a alcançar melhores resultados e potencializar nossa produtividade e eventos como o Dia de Campo agregam muito conhecimento e traz novidades que nos ajudam a crescer nas propriedades”.

Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.

Na prática

Um dos assuntos abordados nas palestras em campo foi a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção. Essa compactação consiste na incapacidade de o solo absorver a água, o que muitas vezes pode gerar o aumento da umidade na superfície, tornando o ambiente propício para o desenvolvimento de doenças. “Nós utilizamos o método Dres [Diagnóstico rápido de estrutura de solo] onde podemos avaliar o nível de compactação do solo para saber qual técnica deve ser aplicada em cada propriedade, seja com plantas de cobertura, ou utilização de maquinários. É um processo muito importante, que impacta diretamente no desenvolvimento das culturas e na produtividade delas”, explica o engenheiro agrônomo e pesquisador do CPA, Andrei Regis Sulzbach.

Para cooperado de Jesuítas, Renato da Silva Tonelli, é importante acompanhar o trabalho do CPA, e saber que problemas que eles enfrentam no dia a dia, já estão sendo estudados e soluções já podem ser aplicadas na propriedade. “No último ano tivemos problema com relação a compactação de solo, e hoje vi que há um trabalho de pesquisa já sendo feito para desenvolver novas formas de manejo, melhorar nossas condições e minimizar esses problemas que nós que vivemos do campo temos”, comenta o cooperado.

Outro assunto que chamou atenção dos participantes foi o painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA, que são apresentadas com duas datas de semeadura, adubação em quantidades de acordo com a época e orientação de acordo com a região plantada, também foram apresentados manejos de doença e controle de pragas. “Apresentamos um demonstrativo com as épocas de semeadura diferentes com o mesmo manejo, onde fica visível a diferença de comportamento de cada planta, para mostrar a importância de se atentar as recomendações do CPA, de acordo com testes feitos na prática”, conta o engenheiro agrônomo André Luiz Borsoi.

Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor.

Além disso, também foram apresentados resultados sobre plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades e manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo.

Comercialização

O mercado também faz parte do processo produtivo, e entender como e quando comercializar os grãos, é fundamental para o cooperado. Pensando nisso, a abertura do Dia de Campo contou com uma palestra sobre tendências no mercado de commodities, com o consultor da StoneX Brasil, Étore Baroni. “O objetivo é trazer mais informações para os cooperados. São muitos fatores que influenciam nos preços, então, é preciso preparar o produtor para aproveitar as melhores oportunidades ao longo do ano. Tivemos mudanças muito fortes nos preços nos últimos anos e o CPA consegue trazer esse ganho de produtividade contínua. Por isso, é preciso alinhar a produtividade boa, com níveis de preços bons, mantendo uma rentabilidade para o produtor”, completa o consultor.

Fonte: Assessoria Copacol
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Proteínas animais ganham novas oportunidades com acordo UE-Mercosul, celebra ABPA

Entidade vê avanço em previsibilidade comercial e reforço do Brasil como fornecedor global, com impactos graduais e cotas bem delimitadas para aves, suínos e ovos

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Após mais de duas décadas de negociações e sucessivos impasses políticos, a confirmação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia começa a ser destrinchada. Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o entendimento representa um avanço relevante em previsibilidade comercial e no fortalecimento das relações entre os dois blocos, com efeitos graduais e tecnicamente delimitados para a cadeia de proteínas animais.

Foto: Jonathan Campos

Em nota setorial, a entidade destaca que o acordo é resultado de um processo longo e de elevada complexidade técnica, e que seus impactos não devem ser interpretados como uma abertura irrestrita de mercado, mas como a construção de oportunidades progressivas, condicionadas a regras sanitárias, cotas e salvaguardas já previstas no texto negociado.

No caso da carne de frango, principal item da pauta exportadora brasileira de proteínas, a ABPA é enfática ao afirmar que o acordo não altera o sistema de cotas atualmente em vigor entre Brasil e União Europeia. “Essas regras permanecem intactas. A novidade está na criação de um contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa”, informa na nota.

Esse volume será compartilhado entre os países do bloco sul-americano e dividido igualmente entre produtos com osso e sem osso. A implantação será gradual, em seis etapas anuais iguais, até atingir o volume total no sexto ano de vigência. A partir daí, a cota passa a se repetir anualmente, dentro das regras estabelecidas.

Carne suína

Para a carne suína, o acordo inaugura uma nova possibilidade. Pela primeira vez, o Mercosul contará com um contingente tarifário

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

preferencial específico para o produto, inexistente até então para o Brasil. “A cota final prevista é de 25 mil toneladas por ano, com tarifa intr­a-cota de € 83 por tonelada, valor significativamente inferior ao praticado fora do contingente”, diz a nota.

Aves

Assim como no caso das aves, a implementação será escalonada ao longo de seis anos. No entanto, a ABPA ressalta que a efetiva utilização dessa cota pelo Brasil dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à União Europeia, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional, condição essencial para a abertura do mercado.

O segmento de ovos também aparece como um dos beneficiados pelo acordo. Estão previstos contingentes tarifários específicos, isentos de tarifa intr­a-cota, de 3 mil toneladas anuais para ovos processados e outras três mil toneladas para albuminas. Segundo a entidade, trata-se de uma oportunidade concreta para ampliar as exportações brasileiras de produtos com maior valor agregado, especialmente em nichos industriais e alimentícios.

Cotas do acordo

Apesar das oportunidades, a ABPA chama atenção para um ponto central: todas as cotas criadas pelo acordo são do Mercosul, e não exclusivas do Brasil. Isso exigirá coordenação intrabloco para definir critérios de alocação entre os países-membros, além de atenção permanente às exigências regulatórias e sanitárias impostas pelo mercado europeu.

Foto: Jonathan Campos

A entidade reforça ainda que os impactos econômicos positivos tendem a ser graduais, acompanhando o cronograma de implantação do acordo e condicionados ao cumprimento rigoroso das normas técnicas. As salvaguardas previstas devem ser aplicadas de forma estritamente excepcional e baseada em critérios técnicos, evitando distorções comerciais.

Para a ABPA, a concretização do acordo UE-Mercosul fortalece o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais no mercado internacional, atuando de forma complementar à produção europeia. Sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva seguem como pilares centrais para o aproveitamento das oportunidades abertas pelo pacto. “O pleno potencial do acordo dependerá de uma implementação técnica, previsível e transparente, em linha com os princípios do comércio internacional e da segurança alimentar global”, afirma a entidade.

Confira a Nota Setorial na íntegra:

NOTA SETORIAL– ACORDO MERCOSUL–UNIÃO EUROPEIA

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebra o aceite do Bloco Europeu e a concretização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, resultado de um processo de negociação de longo prazo e de elevada complexidade técnica.

O acordo representa um avanço relevante para a previsibilidade comercial e para o fortalecimento das relações entre os blocos, com impactos graduais e bem delimitados para o setor de proteínas animais.

No caso da carne de frango, é importante destacar que o acordo não interfere, não altera e não substitui o sistema de cotas já em vigor entre o Brasil e a União Europeia, que permanece plenamente válido. O que o acordo acrescenta é a criação de um novo contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa, a ser compartilhado entre os países do bloco. Esse volume será composto por 50% de produtos com osso e 50% de produtos sem osso e terá implantação gradual em seis etapas anuais iguais, até atingir o volume total anual no sexto ano de vigência. A partir desse momento, o contingente passa a se repetir anualmente.

Para a carne suína, o acordo cria, pela primeira vez, um contingente tarifário preferencial específico para o Mercosul, inexistente até então para o Brasil. A cota final prevista é de 25 mil toneladas anuais, com tarifa intracota de € 83 por tonelada, substancialmente inferior à tarifa aplicada fora da cota. Assim como na carne de frango, a implantação ocorrerá em seis etapas anuais iguais, com crescimento progressivo do volume até o atingimento do teto anual. A efetiva utilização dessa cota pelo Brasil dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à União Europeia para a abertura do mercado, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional.

No segmento de ovos, o acordo estabelece contingentes tarifários específicos, também no âmbito do Mercosul, isento de tarifa intr­a-cota. Estão previstos 3 mil toneladas anuais para ovos processados e 3 mil toneladas anuais para albuminas, criando uma oportunidade concreta para a ampliação das exportações brasileiras de produtos com maior valor agregado.
Ao mesmo tempo, a ABPA ressalta que os contingentes criados pelo acordo são cotas do Mercosul, e não exclusivas do Brasil, o que demandará coordenação intrabloco para definição dos critérios de alocação entre os países membros. Os impactos econômicos positivos serão graduais, acompanhando o cronograma de implantação e condicionados ao cumprimento rigoroso dos requisitos sanitários, regulatórios e às regras de aplicação de salvaguardas, que devem permanecer estritamente técnicas e excepcionais.

Por fim, a ABPA ressalta que a concretização do acordo Mercosul–União Europeia reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais, em complementariedade à produção local, com base em sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva. O pleno aproveitamento das oportunidades abertas dependerá de uma implementação técnica, previsível e transparente, em linha com os princípios do comércio internacional e da segurança alimentar global.

Fonte: O Presente Rural
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