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Excelência em suinocultura

De nutrição a recursos humanos, o proprietário Milton Becker revela o que faz para ser o mais competitivo produtor de suínos desmamados do Brasil

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O Presente Rural foi até Quatro Pontes, no interior do Paraná, para descobrir quais os segredos da Granja Becker, a maior produtora de leitões do Brasil entre os maiores suinocultores. Em 2016, a empresa atingiu 31,84 leitões desmamados/fêmea/ano (DFA) e ficou em primeiro lugar no prêmio Melhores da Suinocultura Agriness, o maior banco de dados de desempenho da produção suinícola do país, com quase um milhão de matrizes e mais de 1,2 mil granjas cadastradas. São mais de 25 mil metros de área construída, aproximadamente 4,5 mil matrizes e mais de 200 partos por semana. De nutrição a recursos humanos, o proprietário Milton Becker revela o que faz para ser o mais competitivo produtor de suínos desmamados do Brasil.

Biosseguridade pensada ainda no projeto

O Brasil possui um moderno sistema de biosseguridade implementado em sua cadeia suinícola, que oferta ao país o status para acessar praticamente todos os mercados do planeta. Livre das principais doenças que acometem outros grandes produtores, como China e Estados Unidos, o suíno brasileiro tem sido visto pelo mercado consumidor com um dos mais seguros do mundo. De fato, para ver um suíno hoje é preciso tomar banho antes. O procedimento é mais rigoroso do que entrar em uma unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital comum.

Becker explica que a biosseguridade foi pensada desde a implementação do projeto. A ideia era ter um empreendimento isolado, com boa arborização para servir de barreira verde, e longe de estradas e de outras granjas. “A biosseguridade é a parte mais importante. Quando decide-se por um projeto primeiro deve ser realizado um estudo de localização”, pontua o produtor.

Chegando à granja, em uma propriedade rural toda cercada, os veículos de funcionários e os caminhões de entrega de insumos e recolha de animais passam por um arco de desinfecção para eliminar possíveis patógenos que estejam sendo carreados para dentro da propriedade. Mesmo assim, ficam estacionados na chamada área suja. Acesso aos suínos só mesmo depois de tomar banho e vestir roupas limpas, que são higienizadas na lavanderia própria da granja.

A Reportagem foi recebida por José Eládio Deves e Jacó Deves. Os irmãos são os gerentes da granja e administram o plantel de 4,5 mil matrizes e suas crias. O trabalho gera emprego para 62 funcionários, que são treinados repetidamente, segundo Becker, para assegurar que as normas de biosseguridade sejam rigorosamente cumpridas. “Na nossa granja adotamos todos os critérios, como desinfecção de veículos e equipamentos antes da entrada, inclusive motos e bicicletas. Os motoristas devem parar e desinfetar seus meios de transporte. Os funcionários são conscientizados, seguem todos os critérios necessários para segurança dos animais. Todos devem tomar banho antes de entrar nas instalações onde ficam os animais”, comenta Milton Becker.

Outras ferramentas de biosseguridade da Granja Becker incluem programas de eliminação de insetos e roedores, impedimento de acesso de animais, como cães, e limpeza periódica e sistemática das instalações.

Genética de primeira

“A granja foi crescendo e nós fomos nos adaptando”, explica Eládio no caminho até a central de inseminação da granja. O percurso é todo em calçadas limpas, protegidas por muretas banhadas a cal e rodeado de árvores. No local, 17 machos reprodutores da mais avançada genética disponível no Brasil estão alojados. O valor de mercado de alguns deles é de R$ 25 mil. É daí que sai o sêmen para a cobertura das matrizes, que vão gerar suínos desmamados de alta performance e competitividade para o mercado nacional e internacional de proteína animal.

“Nós trocamos os machos à medida que a genética vai avançando ou quando percebemos que o desempenho em quantidade de leitões, conversão alimentar ou rendimento de carcaça não estão ideais”, explica Eládio. Além disso, a granja compra sêmen de empresas para fazer cruzamento, obter a filhas e repor o plantel. Ou ainda: compra as avós e faz a cruza.

A presença dos machos tem papel fundamental para a reprodução. “As fêmeas são expostas para os machos com 200 dias. O cheiro do macho estimula as fêmeas a entrar no cio”, conta. Jacó explica que a primeira cobertura é feita aos 240 dias, quando a matriz está em seu terceiro cio. Ele explica que cobrir a matriz antes desse tempo pode reduzir o tempo de permanência dela no plantel. “Quando são cobertas muito novas, no primeiro e segundo cio, pode prejudicar a longevidade (produtiva). Se você insemina cedo demais, a produção cai”, revela.

A média, segundo Eládio, é de 205 partos por semana, com 14,10 nascidos vivos. De acordo com Milton Becker, a genética é um dos mais principais fatores que possibilitaram o avanço da produtividade que a suinocultura experimentou nos últimos. “Eu tinha três genéticas diferentes de matrizes. Fui bem sincero com meus fornecedores e eles entenderam. Chamei os três e disse: vou ficar só com duas genéticas. Quem se sair melhor, fica”, lembra Becker.

Os 17 machos são de uma determinada empresa genética, enquanto as 4,5 mil fêmeas são outras duas. As três, segundo Becker, são líderes do setor e as empresas que possuem a mais avançada genética disponível no Brasil.

Becker explica que o avanço genético permitiu ao Brasil se equiparar e até superar os antigos melhores produtores mundiais, com vantagens que só o país tem. “A suinocultura brasileira está caminhando a passos largos se comparamos aos nossos concorrentes”, cita. “Além de genética e sanidade, contamos com algumas vantagens, por exemplo a produção de grãos, alimentos mais baratos, espaço geográfico disponível para aumentar instalações, mão de obra abundante e melhor qualificada”, avalia.

“A granja foi crescendo e nós fomos nos adaptando”, explica Eládio no caminho até a central de inseminação da granja. O percurso é todo em calçadas limpas, protegidas por muretas banhadas a cal e rodeado de árvores. No local, 17 machos reprodutores da mais avançada genética disponível no Brasil estão alojados. O valor de mercado de alguns deles é de R$ 25 mil. É daí que sai o sêmen para a cobertura das matrizes, que vão gerar suínos desmamados de alta performance e competitividade para o mercado nacional e internacional de proteína animal.

“Nós trocamos os machos à medida que a genética vai avançando ou quando percebemos que o desempenho em quantidade de leitões, conversão alimentar ou rendimento de carcaça não estão ideais”, explica Eládio. Além disso, a granja compra sêmen de empresas para fazer cruzamento, obter a filhas e repor o plantel. Ou ainda: compra as avós e faz a cruza.

A presença dos machos tem papel fundamental para a reprodução. “As fêmeas são expostas para os machos com 200 dias. O cheiro do macho estimula as fêmeas a entrar no cio”, conta. Jacó explica que a primeira cobertura é feita aos 240 dias, quando a matriz está em seu terceiro cio. Ele explica que cobrir a matriz antes desse tempo pode reduzir o tempo de permanência dela no plantel. “Quando são cobertas muito novas, no primeiro e segundo cio, pode prejudicar a longevidade (produtiva). Se você insemina cedo demais, a produção cai”, revela.

A média, segundo Eládio, é de 205 partos por semana, com 14,10 nascidos vivos. De acordo com Milton Becker, a genética é um dos mais principais fatores que possibilitaram o avanço da produtividade que a suinocultura experimentou nos últimos. “Eu tinha três genéticas diferentes de matrizes. Fui bem sincero com meus fornecedores e eles entenderam. Chamei os três e disse: vou ficar só com duas genéticas. Quem se sair melhor, fica”, lembra Becker.

Os 17 machos são de uma determinada empresa genética, enquanto as 4,5 mil fêmeas são outras duas. As três, segundo Becker, são líderes do setor e as empresas que possuem a mais avançada genética disponível no Brasil.

Becker explica que o avanço genético permitiu ao Brasil se equiparar e até superar os antigos melhores produtores mundiais, com vantagens que só o país tem. “A suinocultura brasileira está caminhando a passos largos se comparamos aos nossos concorrentes”, cita. “Além de genética e sanidade, contamos com algumas vantagens, por exemplo a produção de grãos, alimentos mais baratos, espaço geográfico disponível para aumentar instalações, mão de obra abundante e melhor qualificada”, avalia.

O suíno e o software

“Com manejo adequado os resultados são mais positivos, significa mais leitões porca/ano, maior numero de leitões desmamados e melhor ganho de peso”, aponta Milton Becker. Ele aposta no gerenciamento das informações que a granja oferece para regular alguma fase que esteja diminuindo a eficiência da granja, como nutrição, por exemplo. Para isso, usa um conceituado sistema de gerenciamento de dados e promoção de estatísticas.

Os mais de 70 funcionários são treinados para alcançar essas informações, que vão parar direto no computador, diariamente, e fornecer informações para a tomada de decisão na granja. “Com o sistema conseguimos medir todos os índices da granja. O sistema é abastecido de dados diariamente”, comenta Becker. “Sem dados não é possível administrar. Precisamos saber quais os resultados diários para tomar decisões, treinar melhor os funcionários, trocar medicamentos, alterar manejo, formular uma nova ração e assim por diante”, explica.

Trata-se de uma plataforma tecnológica de gestão da produção de suínos desenvolvida com inúmeros recursos para melhor aproveitamento desde a coleta até a análise de dados. O software mostra eventos zootécnicos, econômicos, relatórios de desempenho, gestão de tarefas e protocolos, tudo com interface fácil e funcionalidade.

Milton Becker explica que a gestão das informações que a granja transmite no dia a dia é fundamental para o produtor não estagnar e produzir – e alcançar – metas cada vez mais agressivas. Sabemos quais os resultados que queremos e o que é possível conseguir. Através do sistema, gerenciamos esses dados para alcançar nossas metas e objetivos”.

Se a granja ganha, a equipe ganha

Um dos segredos em que Milton Becker aposta é nas pessoas. Equipes capacitadas e motivadas, sugere o suinocultor, garantem desempenho além da média. Para estimular os profissionais, os 63 funcionários que lidam diretamente com as matrizes e os leitões na fase de amamentação e os nove que trabalham na creche recebem de acordo com a produtividade da granja. “Hoje, o salário dos nossos funcionários é 50% maior que das outras granjas da região”, cita Becker. “Assim, ganhando por índice de produção, as pessoas se preocupam mais com cobertura, mortalidade, entre outros fatores”, garante.

“Junto com genética e nutrição, o maior segredo são as pessoas. A gente investe muito no material humano. O desenvolvimento e crescimento empresarial estão diretamente relacionados ao investimento e valorização do capital humano, das pessoas. O ponto mais importante é pensar em uma estratégia de gestão de pessoas, definir quais fatores motivam a equipe e investir nisso porque são as pessoas que fazem a diferença. Temos funcionários engajados, utilizando suas habilidades em benefício da empresa. Há alguns anos implantamos um sistema de pagamento aos funcionários por índice de produtividade e o sucesso foi grande. As equipes se comprometeram, resultando em uma receita adicional para os funcionários e resultados mais satisfatórios para a granja”, cita.

Eládio, há 30 anos trabalhando na Granja Becker, e o irmão Jacó, há 27 anos, são exemplos de gestão de recursos humanos. Eládio explica que um dos segredos é colocar as pessoas certas no local certo. “Na maternidade, por exemplo, colocamos mais mulheres, porque elas são mais sensíveis, amorosas e pacientes”, comenta.

Outra aposta da granja, segundo Eládio, é no trabalho em família. De acordo com ele, vários casais trabalham no sítio e isso tem reflexo, no caso da Granja Becker, em melhora do desempenho e da eficiência. “Têm muitos casais aqui e isso ajuda no trabalho. Primeiro começava um, depois o outro vinha para aumentar a renda da família. Hoje temos vários exemplos. Isso é bom para a granja”, comenta o gerente.

Realizado

Milton Becker diz que se sente realizado profissionalmente e feliz por contribuir com a cadeia de produção de alimentos. Toda a produção vai para a terminação de uma indústria frigorífica de Itaipulândia. “Hoje me sinto realizado. Tenho uma vida pautada na suinocultura, sempre com apoio de minha esposa Inez”, diz.

Mais informações você encontra na edição de Suínos e Peixes de julho/agosto de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Suínos

Suíno vivo registra variações nos preços em janeiro

Mercado apresenta comportamento distinto nas regiões acompanhadas pelo Cepea.

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Foto: Shutterstock

As cotações do suíno vivo apresentaram comportamento misto na última sexta-feira (09), conforme dados do Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq. Entre as principais praças acompanhadas, os preços oscilaram levemente, refletindo ajustes pontuais do mercado no curto prazo.

Em Minas Gerais, na modalidade posto, o quilo do suíno vivo foi cotado a R$ 8,35, registrando queda diária de 1,18% e recuo de 0,95% no acumulado do mês. No Paraná, o animal negociado “a retirar” foi cotado a R$ 8,25/kg, com leve alta de 0,36% no dia, embora ainda apresente variação mensal negativa de 0,24%.

No Rio Grande do Sul, o preço ficou em R$ 8,26/kg, com retração diária de 0,36% e queda de 0,48% no comparativo mensal. Santa Catarina também apresentou leve recuo, com o suíno cotado a R$ 8,31/kg, baixa de 0,12% no dia e variação negativa de 0,48% no mês.

São Paulo foi a única praça a registrar estabilidade no acumulado mensal. O preço do suíno vivo posto na indústria alcançou R$ 8,91/kg, com alta diária de 0,22% e variação mensal de 0,00%.

Os números indicam um mercado ainda ajustando preços no início de janeiro, com oscilações moderadas entre as regiões e sem movimentos expressivos de alta ou baixa.

Fonte: O Presente Rural com informações Cepea
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Suínos

ACCS empossa nova diretoria e reforça foco em mercado e sanidade na suinocultura catarinense

Entidade inicia novo mandato de quatro anos com Losivanio Lorenzi reeleito e destaca desafios ligados às exportações, biosseguridade e inovação no setor suinícola de Santa Catarina.

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Foto: Divulgação/ACCS

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou, nesta sexta-feira (09), a posse oficial da diretoria eleita em assembleia geral no dia 10 de outubro do ano passado. O ato marcou o início formal do novo mandato da entidade e reafirmou a continuidade do trabalho desenvolvido nos últimos anos em defesa da suinocultura catarinense.

Presidente reeleito da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi: “A ACCS é construída de forma coletiva. Mesmo fora da diretoria, os produtores continuam participando, sugerindo e fortalecendo a entidade” – Foto: Divulgação/ACCS

Durante a cerimônia, o presidente reeleito, Losivanio Luiz de Lorenzi, destacou que a nova gestão mantém o compromisso com a representatividade do setor, aliando experiência e renovação. Segundo ele, alguns membros passaram por mudanças, a pedido, abrindo espaço para novas lideranças, sem perder o apoio e a contribuição daqueles que deixam os cargos diretivos. “A ACCS é construída de forma coletiva. Mesmo fora da diretoria, os produtores continuam participando, sugerindo e fortalecendo a entidade”, afirmou.

Losivanio ressaltou que os principais desafios do novo mandato estão ligados ao acompanhamento constante do mercado, tanto no cenário estadual e nacional quanto no internacional.

Santa Catarina responde por mais de 50% das exportações brasileiras de carne suína e, em 2024, superou o Canadá, tornando-se o terceiro maior exportador mundial da proteína. Nesse contexto, o presidente reforçou a importância da atuação conjunta com indústrias e cooperativas, fundamentais para a comercialização da produção.

Outro ponto central abordado foi a manutenção do elevado status sanitário do rebanho

Foto: Divulgação/ACCS

catarinense. Para a ACCS, a biosseguridade e a sanidade animal são pilares estratégicos para a permanência e ampliação do acesso aos mercados internacionais, além de garantirem qualidade e segurança ao consumidor brasileiro. “É a sanidade que nos mantém competitivos e confiáveis no mundo”, destacou.

A nova diretoria assume com a missão de seguir inovando, acompanhando as transformações do setor, inclusive com o avanço de novas tecnologias e da inteligência artificial, sempre com foco na sustentabilidade da atividade, na qualidade de vida do suinocultor e na entrega de uma proteína segura e de alta qualidade à mesa do consumidor. O mandato tem duração de quatro anos.

Fonte: Assessoria ACCS
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Suínos

Biosseguridade como estratégia para proteger a suinocultura catarinense

Nova portaria estadual reforça a prevenção sanitária nas granjas, combina exigências técnicas com prazos equilibrados e conta com apoio financeiro para manter Santa Catarina na liderança da produção de proteína animal.

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Foto: Shutterstock

Santa Catarina é reconhecida nacional e internacionalmente pela excelência sanitária de sua produção animal. Esse reconhecimento não é fruto do acaso: é resultado de um trabalho contínuo, técnico e coletivo, que envolve produtores, agroindústrias, cooperativas, entidades de representação, pesquisa e o poder público. Nesse contexto, a Portaria SAPE nº 50/2025, em vigor desde 8 de novembro de 2025, representa um marco decisivo para a suinocultura tecnificada catarinense, ao estabelecer medidas claras e objetivas de biosseguridade para granjas comerciais.

Ao ser elaborada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) em conjunto com a Cidasc e outras instituições ligadas ao setor produtivo e à pesquisa agropecuária, a normativa consolida um entendimento que sempre defendemos: a prevenção é a melhor estratégia. Em um cenário global marcado por riscos sanitários crescentes, pressão por padrões mais rigorosos e mercados cada vez mais exigentes, proteger o plantel catarinense significa proteger empregos, renda no campo, investimentos industriais e a confiança dos compradores internacionais.

Diretor executivo do SINDICARNE, Jorge Luiz De Lima – Foto: ARQUIVO/MB Comunicação

A Portaria traz prazos que demonstram equilíbrio e respeito à realidade das propriedades. As granjas preexistentes têm período de adaptação, com adequações estruturais previstas para ocorrer entre 12 e 24 meses, conforme o tipo de ajuste necessário. Contudo, também há medidas de implementação imediata, principalmente de caráter organizacional, baseadas em rotinas padronizadas de higienização, controle e prevenção. É o tipo de avanço que qualifica a gestão e eleva a eficiência sem impor barreiras desproporcionais.

Vale destacar que muitas granjas catarinenses já operam nesse padrão, em razão das exigências sanitárias de mercados internacionais e do comprometimento histórico do setor com boas práticas. Por isso, a adaptação tende a ser tranquila, além de trazer ganhos diretos de controle, rastreabilidade e segurança. Entre as principais ações previstas, estão: uso obrigatório de roupas e calçados exclusivos da unidade de produção; desinfecção de equipamentos e veículos; controle rigoroso de pragas e restrição de visitas; tratamento da água utilizada; e manutenção de registros e documentação atualizados. São medidas que, embora pareçam simples, fazem enorme diferença quando aplicadas com disciplina.

Outro ponto que merece reconhecimento é a criação do Programa de Apoio às Medidas de Biosseguridade na Produção Animal Catarinense, instituído pela Resolução nº 07/2025. O Governo do Estado não apenas regulamentou: também viabilizou um caminho real para que o produtor possa investir. O programa permite financiamento de até R$ 70 mil por granja, com pagamento em cinco parcelas, sem correção monetária ou juros, e com possibilidade de subvenção de 20% a 40% sobre o valor contratado. Trata-se de um estímulo concreto, que fortalece a base produtiva e mantém Santa Catarina na liderança brasileira em produção e exportação de carne suína.

O processo é tecnicamente estruturado e acessível. O suinocultor deve elaborar um Plano de Ação (Plano de Adequação), com apoio de médico-veterinário da integradora, cooperativa ou assessoria técnica — incluindo alternativas como o Sistema Faesc/Senar-SC para produtores independentes. O documento é preenchido na plataforma Conecta Cidasc. A partir dele, a Cidasc emite o laudo técnico, e o produtor pode buscar o financiamento do Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR), com solicitação feita junto à Epagri, que atua como ponte para viabilizar o acesso à política pública.

Biosseguridade não é custo; é investimento. É ela que sustenta a sustentabilidade do setor, reduz perdas, previne crises e mantém nossa competitividade. A Portaria nº 50/2025 e o Programa Biosseguridade Animal SC mostram que Santa Catarina segue fazendo o que sempre fez de melhor: antecipar desafios, agir com responsabilidade e proteger seu patrimônio sanitário, garantindo segurança, qualidade e confiança do campo ao mercado.

Fonte: Assessoria Sape-SC
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