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Excedente de oferta pressiona mercado suíno e preços cedem
Apesar do desempenho positivo das exportações, o mercado suíno segue enfrentando um movimento de queda nas cotações

Apesar do desempenho positivo das exportações, o mercado suíno segue enfrentando um movimento de queda nas cotações. Nessa semana o cenário não foi diferente. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, há um quadro de oferta excedente no mercado interno frente à atual capacidade de demanda, o que mantém os preços em queda.
Conforme o analista, os frigoríficos seguiram atuando de maneira cautelosa na aquisição de animais para abate, diante da dificuldade no escoamento da carne no mercado doméstico, o que resultou em represamento de suínos nas granjas. “Esse quadro de pressão tende a ser mantido nos próximos dias, apesar do surgimento de notícias projetando uma retomada das atividades econômicas em várias localidades do país, a partir de maio, como é o caso de São Paulo” comenta.
Para Maia, a retomada do funcionamento de restaurantes, de shoppings, de redes hoteleiras e outros estabelecimentos é importante para que haja um estancamento das quedas nos preços. “Um ajuste de produção também se mostraria necessário neste momento”, pontua.
Levantamento semanal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil passou de R$ 4,04 para R$ 3,83, baixa de 5,05%. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado caiu 2,50%, de R$ 8,56 para R$ 8,35. A carcaça registrou um valor médio de R$ 6,41, recuo de 6,39% ante os R$ 6,85 praticados na semana anterior.
A receita diária média obtida com as exportações brasileiras de carne suína fresca, refrigerada ou congelada chegou a US$ 7,566 milhões nas três primeiras semanas de abril, entre os dias 01 e 17.
Na comparação com a média diária de abril de 2019, de US$ 5,481 milhões, verifica-se alta de 38,05% no valor obtido diariamente pelas exportações de carne suína.
Com doze dias úteis contabilizados em abril até o dia 17, foram exportadas 37,257 mil toneladas de carne suína, com receita total de US$ 90,802 milhões e um preço médio de US$ 2.437,17 por tonelada. Os dados partem da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo caiu de R$ 79 para R$ 73. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo seguiu em R$ 4,10. No interior do estado a cotação recuou de R$ 4,15 para R$ 3,65.
Em Santa Catarina o preço do quilo na integração permaneceu em R$ 4,10. No interior catarinense, a cotação caiu de R$ 4,10 para R$ 3,60. No Paraná o quilo vivo baixou de R$ 3,90 para R$ 3,70 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo recuou de R$ 3,90 para R$ 3,80.
No Mato Grosso do Sul a cotação na integração seguiu em R$ 4,10, enquanto em Campo Grande o preço retrocedeu de R$ 4,20 para R$ 4,20. Em Goiânia, o preço caiu de R$ 4,20 para R$ 3,80. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno seguiu em R$ 4,40 para R$ 4,10. No mercado independente mineiro, o preço caiu de R$ 4,10 para R$ 3,90. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo na integração do estado seguiu em R$ 3,75. Já em Rondonópolis a cotação baixou de R$ 3,75 para R$ 3,70.

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Missão técnica aos EUA busca tecnologias para impulsionar inovação no agro paranaense
Grupo percorrerá centros de pesquisa, empresas e propriedades rurais com foco em inteligência artificial, agricultura de precisão e automação.

A segunda delegação do Sistema Faep, formada presidentes e diretores de sindicatos rurais, representantes de órgãos do setor e técnicos da entidade, está nos Estados Unidos, desde o dia 21 de julho, para conhecer o uso de Inteligência Artificial (IA) e outras tecnologias aplicadas a agropecuária. Formado por 40 integrantes, o grupo desembarcou em São Francisco, no Estado da Califórnia, e passará, até 31 de julho, pelo Nebraska, Iowa, Illinois e Missouri. Essa viagem técnica é a segunda de cinco que acontecem ao longo do ano, todas aos EUA, com o mesmo propósito. O primeiro grupo esteve no país norte-americano em maio, enquanto os próximos três realizarão as viagens em agosto, setembro e outubro.
“Depois de conhecer essas tecnologias que ajudam a aumentar a produtividade no campo e reduzir custos operacionais, os nossos líderes rurais retornam ao Paraná com o papel de disseminar o conhecimento em suas regiões. É um ponto de partida para fomentar a inovação tecnológica no agro paranaense”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “Depois de conhecer essas tecnologias que ajudam a aumentar a produtividade no campo e reduzir custos operacionais, os nossos líderes rurais retornam ao Paraná com o papel de disseminar o conhecimento em suas regiões” – Foto: Divulgação/Sistema Faep
O itinerário contempla visitas a universidades, agtechs (startups e empresas focadas em inovação para o agronegócio) e fazendas, onde será possível observar a tecnologia sendo colocada em prática.
Na Califórnia, haverá apresentação do ecossistema do Vale do Silício, incluindo uma visão geral das principais empresas e tendências tecnológicas que impactam os negócios e a sociedade. Depois, acontecem visitas a empresas que empregam recursos como IA, visão computacional e análise de dados para mapear o solo, identificar problemas de sanidade em plantas e realizar operações de forma automatizada.
Já no Nebraska, o grupo visitará a Valley Irrigation, líder global em sistemas de irrigação mecanizada com pivôs de alta eficiência e monitoramento remoto. Também está prevista agenda no Lincoln Agricultural Research & Development Center (Centro de Desenvolvimento e Pesquisa em Agricultura de Lincoln, em tradução livre), onde será possível conhecer o uso de IA e visão computacional para o monitoramento comportamental de gado em confinamento.
O roteiro inclui também ida à Universidade de Iowa, referência em pesquisa agropecuária, e à John Deere, para demonstração de tecnologias embarcadas (sistemas computacionais integrados a máquina ou veículo), automação, telemetria (coleta automatizada de dados de sensores ou equipamentos remotos) e IA em máquinas agrícolas.
Em Illinois, a parada será no Ashlyn Farm Bureau, entidade que representa produtores rurais, defendendo políticas públicas alinhadas aos interesses do setor.
A visita técnica se encerra em Missouri, onde acontece visita à Bayer, multinacional dos setores de saúde e agroquímica. Lá, a delegação do Sistema Faep vai entender o uso de IA no avanço de pesquisas voltadas ao controle de pragas e doenças em lavouras.
Histórico
As viagens técnicas internacionais já fazem parte do trabalho do Sistema Faep de fomentar o conhecimento no meio rural e promover a qualificação das lideranças, agricultores e pecuaristas paranaenses. No histórico, a entidade já promoveu viagem aos Estados Unidos, Canadá, Argentina, Alemanha, Itália, Áustria e Israel.
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Mapa abre credenciamento de laboratórios para reforçar análises na defesa agropecuária
Editais contemplam áreas de alimentos, produtos de origem animal e vegetal, qualidade do leite, vinhos, bebidas e resíduos em alimentos.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou os Editais SDA/Mapa nº 16/2026 e nº 17/2026, que abrem o processo de credenciamento de laboratórios para atuação em diferentes áreas analíticas da defesa agropecuária. A iniciativa busca ampliar a rede de laboratórios habilitados a realizar análises que dão suporte às ações de inspeção, fiscalização e controle sanitário.
O Edital SDA/Mapa nº 16/2026 contempla o credenciamento de laboratórios para as áreas de Físico-Química de Produtos de Origem Animal, Físico-Química de Produtos de Origem Vegetal, Microbiologia de Alimentos e Água, Resíduos e Contaminantes em Alimentos, Físico-Química de Alimentos para Animais e Físico-Química de Vinhos, Bebidas e Fermentados Acéticos.

Foto: Pixabay
Já o Edital SDA/Mapa nº 17/2026 é voltado exclusivamente ao credenciamento de laboratórios especializados em análises de Qualidade do Leite.
O processo de credenciamento seguirá as normas previstas na Lei nº 14.515/2022, na Lei nº 8.171/1991, no Decreto nº 5.741/2006, na Portaria Mapa nº 747/2024 e na legislação complementar aplicável.
Os editais estabelecem os critérios de participação, a documentação exigida, o cronograma, os prazos para inscrição e envio dos documentos, além das orientações para apresentação das propostas e dos canais disponíveis para esclarecimento de dúvidas.
O Mapa orienta que as instituições interessadas consultem integralmente o edital correspondente antes de iniciar o processo de inscrição, a fim de verificar todos os requisitos para o credenciamento.
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Plantas de cobertura fortalecem resiliência das lavouras às mudanças climáticas
Pesquisas mostram que prática melhora a fertilidade do solo, sequestra carbono, reduz emissões e amplia a retenção de água.







Os pesquisadores destacam que os benefícios ambientais e produtivos dependem da adoção completa do Sistema Plantio Direto, baseado em três princípios: ausência de revolvimento do solo, cobertura permanente e rotação de culturas.
Além da apresentação de Arminda Carvalho, outros pesquisadores da Embrapa Cerrados participaram da programação técnica do evento. Ieda Mendes abordou estudos sobre enzimas do solo e regeneração biológica, enquanto Lourival Vilela apresentou pesquisas relacionadas à integração entre solo, plantas e animais no Sistema Plantio Direto nos trópicos.