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Evonik encerra primeira edição do “The Sciencing Challenge Brasil”, que impulsiona talentos acadêmicos e aproxima estudantes da realidade profissional
Iniciativa conectou universidades à indústria de nutrição animal e premiou soluções inovadoras desenvolvidas por estudantes.

A Evonik realizou, no dia 30 de julho, a final da primeira edição brasileira do The Sciencing Challenge, iniciativa global voltada à promoção da inovação no setor de proteína animal por meio da aproximação entre universidades e indústria. O evento foi realizado no Centro de Tecnologia Aplicada da empresa, em Americana (SP), e marcou o encerramento de uma jornada que envolveu capacitação, mentorias técnicas e apresentações de propostas desenvolvidas por estudantes de graduação, pós graduação e mestrado.
Participaram da final os três projetos vencedores das etapas regionais realizadas em junho, em três universidades mineiras: Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de Lavras (UFLA) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ao todo, mais de 30 estudantes se inscreveram na edição, apresentando ideias variadas que abordaram temas como manejo de pastagem, suinocultura, produção de forragem, qualidade da água, saúde intestinal e pulmonar, além de soluções digitais para conectar profissionais do campo a especialistas.
Capacitação prepara estudantes para desafios reais do mercado
Durante o programa, os grupos contaram com treinamentos online e mentorias personalizadas com especialistas da Evonik. As capacitações abordaram temas como inovação, desenvolvimento de negócios e estratégias de apresentação. “As mentorias tiveram como objetivo ajudar os participantes a estruturarem e venderem suas ideias com propósito e boas apresentações. Consideramos essa etapa de capacitação essencial, pois percebemos que, diferentemente das universidades americanas, que já preparam os alunos para o mercado de trabalho com disciplinas mais voltadas à prática profissional, no Brasil ainda há uma lacuna nesse aspecto”, observa Tales Lelis Resende, Diretor Regional de Negócios da área de Nutrição Animal da Evonik.
Final em formato “Shark Tank” premia projetos inovadores

Os projetos foram apresentados pelos grupos no formato “Shark Tank” e analisados por um júri técnico com base em critérios como aplicabilidade, inovação, viabilidade técnica e clareza na apresentação. Os três primeiros colocados receberam certificados e prêmios em dinheiro: US$ 1.000 para o primeiro lugar, US$ 300 para o segundo e US$ 150 para o terceiro.
O grupo vencedor foi formado por Carina Bittencourt, João Vitor Coelho e Welligton Paulo Amorim, estudantes da Universidade Federal de Viçosa (UFV).
Eles desenvolveram uma fita teste portátil para detecção de micotoxinas em amostras de leite e alimentos destinados à nutrição animal. “Foi uma experiência muito enriquecedora para nós, por proporcionar esse contato com o mercado de trabalho. Na universidade, ficamos muito focados na parte teórica e é um desafio, muitas vezes, transformar ideias em algo concreto, calcular custos, pensar em como comercializar, apresentar. Foi a primeira vez que participamos de um projeto nesse formato, no estilo startup. A participação já foi um ganho. Ficar em primeiro lugar foi uma grata surpresa”, relatam os estudantes da UFV.
A professora Melissa Izabel Hannas, da UFV, acompanhou de perto o processo e elogiou a proposta do desafio: “Essa aproximação com uma empresa com o know-how da Evonik, agrega muito à formação dos alunos. Pensar em inovação, preparar a apresentação e lidar com temas como precificação é um mundo novo para eles. É um ganho profissional real. A programação do evento também merece destaque, com palestras diversificadas e contato direto com profissionais do mercado. Espero que a Evonik continue proporcionando essas oportunidades aos estudantes”.
Programação voltada para o desenvolvimento pessoal
Além das apresentações, a programação do evento contou com atividades voltadas ao desenvolvimento pessoal e profissional dos participantes. Pela manhã, a equipe de Recursos Humanos da Evonik conduziu um workshop sobre autoconhecimento, propósito e protagonismo na carreira. Os estudantes também visitaram os laboratórios do Centro de Tecnologia Aplicada e assistiram a duas palestras: uma com Estevão Carvalho, gerente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), sobre a competitividade do mercado brasileiro; e outra com Ricardo Rodrigues, consultor técnico com experiência internacional em nutrição de vacas leiteiras, que compartilhou sua trajetória profissional.
Evonik confirma continuidade da iniciativa para 2026
O The Sciencing Challenge foi lançado pela Evonik nos Estados Unidos em 2024 e, no Brasil, teve como foco inicial três universidades com tradição em pesquisa e parceria com a empresa.
A primeira edição superou as expectativas e deve ganhar escala nos próximos anos. “Atingimos nosso objetivo com este projeto piloto. Agora queremos ampliar o alcance e envolver mais universidades, tanto na área de ruminantes quanto de monogástricos (aves e suínos). Tivemos boas ideias, criativas, e o grupo vencedor se destacou não apenas pela proposta, mas pela apresentação e contextualização da viabilidade da solução”, afirmou Paulo Teixeira, Vice-Presidente para as Américas da área de Nutrição Animal da Evonik. “Plantamos uma semente importante. A ideia é realmente dar oportunidade e ajudar esses jovens a desenvolverem senso crítico sobre como transformar uma ideia em algo aplicável no mercado”.
A Evonik já disponibilizou um campo de pré-inscrição para a edição de 2026 no site oficial do programa: https://thesciencingchallenge.com.br/

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Elisangela Vanroo assume função comercial na HIPRA
Veterinária passa a atuar no suporte a clientes e expansão de portfólio em saúde animal.

Médica-veterinária formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Elisangela Vanroo passa a atuar na área comercial da HIPRA, com foco nas cadeias de aves e suínos.
Na função de Sales Representative, ela será responsável pelo suporte comercial em campo, relacionamento com clientes e execução de estratégias voltadas à geração de demanda e ampliação do portfólio da companhia no segmento de saúde animal. Também participa de iniciativas de capacitação de equipes e ações de apoio à presença da empresa junto ao mercado.
Antes da HIPRA, a profissional atuou em empresas como BRF e Elanco Saúde Animal, com passagem por áreas técnicas, comerciais, extensão rural e garantia da qualidade. O trabalho incluiu acompanhamento de indicadores produtivos, suporte a operações e aplicação de boas práticas em sistemas de produção animal.
Vanroo possui MBA em Gestão Comercial pela Fundação Getulio Vargas (FGV), formação que complementa a atuação técnica com foco em estratégia e desenvolvimento de negócios.
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Genômica acelera melhoramento genético e transforma pecuária leiteira
Tecnologia reduz tempo de avaliação, corta custos e amplia ganhos de produtividade nos rebanhos.

A avaliação genômica vem transformando o melhoramento genético nos rebanhos em todo o Brasil. Com a análise do DNA, podemos prever características genéticas fundamentais para a seleção dos animais jovens e melhoradores. Em mais de duas décadas de trabalho na área, acompanho de perto o crescimento da tecnologia no país, especialmente nas raças leiteiras. Neste artigo, conto um pouco das vantagens da técnica em quatro pontos principais: redução de tempo, economia nos custos, maior precisão e ganhos reais em produtividade.
O primeiro impacto é no tempo. Antes da genômica, a avaliação genética dependia diretamente da análise da progênie, processo que pode levar até sete anos em raças taurinas e nove em raças zebuínas. Vamos tomar como exemplo um touro leiteiro. Para avaliar seu potencial melhorador era necessário coletar e distribuir o sêmen, inseminar vacas, aguardar a gestação, o nascimento das filhas, seu crescimento e início e final da lactação para então obter as medidas de produção de suas progênies. Um processo muito demorado, caro e arriscado, já que, na média, apenas um em cada dez animais testados se confirmava como realmente superior. Hoje, com a avaliação genômica, sabemos o potencial genético de um animal diretamente do seu DNA, mesmo quando ainda está em fase embrionária.
Essa redução no tempo está totalmente ligada aos custos do produtor. No período em que fui pesquisador nos Estados Unidos, testes de progênie custavam cerca de US$ 50 mil por animal, chegando a investimento entre US$ 250 mil e US$ 500 mil para identificar um único reprodutor realmente superior dentre os avaliados. Já o processo de avaliação genômica, que mapeia e prevê características como precocidade sexual, eficiência alimentar, produção de leite e outras métricas essenciais, pode ser feito por cerca de R$160 por animal, como no caso do Gir leiteiro. Isso muda completamente a lógica do melhoramento, democratiza a tecnologia e permite sua aplicação em larga escala.
O pecuarista também sente essa rapidez no dia a dia do rebanho. Uma vaca custa, em média, R$10 mil até a primeira lactação (entre investimentos em manejo, nutrição e sanidade). Ao identificar com antecedência os animais com baixo potencial genético, é possível descartá-los antes que esse custo seja totalmente realizado. Num grupo de 100 animais, a eliminação de apenas dois indivíduos inferiores já pode compensar todo o investimento em genotipagem.
O terceiro ponto central é o aumento da acurácia. A seleção tradicional era baseada na combinação de pedigree e dados fenotípicos, como peso, produção de leite e outras características. Com a inclusão das informações de DNA, por meio de marcadores moleculares, passamos a ter uma avaliação mais completa, confiável e tecnológica. Selecionando os melhores indivíduos de forma antecipada e diminuindo o intervalo entre gerações, aceleramos o progresso genético do rebanho.
Vamos a alguns dados que revelam o crescimento na produtividade. No Gir leiteiro, o potencial genético médio para produção de leite passou de 230 kg (em 2005) para 380 kg (em 2018): ganho de 150 kg em 13 anos. Com a adoção da genômica, esse avanço mudou de patamar: entre 2018 e 2025, o valor saltou para 641 kg. O dobro da produtividade em praticamente metade do tempo. Isso se reflete em produtividade no campo. Nos últimos 25 anos, a produção média de leite do Gir leiteiro evoluiu de cerca de 2.700 kg para mais de 5.000 kg, sendo o melhoramento genético o responsável por 31% desse aumento.
Também vale destacar que os investimentos em genômica no Brasil acompanham nosso protagonismo global. Em 2018, iniciamos o trabalho com cerca de 3.300 animais genotipados Gir leiteiro na Embrapa. Hoje, esse número ultrapassa 60 mil animais, com avaliações sendo realizadas não apenas no Brasil, mas também em 13 outros países, especialmente na América Latina. No caso do Girolando, já são mais de 40 mil animais avaliados e todos os touros em teste de progênie dessas raças passam pela avaliação genômica.
Isso coloca o Brasil em um novo patamar no cenário internacional. Recentemente, participamos da exportação de 3.000 embriões de bovinos para a Índia com base em seleção genômica, um marco inédito e muito simbólico. Há 100 anos, o Brasil importava animais da Índia. Hoje, além de exportar animais de alto valor genético, também exportamos tecnologia desenvolvida aqui.
Por fim, é importante reforçar que a genômica não substitui a base do melhoramento genético. A coleta de dados fenotípicos segue essencial para a evolução da própria tecnologia. Sem essas informações, a capacidade de avanço da genômica se limita ao longo do tempo. Somado a isso, é importante destacar que a inseminação artificial é o alicerce do melhoramento genético moderno, pois permite que pequenos e grandes produtores democratizem o acesso a touros de elite, acelerando o ganho de produtividade, longevidade e qualidade em todo o rebanho.
Dessa forma, a atuação de entidades como a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) é fundamental ao promover o uso de genética melhoradora, incentivar a adoção de tecnologias e contribuir para a disseminação de informação técnica confiável. É essa integração entre tecnologia, conhecimento e setor organizado que leva nossa pecuária adiante.
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Ceva Saúde Animal nomeia Sébastien Huron como CEO Adjunto
Mudança faz parte de uma evolução mais ampla de governança, após a decisão de Marc Prikazsky de criar a posição de CEO Adjunto e adotar uma estrutura de liderança dual.

A Ceva Saúde Animal, quinta maior empresa global de saúde animal, majoritariamente controlada por sua equipe de gestão, anuncia hoje a nomeação de Sébastien Huron como CEO Adjunto (Deputy CEO), com efeito imediato.
A mudança faz parte de uma evolução mais ampla de governança, após a decisão de Marc Prikazsky de criar a posição de CEO Adjunto e adotar uma estrutura de liderança dual. Nesse modelo, ele passa a atuar como Presidente Executivo, responsável pelas prioridades estratégicas de longo prazo, enquanto Sébastien Huron assume a liderança da gestão operacional do Grupo e a presidência do Comitê Executivo.
Fortalecimento do foco estratégico e operacional

Marc Prikazsky – Sébastien Huron Presidente executive – CEO Adjunto – Foto: Ceva Saúde Animal
Como Presidente Executivo, Marc Prikazsky concentrará sua atuação na agenda de longo prazo da Ceva, incluindo o fortalecimento das relações sólidas e de confiança com investidores, a liderança em inovação centrada no cliente, o desenvolvimento de futuras lideranças e o reforço do papel da Ceva no enfrentamento de grandes desafios globais.
Marc Prikazsky comentou: “Essa evolução de governança reflete a dimensão que a Ceva alcançou e nossa ambição de fortalecer tanto o foco estratégico quanto a excelência operacional. Tenho grande satisfação em dar as boas-vindas ao Sébastien, cuja experiência, visão global e liderança profundamente humana serão ativos fundamentais. Tenho plena confiança em sua capacidade de liderar nossas equipes com ambição, coragem e pragmatismo. Sébastien e eu trabalharemos em estreita colaboração para garantir continuidade, ao mesmo tempo em que aceleramos a próxima fase de desenvolvimento da Ceva.”
Perfil global e liderança comprovada
Médico-Veterinário formado pela National Veterinary School of Toulouse, Sébastien Huron iniciou sua carreira em 1994 na Mars Inc., na França, atuando na área de marketing da divisão de alimentos para animais de estimação.
Ainda naquele ano, mudou-se para o Brasil para integrar a Roussel-Uclaf / Hoechst Roussel Vet, onde permaneceu por seis anos em diferentes funções de liderança nas áreas de marketing, P&D e desenvolvimento de negócios para a América Latina e o Brasil.
Em 2000, transferiu-se para os Estados Unidos para ingressar na Intervet, inicialmente como Diretor do Grupo de Desenvolvimento de Mercado para a América do Norte e, posteriormente, como Diretor da área de Animais de Companhia.
Retornou à Europa em 2006, assumindo responsabilidades pelo sul da Europa na Virbac, antes de ser nomeado Diretor de Área para a Europa em 2008. Posteriormente, passou a integrar o Comitê Executivo do grupo e assumiu a liderança das Operações Globais de Negócios.
De 2017 a 2024, atuou como CEO da Virbac, conduzindo a empresa por um período de crescimento orgânico recorde.
Com mais de 30 anos de experiência em diferentes continentes, Sébastien desenvolveu sólida expertise em estratégia, marketing, P&D, operações industriais e gestão geral.
É amplamente reconhecido por sua liderança colaborativa, visão multicultural e forte orientação ao cliente.
Refletindo sobre sua nomeação, Sébastien Huron declarou: “É uma honra ingressar na Ceva em um momento em que a empresa conta com uma base estratégica excepcional e uma forte cultura de inovação. Sempre admirei o espírito empreendedor e a paixão das equipes da Ceva. Minha prioridade será apoiá-las com energia, experiência e uma mentalidade empreendedora para que, juntos, possamos acelerar o desenvolvimento do Grupo e continuar a gerar valor significativo para nossos clientes e parceiros em todo o mundo.”



