Conectado com

Empresas

Evonik desenvolve modelo dinâmico de simulação do intestino das aves

O modelo de simulação intestinal desenvolvido pela Evonik consiste em uma série de vasos de reação de vidro que são conectados em uma sequência específica, representando certos segmentos digestivos do intestino das aves

Publicado em

em

A pesquisa com microbiota, microbioma, metabolomas e genomas está em franca expansão. Muitas novas tecnologias, cujos nomes terminam em “omics” (no inglês), evoluíram durante os últimos anos para ajudar a entender a interação entre os micro-organismos e seus hospedeiros humanos ou animais. Numerosas atividades de pesquisa têm o objetivo de disponibilizar essas tecnologias para uso industrial de micro-organismos e seus produtos bioativos.

Desde dezembro de 2015, a Evonik tem trabalhado no escopo da aliança para a inovação (GOBI)*, sobre o desenvolvimento de um modelo de simulação dinâmica do intestino das aves. A empresa irá oferecer um modelo in vitro das numerosas interações entre alimentos, sistema imunológico e microbiota intestinal das aves, por meio de métodos científicos. “Esperamos esclarecer questões fundamentais sobre os processos imunológicos e metabólicos no intestino das aves e criar um sistema abrangente que nos ajude a identificar os ingredientes bioativos para a saúde animal”, diz o Prof. Dr. Stefan Pelzer, diretor da área de inovação Gut Health & Diagnostics da linha de negócios Animal Nutrition da Evonik.

O modelo de simulação intestinal desenvolvido pela Evonik consiste em uma série de vasos de reação de vidro que são conectados em uma sequência específica, representando certos segmentos digestivos do intestino das aves. Os cientistas estão se valendo da experiência da ProDigest BVBA no campo da simulação intestinal humana. No entanto, o intestino das aves apresenta algumas características bem distintas: por exemplo, sua digestão se dá a diferentes temperaturas e valores de pH intestinais. Em vez de um cólon longo, as aves apresentam dois cecos, e sua microbiota possui uma composição diferente da dos humanos.

Cada vaso de reação foi projetado para simular as condições físicas, químicas e microbiológicas de determinado segmento digestivo do intestino das aves, do modo mais realista possível. Os pesquisadores precisam saber, entre outras coisas, de que modo nutrientes específicos são digeridos e absorvidos nos segmentos individuais, mas também qual é o mix de bactérias que simula a flora intestinal do modo mais preciso possível. Os pesquisadores irão trabalhar nisso de modo paulatino, validando sucessivamente resultados de experimentos in vitro em testes de alimentação in vivo.

No segundo semestre de 2017, o modelo de simulação intestinal será transferido de seu local atual, na empresa parceira ProDigest, em Ghent (Bélgica), para a Evonik, em Halle-Künsebeck (Alemanha). “O sistema então nos permitirá racionalizar o desenvolvimento de novos aditivos para nutrição animal”, afirma Pelzer.

Esses aditivos são necessários, por exemplo, para manter as aves e outros animais com saúde sem o emprego de antibióticos promotores do crescimento (AGP), método praticado há décadas.  Os AGP para alimentação animal foram banidos da União Europeia em 2006 e, nos Estados Unidos, a tendência anti-AGP também está em alta, motivada pela pressão dos consumidores. Aditivos funcionais como probióticos, prebióticos, ácidos orgânicos, enzimas, extratos vegetais e zeólitas minerais já são usados como alternativa. Essas substâncias são associadas com numerosos efeitos positivos na conversão alimentar, na saúde e no crescimento dos animais. No entanto, o modo de ação de alguns desses aditivos para nutrição animal ainda não é perfeitamente claro. O modelo de simulação intestinal pretende mudar isso. 

Fonte: Ass. de Imprensa

Continue Lendo

Empresas

Mudanças climáticas interferem no desempenho dos suínos, exigindo novas soluções nutricionais, aponta pesquisador da UFMG

O assunto faz parte do livro Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus

Publicado em

em

Foto: Novus/Shutterstock

O aumento das temperaturas médias e a intensificação das ondas de calor já estão entre os maiores desafios da suinocultura mundial. De acordo com o professor e pesquisador Bruno Silva, especialista em bioclimatologia animal e nutrição de suínos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ambiente térmico é hoje o principal fator limitante da produção, impactando bem-estar, saúde e desempenho dos animais.

Sensíveis ao calor por possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas, os suínos sofrem quando expostos a temperaturas acima da zona de conforto térmico, que varia entre 16°C e 21°C para matrizes e de 26°C a 34°C para leitões. Conforme a fase de vida, os animais rapidamente apresentam queda de desempenho e maior vulnerabilidade fisiológica. “O estresse térmico reduz o consumo de alimentos, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo, afetando produtividade e eficiência”, explica especialista da UFMG.

O problema tem escala global. Nos Estados Unidos, as perdas relacionadas ao estresse por calor alcançaram US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde altas temperaturas são constantes, os prejuízos podem ter atingido de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões no mesmo período. “Além das mudanças climáticas, as fêmeas modernas se tornaram mais produtivas, geram mais calor metabólico e se tornaram mais sensíveis às variações térmicas”, destaca Silva.

Segundo o pesquisador, esse desafio exige ajustes nutricionais para reduzir o efeito termogênico da dieta, como diminuição da proteína bruta associada a aditivos e nutrientes específicos que ajudem a manter a homeostase metabólica e a integridade intestinal.

Bruno Silva é um dos colaboradores do livro técnico Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus, líder global em nutrição animal inteligente. “A Novus é uma empresa global com forte influência no desenvolvimento de tecnologias nutricionais para suínos. A elaboração desse livro representa um marco na atualização e difusão do conhecimento gerado pelos principais grupos de pesquisa do mundo dedicados a estudar as fêmeas suínas modernas. Sem dúvida, é um livro que deve estar na mesa de cabeceira de todo nutricionista de suínos. Contribuir para sua elaboração foi uma grande honra para mim e uma grande oportunidade para compartilhar um pouco dos trabalhos desenvolvidos na nossa universidade nessa área”, afirma o professor da UFMG.

Para baixar o livro gratuitamente no site da NOVUS, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Novus
Continue Lendo

Empresas

Eficiência produtiva e gestão estratégica ganham centralidade na suinocultura

Desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

Publicado em

em

Foto: Agroceres Multimix

A suinocultura brasileira enfrenta um cenário econômico complexo, marcado pela volatilidade dos preços dos grãos, aumento dos custos de produção e margens mais restritas.

Nesse contexto, a rentabilidade da atividade tem sido cada vez mais associada à capacidade de integrar decisões técnicas e financeiras de forma estruturada.

Ajustes pontuais, como mudanças em dietas ou negociações de curto prazo com fornecedores, tendem a ter efeito limitado quando não estão inseridos em uma estratégia mais ampla de gestão. A análise detalhada de custos, margens e retorno sobre o investimento passa a ser um elemento central para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Para Giovani Frederico, consultor técnico comercial na Agroceres Multimix, o desafio atual exige uma abordagem mais profissional da atividade. “O suinocultor precisa integrar as áreas técnica e financeira da produção. A busca por eficiência produtiva não pode estar dissociada de uma análise consistente de custos, indicadores e resultados”, afirma.

Segundo ele, o desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado, da incorporação de tecnologias e do uso de dados como base para a tomada de decisão.

“A rentabilidade deixa de ser apenas consequência do desempenho técnico e passa a ser resultado direto de uma gestão estratégica”, completa.

Um artigo completo, que aprofunda essa análise sobre eficiência e rentabilidade na suinocultura, está disponível no agBlog, da Agroceres Multimix.

Acesse já clicando aqui.

Fonte: Assessoria Agroceres Multimix
Continue Lendo

Empresas

Robô com inteligência artificial revoluciona alimentação de suínos no Show Rural Coopavel

Equipamento desenvolvido pela Roboagro será demonstrado no evento, em fevereiro, e promete reduzir custos, otimizar o manejo e ampliar o bem-estar animal nas granjas.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Coopavel

Parece não existir limites para o alcance e a abrangência da Inteligência Artificial. Máquinas e equipamentos cada vez mais sofisticados chegam ao campo com a missão de melhorar desempenho, reduzir o fardo de trabalho dos produtores e otimizar resultados. É o que acontece com a fabricação de um robô alimentador de suínos, que estará em demonstração no pavilhão da pecuária do Show Rural Coopavel, de 09 a 13 de fevereiro.

Um protótipo desse robô, desenvolvido pela Roboagro, indústria gaúcha de Caxias do Sul, vai mostrar o uso da IA na alimentação de plantéis. “Essa tecnologia foi criada há alguns anos, mas a atualização é constante, inclusive com a instalação de câmeras e sensores que, por exemplo, medem a temperatura dos animais e do ambiente e também estimam o peso de cada exemplar”, observa o médico veterinário da área de Fomento da Coopavel, Gustavo Bernart. Todo controle do equipamento acontece por aplicativo, permitindo ao criador programar os horários de servir a ração e as quantidades certas.

Já há criadores integrados à Coopavel e na região de abrangência da cooperativa que utilizam esse equipamento e os resultados são muito bons. Outro ponto importante é destacado pelo gerente do Frigorífico de Suínos, Mauro Turchatto, que é a redução da carga de trabalho sobre os produtores rurais. “Como o robô devidamente programado faz parte da operação, eles então têm mais tempo disponível para gerir o negócio e pensar estratégias para elevar os rendimentos da propriedade”.

Benefícios

Segundo técnicos da Roboagro, a tecnologia empregada no robô alimentador de suínos contribui também com a redução de perda de ração, otimização de tempo de trabalho, garante ganhos e melhorias na conversão alimentar e proporciona maior bem-estar aos animais. A empresa já firmou várias parcerias, como com a Embrapa Suínos e Aves, e robôs têm sido instalados em inúmeras regiões do Brasil em países da América Latina.

Fonte: Assessoria Coopavel
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.