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Evolução da Soja no Mercosul é tema de abertura do Congresso de Soja e Mercosoja 2025
Conferência de abertura destaca os 100 anos da soja no Brasil e reúne grandes nomes para debater avanços genéticos, mercado e desafios da cadeia produtiva no bloco econômico.

A soja no Mercosul é o tema da conferência de abertura, do Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) e do Mercosoja 2025, que terá início em 21 de julho de 2025, às 19h, no Centro de Exposições e Convenções Expo Dom Pedro, em Campinas (SP). Para debater a evolução da soja no Mercosul foram convidados o pesquisador da área de melhoramento genético Romeu Afonso de Souza Kiihl, da MGS Melhoramento Genético e Sementes; o professor Tuneo Sediyama, da Universidade Federal de Viçosa; Rodolfo Luis Rossi, ex-gerente de Pesquisa em Soja da Nidera e Gerardo Bartolomé, do Grupo Dom Mário. O debate será conduzido pelo jornalista Giovani Ferreira, do Canal Rural.

Foto: Jaelson Lucas
O debate está em consonância com o tema central dos eventos sobre a comemoração dos 100 anos de introdução da soja no Brasil, ocorrido em 1924. O histórico da soja na Argentina, terceiro maior produtor de soja, será apresentado por Bartolomé e Rossi e a visão de Brasil será abordada por Kiihl, considerado o pai da soja no Brasil, além de Sediyama. “Vamos ter um momento com essas personalidades especiais e representativas para cadeia de produção de soja, trazendo a visão e a experiência deles ao longo de cinco décadas”, explica o presidente do CBSoja, Fernando Henning, pesquisador da Embrapa Soja.
Segundo Henning, o objetivo é contar parte da história, mas também ressaltar o presente, mostrando como o que foi feito ao longo dos anos moldou o sistema de produção atual. “Além do destaque para o aprimoramento da genética da soja, também haverá espaço para avaliar o crescimento do mercado, a inovação da indústria, e os desafios atuais da parte de logística”, destaca o pesquisador. Esperamos ter um evento que congregue toda a cadeia produtiva e que esse bate-papo inicial seja um balizador dos próximos desafios que nós vamos ter para as próximas safras”, reflete Henning.
De acordo com o pesquisador, a conferência de abertura celebra a chegada na soja no território nacional e pontua o que foi a evolução desta cultura em termos de produção, de avanço de produtividade, de transformação de novas áreas, a exemplo da expansão da soja em Mato Grosso e em outras regiões que hoje são fronteiras agrícolas e se desenvolveram impulsionadas pela soja. Além disso, em 2025, a Embrapa Soja comemora 50 anos com diversos marcos históricos, mas principalmente com uma missão de atuar em diferentes processos de tomada de decisão, de fomento à políticas públicas, treinamento de massa crítica para trabalhar com a soja. “Temos que ter qualificação nas mais variadas fronteiras agrícolas para antever os grandes desafios, sejam eles climáticos, fitossanitários e outros que permeiam a cadeia de soja em um país de clima tropical e de dimensões continentais”, ressalta Henning.

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Mercado testa novo cenário para o boi a partir de agosto
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, demanda mais fraca no curto prazo pode ampliar a volatilidade, embora os fundamentos permaneçam favoráveis no longo prazo.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o mercado do boi pode passar por um período de maior volatilidade e ajustes na demanda caso as compras da China sejam interrompidas a partir de agosto, com o encerramento da cota de importação previsto entre o fim de julho e o início daquele mês.

Crédito: Divulgação/Rede ILPF
A consultoria destaca que a incerteza sobre a capacidade de adaptação do mercado sem seu principal destino das exportações já se reflete nos contratos futuros, que apresentam desconto de R$ 10 por arroba entre os vencimentos de junho e julho.
Mesmo com a chegada do período seco, quando normalmente há menor oferta de animais de pasto, a expectativa é de que a oferta não apresente redução significativa. Isso porque as margens da engorda intensiva devem permanecer favoráveis para os produtores que realizaram operações de hedge, garantindo preços antecipadamente.
Por outro lado, a demanda tende a ficar mais enfraquecida ao longo do terceiro trimestre, pelo menos até outubro, quando o fluxo de compras voltado à cota de importação de 2027 poderá ser retomado.

Foto: Divulgação
Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, esse cenário aumenta a incerteza sobre os preços do boi no curto prazo. No entanto, após esse período, o mercado deve voltar a ser influenciado principalmente pelos fundamentos de oferta e demanda, sustentados pela menor disponibilidade global de carne bovina e pela continuidade da retenção de fêmeas no ciclo pecuário brasileiro.
A consultoria avalia ainda que o maior risco recai sobre produtores que ainda não protegeram os preços dos animais que serão comercializados nos próximos meses. Frigoríficos de menor porte com habilitação para exportação também poderão enfrentar dificuldades para ajustar seus custos diante da redução das receitas durante o período sem compras chinesas.
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Exportações sustentam mercado da carne bovina
Demanda externa absorve maior oferta de animais, enquanto preços do boi voltam a subir no início de junho.

As exportações de carne bovina seguiram dando sustentação ao mercado, mesmo com a queda nos preços do boi gordo registrada em maio. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a arroba teve desvalorização de 3,9% em relação ao mês anterior, com média de R$ 349. Já no início de junho, as cotações voltaram a subir, alcançando R$ 354/@ no dia 11.

Foto: Divulgação/Freepik
Apesar da oferta de gado terminado ter sido um pouco maior do que a registrada no ano anterior, a demanda internacional absorveu a produção ao longo do ano. Em maio, os embarques de carne bovina in natura totalizaram 262 mil toneladas, volume 20% superior ao registrado no mesmo mês de 2025 e 16% acima do desempenho anual.
Segundo dados do IBGE, os abates de bovinos cresceram 3,3% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, a menor participação de fêmeas no abate e o maior peso médio das carcaças elevaram a produção de carne em 5,1%.
Ainda de acordo com a Consultoria Agro Itaú BBA, o mercado também registrou alta de 2% nos preços do bezerro em maio, enquanto a carcaça casada permaneceu estável no atacado.

No mercado externo, a China manteve a liderança entre os destinos da carne bovina brasileira. Entre janeiro e maio de 2026, os embarques para o país asiático cresceram 24% em relação ao mesmo período de 2025, representando 51% do volume total exportado. Além do aumento nas vendas, o preço médio da tonelada exportada para a China subiu de US$ 5.400, em janeiro, para US$ 6.800, em maio.
Com o boi em dólares 3% mais barato no mês e a carne bovina 4,2% mais valorizada, o spread das exportações passou de 0% em abril para 7% em maio. Além disso, a menor participação de fêmeas nos abates e a valorização do bezerro continuam indicando avanço do processo de reconstrução do rebanho bovino.
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Rompimento de cabo de alta tensão mata 32 bovinos leiteiros em Santa Catarina
Ocorrência foi registrada na manhã de quarta-feira em assentamento no município de Abelardo Luz. Rebanho era principal fonte de renda de uma família rural.




