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Avicultura

Evolução da Bronquite Infecciosa desafia vacinação na avicultura moderna

Essa doença causa uma série de problemas que afetam a produtividade e a rentabilidade das granjas.

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Altamente contagiosa, a Bronquite Infecciosa (IBV) é uma doença respiratória que afeta diretamente a produção de aves, trazendo grandes impactos econômicos. Com uma alta taxa de mutação e a capacidade de se recombinar com outras cepas, o vírus permanece uma ameaça persistente, exigindo atenção contínua de produtores e especialistas em sanidade animal.

O vírus IBV é caracterizado por sua variabilidade genética e capacidade de evoluir rapidamente. O fenômeno de recombinação entre cepas de campo e vacinas já foi observado, embora a maioria dessas recombinações desapareça rapidamente. Apesar de décadas de uso de vacinas em regiões como Estados Unidos, Europa e partes da Ásia, as cepas recombinadas das vacinas não se tornaram um problema significativo. No entanto, especialistas alertam que o risco de mutações e recombinações ainda é uma preocupação, especialmente em áreas de alta pressão viral.

Imunologista e pesquisador sênior do Instituto Royal GD, na Holanda, Sjaak de Wit: “Em áreas onde várias cepas estão em circulação, a combinação inteligente de diferentes vacinas pode ajudar a ampliar a proteção cruzada” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Segundo o imunologista e pesquisador sênior do Instituto Royal GD, na Holanda, Sjaak de Wit, a diversidade de cepas em circulação no mundo faz com que o controle da doença seja complexo. Ele destaca que cepas como a BR1 (local), Var2 (originária do Oriente Médio) e Q1 (originária da Europa/Ásia) são atualmente predominantes no Brasil. Além disso, a introdução de novas cepas de outras regiões amplia ainda mais os desafios no controle da doença.

Os impactos da Bronquite Infecciosa vão muito além dos prejuízos diretos à saúde das aves. A doença causa uma série de problemas que afetam a produtividade e a rentabilidade das granjas, desde uma queda na ingestão de ração até a redução no crescimento dos animais. “Frangos de corte infectados pelo IBV sofrem de sintomas respiratórios como espirros, roncos e secreção nasal, além de mortes súbitas por sufocamento”, explicou Wit durante sua participação no 15º Encontro Mercolab de Avicultura, realizado no dia 10 de setembro em Cascavel, no Oeste do Paraná, acrescentando: “A síndrome da cabeça inchada e infecções bacterianas secundárias, como as causadas por Escherichia coli e Ornithobacterium rhinotracheale, também agravam o quadro clínico, aumentando as taxas de condenação no abate”.

Em galinhas poedeiras e reprodutoras, o imunologista expõe que o vírus compromete a qualidade dos ovos, resultando em cascas mais frágeis, irregulares ou manchadas, e um aumento de ovos considerados de segunda categoria. Além disso, há uma redução na taxa de eclosão dos ovos, o que compromete a produção de pintinhos. “Infecções severas também podem causar a condição de camadas falsas, em que as aves parecem saudáveis, mas são incapazes de produzir ovos devido a danos irreversíveis no oviduto”, relatou.

A doença, quando combinada com fatores como clima desfavorável ou imunossupressão, pode ser ainda mais devastadora. “A combinação de infecções virais com problemas ambientais e dietas inadequadas também aumenta a gravidade da IBV. Micotoxinas presentes na ração, por exemplo, podem piorar o quadro de aves infectadas, comprometendo ainda mais o desempenho produtivo”, ressalta.

Ferramentas de controle

A vacinação é uma das principais ferramentas para o controle da Bronquite Infecciosa, mas sua aplicação exige cautela e planejamento. De acordo com o imunologista, a eficácia da vacina pode variar dependendo da combinação de cepas utilizadas e das condições do campo. “A recomendação é o uso de vacinas homólogas, que oferecem proteção mais eficaz contra cepas específicas. No entanto, em áreas onde várias cepas estão em circulação, a combinação inteligente de diferentes vacinas pode ajudar a ampliar a proteção cruzada”, salienta.

Além da vacinação, a melhoria das condições de manejo, como ventilação adequada e controle de estresse térmico, também desempenha um papel fundamental na prevenção e mitigação da doença. “A detecção precoce por meio de técnicas de diagnóstico eficazes, como testes de RT-PCR e genotipagem, é essencial para identificar de forma rápida as cepas circulantes e ajustar as estratégias de vacinação”, enfatiza Wit.

O pesquisador menciona que, com o surgimento de novas cepas e a contínua evolução do vírus, o setor precisa investir cada vez mais em tecnologias de diagnóstico, vacinas eficazes e boas práticas de manejo para minimizar os prejuízos e assegurar a sustentabilidade da produção avícola.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse a versão digital de Avicultura de Corte e Postura clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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