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Evitando a castração: perspectivas

Castração constitui tradicionalmente um dos principais métodos utilizados para a resolução de problemas, todavia as pressões em todo o mundo para seu banimento mostram-se cada vez maiores

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Artigo escrito por Caio Abércio da Silva, médico-veterinário, professor doutor e pesquisador do Departamento de Zootecnia da Universidade Estadual de Londrina (UEL)

O principal objetivo da castração de suínos machos é a prevenção do odor/sabor repulsivo na carne após sua submissão ao tratamento térmico. Este defeito é causado pela androstenona (5α-androst-16-ene-3-ona), que se acumula nos tecidos gordurosos e está associada ao odor de urina; e pelo escatol (3-metilindol), substância não específica dos machos, proveniente da degradação microbiológica do triptofano no intestino, e que está associado ao odor fecal.

A androstenona tem sua produção controlada pelo sistema neuroendócrino, particularmente pelo hormônio luteinizante (LH). O hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH), produzido pelo hipotálamo, é o principal regulador da secreção de LH, que se liga aos receptores na superfície das células de Leydig, resultando na indução das enzimas da esteroidogênese e aumento dos níveis de esteroides testiculares (androstenona). O efeito fisiológico da androstenona é apenas como feromônio, estimulando funções reprodutivas na fêmea suína.

Ao contrário da androstenona, o escatol é produzido tanto nos machos quanto nas fêmeas, sendo absorvido pela corrente sanguínea, metabolizado pelo fígado e, posteriormente, transferido do plasma para o tecido adiposo, acumulando-se na gordura, em especial nos suínos machos à medida que se tornam mais maduros sexualmente. Segundo estudiosos, altos níveis de escatol não são encontrados no tecido adiposo de suínos castrados, o que implica no possível envolvimento de hormônios sexuais na regulação da expressão da citocromo hepático P4502E1 (CYP2E1), que é a principal enzima hepática responsável pelo seu metabolismo. Os autores sugerem que elevadas concentrações de androstenona antagonizam a indução da CYP2E1, o que levaria a baixa expressão da mesma e um alto acúmulo de escatol no tecido adiposo. Entretanto, há necessidade de mais esclarecimentos sobre o assunto, já que os mecanismos de ação da androstenona ainda não estão claros.

Neste cenário, a intervenção cirúrgica (castração) constitui tradicionalmente, há anos, um dos principais métodos utilizados para a resolução deste problema, todavia as pressões em todo o mundo para seu banimento mostram-se cada vez maiores, uma vez que o manejo representa uma das mais importantes agressões para o bem-estar do suíno, com todas as evidências de que, quando realizada sem anestesia, induz à dor e ao estresse nos leitões.

A castração cirúrgica sem anestesia e/ou analgesia promove uma ativação aguda do sistema nervoso simpático (SNS) e do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA). Outros pesquisadores, quando submeteram leitões com 7 a 8 dias de idade ao procedimento, observaram significantes aumentos nos níveis do hormônio adrenocorticotrófico (durante 5 a 60 minutos), do cortisol plasmático (durante 15 a 90 minutos) e do lactato (durante 5 a 30 minutos), indicando um severo estado de estresse e um grave dano tecidual.

Outros profissionais observaram que os leitões castrados demonstraram reduzidas atividades dirigidas ao úbere (massagens e amamentação) e permaneceram mais tempo inativos durante as primeiras 2,5 horas após a castração. Também expressaram comportamentos de dor relacionados ao procedimento (prostração, rigidez ao caminhar, tremor) durante as primeiras horas e mantiveram por até dois dias comportamentos como coçar o posterior contra o piso ou a parede e movimentos laterais com a cauda, além de permanecerem por mais tempo juntos ou amontoados. Alguns destes comportamentos persistiram por até quatros dias após a castração.

Reconhecida as questões críticas inerentes ao procedimento e apoiados na crescente inquietação dos consumidores, a Declaração Europeia (também conhecida como Declaração de Bruxelas), num acordo estabelecido entre os principais participantes da cadeia produtiva de suínos, tratou do tema com profundidade, buscando identificar alternativas para a castração. Sua concepção foi assinada em dezembro de 2010, objetivando que voluntariamente o procedimento clássico fosse abandonado. Assim, definiu-se num primeiro passo que a partir de 1º de janeiro de 2012, caso a castração viesse a ser realizada, fosse adotada com o uso da analgesia prolongada e/ou anestesia. Um segundo passo do acordo, entretanto, definiu a data de 1º de janeiro de 2018 como limite para o fim da castração cirúrgica. Com base nesta última decisão, para a garantia do seu sucesso, ficou clara a necessidade do desenvolvimento de alternativas para esta conduta. Neste sentido, a União Europeia adotou um programa para financiar atividades voltadas para atender esta orientação, sendo inicialmente propostas três medidas: a criação de machos inteiros (não castrados) e o abate destes animais ainda jovens (não maduros sexualmente), a castração cirúrgica com anestesia/analgesia e a imunocastração.

Como já em curso para outras questões relacionadas ao bem-estar animal, a vanguardista Europa tem influenciado vários países que, ou pelo estabelecimento legal de normas ou pela percepção da positividade que representa seguir estes caminhos, vêm adotando procedimentos semelhantes relacionados.

Várias instituições de pesquisa e também a indústria, acompanhando estas mudanças, orientam seus esforços e pesquisas nesta linha, destacando-se, além do já consagrado uso da técnica de imunocastração, formas mais racionais de fazê-la, como o uso de uma única dose; e o recurso da seleção genética para animais que detêm baixo nível de androsterona ou são livres de odor sexual na carne.

Imunocastração

A imunocastração surgiu como uma alternativa à castração cirúrgica. O procedimento resulta na castração temporária por meio da vacinação anti-GnRH, determinando uma redução de gonadotrofinas plasmáticas (hormônio luteinizante e hormônio folículo estimulante) e, consequentemente, da testosterona, evitando assim o odor e o sabor característico na carne do macho não castrado.

A vacinação contra o GnRH envolve a administração de uma forma modificada do hormônio, ou análogo, conjugado com uma proteína estranha e combinada com um adjuvante para induzir a formação de anticorpos anti GnRH. A imunização se dá por meio de duas doses de 2 mL cada (200 μg GnRH-proteína conjugada/mL), com intervalo de 4 a 6 semanas, sendo a última dose orientada aproximadamente 3 a 4 semanas antes do abate. A redução da concentração de androstenona e escatol aos níveis observados nos machos castrados cirurgicamente é similar.

Com o procedimento, até a segunda dose, os machos ainda apresentam características e comportamentos típicos do animal não castrado. Após ganham a condição de castrados, exibindo reduzida agressividade e comportamento de monta. No entanto, existe um risco potencial de perda de bem-estar decorrente do manejo da vacinação e da expressão do comportamento durante a fase de engorda antes da aplicação da segunda dose.

No frigorífico, a proporção de animais imunocastrados que permanecem em pé nas primeiras três horas de espera é maior que a dos animais castrados cirurgicamente (36,8 vs. 31,6%, respectivamente). No entanto, este comportamento mais ativo apresentado pelos imunocastrados não significa maior agressividade durante este período, mesmo em lotes não familiares (duas baias da granja misturadas durante o carregamento para formar uma baia na indústria). Estes resultados, com alguma polêmica ainda, indicam que a vacina contra o GnRH é eficiente na redução do comportamento agonístico.

A imunocastração é reconhecidamente um método potencialmente conveniente de evitar o odor sexual em suínos machos. Além disso, torna-se viável se a maioria das características de desempenho de animais inteiros for mantida nos animais imunizados. Segundo autores, o desafio é manter a secreção testicular dos anabolizantes esteróides a um nível elevado até o máximo possível e ainda permitir tempo suficiente para a imunocastração diminuir as concentrações de androstenona na gordura para níveis aceitáveis antes do abate.

Todavia, outro pesquisador cita algumas desvantagens na produção comercial de animais imunocastrados. Dentre elas, a dificuldade da aplicação da segunda dose da vacina, devido ao peso que os animais possuem nesta fase, a variação individual na resposta imunológica, podendo alguns suínos vacinados ainda apresentar concentrações elevadas de androstenona na gordura e, por fim, a possibilidade de ocorrência de autoinjeção, por isso, a vacinação dos animais deve ser realizada por um profissional treinado para tal função.

Machos inteiros

O abate de suínos não castrados ou de animais que mostrem sinais de castração recente é proibido no Brasil, de acordo com o artigo 121 do Decreto 30.691 de 29 de março de 1952, não obstante o abate de suínos imunocastrados por meio de vacina autorizado no país dentro das condições e critérios constantes na Informação Diversa N° 061/2007/DICS/CGI/DIPOA de 23 de abril de 2007, informando os procedimentos necessários a serem adotados pelo Serviço de Inspeção Federal – SIF, junto aos matadouros de suínos.

Em contraste, no Estado do Paraná é permitido o abate de suínos não castrados desde 2014, de acordo com a portaria nº 60 de 26 de março, desde que os animais não tenham idade superior a seis meses e não apresentem odor sexual característico de suínos não castrados.

Embora devam ser considerados aspectos vinculados também ao hábito e à tradição, o abate de suínos inteiros para atender mercados específicos é uma realidade em alguns países e regiões. Um estudo conduzido em 454 unidades de engorda em empresas espanholas entre 2008 e 2010 identificou que 70% das granjas que abatiam suínos industriais (95-110 kg) alojavam machos inteiros ao invés de machos castrados, mas nenhuma das granjas que abatia suínos pesados (acima de 110 kg) alojava machos inteiros. Este quadro comprova que é possível não castrar e abater animais mais jovens em determinados mercados.

A produção de machos inteiros apresenta ganhos para o bem-estar de animais jovens por evitar a dor e o desconforto da castração, mas o bem-estar pode ser comprometido pela agressividade e pelo comportamento de monta que ganha intensidade e frequência durante a fase de engorda. Os machos inteiros são mais agressivos comparados com os castrados e também com as fêmeas, apresentando comportamentos sexuais ainda jovens, montando tanto em outros machos como em fêmeas. Das várias questões que comprometem o uso de animais inteiros, seguramente é o risco do odor sexual (off-flavor) o mais crítico.

As vantagens dos suínos inteiros em relação aos castrados são bastante evidentes e vários estudos já demonstraram estas vantagens. Neste sentido, estudiosos citam a taxa superior de ganho de peso (mais de 13%); melhor conversão alimentar (3 a 20% mais eficiente); menor consumo de ração (em torno de 9%); menor idade de abate para o mesmo peso que um castrado; maior deposição de tecido muscular (mais de 20%); eliminação da mão-de-obra usada na castração; redução do poder poluente das fezes, pela menor excreção de N e P e menor liberação de CO2.

Para alguns mercados, como tratado, o estabelecimento de uma classificação das carcaças para identificar o odor sexual na linha de abate de machos inteiros, mesmo para condições em que o peso de abate é elevado, é uma alternativa demandada. Esta conduta permite o desvio das carcaças segundo o nível de odor sexual, com o objetivo de triar os destinos ou os mercados segundo a exigência para a questão, sendo estes tratados como menos problemáticos ou que demandam a elaboração de produtos que auxiliam na minimização ou na eliminação destas características, diminuindo os riscos da percepção do odor sexual na carne.

Em alguns países europeus que não castram, a classificação das carcaças nos abatedouros está sendo realizada por “narizes eletrônicos” ou por “narizes humanos”, que são pessoas treinadas para realizar a análise sensorial na linha de abate. Neste sentido, fica evidenciado que não são todas as carnes provenientes de machos não castrados que apresentam odor sexual, indicando que as concentrações de escatol e androstenona presente na gordura variam individualmente. Ou seja, é através da concentração destes compostos nos tecidos (no caso no tecido adiposo) que será determinada a capacidade do consumidor em perceber ou não o odor sexual.

A concentração de escatol e androstenona no tecido adiposo de animais inteiros, que irá determinar a percepção do odor sexual, depende de fatores intrínsecos como a raça e a velocidade de ganho de peso, e de fatores extrínsecos, como a dieta do animal e o peso de abate.

O abate de animais jovens e de baixo peso (antes da puberdade) pode ser uma estratégia para diminuir a frequência de carcaças com odor sexual. A idade à puberdade depende da genética e pode variar entre indivíduos da mesma genética. Os níveis de androstenona, não do escatol, são mais elevados em suínos pesados. Entretanto, diminuir o peso de abate dos suínos pode não ser uma alternativa economicamente viável. Como o acúmulo de androstenona e do escatol na gordura depende de fatores genéticos, a seleção genética para machos com baixos níveis de odor sexual pode ser uma alternativa viável, visto que estas características apresentam herdabilidade relativamente alta (variando entre 0,25 a 0,87).

Estudos conduzidos em 2011, que levaram em conta que a rejeição da carne suína seria para concentrações acima de 1,0 μg/g de gordura para a androstenona e de 0,22 μg/g de gordura para o escatol, verificaram que os suínos da raça Duroc apresentaram 83% de carcaças rejeitadas em relação à androstenona e de 9,5% em relação ao escatole. Já, a raça Landrace apresentou um índice de rejeição de 34% e 14,5% para androstenona e escatol, respectivamente.

Um projeto Europeu analisou o efeito da raça sobre a incidência de odor sexual, sendo avaliado animais puros Duroc (n=68; peso vivo= 108,0 kg), Pietrain (n=19, peso vivo=111,4 kg), Landrace (n=76, peso vivo= 111,6 kg) e Large White (n=58, peso vivo=114,4kg). Os resultados mostraram que a raça Pietrain apresentou níveis muito baixos de androsterona (<0,5 ppm). Por outro lado, a raça Duroc foi a que apresentou os valores mais elevados do produto (aproximadamente 60% das carcaças apresentaram níveis superiores a 1 ppm de androsterona).

A quantidade de escatole foi também muito baixa nos suínos Pietran (100% dos animais analisados apresentaram níveis inferiores a 0,1 ppm). Por outro lado, as raças Duroc, Landrace e Large White têm uma frequência de animais com valores acima de 0,2 ppm, considerado muito elevado, respectivamente, 10, 7 e 8%.

Na Espanha, pesquisadores verificaram uma baixa porcentagem de carne de suínos não castrados com alto nível de odor sexual, conforme pode ser verificado nas Tabelas 2 e 3. Do total das carcaças avaliadas, 60,3% não apresentaram odor sexual para o escatol e 72,4% para a androstenona. No entanto, é importante considerar que pelo tamanho do rebanho 10,2% e 5,6% de carcaças com altos níveis de odor sexual de escatol e androstenona, respectivamente, é um valor alto.

Anósmicos

Embora no exemplo acima os riscos de rejeição desta carne pelos consumidores, num mercado in natura, possam ser muito grande, estudos indicam que a percepção sensorial do odor e do gosto da androstenona e do escatol na carne de machos não castrados depende principalmente do sexo e da origem do provador. Enquanto o escatol é percebido por 99% dos consumidores, uma porcentagem significativa dos consumidores são anósmicos à androstenona. A anosmia é determinada geneticamente e depende do sexo e do país de origem do consumidor, sendo as mulheres mais sensíveis que os homens. A porcentagem de mulheres e homens anósmicos, respectivamente, é 15,8% vs. 24,1% na Europa continental, 10,9% vs. 30,0% no Reino Unido, 29,5% vs. 37,2% nos Estados Unidos e 17,2% vs. 25,5% na Ásia. Na Espanha, onde somente são castrados os suínos autóctones, o número de pessoas anósmicas é ainda maior, 60% vs. 48%, respectivamente, para mulheres e homens. No Brasil ainda não foram conduzidos estudos para identificar a porcentagem de pessoas anósmicas.

Para uma pesquisadora da Universidade de Londrina UEL, embora sejam claras as virtudes da produção de machos inteiros, é inerente que haja um aumento da frequência de carcaças com odor sexual. Assim, há prementemente a necessidade de investimentos em narizes eletrônicos ou na capacitação de pessoas para a detecção do odor sexual na linha de abate. As carcaças que apresentam odor sexual devem ser desviadas para a confecção de produtos que venham mascarar o odor, com destaque aos produtos cozidos, onde a utilização de especiarias no momento da cocção pode ajudar a mascarar o odor sexual, como no caso das salsichas Frankfurt e dos presuntos cozidos; e aos produtos curados, cuja confecção envolvendo produtos picados e curados (como o salame) podem ajudar a mascarar o odor sexual. Esses produtos têm a vantagem de serem consumidos na temperatura ambiente ou resfriados, o que diminui os riscos de percepção do odor.

Seleção genética para evitar a castração cirúrgica

Quanto aos esforços para, através da seleção genética, desenvolver animais livres do odor sexual, a tramitação dos investimentos nesta linha vem se desenvolvendo dentro de uma sequência cronológica prevista, sendo inicialmente dirigida diretamente à exclusão de animais que expressavam o defeito sensorial percebido, e, posteriormente, para a seleção de animais com níveis reconhecidos de androstenona e escatol no tecido adiposo.

No que diz respeito à seleção genética, um pesquisador descreveu que as ferramentas para avanços na eliminação deste defeito envolvem o uso de marcadores genéticos, QTL e genes candidatos, associados com a característica odor sexual. QTL são regiões cromossômicas que contêm genes que afetam uma característica particular. Os genes candidatos codificam enzimas chaves ou receptores envolvidos no metabolismo da androstenona ou do escatol. Esses genes são investigados pelo seu polimorfismo, principalmente polimorfismos de nucleotídeos únicos (SNPs), mudando o fenótipo de uma característica. A desvantagem do uso de QTL e genes candidatos é que apenas os genes que estão diretamente envolvidos na via metabólica são detectados. Portanto, uma identificação de genes que estão relacionados com o odor sexual pode ser obtida pela transcrição do perfil destes usando o microarray de DNA. Nesta abordagem, uma comparação da expressão de milhares de genes (transcriptoma) é feita entre diferentes fenótipos.

Para alcançar linhas de reprodutores isentos do odor sexual, o conhecimento básico sobre as principais enzimas e genes que regem a degradação do escatol e da androstenona mostra-se pouco consistente, o que demanda, segundo autores, uma abordagem integrada.

Nenhuma conclusão efetiva pode ser ainda extraída dos estudos do genoma para QTL para níveis de androstenona e ecatol, pois segundo outro estudioso, a natureza multifatorial do controle genético para o odor sexual exige mais investimentos e pesquisas.

A identificação dos genes envolvidos no QTL permanece difícil e complexa e requer um mapeamento fino. Considerando que os estudos até o momento envolveram animais de raças e idades diferentes e ainda sob um número de animais limitados nos testes, os resultados guardam limitada representatividade. Por essa razão, torna-se difícil comparar as investigações, sendo que a caracterização do QTL exigirá uma avaliação extensa de um painel de raças. No futuro, as expectativas estão no uso de estudos de microarray e proteômica para reconhecer diferentes expressões de genes associados à androstenona e ao escatol.

Outros estudos avaliaram que o caminho através das ferramentas genéticas para reduzir o odor sexual é viável, mas ainda não aplicável. Uma diminuição da frequência dos genes responsáveis pelo odor sexual é sem dúvida o caminho, mas a característica está relacionada aos efeitos de vários genes.

Pesquisadores concluíram que o controle do odor sexual pela seleção genética associada aos marcadores é um processo para longo prazo, mas é efetivamente uma condição para eliminar a necessidade de castração. No entanto, outra pesquisa mostra que a seleção genética pode não levar a uma eliminação completa do odor sexual sem uma combinação de ações dietéticas e ambientais. Autores estimaram uma possível redução o odor sexual por meio da seleção para um intervalo entre 8 a 12 anos, faixa na qual já estamos nos inserindo.

Nesta linha, entre muitos grupos, uma equipe de pesquisa canadense investigou oito linhas diferentes compostas por seis raças (Duroc, Hampshire, Landrace, Large White, Piétrain e Yorkshire), validando cerca de 80 SNPs em 28 genes. No entanto, o número de SNP significativos e a força da associação de um gene candidato à androstenona ou ao escatol variou entre as oito linhas. Por exemplo, na linha Piétrain, 51% da variância da androstenona foi representada por 12 SNPs, enquanto na linha Hampshire, 3 SNPs explicaram 13% da variância de androstenona. Em média, para todas as raças, os SNPs explicaram cerca de 28% da variância da androstenona. A aplicação dos marcadores para produzir animais homozigotos com alelos favoráveis poderia reduzir os níveis médios de androstenona na gordura de 26% para 61%, dependendo da linha, porém nestes estudos nenhum marcador foi associado aos efeitos negativos que podem exercer sobre as características reprodutivas.

Exemplos Comerciais

Sustentada pelas ferramentas genéticas, alguns exemplos comerciais para a seleção contra o odor sexual começaram a ganhar presença, destacando os produtos "Premo", "Inodorus", "Nador" e "DB.7711”.

Na Suíça um projeto de pesquisa foi conduzido para avaliar o valor genético, e programas de seleção e cruzamentos com reprodutores livres de odor sexual e sua performance zootécnica. Nesta prospecção, a linha de animais Premo®, um Large White suíço, foi avaliada por meio de biópsias em suínos com 100 a 125 kg de peso vivo para se conhecer as concentrações dos compostos relacionados com o odor sexual. Nesta avaliação foram reveladas baixas concentrações médias de escatol e indol, 0,033 ppm e 0,032 ppm, respectivamente, e 0,58 ppm de androstenona na gordura.

Neste contexto, um programa federal alemão de seleção de reprodutores híbridos livres de odor sexual criou o produto "DB.7711", uma linha terminal do Piétrain com pouca hereditariedade para odor sexual, preservando as performances de sua progênie na engorda. Os reprodutores foram selecionados considerando as informações das concentrações de androstenona e escatol de sua base genética.

Em 2012 foi anunciado mais um reprodutor com este perfil na Europa, o Piétrain "Inodorus", capaz de produzir progênies com uma redução do odor sexual. O "Inodorus" foi desenvolvido a partir de 31 diferentes linhagens de Piétrain.

Além disso, uma empresa genética criou a linha terminal de reprodutores Piétrain "Nador", com baixa hereditariedade de odor sexual, usando a seleção genômica e a avaliação sensorial, garantindo uma redução de 40% deste defeito sensorial.

Um pesquisador comparou o produto alemão "Inodorus" e o macho “Nador" quanto a presença de odor sexual e as concentrações de androstenona e escatol no tecido adiposo e verificou que os níveis destes compostos não diferiram significativamente ("Inodorus" – 0,53 ppm de Androstenona e 0,08 ppm de escatol; "Nador" – 0,42 ppm de androstenona e 0,07 ppm de escatol), estando ambos abaixo do limite de 1 ppm para a androstenona e 0,25 ppm para o escatol. Também em 92,1 e 93,8% das amostras para os respectivos produtos, não houve odores anormais detectáveis.

Conclusões

A castração cirúrgica de suínos machos deverá ser substituída na suinocultura tecnificada. Alguns recursos atuais, como a imunocastração, mostram-se efetivos e devem ganhar mais espaço.

A busca por outros métodos avança e destaca-se a triagem de carcaças com odor sexual na linha de abate, usando os recursos sensoriais e eletrônicos, e a seleção de animais geneticamente livres de níveis de androstenona e escatol detectáveis pelos consumidores. Algumas experiências positivas nestas linhas mostram-se promissoras, devendo num cenário de médio prazo participar comercialmente das unidades de produção de suínos. 

Mais informações você encontra na edição de Suínos e Peixes de fevereiro/março de 2018.

Fonte: O Presente Rural

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Suínos / Peixes Evento online

IPVS debate desafios da suinocultura até 2050 no dia 3 de novembro

Evento virtual lança 26ª edição do Congresso IPVS, com a presença do doutor Peter Davies e transmissão gratuita para todo o mundo  

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Foto: Divulgação

Os principais desafios na produção mundial de suínos até 2050 serão debatidos pelo professor da Universidade de Minnesota (Estados Unidos), Peter Davies, em um evento mundial realizado em formato digital pela IPVS (do inglês Associação Internacional de Veterinários Especialistas em Suínos) na próxima terça-feira, dia 3 de novembro, a partir das 11h.

Este evento marcará o encerramento do ciclo de preparação do IPVS2020, com a publicação dos Anais do evento, bem como o lançamento da 26ª edição do Congresso da IPVS, que será realizado de 21 a 24 de junho de 2022, no Rio de Janeiro. “Nosso objetivo é reunir especialistas da cadeia produtiva e apresentar o evento de 2022”, afirmou a médica veterinária, presidente da IPVS e professora da Universidade Federal de Minas Gerais, Fernanda Almeida. “Este evento é especialmente importante pela presença do doutor Peter Davies, um profissional mundialmente reconhecido, que irá compartilhar conosco um pouco da sua visão sobre o futuro da produção suinícola no mundo. Além disso, em respeito a todos os pesquisadores que escolheram o IPVS2020 para a divulgação dos dados obtidos nos últimos anos, faremos a publicação oficial dos Anais do IPVS2020”, informa.

O evento é gratuito, sendo transmitido para o mundo todo em inglês com tradução simultânea para o português. Os interessados poderão se inscrever através do link http://bit.ly/webinar-ipvs2020.

Outras informações sobre o IPVS2020 poderão ser obtidas através do e mail ipvs2020@ipvs2020.com ou pelo telefone +55 (31) 3360-3663.

Sobre Peter Davies

O Dr. Peter Davies é médico veterinário epidemiologista, especializado em doenças infecciosas. Professor da College of Veterinary Medicine da University of Minnesota, nos Estados Unidos, com grande experiência em clínica veterinária. Atuou como consultor de produção animal, participando de projetos de desenvolvimento rural, inclusive no Brasil. Além da pesquisa em sanidade suína, Davies se especializou em epidemiologia de patógenos zoonóticos transmitidos por alimentos.

O IPVS 2022

O maior evento da suinocultura mundial será realizado pela segunda vez no Brasil, após 34 anos. O local escolhido para acolher este evento de tamanha magnitude é o Riocentro, um dos mais completos centros de eventos e convenções do país. São esperados participantes de todo o mundo e a submissão de trabalhos científicos em diferentes áreas de concentração. Além de uma programação científica extraordinária, o evento contará com uma enorme feira de negócios, onde serão apresentadas as mais recentes tecnologias e novidades para a suinocultura mundial.

Fonte: Assessoria
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Suínos / Peixes Novidade

Nova edição de Suínos e Peixes está disponível na versão digital

Matéria de capa é uma entrevista exclusiva com a ministra Tereza Cristina

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O Presente Rural

A nova edição de Suínos e Peixes de O Presente Rural já disponível na versão digital, na íntegra e de forma gratuita.

Entre as matérias que você pode ler está uma entrevista exclusiva com a ministra Tereza Cristina, onde ela faz uma avaliação dos seus mais de 20 meses à frente do Ministério da Agricultura e fala sobre quais são as projeções para 2021.

Além disso, a edição ainda conta com matérias falando sobre como a PSA vem mudando o mercado mundial de carnes, as novidades a respeito do novo frigorífico da Frimesa, o maior da América Latina, uma matéria exclusiva sobre o que a suinocultura pode aprender com a bovinocultura de corte a respeito do mercado de carnes nobres, os impactos da Semana Nacional da Carne Suína, e um especial sobre como a pandemia realçou o papel dos médicos veterinários e zootecnistas na produção de alimentos saudáveis e seguros.

Você pode conferir ainda artigos técnicos exclusivos falando sobre saúde, bem-estar animal e nutrição. Além das novidades no mercado empresarial das principais empresas do setor agropecuário.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Nutrição

Cereais de inverno podem substituir o milho na alimentação de suínos e aves

Resultados mostram que o trigo e o triticale são os cereais com maior potencial para substituir o milho; estudos avaliam também a cevada

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Lucas Scherer/Embrapa

Pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Trigo (RS) e Embrapa Suínos e Aves (SC) apontam que cereais de inverno, como trigo, aveia, centeio, cevada e triticale, são opções viáveis para substituir o milho na formulação de rações e concentrados para alimentar suínos e aves. Além de reduzir a dependência desse grão na Região Sul, cuja produção não tem sido suficiente para atender à demanda, o resultado amplia o mercado para os cereais de inverno, que ocupam cerca de 20% da área potencial de cultivo.

A escassez de milho frente ao crescente aumento na produção de proteína animal e a ociosidade de áreas produtivas no inverno foram as principais motivadoras dos estudos, que avaliam a viabilidade econômica e nutricional no uso de cereais de inverno na composição de rações, além da caracterização de cultivares mais adequadas à alimentação de suínos e aves.

A ociosidade de áreas no inverno na Região Sul, especialmente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, é estimada em mais de 6 milhões de hectares, considerando espaços em situação de pousio ou com plantas de cobertura. Aproveitar melhor o inverno para abastecer o mercado de proteína animal é o projeto que a Embrapa está desenvolvendo na região, em parceria com vários segmentos do setor produtivo, indústria e poder público.

Consumo

Cada brasileiro consome, em média, 43 kg de frango e 15 kg de carne suína por ano. Para atender essa demanda, é necessário produzir cerca de 30 milhões de toneladas de grãos como milho, trigo, soja e outros.

Déficit de milho aumenta gastos e preocupa produtores

A produção de milho no Brasil chegou a 100 milhões de toneladas na safra 2019. Desse volume, 43 milhões de toneladas têm como destino as exportações e outras 4,5 milhões de toneladas vão para a produção de etanol. Do total de grãos destinados ao consumo interno, mais da metade é utilizada para a alimentação animal.

Figura 1– Balanço da produção e consumo de milho nos municípios brasileiros em 2019 e da matriz de transporte hidroviário e ferroviário atual e futuro no Brasil. Fonte: Santos Filho et al., 2020.

Em 2019, a Região Sul produziu 25 milhões de toneladas de milho, um crescimento de 44% comparado aos volumes alcançados nos anos 2000. Com exceção do Paraná, que conta com o reforço do milho safrinha ou segunda safra, os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm disponível (considerando produção menos exportação) aproximadamente a metade do milho que consomem.

Somente para atender à demanda da indústria de proteína animal, que ano passado contabilizou uma produção de 2,7 milhões de toneladas de suínos e quase oito milhões de toneladas de frango, foram necessários 21,5 milhões de toneladas de milho. O déficit de milho na Região Sul é suprido pelos grãos trazidos do centro-oeste do Brasil, com custos de logística que sobrecarregam a produção.

Figura 2 – Diferença entre as áreas com plantio de culturas anuais de verão e com plantio de culturas de inverno nos municípios de Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Fonte: Santos Filho et al., 2020.

A tabela a seguir mostra como a produção de milho tem acompanhado o crescimento da produção de suínos e aves na Região Sul:

Trigo e triticale são os melhores candidatos para substituir o milho

As pesquisas da Embrapa apontam, especialmente, o trigo e o triticale como alimentos energéticos com potencial para substituir o milho e o farelo de soja nas dietas para suínos e frangos de corte, desde que sejam efetuados ajustes nos níveis de aminoácidos e de energia para atender as exigências dos animais em cada fase. “Com valor nutricional complementar ao milho e ao farelo de soja, esses cereais tornam-se técnica e economicamente viáveis para inclusão nas dietas de suínos e aves, podendo suprir parte significativa da demanda de grãos para essas duas espécies”, avalia a pesquisadora da Embrapa Teresinha Bertol.

 Resultados iniciais mostram que os valores nutricionais desses cereais são variáveis, dependendo da cultivar, do local e ano de produção. Por isso, é fundamental a avaliação de cada lote dessas matérias-primas antes de seu uso na produção de rações.

Uma das cultivares que mostrou bom potencial para a composição de rações foi o trigo BRS Tarumã, que possui maiores valores de proteína bruta e energia metabolizável. “Com teor de proteína próximo a 18%, esse trigo foi desenvolvido para a alimentação animal em um mercado alternativo à panificação, e já vem sendo utilizado há mais de 20 anos na criação de bovinos, agora com possibilidade de atender também à demanda de suínos e aves”, explica o pesquisador Eduardo Caierão, melhorista da Embrapa Trigo. Segundo ele, a cultivar apresenta excelente valor energético, muito próximo ao farelo de soja, o que permite também baixar custos nesse item de produção.

Outros trigos, como BRS Pastoreio e BRS Sanhaço, assim como as cultivares de triticale BRS Saturno e Embrapa 53, apresentaram menor conteúdo de energia, o que aumenta a demanda por óleo nas rações. “O uso desses cereais pode ser economicamente mais vantajoso nas fases em que os animais apresentam menor demanda de energia como, por exemplo, na gestação dos suínos. Já no caso do trigo BRS Tarumã, devido ao seu conteúdo de energia superior ao do milho e ao alto conteúdo de proteína, o uso é mais produtivo nas fases de crescimento e terminação, quando a exigência desses fatores é mais elevada”, explica o pesquisador de socioeconomia da Embrapa Suínos e Aves Jonas dos Santos Filho.

Cevada também faz parte dos estudos

Conforme as avaliações nutricionais, os níveis ótimos para inclusão do trigo e do triticale na ração de suínos ficam ao redor de 35%, enquanto para a cevada esses níveis ficam entre 20% e 25% a partir da fase de crescimento. No caso dos frangos de corte e poedeiras, recomenda-se níveis de 20% a 30% de inclusão de trigo ou triticale, e até 20% de cevada na ração a partir da fase inicial.

De acordo com Teresinha Bertol, esses são os níveis que permitem a melhor combinação de ingredientes para otimização do balanceamento dos aminoácidos essenciais e que proporcionam a melhor qualidade de pellet (formato da ração peletizada). Porém, ela pontua que é possível substituir totalmente o milho por trigo ou triticale nas dietas para suínos, desde que se faça os ajustes necessários nos níveis nutricionais para atender as exigências dos animais em cada fase.

Aproximação da indústria com o setor produtivo

 O uso de cereais de inverno na produção de proteína animal não é novidade, mas a mobilização que uniu especialistas, entidades representativas do setor produtivo e poder público visa dar maior segurança na rentabilidade do produtor de grãos e na garantia de matéria-prima para abastecer a indústria.

Com o objetivo de aumentar a área com cultivos de inverno, o governo do estado de Santa Catarina – que é o maior importador de milho no Brasil – lançou, no início deste ano, em fevereiro de 2020, o “Programa de Incentivo ao Plantio de Grãos de Inverno”, que está estimulando os agricultores a investirem em cereais de inverno com potencial para compor a matriz de ingredientes para rações de suínos e aves. O programa conta com o suporte técnico de instituições de pesquisa como a Embrapa e a Epagri/SC, o fornecimento de insumos e assistência técnica do setor cooperativista e a aquisição dos grãos pela indústria de suínos e aves.

Um dos desafios para garantir o abastecimento da indústria de proteína animal com cereais de inverno é o clima nem sempre favorável, responsável por muitas safras frustradas no inverno com chuvas na pré-colheita que podem resultar em perda de qualidade dos grãos e até contaminação por micotoxinas, ocasionando fungos que causam complicações no sistema digestivo dos animais. Mas para o especialista em agropecuária do time de nutrição da Seara, Herbert Rech, a agroindústria já tem experiência para se adaptar ao momento adverso: “Problemas com frustração de safra que afetam a qualidade nutricional ou sanitária dos grãos também ocorrem no milho e em outras culturas. Cabe à indústria saber fazer os ajustes nutricionais para manter o desempenho dos animais”.

Segundo ele, os cereais de inverno precisam competir nutricionalmente e financeiramente com os demais ingredientes da ração, como o milho e o farelo de soja, mas sem perder em qualidade: “Importante avaliar que não estamos falando de utilizar o refugo da produção de grãos para alimentação animal. Precisamos de trigo de qualidade, que supra a demanda da indústria de proteína animal e não somente ofertas pontuais dos grãos que não atenderam os requisitos da panificação”.

Rech destaca que “se o produtor utilizar trigos com características de interesse para a alimentação animal, como maior energia, proteínas e menos fibras, obviamente competirá melhor com outras commodities. Trigo de qualidade é valorizado em qualquer mercado, mas é preciso estudar cada oportunidade”.

“Não há dúvidas técnicas quanto ao uso dos cereais de inverno para alimentação de suínos e aves. O que está em discussão agora é o modelo de negócio para viabilizar o plantio e uso em rações”, confirma Alexandre Gomes da Rocha, da Aurora Alimentos. Ele defende o estabelecimento de uma indexação de preço dos cereais de inverno ao preço do milho: “Com o preço pré-fixado haverá perda para um dos lados. Se o preço do milho estiver em baixa a agroindústria perde por pagar caro pelos cereais de inverno; e no cenário inverso, o produtor perde a oportunidade de melhor preço do trigo. Ocorrendo perdas sucessivas para um dos lados o negócio tende a perder força e descontinuar. Por isso, é preciso um modelo claro pré-definido que dê segurança para ambos os lados”.

Na Região Sul, as negociações da indústria de proteína animal com o setor produtivo já começaram, inicialmente com grandes produtores e cooperativas, mas devem expandir o alcance para pequenos produtores, principalmente aqueles que atuam próximo às indústrias.

Fonte: Embrapa Trigo e Embrapa Suínos e Aves
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