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Evento técnico-científico discute milho e sorgo em novas fronteiras agrícolas

Pela primeira vez, tradicional evento acontecerá no Matopiba e na região Norte do país

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A partir desta segunda-feira (1º) estão abertas as inscrições para a 34ª edição do Congresso Nacional de Milho e Sorgo (CNMS), que vai acontecer entre os dias 09 e 12 de setembro em Palmas (TO). Será a primeira vez que o evento, um dos mais tradicionais e relevantes sobre as duas cadeias produtivas agrícolas, acontece tanto na região Norte do país como no Matopiba – área que envolve partes de quatro estados: Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Os valores a serem investidos nas inscrições variam de acordo com a categoria do participante – estudante de graduação, estudantes de pós-graduação, profissional sócio da ABMS e profissional não sócio da ABMS – e com a data de efetivação. A ABMS é a Associação Brasileira de Milho e Sorgo, entidade técnico-científica que reúne interessados nas duas culturas e é a promotora e realizadora do congresso. Como organizadora, entra a Embrapa.

O presidente do 34º Congresso Nacional de Milho e Sorgo é Rodrigo Véras da Costa, pesquisador da Embrapa. Ele é da Embrapa Milho e Sorgo, mas atua no Tocantins e na região por meio de parceria com a Embrapa Pesca e Aquicultura, que possui um grupo de pesquisadores em sistemas agrícolas. Entre os trabalhos desse grupo, há pesquisas com grãos voltadas para as condições de solo e de clima do Matopiba.

Rodrigo contextualiza a relevância das duas culturas temas do evento: “entre os grãos, o milho ocupa a segunda maior área plantada, somente superada pela soja, e é a atividade agrícola mais frequente nas propriedades rurais do Tocantins, do Matopiba e do Brasil. Da mesma forma, o sorgo apresenta um enorme potencial de crescimento nesta região e têm sido observados aumentos constantes de área plantada e de produtividade, apresentando-se como uma forte alternativa para as condições do Cerrado”.

Segundo o pesquisador, na safra 2022/2023 o Matopiba foi responsável por cerca de 15% da área cultivada (o que equivale a 7,4 milhões de hectares) e por aproximadamente 9% da produção total (13,9 milhões de toneladas) de grãos no Brasil. “Esta região tem se tornado o destaque do agronegócio brasileiro, com a maior média nacional em crescimento da produção de grãos, chegando a 20% ao ano”, afirma. Os números atestam que, de potencial fronteira agrícola, o Matopiba nas últimas safras se tornou realidade.

Tema central

E é justamente sistemas de produção em fronteiras agrícolas o tema central do evento. Cícero Beserra de Menezes, também pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, é o presidente da ABMS. Segundo ele, “o expressivo crescimento da agricultura no Norte do Brasil faz desta região uma nova fronteira de produção de grãos. Os trabalhos de pesquisa e de assistência têm aumentado na região, e para isso o congresso é importante”.

Cícero continua: “a região Norte é muito peculiar, principalmente na questão de condições climáticas e de solos, o que demanda esse tipo de evento, para discutir o que vem sendo feito na região e o que precisa melhorar. O congresso permite uma interação entre pesquisadores, extensionistas e estudantes de diversas regiões do país, o que permite a difusão do conhecimento em prol da cadeia de produção de grãos”.

Visão parecida tem Rodrigo, para quem “a troca de ideias e de experiências e as novas tecnologias a serem apresentadas no congresso irão contribuir para a formulação e a implementação de estratégias orientadas ao aumento da competitividade do agronegócio do milho, do sorgo e de grãos em geral, com enfoque na sustentabilidade e na proteção ao ambiente e à biodiversidade”.

Ele ressalta que, mesmo com a recente evolução das duas culturas no Matopiba, é preciso vencer desafios em manejo e conservação do solo, na adaptação às condições climáticas da região e também na implantação de sistemas integrados de produção que consigam minimizar os riscos climáticos existentes.

Para Rodrigo, “grande parte do impulso esperado na produtividade de grãos no Matopiba será baseado na ampliação do acesso às tecnologias hoje empregadas, como o uso de híbridos e de cultivares adaptados às condições edafoclimáticas, manejo de pragas e de doenças, além de boas práticas para o uso eficiente de fertilizantes, de corretivos e de defensivos e a prática de sistemas conservacionistas como o sistema plantio direto e a integração lavoura-pecuária-floresta”.

Expectativa

O presidente da ABMS tem expectativa positiva sobre o congresso de setembro. De acordo com Cícero, “desde o início do planejamento, temos recebido atenção especial tanto da Embrapa como das autoridades do município e do estado do Tocantins, o que mostra que fizemos a escolha certa. Hoje é indiscutível a importância da região Norte na produção de alimentos, e o evento vem para divulgar a agricultura da região e levar pessoas de outras regiões para discutir as tecnologias atuais das culturas do milho e do sorgo”.

Rodrigo vai na mesma linha: “a expectativa é muito positiva. Esperamos uma grande participação de todos os atores envolvidos nas cadeias produtoras de grãos, tanto daqueles que residem e trabalham no Tocantins e em estados vizinhos, quanto daqueles que vêm de outras regiões do Brasil. Os eventos on-line são importantes no mundo atual, mas todos estão carentes de eventos presenciais em que podem trocar experiência e interagir com colegas de outros locais, além de conhecer diferentes realidades e sistemas de produção nas diversas regiões produtoras do nosso país”.

O congresso vai acontecer no Centro de Convenções Arnaud Rodrigues, em Palmas. Mais informações, inclusive sobre submissão de trabalhos podem ser acessadas clicando aqui.

Durante a 24ª edição da Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins), em maio, será feito o lançamento do Congresso Nacional de Milho e Sorgo deste ano. A feira ocorre de 14 a 18 de maio no Parque Agrotecnológico Engenheiro Agrônomo Mauro Mendanha, também em Palmas.

Fonte: Assessoria Embrapa Pesca e Aquicultura

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MBRF integra Índice Carbono Eficiente da B3

Empresa passa a integrar o ICO2 após fusão entre Marfrig e BRF, com reconhecimento à gestão das emissões de gases de efeito estufa.

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Foto: MBRF

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, integra a carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3), que reconhece empresas com desempenho consistente na gestão e na transparência das emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para o avanço da transição para uma economia de baixo carbono. No processo de avaliação, 94 companhias foram analisadas, das quais 65 foram selecionadas para compor a nova carteira.

Esta é a primeira avaliação da companhia como MBRF, após a fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025. No ciclo anterior, a Marfrig integrou o ICO2 B3 pelo quinto ano consecutivo, enquanto a BRF participou da carteira pela 14ª vez.

“A inclusão da MBRF na carteira do ICO2 B3 evidencia a robustez das práticas para mitigação e adaptação climáticas da companhia e reflete a consolidação de uma trajetória construída por Marfrig e BRF, já reconhecidas individualmente pela eficiência na gestão das emissões. Agora, ampliamos esse legado, com uma atuação integrada, em maior escala e com compromisso permanente com a agenda climática”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da MBRF.

Criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ICO2 avalia indicadores como metas de mudanças climáticas  atreladas a remuneração variável dos executivos, reporte público de emissões de gases de efeito estufa, estudo de identificação de riscos e/ou oportunidades relacionados ao clima, plano de transição alinhado à ambição de limitar o aquecimento global a 1,5°C (conforme preconizado pelo Acordo de Paris), metas de descarbonização da cadeia de valor, entre outros.

Mudança do clima

Para mitigar os efeitos da mudança do clima e contribuir para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono, a MBRF estabeleceu compromissos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Os desafios climáticos foram validados pela Science Based Targets initiative (SBTi) e estão alinhados com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5º C, conforme estabelecido no Acordo de Paris. O plano de ação está baseado em quatro frentes de ação: cadeia livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional.

Entre as ações, destacam-se a geração de créditos de carbono certificados, com rentabilidade compartilhada ao longo da cadeia; o desenvolvimento de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF), certificados em parceria com a Embrapa; o uso de fontes renováveis, que já respondem por cerca de 50% da eletricidade consumida nas operações industriais, além da adoção de energia solar em aproximadamente 60% da criação de aves e suínos. A empresa também atua na intensificação e no manejo adequado de pastagens, evitando a supressão de vegetação nativa, investe no Programa de Produção Sustentável de Bezerros da IDH – The Sustainable Trade Initiative, e promove o melhoramento genético integrado que reduz o tempo de preparo dos animais para o abate, contribuindo para a diminuição das emissões.

Fonte: Assessoria MBRF
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Florescimento da soja define potencial produtivo da lavoura

Fatores climáticos, nutrição equilibrada e manejo adequado são decisivos para o pegamento de flores e a formação de vagens.

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Foto: Divulgação

O florescimento da soja marca uma das fases mais estratégicas do ciclo da cultura, pois é nesse período que se define grande parte dos componentes de produtividade. Aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo atuam de forma integrada e podem favorecer ou limitar o pegamento de flores e a formação de vagens, refletindo no rendimento final da lavoura.

Entre os principais fatores que influenciam o florescimento estão o fotoperíodo, a temperatura, a disponibilidade hídrica e a nutrição da planta. Fotoperíodo e temperatura atuam conjuntamente sobre o desenvolvimento da soja, sendo que cada cultivar apresenta exigências específicas de soma térmica para completar seu ciclo.

Foto: Shutterstock

Já o déficit hídrico reduz a divisão e o alongamento celular, diminui a área foliar e o porte das plantas, resultando em menor formação de nós. Como consequência, ocorre redução no número de flores, vagens e grãos, afetando diretamente os componentes de produção.

A nutrição equilibrada também é determinante nessa fase. Todos os macro e micronutrientes são importantes, mas alguns se destacam durante o florescimento da soja, como fósforo, potássio, cálcio, boro, magnésio, cobalto e molibdênio. Esses nutrientes estão diretamente ligados à formação das flores, à polinização, ao transporte de carboidratos, à nodulação e ao enchimento de grãos. Deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e boro, podem provocar baixa formação de flores e vagens.

Segundo o PhD em Agronomia em Ciência do Solo, Roni Fernandes Guareschi, além dos fatores abióticos, questões de manejo também interferem no florescimento e, por isso, requerem planejamento e correta execução das práticas agrícolas neste momento. “As análises de solo e foliar permitem identificar e corrigir desequilíbrios nutricionais que comprometem o desenvolvimento da planta e aumentam o risco de abortamento. A escolha de sementes de alta qualidade, de variedades adaptadas à região, o respeito à janela de plantio e um manejo eficiente de pragas e doenças são fundamentais para garantir um florescimento uniforme e dentro do potencial de cada cultivar”, afirma.

Florescimento e o início do verão

A qualidade da semente utilizada na implantação da lavoura exerce forte influência no florescimento. Sementes com alto vigor, boa germinação e sanidade favorecem um estabelecimento mais rápido e uniforme, com sistema radicular mais desenvolvido e maior eficiência na absorção de água e nutrientes, resultando em maior número de flores, vagens e grãos.

Foto: Gilson Abreu

Nesse contexto, o suporte técnico especializado contribui para decisões mais assertivas ao longo do ciclo. “Além de auxiliar na escolha da variedade mais adequada para cada região e condição climática, o time de campo orienta o produtor durante toda a safra com análises de solo e foliar e na seleção correta dos insumos para promover estandes mais uniformes e maior segurança na floração e formação de vagens”, destaca Guareschi.

Com a lavoura em fase reprodutiva e sob condições típicas do início do verão, o produtor deve ter ainda mais atenção ao manejo. “Monitorar a nodulação da soja, acompanhar pragas e doenças de forma contínua e adotar estratégias para estimular o máximo potencial fisiológico da planta são cuidados essenciais para minimizar os efeitos dos estresses abióticos e preservar o desempenho da cultura”, reforça.

Fonte: Assessoria Grupo Conceito
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Dia de Campo da Copacol apresenta pesquisas e tecnologias para elevar a produtividade

Evento reúne cooperados no CPA, em Cafelândia (PR), e destaca manejo, cultivares e cenário do mercado de commodities.

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Cooperados de diversos municípios prestigiaram o primeiro dia do evento - Fotos: Divulgação/Copacol

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo Centro de Pesquisa Agrícola (CPA). “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.

Cooperado Lucas visitou o CPA com o filho Gustavo: “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras”

Entre os temas abordados estiveram os resultados de pesquisa referente a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção; plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades; manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo e um painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA. A abertura do evento também contou com uma palestra especial sobre tendências do mercado de commodities com o palestrante Étore Baroni, da Stone-X Brasil.

Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor que participou do evento no primeiro dia.

Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.

Nesta sexta-feira (09) um novo grupo de produtores participa do Dia de Campo de Verão da Copacol. As atividades começam a partir das 08 horas no CPA, em Cafelândia (PR).

Fonte: Assessoria Copacol
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