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Evento marca posse do novo conselho diretor da ANDAV para o biênio 2014-2015

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“Alimentar o mundo primando pela sustentabilidade, segurança e saúde alimentar. Essa reflexão também se faz presente no trabalho de todo o canal de distribuição de insumos agropecuários. Nossos profissionais cada vez mais precisam se especializar frente a esse difícil desafio do homem moderno”. Com essas palavras, Carlos Henrique Franco Nottar, do Grupo Desempar (PR), iniciou a sua gestão para o biênio 2014-2015 como  presidente da ANDAV – Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários. 
 
Carlos Nottar terá a importante missão de dar continuidade ao trabalho realizado pelo ex-presidente Marco Antônio Nasser, da Terrena (MG). Na solenidade, Nasser esteve presente e realizou discurso elogiando seu sucessor e o trabalho realizado pelo presidente executivo Henrique Mazotini, que está há 20 anos na ANDAV. “Mazotini conhece mais de revenda agrícola do que os próprios empresários do setor”, disse. Sobre Carlos Nottar, o ex-presidente foi enfático. “Inicia-se um novo ciclo, com um presidente preparado. Certamente será um líder promissor dentro de uma associação representativa como a ANDAV, participando com inteligência de causas que são importantíssimas para o nosso negócio”, analisa Nasser que passa a fazer parte do conselho fiscal da ANDAV no biênio 2014-2015. 
 
Finalizando o evento, Carlos Nottar analisou alguns desafios futuros da associação. “Será um momento de profundo aprendizado junto aos empresário de empresas espalhadas por todos os estados brasileiros. A ANDAV inicia 2014 presente em 24 estados. E queremos mais porque juntos, nossos associados já movimentam aproximadamente R$ 7 bilhões de reais, contam com uma equipe de cerca de 10 mil funcionários diretos e comercializam aproximadamente 197 toneladas em produtos”, disse Nottar.
 
Carlos Henrique Franco Nottar é Engenheiro Agrônomo formado pela UFPR- Universidade Federal. Na ANDAV está presente no conselho diretor desde 2009, sendo no último biênio (2012-2013) vice-presidente da Associação. “Esses anos foram fundamentais para entender os benefícios do associativismo. O conselho diretor do biênio 2014-2015, conta com grandes distribuidores que estão representados por profissionais atuantes. A atuação nacional também foi levada em conta com o ingresso de regiões que passam a fazer parte do conselho ANDAV, uma importante estratégia para globalizar os objetivos da associação. 
 
A nova diretoria é formada por 30 profissionais atuantes em revendas brasileiras sendo, a começar pelo presidente Carlos Nottar, o primeiro vice-presidente Roberto Motta, da Agro Amazônia (MT) e o segundo vice-presidente Salvino Antonio Camarotti, da SC Tecnologia (PE). Fazem parte do conselho fiscal seis profissisonais: José Citelli Neto, da Qualifértil (SP), José Gilberto de Freitas, da Campagro (SP), Alberto Yoshida, da Yoshida & Hirata (SP), Luís Antônio Moreira, da Agrocerrado (MG), Marco Antônio Nasser de Carvalho, da Terrena (MG) e  Francisco Ricardo de Toledo, da Agrofito (SP). Completam o quadro diretor da ANDAV outros 21 diretores: Alfeu Rizzi, da Rizzi & Cia Agrimar (RS), Antônio Henrique Botelho Lima, da Agrológica (MT), Aureliano de Barros Cavalcante, da Central de Adubos (PE), Beatriz Maria Vian, da Herbinorte (MA), Benjamin de Souza Junior, da Super Safra (GO), Estevan Bento, da Casa do Adubo (ES), Feres Soubhia, da Soubhia & Cia (MS), Fernando Guerreiro Abrão, da Belagrícola (PR), Ferreirinha Aparecido da Costa, da Ferrari & Zagatto (PR), Gianpablo Andrade de Melo, da Agrofértil (MT), Giovani Rodrigues Prado, da Fitovet (MG), Jairo Luís Casagranda, da Diamaju (RS), Jorge Antônio Etcheverria, da Tchê Agrícola (GO), José Hara, da Agro Hara (PR), Leandro José Cecchele, da Gerais Agro Com. (BA), Márcio Braga de Resende, da Polo Prod. Agrícolas (GO), Marco Antônio Lima Menezes, da Agropecuária Piumhi (MG), Marcos Rodrigues Chaves, da Apoio Agrícola (ES), Marcos Antônio Vimercati, da Sinagro (MT), Pascoal Azambuja Bavaresco, da Casa Trevo (RS) e Paulo Fachin, da Agrex (GO).
 
Estiveram presentes na solenidade de posse do novo conselho diretor representantes das associações ANDEF, ANDA, ADIAESP, ABAG, AENDA, AMA, ASSOCIQUIM, CEARPA, InpEV, Sindan, Sindiveg além de executivos da Dupont, Produquima, Monsanto, Basf, Luft, FMC, Sumitomo, Ihara e Mafre. 
 
Sobre a ANDAV
 
A ANDAV – Associação de Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários, conta atualmente com mais de 1,2 mil Associados e foi criada em 18 de outubro de 1990 com a finalidade de potencializar a força dos distribuidores perante o mercado do agronegócio, com a profissionalização, estruturação e coesão do setor. Para tanto, a Associação intervém com a transmissão de informações técnicas de qualidade, respaldo jurídico, técnico, treinamento, produtos, suporte e outras ferramentas essenciais ao distribuidor. Assim, a ANDAV fortalece a representatividade do setor no mercado brasileiro atual.

Fonte: Assessoria

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ABPA abre inscrições para prêmio de pesquisa aplicada durante o SIAVS 2026

Reconhecimento valoriza estudos com impacto prático na avicultura e suinocultura e prevê experiência internacional aos vencedores.

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Foto: Alf Ribeiro

Estão abertas as inscrições para o Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável, reconhecimento científico que a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) promoverá durante o SIAVS 2026 – Salão Internacional de Proteína Animal, maior evento da avicultura e da suinocultura do Brasil, que será realizado entre os dias 04 e 06 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).

A iniciativa contempla duas distinções, voltadas à valorização de pesquisas com efetiva aplicabilidade prática para a cadeia produtiva da proteína animal:

  • Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável – Grandes Áreas, destinado a trabalhos científicos com impacto nas áreas de produção, manejo e ambiência; nutrição; tecnologia e processos; sanidade; sustentabilidade; e saúde pública.
  • Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável – RAM (Resistência aos Antimicrobianos), voltado exclusivamente a estudos que abordem estratégias, ferramentas, indicadores e práticas relacionadas ao uso responsável de antimicrobianos e ao enfrentamento da resistência microbiana na produção animal, tema estratégico para o setor e alinhado aos princípios internacionais de One Health – no âmbito da  campanha “Uso Consciente, Futuro Responsável”, mantida pela ABPA.

O objetivo do Mérito é estimular pesquisas que extrapolem o ambiente acadêmico e apresentem aplicabilidade concreta, contribuindo para ganhos de eficiência, segurança sanitária, sustentabilidade e competitividade internacional da avicultura e da suinocultura brasileiras.

Os trabalhos inscritos serão avaliados por comissão julgadora composta por especialistas com reconhecida atuação técnica e acadêmica. Entre os critérios considerados estão:

  • Relevância estratégica para o setor
  • Grau de inovação
  • Consistência metodológica
  • Aplicabilidade prática
  • Potencial de impacto na cadeia produtiva

Após a etapa de avaliação, os trabalhos selecionados serão apresentados durante a programação oficial do SIAVS, ampliando sua visibilidade junto a empresários, pesquisadores, autoridades sanitárias e representantes nacionais e internacionais.

Como forma de reconhecimento, o primeiro autor do trabalho vencedor em cada uma das duas distinções participará, com apoio da organização, de uma experiência internacional em uma das principais feiras globais de alimentos, podendo escolher entre a SIAL Paris 2026, em Paris, ou a Gulfood 2027, em Dubai. A iniciativa proporciona imersão no ambiente internacional de negócios e inovação, fortalecendo a formação estratégica dos pesquisadores.

As inscrições devem ser realizadas conforme as orientações disponíveis no site oficial do evento, onde também constam regulamento completo, prazos, formato de submissão e demais informações, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria ABPA
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Abertura de 525 mercados para o agro gera oportunidade histórica ou risco de expansão sem margem?

Diversificação de destinos pode gerar até US$ 375 bilhões em exportações, mas exige gestão de custos e precificação para garantir rentabilidade.

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Fotos: Claudio Neves

A abertura de 525 novos mercados internacionais para o agronegócio brasileiro, com potencial estimado de até US$ 375 bilhões por ano em exportações, consolida o país como um dos principais fornecedores globais de alimentos e reforça sua relevância estratégica no comércio internacional. Do ponto de vista institucional e geopolítico, trata-se de um avanço inegável. Do ponto de vista empresarial, no entanto, o aumento do acesso não pode ser confundido com geração automática de valor econômico.

A experiência mostra que expansão de mercado, quando não acompanhada por gestão rigorosa de custos e precificação adequada, tende a pressionar margens e aumentar a exposição financeira das empresas.

Exportar implica estruturas logísticas mais complexas, exigências sanitárias específicas, custos regulatórios adicionais, riscos cambiais, prazos de recebimento mais longos e maior dependência de capital de giro. Esses fatores alteram substancialmente o custo total da operação e não podem ser tratados como extensões do mercado doméstico.

Um dos erros mais recorrentes nas estratégias de internacionalização do agro é a ausência de segregação clara entre custos locais e custos de exportação. Quando a empresa utiliza uma estrutura de custos média para formar preços em diferentes mercados, acaba diluindo despesas específicas de cada canal e comprometendo a leitura real da rentabilidade por contrato, por produto e por país. O resultado é a celebração de volumes crescentes de vendas acompanhada por deterioração gradual das margens operacionais, muitas vezes percebida apenas quando o caixa

Foto: Divulgação

começa a ficar mais pressionado.

Outro ponto crítico é a formação de preços em ambientes de maior volatilidade. Oscilações cambiais, variações nos custos de frete internacional, alterações em tarifas e mudanças nos prazos de pagamento impactam diretamente a margem final, especialmente em contratos de médio e longo prazo. Sem mecanismos de proteção financeira e sem modelos de precificação que incorporem cenários de risco, a empresa transfere parte significativa da incerteza para dentro do próprio resultado.

Também é preciso considerar o efeito financeiro do crescimento acelerado. A ampliação das exportações exige maior investimento em estoques, transporte, certificações e estrutura comercial, elevando a necessidade de capital de giro. Em um ambiente de juros estruturalmente mais altos, esse custo financeiro passa a ser componente relevante da margem e precisa ser tratado como parte integrante da estratégia de preço, não como despesa posterior absorvida pelo resultado.

Nesse contexto, cresce a importância da análise de margem real, e não apenas do faturamento ou da participação em novos mercados. Empresas que operam com foco exclusivo em volume tendem a mascarar ineficiências operacionais e decisões comerciais mal calibradas, sustentadas temporariamente por crescimento de receita, mas estruturalmente frágeis do ponto de vista financeiro. Crescer sem margem é, na prática, uma forma de destruição de valor em escala ampliada.

Para que a abertura de mercados se traduza em resultado sustentável, é indispensável avançar em três frentes: modelos de custeio mais precisos, que permitam identificar com clareza a rentabilidade por mercado e por canal; políticas de precificação que considerem riscos financeiros, fiscais e logísticos específicos de cada operação; e integração efetiva entre áreas comercial, financeira e operacional na tomada de decisão. Sem essa visão sistêmica, a empresa passa a competir apenas por preço, abrindo mão de margem para ganhar contratos que não se sustentam no médio prazo.

Foto: Divulgação/Porto de Santos

O ano de 2026 tende a ser decisivo nesse processo. A ampliação do acesso a mercados cria oportunidades relevantes, mas também eleva o grau de exigência na gestão. Empresas que dominarem seus custos, entenderem sua estrutura de margem e tomarem decisões baseadas em dados terão condições de transformar expansão em rentabilidade. As demais correm o risco de crescer em complexidade, exposição financeira e dependência de crédito, sem a correspondente geração de valor econômico.

A abertura de 525 mercados é, sem dúvida, uma conquista estratégica para o país. Para as empresas do agro, porém, o verdadeiro diferencial competitivo não estará apenas na capacidade de vender mais, mas na competência de vender com margem, previsibilidade e sustentabilidade financeira. Em um cenário global cada vez mais competitivo, não será o tamanho da operação que definirá a perenidade dos negócios, mas a qualidade das decisões econômicas que sustentam essa expansão.

Fonte: Artigo escrito por Fabiano Coelho, PhD em Ciências Contábeis.
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Exportações agropecuárias ganham alternativa para evitar gargalos no Golfo Pérsico

Exigência sanitária turca levou à criação de certificado específico para cargas em trânsito, permitindo passagem e armazenagem temporária de produtos de origem animal sem interrupção do fluxo ao Oriente Médio e à Ásia Central, mesmo com as restrições no Estreito de Ormuz.

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Foto: Claudio Neves

O Brasil garantiu a continuidade de uma rota alternativa via Turquia para o envio de exportações agropecuárias, diante das restrições no Estreito de Ormuz. A solução foi negociada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Com isso, a estrutura portuária turca segue como opção importante para cargas brasileiras com destino ao Oriente Médio e à Ásia Central, permitindo que as mercadorias sigam viagem sem a necessidade de passar pelo Golfo Pérsico.

Foto: Vosmar Rosa/MPOR

Essa rota já era utilizada por exportadores brasileiros. No entanto, a Turquia passou a exigir novas regras sanitárias para produtos sujeitos ao controle veterinário oficial, como os de origem animal. Para evitar prejuízos ao fluxo das exportações, foi negociado o Certificado Veterinário Sanitário para Produtos Sujeitos a Controles Veterinários em Trânsito Direto pela República da Turquia ou para Armazenamento Temporário com Destino à Expedição para outro País/Navio.

Na prática, o documento permite que mercadorias brasileiras, especialmente produtos de origem animal, atravessem o território turco ou fiquem armazenadas temporariamente no país antes de seguirem para o destino final.

A medida confere mais segurança e previsibilidade aos exportadores brasileiros em um momento de instabilidade nas rotas internacionais e reforça a atuação do Mapa para manter o comércio agropecuário brasileiro em funcionamento.

Fonte: Assessoria Mapa
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