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Evento híbrido online projeta potencial da pesca e aquicultura do Brasil
Os três primeiros dias de dezembro de 2020 serão dedicados a pensar a aquicultura e pesca do Brasil

A base da transmissão do IFC Digital será Foz do Iguaçu, PR, onde será montado o estúdio de onde parte o evento híbrido online. Transmitido em uma plataforma própria, o IFC será o primeiro evento do setor transmitido em formato full HD, com modernas câmeras de alta resolução a partir de um cenário de LED que vai reunir virtual e presencialmente palestrantes de 15 países. Os inscritos poderão navegar em ambiente virtual, visitar a feira Fish Expo Digital com estandes virtuais, assistir e participar de eventos como Arena do Conhecimento Sebrae e Seminário Nacional de Políticas Publicas e ainda visitar trabalhos científicos e o Aqua 4.0.
O evento IFC Brasil Digital conta com o apoio fundamental do Governo do Paraná, conforme anunciado pelo Governador Carlos Roberto Massa Júnior, o Ratinho, apoiador da aquicultura no Estado com a criação de políticas públicas inovadoras.
Os três primeiros dias de dezembro de 2020 serão dedicados a pensar a aquicultura e pesca do Brasil, um dos setores produtivos com maior potencial de crescimento e renda. “Das águas à mesa do consumidor – Uma cadeia competitiva e sustentável” é o tema do International Fish Congress e da Fish Expo Brasil.
Após a realização do I International Fish Congress e da I Fish Expo Brasil, em 2019, na cidade de Foz do Iguaçu, marcando de forma extremamente positiva e tornando-se o ponto de encontro de toda a cadeia do pescado, a comissão organizadora inova. O IFC Brasil Digital 2020, Na Era da Tecnologia, evento híbrido online será realizado de 01 a 03 de dezembro de 2020, com emissão de certificado ao final. Em ambiente digital, o evento utilizará tecnologia que permite interatividade e networking. Reunirá especialistas nacionais e internacionais, com tradução simultânea para espanhol e inglês.
Serão mais de 16h de conteúdo exclusivo, com especialistas de três continentes. Os mediadores estarão em estúdio com sistema de câmeras de vídeo de alta definição e em telas de led full HD. “Trata-se do primeiro e único evento internacional da cadeira do pescado em ambiente híbrido e virtual”, destaca Eliana Schwarz, CEO do IFC. Ainda conforme ela, o evento será ancorado do Paraná, mantendo o Estado como sede em 2019, 2020 e será 2021.
“Em um mundo lotado de conteúdo online e muitas dúvidas, realizamos o IFC Digital, mantendo nosso DNA: uma comissão organizadora que conhece profundamente os desafios e oportunidades do setor do pescado, sob medida, os conteúdos mais relevantes, instigantes e inspiradores – de saúde mental a transformação digital, do novo papel do profissional da cadeia do pescado nos cenários político-econômicos, de inovação a estratégia”, afirma Eliana.
“O momento exige superação. E é isso que o IFC Brasil Digital se propõe: transpor barreiras, superar limites e conectar milhares de pessoas, profissionais e empresários do setor em torno de um objetivo comum, fazer do Brasil um grande produtor mundial de pescados. Com conteúdo de qualidade, o IFC vai discutir tendências, apontar caminhos, discutir novas tecnologias com os mais renomados conferencistas nacionais e internacionais. Realizar o IFC Brasil Digital é uma grande demonstração de compromisso com o setor. E será feito com muito carinho, qualidade, participação e interação de todos com o que tem de melhor no mundo do pescado”, comenta Altemir Gregolin, ex-ministro da pesca e presidente do IFC Brasil.
O evento digital tem o patrocínio do Sebrae e apoio fundamental do MAPA – Ministério da Agricultura e Abastecimento/ Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca e Governo do Estado do Paraná, através da SEAB – Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e empresas Sanepar, Copel, Agência de Fomento e BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul . Entre as entidades apoiadoras estão a Peixe BR – Associação de Produtores de Peixes do Brasil , Abipesca – Associação das Indústrias de Pesca , CONEPE- Conselho Nacional de Pesca, ABRAPES – Associação Brasileira de Fomento ao Pescado, ABCC – Associação Brasileira de Produtores de Camarão, SINDIPI – Sindicato dos Armadores de Pesca de Itajaí, CNA – Confederação Nacional da Agricultura e COPACOL. O International Fish Congress tem a coorganização de FUNDEP e UNIOESTE.

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Brasil se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca
Responsável pela avaliação e difusão da variedade mais consumida do país, agrônomo do IAC ajudou a redefinir padrões de produtividade e qualidade do feijão brasileiro.

A história recente do feijão no Brasil passa, de forma decisiva, pelo trabalho do pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, que faleceu em 02 de janeiro. A trajetória profissional do agrônomo no Instituto Agronômico (IAC) está diretamente associada à avaliação, validação e difusão do feijão carioca, variedade que se tornou dominante no consumo nacional e transformou o mercado do grão no país.
D’Artagnan ingressou no IAC em 1967, instituição vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde construiu toda a sua carreira até a aposentadoria, em 2002. Atuou na antiga Seção de Leguminosas, área estratégica em um período em que a pesquisa pública buscava ampliar a oferta de alimentos básicos com maior produtividade e regularidade de qualidade.
O ponto de inflexão ocorreu ainda na década de 1960. Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), encaminhou ao IAC um lote de grãos de feijão com coloração rajada, até então pouco conhecida comercialmente. O material foi submetido a avaliações técnicas conduzidas por D’Artagnan, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho.
As análises envolveram não apenas o desempenho agronômico, mas também características culinárias, um diferencial para a época. Os resultados indicaram um material adaptado às condições de cultivo e com boa aceitação para consumo, abrindo caminho para sua adoção em escala mais ampla.
Em 1969, o feijão carioca foi oficialmente lançado, sob a responsabilidade direta de D’Artagnan, e incorporado ao projeto de produção de sementes básicas da CATI. A partir desse marco, a variedade ganhou espaço rapidamente nas lavouras e no mercado consumidor.
Na década de 1970, com a criação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, o material consolidou sua liderança. O feijão carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional, alterando padrões de oferta, produtividade e preferência do consumidor. O avanço teve impacto direto na organização do mercado, na estabilidade de preços e na segurança alimentar, ao fortalecer um alimento central na dieta brasileira.
Pelo papel desempenhado nesse processo, Luiz D’Artagnan de Almeida tornou-se conhecido entre colegas e produtores como o “pai do Carioquinha”, apelido que traduz o alcance prático de sua contribuição científica. Ao longo da carreira, recebeu diversas homenagens pelo trabalho desenvolvido no IAC e pelo legado deixado à pesquisa agrícola e à alimentação no Brasil.
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Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026
Estimativa supera o saldo positivo de 2025, de US$ 68,3 bilhões.

O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas na última terça-feira (o6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.
Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões.
Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.
Superação de expectativas
O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.
As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.
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Produzir mais em menos área é desafio central do agro diante do crescimento populacional
Intensificação produtiva, manejo do solo e eficiência no uso de recursos despontam como estratégias-chave para garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

Com a população mundial projetada para atingir 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: aumentar a produção de alimentos sem ampliar o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir 60% mais alimentos, além de consumir 50% mais energia e 40% mais água.
No Brasil, onde a área agrícola corresponde a cerca de 7,6% do território nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a intensificação produtiva tem se consolidado como caminho estratégico. Para o engenheiro agrônomo e empresário Luís Schiavo o foco deve estar na eficiência do uso do solo e na adoção de práticas agronômicas sustentáveis. “Não se trata apenas de produzir mais, mas com qualidade. O aumento da eficácia em áreas menores é essencial para garantir segurança alimentar, reduzir custos e preservar biomas importantes, como florestas e áreas de conservação”, afirma.

Foto: Jonathan Campos/AEN
Entre as principais estratégias para alcançar esse equilíbrio está o manejo adequado do solo. A manutenção da cobertura vegetal, especialmente no período de plantio, tem papel fundamental na proteção da estrutura da terra, na conservação da umidade e no estímulo à atividade microbiana. “O solo coberto funciona como um sistema vivo. A palhada atua como um colchão de matéria orgânica que reduz impactos mecânicos, protege contra a erosão causada pela chuva e favorece a ciclagem de nutrientes”, explica.
Outra prática destacada por Schiavo é a rotação de culturas, técnica que contribui para a fertilidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e melhora o aproveitamento de nutrientes. Um exemplo comum no campo brasileiro é a sucessão entre soja e milho safrinha. “Após a colheita, o solo permanece enriquecido com nitrogênio, o que favorece diretamente o desenvolvimento do milho. Esse tipo de rotação preserva as características físicas, químicas e biológicas garantindo produtividade consistente ao longo das safras”, pontua.
Segundo o engenheiro agrônomo, investir em tecnologia, manejo eficiente e insumos adequados é decisivo para tornar o agro mais competitivo e sustentável. “Quando o produtor otimiza os fatores de produção, ele melhora a relação custo-benefício, preserva recursos naturais e contribui para um modelo agrícola mais equilibrado. É uma equação em que todos ganham: o produtor, o consumidor e o planeta”, ressalta.



