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Evento em GO para nutricionistas marca lançamento da lâmina nutricional sobre a carne suína

Material, idealizado pela ABCS e Oraculum, é mais uma entrega do FNDS

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Em um evento que reuniu cerca de 150 nutricionistas do estado de Goiás, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), com o apoio Associação Goiana dos Suinocultores (AGS), lançou na última sexta-feira (16) uma lâmina nutricional, voltada para profissionais da área de saúde desenvolvida em parceria com a Oraculum, agência de referência em marketing nutricional e conteúdo qualificado. O material é mais uma entrega do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS) e tem como objetivo auxiliar a prática clínica dos nutricionistas, trazendo informações sobre os cortes da carne suína e seus valores nutricionais.

O lançamento, que ocorreu durante o 6º Encontro em Comemoração ao Dia do Nutricionista, organizado pelo Sindicato dos Nutricionistas no Estado de Goiás (Sineg), contou com a palestra da nutricionista e consultora da ABCS, Marília Zagatto. Na ocasião, ela apresentou dados sobre a produção suinícola no Brasil, destacando sua eficiência e qualidade, bem como destacou a saudabilidade da carne suína, esclarecendo mitos que existem em torno da proteína e informando sobre como ela pode ser inserida em uma dieta saudável e rica em nutrientes.

Segundo Marília Zagatto, a lâmina nutricional é uma ferramenta que vai ajudar os nutricionistas a tirar suas próprias dúvidas em relação a carne suína e também auxiliar na prática clínica, oferecendo mais opções de proteína para o consumo dos pacientes. “A ideia é trazer um conteúdo atualizado, mostrando as opções de cortes mais magros e saudáveis, justamente apresentando a carne suína como opção para incluir no cardápio que será recomendado para os pacientes”. 

Para Ana Paula Mendonça, presidente do Sineg, os esclarecimentos repassados durante a palestra e as informações da lâmina são fundamentais para que os profissionais se mantenham atualizados sobre o novo conceito da carne suína e possam indicar para pacientes. “Com as informações recebidas hoje conseguimos mostrar para esses profissionais a excelente opção que é a proteína. Não tenho dúvidas de que a carne suína é um alimento saudável e que fornece diversos nutrientes necessários para a saúde”.

Na avaliação de Gleiva Staciarini, conselheira do Conselho Regional de Nutricionista 1ª Região (CRN1), a parceria realizada com a ABCS e AGS é de grande valia, sobretudo, para a formação dos futuros profissionais. “Nesse evento a grande maioria dos participantes são acadêmicos de nutrição, portanto nosso intuito é que eles já saiam daqui com essa nova mentalidade sobre essa importante proteína e que no futuro possam ofertar para os seus pacientes uma dieta muito mais ampla, incluindo a carne suína”.

Franciele Moreira, estudante do 6º período de nutrição, avaliou o evento como importante para sua formação. “Foi muito bom para tirar dúvidas e aprender mais sobre os benefícios dessa proteína. Sem dúvida quebrou muitos paradigmas que eu tinha sobre a carne principalmente em relação à quantidade de gordura e o mito sobre a transmissão da cisticercose”.

De acordo com Lívia Machado, coordenadora de Marketing da ABCS, o trabalho junto aos nutricionistas é fundamental para a consolidação do conceito de saudabilidade da carne suína. “Os nutricionistas são importantes formadores de opinião, por isso focamos nesse trabalho com o objetivo de alcançar os consumidores de forma rápida e efetiva. A lâmina será uma ferramenta importante no dia a dia desses profissionais para conhecer melhor a carne suína e indicar”, afirma.

A lâmina nutricional integra uma série de material desenvolvidos pela ABCS em parceria com a Oraculum, que tem como foco levar para os consumidores todos os benefícios da carne suína para a saúde. Além das lâminas, também estão sendo produzida uma série de fascículos nutricionais, que trazem informações com respaldo científico sobre as vantagens do consumo da proteína, bem como livretos de receitas com destaque para os cortes mais saudáveis da proteína e receitas saudáveis. O material será distribuído em centenas de consultórios de nutrição durante visitas promovidas pela ABCS entre os meses de setembro e novembro. A lâmina está disponível para reimpressão para os colaboradores do FNDS e pode ser acessada no site www.maiscarnesuina.com.br.
 

Fonte: Ass. de Imprensa

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Clima e retração de compradores travam mercado e interrompem queda do milho no Brasil

Mesmo com avanço da colheita da segunda safra, preocupação com baixas temperaturas e postura cautelosa da demanda reduzem ritmo de negócios e freiam recuo das cotações em parte das praças acompanhadas pelo Cepea.

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Foto: Shutterstock

O movimento de queda nas cotações do milho, que vinha sendo pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra, perdeu força e foi parcialmente interrompido em diferentes praças acompanhadas pelo Cepea.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado passou a operar sob influência de dois fatores simultâneos: de um lado, o progresso da colheita ampliando a oferta; de outro, o clima mais frio em algumas regiões do país, que acendeu um sinal de alerta entre produtores quanto a possíveis impactos sobre o desenvolvimento das lavouras ainda em campo.

Apesar disso, o ritmo de negócios segue limitado pela postura cautelosa dos compradores. Muitos agentes relatam estar abastecidos no curto e médio prazos, o que reduz a necessidade imediata de novas aquisições e mantém a liquidez baixa no mercado físico.

Esse desequilíbrio entre oferta crescente e demanda enfraquecida ajuda a explicar a perda de fôlego na tendência de baixa, resultando em estabilidade ou leves oscilações de preços em parte das regiões monitoradas.

Fonte: O Presente Rural
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Brasil vê disputa tarifária com os EUA influenciada pelo cenário eleitoral de 2026

Negociadores tentam evitar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, mas avaliam que o impasse vai além da relação comercial e ganhou dimensão política.

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Foto: Claudio Neves

As negociações entre Brasil e Estados Unidos para evitar a aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros ganharam um componente político na avaliação do governo brasileiro. Integrantes da equipe que conduz as tratativas consideram que a discussão deixou de ser exclusivamente comercial e passou a ser influenciada pelo cenário eleitoral brasileiro de 2026.

Foto: Claudio Neves

O governo brasileiro tenta convencer Washington de que um acordo bilateral é mais vantajoso para os dois países do que a adoção das novas tarifas, recomendadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).

Na última semana, o Ministério das Relações Exteriores afirmou, em publicação nas redes sociais, que o tarifaço “tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na Justiça brasileira”. Segundo o Itamaraty, o Brasil continua utilizando os canais diplomáticos para demonstrar que suas políticas comerciais não prejudicam as relações econômicas com os Estados Unidos.

As negociações seguem até 15 de julho, prazo previsto para que o governo norte-americano decida se manterá ou não as tarifas. Até lá, representantes dos dois países têm uma agenda de reuniões na tentativa de chegar a um entendimento.

Apesar de considerar um acordo possível, integrantes do governo reconhecem que a negociação é complexa. A avaliação em Brasília é que a proximidade da eleição presidencial brasileira pode dificultar uma solução rápida, já que um entendimento poderia ser interpretado como um gesto favorável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Esse diagnóstico se apoia também na estratégia internacional adotada pelo presidente Donald Trump. A nova política de segurança nacional dos Estados Unidos, divulgada em dezembro de 2025,

Foto: Claudio Neves

estabelece como prioridade ampliar a influência de Washington na América Latina e reduzir o espaço de atuação de potências extrarregionais, como a China.

Na mesma direção, Trump compartilhou nesta semana um artigo que classifica a eleição presidencial brasileira de 2026 como um dos principais testes da política externa norte-americana na América Latina. O texto, reproduzido pelo presidente americano, afirma que uma derrota de Lula atenderia aos interesses estratégicos da Casa Branca.

No debate político interno, o vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que afirmou manter interlocução com autoridades americanas sobre o tema. “Na realidade, são maus brasileiros que trabalharam contra o Brasil e agora estão tentando

Foto: Claudio Neves

remediar o que foi feito”, disse Alckmin após participar de um evento sobre o acordo Mercosul-União Europeia, em São Paulo.

Como surgiu o impasse

A proposta de impor tarifas adicionais ao Brasil é resultado de uma investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O governo americano alega que o Brasil adota práticas consideradas desleais, incluindo medidas que, segundo Washington, prejudicariam empresas norte-americanas de meios de pagamento.

O governo brasileiro contesta essa avaliação. Sustenta que as acusações não têm fundamento, classifica a decisão como uma tentativa de ingerência em assuntos internos e argumenta que a medida representa uma ação protecionista unilateral.

Brasília também afirma que o argumento comercial não se sustenta. Segundo o governo, a tarifa média aplicada pelo Brasil às importações provenientes dos Estados Unidos é de 2,7%, percentual que, na avaliação brasileira, não justificaria a imposição das sobretaxas propostas por Washington.

Fonte: Agência Brasil
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Brasil abre escritório da Receita na China para destravar comércio com seu maior parceiro

Nova representação em Pequim busca reduzir entraves nas exportações e importações, aproximar as regras aduaneiras e fortalecer o combate a fraudes no comércio bilateral.

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Foto: Divulgação

O governo brasileiro abriu na última sexta-feira (26), em Pequim, a primeira representação permanente da Receita Federal na China, em uma iniciativa voltada a facilitar o comércio com o principal parceiro comercial do Brasil. A nova Adidância Tributária e Aduaneira terá a missão de reduzir entraves burocráticos, estreitar a cooperação entre os dois países e apoiar empresas que atuam no mercado chinês.

Foto: Beto Barata/Agência Brasil

A unidade foi inaugurada pelo ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, durante missão oficial à China. O escritório será o quinto do tipo mantido pelo Brasil no exterior e funcionará vinculado à Receita Federal.

Na prática, a representação atuará como um canal técnico entre as autoridades tributárias e aduaneiras brasileiras e chinesas. O objetivo é dar mais previsibilidade às operações de comércio exterior, acelerar procedimentos de importação e exportação e facilitar a solução de problemas que hoje dificultam os negócios entre os dois países.

A China ocupa, desde 2009, a posição de principal parceiro comercial do Brasil. O intercâmbio entre os dois países supera US$ 150 bilhões por ano, impulsionado principalmente pelas exportações brasileiras de soja, minério de ferro e petróleo.

Segundo o governo, a presença permanente de um auditor-fiscal em Pequim permitirá que empresas brasileiras compreendam melhor as regras locais e enfrentem

Foto: Divulgação/MF

com mais rapidez questões relacionadas a tributos, alfândega e exigências regulatórias.

A atuação da nova unidade também será voltada ao fortalecimento da cooperação entre os órgãos fiscais dos dois países. Estão previstos intercâmbio de informações, integração de processos digitais e troca de especialistas, com foco tanto na facilitação do comércio quanto no combate a práticas ilegais.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a aproximação com as autoridades chinesas deve aumentar a eficiência no enfrentamento à evasão fiscal, ao contrabando e a outras fraudes que afetam o comércio internacional.

Além da agenda voltada ao comércio exterior, a missão brasileira na China também busca atrair investimentos para projetos ligados à transição energética e à inovação. Entre as áreas consideradas prioritárias estão energia limpa, minerais estratégicos, inteligência artificial, produção de baterias e descarbonização industrial. “A presença permanente na China permitirá maior aproximação entre as administrações tributárias e aduaneiras dos dois países, reduzindo entraves burocráticos e fortalecendo o comércio bilateral”, informou o Ministério da Fazenda.

Com a inauguração da unidade em Pequim, o Brasil passa a contar com cinco adidâncias tributárias e aduaneiras no exterior. As demais estão instaladas em Washington, Buenos Aires, Assunção e Montevidéu.

Fonte: O Presente Rural
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