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Evento destaca extratos naturais, energia verde e otimização de mão-de-obra, diz profissional

Benefícios da IA podem ser percebidos com o tempo. “Como toda tecnologia, a implementação inicial requer mais tempo e investimentos, mas os benefícios são percebidos em médio e longo prazo”.

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Fotos: Shutterstock

A EuroTier 2024, realizada entre os dias 12 e 15 de novembro em Hanôver, na Alemanha, reafirmou sua posição como uma das mais importantes feiras do setor de produção animal no mundo. Entre as inovações apresentadas, chamaram atenção as soluções voltadas para a redução do uso de antibióticos com extratos naturais, o uso de energia verde e a otimização de mão-de-obra, Essas tendências foram observadas de perto por Cristiano Todero, diretor técnico da 4P Bio, que esteve presente pela terceira vez no evento.

“A EuroTier é considerada uma das mais importantes feiras do setor de produção animal do mundo e, dada esta importância, em todas as edições são apresentadas soluções inovadoras para o agronegócio. Nesta última não foi diferente, e foi nítido o aumento de empresas apresentando soluções com o objetivo de diminuir o uso de antibióticos através de extratos naturais, energia verde e otimização de mão-de-obra”, destacou Todero.

Entre as tecnologias apresentadas, Todero destacou os aditivos alternativos, como melhoradores de desempenho. “Já estamos muito avançados em resultados, o que torna o Brasil uma potência mundial em produção de proteína animal, o qual, além de escala, possui elevada qualidade e competitividade. Este protagonismo é sustentado pelos conhecidos pilares de nutrição, manejo e sanidade, que são muito bem desenvolvidos por aqui. Claro que sempre há espaço para melhorar, seja através da otimização de recursos naturais (água, energias e áreas de terras), bem como melhor uso de nosso tempo e pessoas. Baseado nisso, o uso de soluções/tecnologias que possuam comprovação científica com retorno sobre investimento comprovados (ROI) sempre são interessantes para análise e implementação”.

Inteligência Artificial na produção animal

Cristiano Todero, diretor técnico da 4P Bio: “Foi nítido o aumento de empresas apresentando soluções com o objetivo de diminuir o uso de antibióticos através de extratos naturais, energia verde e otimização de mão-de-obra” – Foto: O Presente Rural

Outro tema abordado foi o uso da inteligência artificial (IA), cada vez mais presente nas granjas e agroindústrias brasileiras. “Muitas granjas já fazem uso da inteligência artificial, seja através de softwares, aplicativos, equipamentos, dentre outras soluções disponíveis e viáveis. Um dos principais gargalos que limitam a utilização de tais tecnologias é a qualificação de profissionais habilitados em operar tais IAs e o uso das informações geradas”, explica.

Mesmo assim, Todero acredita que o Brasil está preparado para usar a tecnologia. “Muitas já estão acessíveis ao uso de profissionais, agroindústrias e produtores. Precisamos de qualificação profissional, como em todas as outras áreas, para melhor uso e o resultado das mesmas”, reforça.

Ele ainda destacou que os benefícios da IA podem ser percebidos com o tempo. “Como toda tecnologia, a implementação inicial requer mais tempo e investimentos, mas os benefícios são percebidos em médio e longo prazo”, conclui.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Ovos acumulam queda de até 16% e chegam ao menor preço real do ano

Férias escolares reduzem consumo, oferta segue elevada nas granjas e compradores ampliam pressão por descontos.

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Foto: Giovanna Curado

Os preços dos ovos registraram forte queda em julho e atingiram, em termos reais, o menor patamar desde janeiro deste ano. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que, na parcial do mês até o dia 22, as cotações recuaram em todas as regiões acompanhadas pelo instituto, refletindo um mercado marcado por demanda enfraquecida e dificuldade de escoamento da produção.

Foto: Divulgação

Segundo o Cepea, o movimento já era esperado pelo setor em função das férias escolares, período em que diminui a demanda destinada à merenda escolar. No entanto, a oferta permaneceu elevada durante todo o mês, impedindo um reequilíbrio do mercado e ampliando a pressão sobre os preços.

Com estoques elevados nas granjas e menor ritmo de compras, os compradores passaram a negociar com maior poder de barganha, intensificando os pedidos por descontos. Como resultado, as cotações recuaram até 15% em relação a junho e até 16% na comparação com julho de 2025, considerando os valores reais, ou seja, corrigidos pela inflação medida pelo IGP-DI de junho de 2026.

Foto: Divulgação

Na avaliação dos pesquisadores do Cepea, a combinação entre consumo mais fraco e elevada disponibilidade de produto criou um ambiente de excesso de oferta, dificultando o escoamento da produção e reduzindo o poder de negociação dos produtores.

O fato de os preços terem alcançado as menores médias reais desde janeiro evidencia a perda de sustentação do mercado ao longo de julho. Em termos práticos, os produtores passaram a receber menos pelos ovos em um cenário de comercialização mais lenta e necessidade de liberar os estoques acumulados nas granjas.

A evolução do mercado nas próximas semanas dependerá principalmente da retomada do consumo após o período de férias e da capacidade de ajuste da oferta. Enquanto a disponibilidade permanecer elevada e a demanda seguir abaixo do esperado, a tendência é de manutenção da pressão sobre as cotações.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Poder de compra do avicultor paulista cai 16% em um ano

Demanda mais fraca por carne de frango nas férias escolares reduz procura pelo animal vivo, enquanto milho e farelo de soja sobem com oferta menor em Campinas (SP).

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Foto: Shutterstock

O poder de compra do avicultor paulista frente aos dois principais insumos da atividade – farelo de soja e milho – voltou a cair em julho, reforçando o aperto sobre as margens da produção de frango. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), na comparação com julho de 2025, o produtor perdeu 16% de capacidade de compra em relação ao farelo de soja e 12% frente ao milho.

Foto: Shutterstock

Na prática, isso significa que a receita obtida com a venda do frango vivo compra hoje uma quantidade menor desses insumos do que há um ano.

Os pesquisadores do Cepea atribuem parte desse movimento à desaceleração da demanda por carne de frango na ponta final do mercado ao longo de julho. O período de férias escolares reduziu o consumo em alguns canais, o que acabou diminuindo também a procura pelo animal vivo nas granjas.

Com menor demanda, os preços recebidos pelos avicultores perderam sustentação justamente em um momento de avanço dos custos de alimentação, que representam a maior parcela das despesas da atividade.

Do lado dos grãos, os preços do milho e do farelo de soja negociados no mercado de lotes de Campinas (SP) registraram alta entre junho e julho. De acordo com a

Foto: Divulgação

equipe de grãos do Cepea, a oferta mais restrita nos dois mercados tem sido o principal fator de sustentação das cotações.

O cenário combina dois movimentos desfavoráveis ao produtor: queda no valor do frango vivo e encarecimento dos insumos. A relação de troca, indicador usado para medir o poder de compra do avicultor, piora quando a receita da venda do frango não acompanha a valorização do milho e do farelo.

Embora o Cepea não detalhe os preços absolutos dos produtos nesta parcial de julho, o recuo de até 16% no comparativo anual indica uma deterioração relevante das condições econômicas da avicultura paulista ao longo dos últimos 12 meses.

A expectativa do setor agora se volta para o comportamento do consumo no segundo semestre e para a evolução da oferta de grãos. Uma eventual recuperação da demanda por carne de frango poderia dar suporte aos preços do animal vivo, mas a continuidade da restrição de oferta de milho e farelo tende a manter pressão sobre os custos de produção.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Avicultura capixaba reforça prevenção à influenza aviária com treinamento em granja

Treinamento promovido pela AVES capacitou profissionais envolvidos na rotina das granjas sobre cuidados para evitar a entrada e disseminação de doenças.

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Foto: Divulgação/AVES

A biosseguridade nas granjas foi o tema do primeiro módulo do Qualificaves – Postura Comercial 2026, programa de capacitação promovido pela Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES). O encontro, realizado na última terça-feira (21), reuniu granjeiros, encarregados e equipes responsáveis por vacinação, limpeza, debicagem e transferência da empresa Ovos da Nonna, associada à entidade.

Foto: Divulgação

A capacitação ocorreu no Centro de Agronegócios Posto do Café, em Marechal Floriano (ES), e abriu a programação de treinamentos que serão realizados pela AVES ao longo do ano com profissionais da cadeia avícola.

O módulo foi conduzido por Bruno Ramos, fiscal estadual agropecuário do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), com o tema “Influenza aviária e o papel dos colaboradores na biosseguridade”.

Durante a apresentação, foram abordados os principais procedimentos para reduzir os riscos de entrada e disseminação de agentes sanitários nas propriedades, destacando a importância da participação de todos os profissionais envolvidos na rotina das granjas.

Foto: Divulgação

Segundo a AVES, medidas como controle de acesso, cuidados na movimentação de pessoas e equipamentos, limpeza e manejo adequado são fatores determinantes para manter a proteção dos plantéis.

Para o diretor executivo da entidade, Nélio Hand, a capacitação das equipes tem papel estratégico na prevenção de problemas sanitários e no fortalecimento da atividade avícola no Estado. “A biosseguridade começa nas atitudes do dia a dia. Capacitar os colaboradores é investir na proteção das granjas, na sustentabilidade da produção e na competitividade do nosso setor”, afirmou.

Treinamentos serão realizados dentro das propriedades
Neste ano, o Qualificaves Postura Comercial adotou um formato direcionado às necessidades específicas dos estabelecimentos avícolas associados. As capacitações podem ser realizadas para grupos de produtores ou exclusivamente para uma única granja, conforme a demanda apresentada.

Diretor executivo da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES), Nélio Hand: “A biosseguridade começa nas atitudes do dia a dia. Capacitar os colaboradores é investir na proteção das granjas, na sustentabilidade da produção e na competitividade do nosso setor” – Foto: Divulgação/AVES

Segundo Hand, a programação prevê sete módulos de treinamento, com conteúdo técnico voltado às diferentes necessidades da produção de ovos. O mesmo modelo também está disponível para empresas do segmento de frango de corte. “Estamos realizando qualificações diretamente para os estabelecimentos avícolas de associados da AVES, visando atender as demandas próprias dos mesmos. Ao todo teremos disponibilidade de sete módulos, que podem ser realizados a um grupo de produtores ou exclusivamente para uma granja, obedecendo um limite mínimo de participantes. O mesmo formato também está disponível para o segmento de frango de corte”, explicou.

O Qualificaves tem como objetivo atualizar profissionais da avicultura, disseminar boas práticas de produção e ampliar a troca de experiências entre os participantes.

 

Fonte: Assessoria AVES
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