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Evento da suinocultura gaúcha supera expectativas e repete sucesso

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Em torno de 700 pessoas prestigiaram, na manhã de hoje (9), a 39ª edição do Dia Estadual do Porco, realizada na Sociedade de Assistência Social e Cultural (Sascpa), em Poço das Antas (RS). O evento contou com suinocultores de todo o Estado gaúcho, muitos oriundos de cidades distantes da anfitriã Poço das Antas, como a caravana de Três Passos. "Foram seis horas de viagem, mas chegamos bem", lembrou Elemar Hein, produtor e membro da Diretoria da Associação de Suinocultores de Três Passos. 
A recepção do público ocorreu com o tradicional café da manhã e, em seguida, a solenidade de abertura oficial. Entre as autoridades, estiveram presentes o Superintendente Federal de Agricultura no Estado, Francisco Natal Signor, também representando o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Antônio Andrade; o Secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Caio Rocha; o presidente da Frente Parlamentar Mista da Suinocultura, deputado Federal Vilson Covatti, também representando a Câmara dos Deputados; o presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, deputado Estadual Edson Brum; e o deputado Estadual Alexandre Postal, representando a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. Também estiveram presentes os deputados Federal Jerônimo Goergen e Estadual Heitor Schuch; o diretor da Cooperativa Ouro do Sul, Valmor Jensen, representando o Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado (Sips); o presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Rogério Kerber; e o secretário adjunto da Secretaria Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa/RS), Cláudio Fioreze.
O Coordenador Local do 39º Dia Estadual do Porco, Ricardo Cord, deu as boas-vindas ao público. "Estamos felizes em recepcionar pessoas que se envolvem em uma das cadeias produtivas mais importantes do Estado, que é a suinocultura", destacou.  
O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), Valdecir Luis Folador, também ressaltou a importância socioeconômica da atividade no Estado. "Observamos isto, a cada ano, neste acontecimento", frisou Folador, fazendo referência ao excelente número de participantes, assim como o de autoridades, que a cada edição prestigiam o maior evento da suinocultura gaúcha.
Folador também falou sobre a rentabilidade ao suinocultor. "O nosso trabalho, da ‘porteira para dentro’, nós estamos fazendo. Agora, é necessário que o suinocultor tenha lucro com sua atividade. Este é o grande desafio da suinocultura hoje", disse.

        

Para o representante da Assembleia Legislativa gaúcha, deputado Alexandre Postal, a carne suína deveria ser consumida em maior quantidade pelo brasileiro. A média de consumo é de 15 quilos per capita ao ano. "A carne suína é uma carne saudável", enfatizou.
O presidente da Frente Parlamentar Mista da Suinocultura, deputado Federal Vilson Covatti, lembrou das crises enfrentadas pela suinoculturas nos últimos dois anos. "Com isso, criou-se a Frente Parlamentar, que busca reunir forças para apoiar o suinocultor no Congresso Nacional", disse. Covatti fez menção, entre outros, ao trabalho que está sendo realizado quanto a inclusão da suinocultura aos produtos amparados pela Política de Garantia de Preços Mínimos, investimento no Programa Nacional de Sanidade Suídea, e apoio à aprovação aos projetos de Integração.   
Representando o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Antônio Andrade, o superintendente Federal de Agricultura no Estado, Francisco Natal Signor, garantiu apoio a suinocultura, assim como o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa.

Momento técnico
Os produtores gaúchos participaram de duas palestras durante a programação do 39º Dia Estadual do Porco. A primeira, ministrada pelo supervisor de Serviços Veterinários da Agroceres PIC, médico-veterinário Nevton Hector Brun, que abordou o tema "Biossegurança na granja: Como utilizar conceitos e práticas para proteger sua granja". A segunda palestra do dia veio com o assessor de política ambiental da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag/RS), engenheiro ambiental Alexandre Scheifler, que abordou o tema "O novo Código Florestal, o Cadastro Ambiental Rural e as suas influências nas propriedades rurais".
Já o encerramento aconteceu com um almoço à base de carne suína, servido no Ginásio Municipal.
O Dia Estadual do Porco é uma promoção da ACSURS e, em 2013, teve na organização a Prefeitura de Poço das Antas e Emater/RS-Ascar, apoio da Câmara de Vereadores e Sindicato dos Trabalhadores Rurais e contou com o patrocínio de Cooperativa Languiru, Agroceres PIC, Fetag/RS, Certel e Sicredi.

Fonte: Ass. de Imprensa ACSURS

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Pesquisa sobre javalis tem prazo ampliado até o fim de junho

Baixa adesão no Paraná leva à prorrogação do levantamento nacional que busca mapear a presença de javalis e javaporcos e os prejuízos causados ao agro.

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Foto: Shutterstock

Produtores rurais paranaenses ganharam mais tempo para participar do levantamento nacional que busca dimensionar a presença de javalis e javaporcos no campo brasileiro. O prazo da pesquisa “Suínos Asselvajados – Percepção de Presença e seus Impactos no Brasil (2025/2026)” foi estendido até 30 de junho, diante da necessidade de ampliar a adesão ao questionário, especialmente no Paraná, onde a participação ainda é considerada baixa.

Foto: Giuliano De Luca/O Presente Rural/ChatGPT

A iniciativa, conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com articulação do Sistema Faep, busca reunir informações diretamente das propriedades rurais para compreender a dimensão do avanço desses animais no país, os prejuízos registrados e os impactos ambientais, sanitários e econômicos relacionados à espécie. O levantamento também deverá subsidiar estratégias mais efetivas de controle e manejo.

“É importante que os nossos produtores rurais participem respondendo ao questionário, para que possamos, posteriormente, cobrar políticas públicas de controle eficiente. A participação é essencial para ampliar a qualidade das informações e fortalecer o diagnóstico”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

A extensão do prazo reforça a importância da participação dos produtores que convivem com a presença dos animais ou já sofreram prejuízos. O questionário permite mapear ocorrências de javalis e javaporcos (resultado do cruzamento entre javalis e suínos domésticos), espécies que têm avançado rapidamente em diferentes regiões devido à ausência de predadores naturais e à elevada capacidade reprodutiva.

A expectativa é que os resultados sejam divulgados no segundo semestre deste ano, permitindo um retrato mais preciso da presença dos animais no país e contribuindo para a formulação de políticas públicas e medidas de enfrentamento mais eficazes. Além da pesquisa, o Sistema Faep também disponibiliza uma cartilha com orientações e informações sobre os riscos associados aos javalis e javaporcos.

Prejuízos

Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep: “É importante que os nossos produtores rurais participem respondendo ao questionário, para que possamos, posteriormente, cobrar políticas públicas de controle eficiente”

No Paraná, a preocupação com o tema não é recente. A mobilização teve origem na Comissão Técnica (CT) de Suinocultura do Sistema Faep, que articulou diferentes instituições em torno do problema. O movimento culminou, em 2020, na criação do Grupo de Trabalho de Javalis do Paraná, formado por órgãos como o Ministério da Agricultura, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Exército Brasileiro, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e representantes do setor produtivo.

Os prejuízos atribuídos aos suínos asselvajados vão desde a destruição de lavouras e ataques a rebanhos até danos à vegetação nativa, degradação de nascentes e impactos sobre ecossistemas locais. Também há preocupação com a segurança sanitária, já que esses animais podem atuar como vetores de enfermidades como a Peste Suína Africana (PSA), a Peste Suína Clássica (PSC) e a Febre Maculosa, representando risco para a cadeia produtiva da suinocultura.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Setor suinícola exporta US$ 1,5 bilhão nos cinco primeiros meses de 2026

Desempenho acumulado é impulsionado pelo recorde de 129,4 mil toneladas embarcadas em maio e pela ampliação dos mercados compradores.

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Foto: Divulgação

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 129,4 mil toneladas em maio, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado é o maior já registrado para um mês de maio e supera em 9% o volume embarcado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 118,8 mil toneladas.

Foto: José Fernando Ogura

A receita das exportações alcançou US$ 302,1 milhões, também o melhor desempenho já registrado para meses de maio, resultado 3,8% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, com US$ 291,2 milhões.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, os embarques brasileiros de carne suína chegaram a 661,7 mil toneladas, número 13,1% maior em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 584,8 mil toneladas.

Em receita, o crescimento acumulado alcança 11,9%, com US$ 1,546 bilhão entre janeiro e maio deste ano, frente aos US$ 1,382 bilhão registrados no mesmo período do ano passado.

Entre os principais destinos das exportações brasileiras de carne suína em maio, as Filipinas permaneceram na liderança, com 27,2 mil toneladas

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Os embarques de carne seguem sustentados graças à diversificação de destinos do setor” – Foto: Mario Castello

embarcadas, volume 3,8% inferior ao registrado em maio de 2025. Em seguida aparecem Japão, com 15,2 mil toneladas (+83,2%), Chile, com 10,9 mil toneladas (-0,1%), China, com 8,9 mil toneladas (-25,9%), México, com 8,6 mil toneladas (+20,4%), Hong Kong, com 8,2 mil toneladas (+13,8%), Argentina, com 5,8 mil toneladas (+13,7%), Uruguai, com 4,7 mil toneladas (+0,3%), Vietnã, com 4,6 mil toneladas (-14,2%) e Singapura, com 4,1 mil toneladas (-50,5%).

No desempenho por estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança nacional, com 62,5 mil toneladas embarcadas em maio (+4,9%), seguida por Rio Grande do Sul, com 32,7 mil toneladas (+19,5%), Paraná, com 18,3 mil toneladas (-4,8%), Mato Grosso, com 4,6 mil toneladas (+52,4%) e Minas Gerais, com 3,7 mil toneladas (+26,5%). “Os embarques de carne seguem sustentados graças à diversificação de destinos do setor. Observamos expansão relevante em mercados estratégicos de valor agregado, como o Japão, e diversos outros com volumes menores como Geórgia, Costa do Marfim, Coreia do Sul e outros que, somados, influenciaram positivamente o resultado do mês. O fato de registrarmos o melhor mês de maio da história para as exportações de carne suína reforça a solidez da demanda internacional e projeta um ano extremamente positivo para a suinocultura brasileira, com potencial para alcançar novos recordes em volume e receita”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

 

Fonte: Assessoria ABPA
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Preços do suíno vivo acumulam terceira queda seguida e atingem menor nível em quase 14 anos

Demanda enfraquecida no mercado interno e recuo dos embarques pressionaram as cotações em maio, segundo levantamento do Cepea.

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Os preços do suíno vivo e da carne suína voltaram a cair em maio, acumulando o terceiro mês consecutivo de desvalorização. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a combinação entre demanda interna enfraquecida e menor ritmo das exportações pressionou as cotações ao longo do mês.

Foto: Jaelson Lucas

Na praça SP-5, referência para o mercado paulista, a cotação média do suíno vivo em maio foi a menor, em termos reais, desde julho de 2012. O cálculo considera os valores corrigidos pela inflação medida pelo IGP-DI de abril de 2026.

Segundo pesquisadores do Cepea, houve uma melhora pontual da demanda nas semanas que antecederam o Dia das Mães, celebrado em 10 de maio. Tradicionalmente, a data estimula o consumo de proteínas animais e favorece as negociações da cadeia suinícola. No entanto, o movimento perdeu força após o período comemorativo, e a procura voltou a recuar nas semanas seguintes, provocando novas quedas nos preços.

No mercado externo, os embarques também apresentaram desaceleração. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que a média diária das exportações de carne suína nos primeiros 15 dias úteis de maio ficou 15% abaixo da registrada em abril.

O Cepea destaca que, ao longo deste ano, a indústria suinícola brasileira tem priorizado as vendas ao mercado internacional como estratégia para

Foto: Shutterstock

reduzir a oferta disponível no mercado doméstico e sustentar as cotações. A redução do ritmo das exportações, porém, diminui a capacidade de escoamento da produção e amplia a pressão sobre os preços internos.

No atacado, os valores da carne suína também recuaram em maio. As quedas, contudo, foram menos intensas do que as observadas no mercado do animal vivo, refletindo uma acomodação mais gradual dos preços ao longo da cadeia.

Fonte: O Presente Rural
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