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Notícias Principal feira para soluções pecuárias

EuroTier 2024 abre sua programação focada em preparar setor pecuário para os desafios do futuro

Abertura reforça o evento como ponto central para o futuro da pecuária global, unindo lideranças e especialistas em Hanôver, na Alemanha, para debater inovação, sustentabilidade e atendimento à crescente demanda mundial por proteínas animais.

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Fotos: DLG/Swen Pförtner

Foi aberta oficialmente, na noite de terça-feira (12), a principal feira comercial para soluções pecuárias do mundo – EuroTier 2024 – e a exposição para energias renováveis ​​relacionadas à fazenda – EnergyDecentral – em  cerimônia realizada no Centro de Exposições de Hanôver, na Alemanha. A solenidade contou com a presença maciça do público, de autoridades e lideranças agropecuárias. Com uma vasta programação até a próxima sexta-feira (15), a edição 2024 tem como tema principal “Nós inovamos a criação de animais”.

O Jornal O Presente Rural participa pela sétima vez consecutiva do evento, representado pelo diretor Selmar Frank Marquesin, que está na Alemanha para acompanhar de perto as tendências que moldarão o setor agropecuário. Nas próximas edições de Avicultura Corte e Postura, Suínos e Bovinos, Grãos e Máquinas, os leitores poderão conferir todas as novidades, trazendo uma visão de brasileiros sobre o impacto dessas tecnologias no campo.

Presidente da DLG (Sociedade Agrícola Alemã), Hubertus Paetow

O presidente da DLG (Sociedade Agrícola Alemã), Hubertus Paetow, celebrou a importância da feira internacional como o centro da pecuária eficiente, inovadora e sustentável, dando as boas-vindas aos participantes: “Bem-vindos à principal feira comercial do mundo para gestão pecuária, ao grande show de inovações voltadas para o futuro de uma indústria diversa”, salientou.

Em seguida, pediu o retorno da base confiável para a tomada de decisões empresariais, que envolve questões como demanda global, progresso técnico e inovação de produtos. “Embora sistemas alimentares sustentáveis ​​sem criação de animais sejam concebíveis, eles são inúteis do ponto de vista científico. E se houver criação de animais no futuro, então, por favor, torne-a moderna, eficiente e economicamente bem-sucedida. Uma reviravolta é necessária também no setor agrícola. E todos vocês estão exatamente no lugar certo para isso”, enfatizou Paetow, descrevendo ainda a EnergyDecentral como uma vitrine inovadora e sustentável para profissionais na área de energias renováveis.

Em seu discurso, o ministro-presidente da Baixa Saxônia (República Federal da Alemanha), Stephan Weil, enfatizou a importância da pecuária para a economia da região e o quanto é significativo ser palco da principal feira mundial do setor. “É uma honra e um prazer receber a EuroTier, a principal feira internacional de especialistas em criação de animais, em Hanôver. Como o principal estado agrícola da Alemanha, a criação de animais desempenha um papel central para a economia da Baixa Saxônia. Estou, portanto, ainda mais satisfeito que os criadores de gado da Baixa Saxônia, da Alemanha e de todo o mundo poderão ver inovações pioneiras na EuroTier nos próximos dias”, disse.

Weil destacou que a pecuária é um componente essencial da agricultura sustentável e deve se preparar para o futuro. Segundo ele, em vista das mudanças climáticas, um ambiente

Ministro-presidente da Baixa Saxônia (República Federal da Alemanha), Stephan Weil

de mercado dinâmico e demandas crescentes sobre bem-estar animal, o setor também está enfrentando desafios significativos. “O tema principal do EuroTier 2024, ‘Nós inovamos a criação de animais’, resume o que é importante agora: soluções para as questões urgentes do futuro – práticas e na vanguarda da pesquisa e tecnologia”, evidenciou, dizendo ainda que é tarefa dos políticos criar um ambiente confiável e favorável à inovação para o processo de transição na agricultura em colaboração com especialistas de negócios, ciência e prática.

Já Paetow destacou que o desenvolvimento da produtividade e da competitividade é agora ainda mais relevante no contexto das recentes mudanças políticas nos Estados e na Alemanha, uma vez que o resultado nas urnas é reflexo das preocupações das pessoas sobre os respectivos sistemas econômicos de seus países, que elas consideram a base de sua prosperidade. “A ordem do dia é, portanto, fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para promover o progresso na economia, seja na política, mas também, e acima de tudo, nas várias áreas da economia”, disse o anfitrião do evento.

Atendimento sustentável ao crescimento global da demanda por proteínas animais

O fator decisivo para tendências e estratégias na pecuária é, acima de tudo, o desenvolvimento da demanda global por produtos animais, analisou Paetow. Enquanto o consumo de produtos animais está diminuindo lentamente nos países mais ricos do mundo, ele está crescendo de forma constante em mercados emergentes como China, Paquistão, Índia e América do Sul, com especialistas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) prevendo um aumento adicional de 12% no consumo global de carne até o final desta década. “Este é o número relevante para a produção pecuária europeia, pois essa demanda só pode ser atendida de forma sustentável se a produção animal sustentável na Europa fizer uma contribuição significativa”, expôs Paetow.

Estratégias de sustentabilidade em regiões prósperas do mundo, como a Europa, podem e devem andar de mãos dadas com o atendimento à crescente demanda global por proteínas animais. “Na Europa não há razão para que não possamos consumir menos alimentos prejudiciais ao clima e ainda sermos capazes de contribuir para garantir que os consumidores em outras partes do mundo possam atender à sua demanda por produtos animais produzidos de forma sustentável”, enalteceu o anfitrião do evento.

Paetow também apelou à indústria agrícola para impulsionar seus esforços em direção a proteção climática e outros parâmetros de sustentabilidade por iniciativa própria e sob sua própria direção. “Devemos desenvolver e testar sistemas viáveis ​​para avaliação climática operacional dentro da indústria o mais rápido possível, caso contrário, outros farão isso”, alertou o presidente da DLG, frisando aos participantes para usarem a EuroTier como uma plataforma de discussão para esse propósito.

A feira comercial para o setor internacional de energia renovável, EnergyDecentral, que acontece paralelamente à EuroTier, e o novo evento “Inhouse Farming – Feed & Food Show” são exemplos de como sustentabilidade e progresso andam de mãos dadas.

Mais de 2,2 mil expositores de 51 países

Mais de 2,2 mil expositores de 51 países se registraram para apresentar soluções e inovações em cerca de 220 mil metros quadrados de espaço de exposição na EuroTier 2024 e na feira paralela para o setor de energia renovável, EnergyDecentral.O programa abrange desde alimentação, saúde e gestão de rebanhos até construção tradicional de alojamentos para animais e tecnologia de criação de animais, robótica e IA.

Na EnergyDecentral, o foco está em inovações e soluções técnicas nas áreas de energia solar, biogás, agrovoltaicos e biocombustíveis.

nova plataforma Inhouse Farming – Feed & Food Show complementa os produtos e serviços com inovações e transferência de know-how de áreas como agricultura vertical, agricultura em ambiente controlado e tendências de nutrição, como proteínas alternativas.

Os visitantes da feira internacional podem escolher entre mais de 500 eventos, incluindo 250 eventos especializados nos Palcos de Especialistas da DLG.

Fonte: Assessoria DLG

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Desperdício pode custar US$ 540 bilhões ao setor de alimentos em 2026

Estudo mostra que perdas começam antes do consumidor e estão ligadas à falta de visibilidade e método de gestão.

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Foto: Gustavo Porpino

O mundo pode perder US$ 540 bilhões com desperdício de alimentos em 2026, como aponta o relatório da Avery Dennison. Esse número não é apenas grande. Ele é revelador porque mostra algo que o varejo ainda evita encarar: o desperdício não é exceção, é estrutural. E mais do que isso, não é um problema de sustentabilidade. É, antes de tudo, um problema de negócio.

Ao longo da cadeia ou ciclo de vida do produto – da produção ao ponto de venda – o desperdício continua sendo tratado como parte do jogo. Perde-se na colheita, no transporte, no armazenamento e na loja. E no final, essa perda é diluída no resultado, como se fosse inevitável. Mas não é.

Artigo escrito pelo Anderson Ozawa, especialista em Prevenção de Perdas e Governança, consultor com mais de 40 programas de prevenção de perdas implantados com sucesso, palestrante, professor da FIA Business School e autor do livro Pentágono de Perdas: Transformando Perdas em Lucros.

Quando um setor chega ao ponto de ter custos de desperdício equivalentes a até 32% da receita no Brasil, não estamos falando de exceção operacional. Estamos falando de falta de governança. O problema não é falta de tecnologia. É falta de visibilidade

Um dado chama atenção: 61% das empresas ainda não têm clareza sobre onde o desperdício acontece. Esse é o ponto central. Não se gerencia o que não se mede e, no varejo alimentar, grande parte das perdas continua invisível (produtos que vencem no estoque, erros de armazenagem, falhas de reposição, excesso de compra, quebra operacional e perda no transporte).

Tudo isso acontece todos os dias, mas raramente é tratado como prioridade estratégica. O desperdício não dói quando acontece: dói no resultado, quando já é tarde.

A maior parte das perdas não acontece no consumidor, mas antes. A logística e a gestão de estoque concentram alguns dos principais gargalos: transporte sem controle adequado, armazenagem inadequada, previsão de demanda imprecisa e processos ainda manuais (67% das empresas ainda operam assim).

Existe um comportamento recorrente no varejo alimentar: quanto mais vende, mais perde, especialmente em períodos de alta demanda, promoções e sazonalidade. O aumento de volume traz mais ruptura, mais avaria, mais erro e mais desperdício.

E o mais perigoso: isso acontece enquanto o faturamento cresce, porque o volume mascara a ineficiência. Em uma operação supermercadista onde atuamos, o aumento de vendas em perecíveis foi comemorado como avanço de performance. Mas ao analisar o resultado consolidado, ficou evidente que a margem não acompanhou o crescimento. Parte do ganho foi consumida por excesso de compra sem ajuste fino de demanda, perda por vencimento e falhas no giro de estoque. Ou seja, o crescimento existiu, mas, o resultado não.

Existe um discurso crescente sobre sustentabilidade, muito importante. No varejo, a mudança não virá por consciência ambiental, mas pela pressão de resultado.

A provocação que o setor precisa ouvir é: enquanto o desperdício for tratado como efeito colateral, ele continuará existindo. Enquanto não houver visibilidade, não haverá controle. Enquanto não houver controle, não haverá margem.

O problema não é o alimento que se perde. É o modelo de gestão que permite que ele se perca. O desperdício global de alimentos não é apenas um número de US$ 540 bilhões. É um retrato claro de um sistema que ainda opera com baixa disciplina e pouca visibilidade.

A oportunidade não está apenas em reduzir perdas: está em transformar perda em resultado. E isso não exige revolução tecnológica. Exige algo mais simples e mais difícil: governança, método e execução.

Fonte: Artigo escrito pelo Anderson Ozawa, especialista em Prevenção de Perdas e Governança, consultor com mais de 40 programas de prevenção de perdas implantados com sucesso, palestrante, professor da FIA Business School e autor do livro Pentágono de Perdas: Transformando Perdas em Lucros.
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Mapa lança projeto para ampliar mercado de pequenas agroindústrias

Iniciativa busca facilitar acesso ao Sisbi-POA e fortalecer negócios rurais.

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Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, durante a Feira Brasil na Mesa, o projeto SIMples AsSIM, iniciativa desenvolvida em parceria com o Sebrae para ampliar a inserção de pequenas agroindústrias no mercado nacional e fortalecer os pequenos negócios rurais.

Durante a palestra, a coordenadora-geral do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), Claudia Valéria, destacou que os avanços do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) abriram caminho para a criação do projeto. Segundo ela, a modernização dos processos foi essencial para ampliar a adesão ao sistema.

O projeto busca ampliar o acesso de produtos de origem animal ao mercado nacional por meio de qualificação técnica, modernização da inspeção, apoio à adequação sanitária, entre outras ações. A proposta também prevê identificar os principais desafios enfrentados pelos empreendedores e apoiar a integração ao Sisbi-POA.

A regularização de agroindústrias de pequeno porte é considerada estratégica para promover a inclusão produtiva, reforçar a segurança alimentar e impulsionar o desenvolvimento econômico local.

Durante a apresentação, Cláudia também ressaltou a importância de outras iniciativas, como o Projeto ConSIM, que contribuiu para a integração de consórcios públicos ao sistema. “Entre 2020 e 2025, 68 consórcios públicos no Brasil se integraram ao sistema, permitindo que muitos municípios ampliassem a comercialização de seus produtos”, afirmou.

Apesar dos avanços, o número de estabelecimentos ainda não acompanha o crescimento dos serviços de inspeção integrados. “Observamos um grande número de serviços integrados, mas os estabelecimentos não cresceram na mesma proporção. Por isso, surgiu a necessidade de fortalecer esses produtores e capacitá-los para acessar o mercado nacional”, pontuou.

O projeto está estruturado em três eixos: inclusão de agroindústrias no Sisbi-POA; fortalecimento dos Serviços de Inspeção Municipal com base em análise de risco; e apoio técnico à estruturação de agroindústrias de pequeno porte.

O projeto-piloto será iniciado em Santa Catarina, estado com grande número de agroindústrias e potencial de expansão. A iniciativa prevê diagnósticos in loco e planos de ação personalizados para apoiar a adequação dos estabelecimentos. “Mais de 80% das agroindústrias demonstraram interesse em expandir seus mercados. Isso mostra que há demanda e que precisamos criar condições para que esses produtores avancem”, concluiu a coordenadora-geral.

O analista do Sebrae Warley Henrique também apresentou os resultados iniciais do projeto. Entre eles, o diagnóstico on-line que identificou as principais dificuldades relacionadas à estrutura dos serviços de inspeção que limitam a integração dos estabelecimentos ao Sisbi, com 217 respondentes.

Também foi realizada pesquisa com técnicos dos estabelecimentos, que reuniu 114 participantes, sobre os principais entraves para obtenção do selo Sisbi, além do levantamento das orientações técnicas necessárias para cada estabelecimento.

Após a fase de levantamento, o projeto avança para a estruturação da metodologia de atendimento e para a implementação das ações em campo, com início previsto para maio de 2026, em Santa Catarina.

Fonte: Assessoria Mapa
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Copacol recebe Prêmio de Melhor do Biogás pelo segundo ano consecutivo

Projeto premiado destaca eficiência na geração de energia a partir de resíduos e reforça liderança da cooperativa em sustentabilidade.

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Foto: Divulgação

A Copacol consolidou mais uma vez sua posição de referência nacional em energias renováveis ao conquistar, pelo segundo ano consecutivo, o Prêmio Melhores do Biogás Brasil 2026, na categoria Melhor Planta Indústria.
O reconhecimento apresentado no 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em Foz do Iguaçu, destaca o desempenho da Usina de Biogás instalada na UPL (Unidade de Produção de Leitões), em Jesuítas, e evidencia o compromisso da Cooperativa com inovação, eficiência energética e preservação ambiental. “É uma satisfação imensa receber o Prêmio de Melhor do Biogás, que reconhece o desempenho desse importante investimento em sustentabilidade. O respeito ao meio ambiente é uma prática em nossas atividades, por isso, buscamos alternativas que consolidem esse comportamento e preservem ainda mais nossas riquezas”, complementa o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.

A premiação reforça os resultados obtidos pela cooperativa ao longo dos últimos anos, especialmente no aproveitamento de resíduos agroindustriais para geração de energia limpa. Somente em 2025, a usina produziu 6.813.437 kWh de energia a partir dos resíduos gerados pela Unidade de Produção de Leitões e pela Unidade de Produção de Desmamados, resultado que representou economia em energia elétrica e aproveitamento de resíduos equivalentes a R$ 6,4 milhões. “O Prêmio de Melhor do Biogás demonstra o compromisso da Copacol com a sustentabilidade, a destinação correta de resíduos, principalmente com e uso de energia renovável”, afirma o gerente de Meio Ambiente da Copacol, Celso Brasil.

O modelo premiado de geração de energias renováveis recebeu a visita de empresários do ramo do Brasil e do exterior. A programação contou com apresentação técnica e um passeio guiado às instalações, mostrando a realidade operacional da planta e os processos utilizados para transformar resíduos em energia. A Copacol foi escolhida como destino técnico pelo reconhecimento do projeto como modelo de sucesso no setor. “Existe muito estudo no desenvolvimento do projeto da Copacol e isso é fundamental. A operação leva em consideração dados diários de composição dos substratos, concentração de material orgânico e existe um monitoramento contínuo da planta. As tomadas de decisão são baseadas nos dados gerados. Isso dá segurança e impressiona bastante”, afirma a analista da Embrapa, Fabiane Goldschnidt, que atua em projetos de gerenciamento de resíduos, produção de biogás e biometano.

A usina também chamou a atenção de representantes da área acadêmica. Rosiany de Vasconcelos Vieira Lopes, professora da Universidade de Brasília, natural de Campina Grande e atualmente residente em Brasília, participou da visita técnica. “Fiquei muito surpresa com a estrutura. Percebemos na prática a utilização de resíduos aproveitados de uma maneira renovável e sustentável para a produção de energia.”

Fonte: Assessoria Copacol
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