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EuroTier 2014-Tendências e Inovação

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Como de costume, um grande número de expositores já anunciaram lançamentos para a EuroTier 2014. A enorme quantidade de avanços e sofisticações, além de aprimoramentos de produtos já conhecidos, mostra antes de tudo que o espírito inovador dos fabricantes na área de produção animal cresce cada vez mais. Para premiar as novidades e produtos serão levados em conta fatores decisivos, como a relevância para a prática agrícola e para o bem-estar animal, consequências para a economia empresarial e laboral, meio-ambiente e situação energética; novidades que facilitem e aumentem a segurança do tra-balho também poderão ser premiados.

Um total de 270 novidades e produtos inéditos da Alemanha e do exterior foram anuncia-das à EuroTier 2014. A DLG também incluirá em sua publicação produtos que já estão disponíveis no mercado, mas que são lançamentos das empresas.

As inovações premiadas com medalha de ouro ou de prata na EuroTier 2014 não foram apresentadas em nenhuma outra feira internacional. Para serem condecorados, os produ-tos precisam estar em pleno funcionamento e disponível no mercado já em 2015.

São exatamente os produtos premiados que formam o guia perfeito para todos os que estão à procura de inovações na EuroTier, facilitando a visita à feira.
Das 13 áreas de onde a maioria dos produtos serão avaliados para a premiação, há sem-pre as novidades "tradicionais" como tecnologia de manejo e alimentação de suínos e bovinos, além de insumos e suas tecnologias de aplicação. Além disso, expositores anunciam também novidades nos setores de gestão e software, tecnologia de manejo de dejetos e estercos líquidos e sólidos, construções e instalações de estábulos e galpões, tecnologias de ordenha e refrigeração, meio-ambiente e climatização, além de fabricação e armazenamento de ração. Mas também setores "mais recentes", como a aquicultura, anunciaram novidades para este ano.

De modo geral, as medalhas concedidas na EuroTier refletem a amplitude de cada área da agricultura, em especial o setor de gestão e software, que vem ganhando cada vez mais importância nos últimos anos. Neste ano, destacam-se em inovação as tecnologias de ordenha e refrigeração, gestão e software, instalações de estábulos e galpões, além do manejo suíno. Os dados mostram com clareza que soluções inovadoras não estão sendo desenvolvidas apenas para as espécies "clássicas" de animais como bovinos, suínos e aves; também a segurança de trabalho pode ser inovadora. 

Tendências do manejo suíno

No setor de manejo suíno, pode-se ver que os sistemas e formas de manejo vêm sendo questionados e precisam de novas concepções. Por outro lado, observa-se também que o próprio animal pode participar ativamente no delineamento de suas condições de mane-jo.

Também serão apresentadas soluções tecnológicas para procedimentos técnicos visando melhora da limpeza dos estábulos em cada um de seus espaços, bem como a facilitação do trabalho e tarefas de transporte, higiene nas instalações e para a ampliação da vida útil das instalações para o manejo. 

No setor de alimentação animal, a atenção continua voltada ao funcionamento, longevida-de e aprimoramento de tecnologias para nutrição, com atenção à preparação de misturas homogêneas de rações e ainda à pesquisa de novas fontes de alimentação e nutrientes.

Tendências do manejo na pecuária e técnicas de ordenha

O setor de manejo pecuário e de técnicas de ordenha também apresentam evoluções inovadoras na EuroTier deste ano.

Para a melhora de técnicas de alimentação animal, serão apresentadas tecnologias de silagem e de nutrição para a distribuição homogênea de rações.
Soluções no manejo de bezerras vêm sendo aprimoradas para não só aumentar a higiene de alimentadores, mas também para garantir uma gestão sem riscos desde o nascimento. Além disso, observa-se que no setor de manejo de dejetos ainda há potencial para uma operacionalidade "mais individual" de instalações para este tipo de manejo.

As inovações na obtenção mecânica de leite nas tecnologias de ordenha ainda estão lon-ge de ser totalmente esgotadas, o que indica que muitas melhorias ainda podem ser fei-tas nas áreas de ordenha "sustentável" e saúde dos úberes, além da higiene e desinfec-ções.

A EuroTier deste ano é a prova de que soluções inovadoras não estão sendo desenvolvi-das apenas para o gado leiteiro "tradicional" e sua melhoria de condições de trabalho e higiene, mas também para o aumento da produtividade.

Tendências em gestão e software

A tendência nas áreas de gestão e software vai na direção de sistemas de soluções que realizem não só a coleta, documentação e avaliação de parâmetros individuais de cada animal e dados de produção, mas também indiquem pontos vulneráveis de gestão elabo-rando abordagens para suas melhorias. Além disso, o desenvolvimento visa conceitos de soluções que cubram o maior número de áreas, estreitando assim a lacuna entre as insta-lações internas e externas da propriedade rural, a fim de que a complexidade das opera-ções possam ser reproduzidas, documentadas, controladas e avaliadas por um único software.

Conclusão
Essa seleção de tendências mostra com clareza que uma visita à EuroTier 2014 sempre vale a pena e é uma das melhores escolhas do ano. 

Fonte: Ass. Imprensa da EuroTier

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Relação de troca do milho melhora no início de 2026 após pico de custo dos fertilizantes

Queda do MAP, KCl e ureia em sacas por tonelada coincide com recuperação das cotações do cereal na Bolsa de Chicago e na B3.

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Foto: Shutterstock

A relação de troca para o produtor de milho entra em 2026 em condição mais favorável do que a observada ao longo de 2025. Depois de um ano marcado por forte pressão dos fertilizantes sobre o custo da lavoura, os primeiros meses de 2026 registram recuo relevante do MAP, do KCl e da ureia medidos em sacas por tonelada, ao mesmo tempo em que o milho apresenta recuperação de preços nos mercados internacional e doméstico. Os dados são da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Foto: Divulgação/Pixabay

Em 2025, o MAP chegou a exigir mais de 70 sacas de milho por tonelada em vários momentos do ano, patamar muito acima da média histórica. No início de 2026, esse indicador recua para a faixa de 50 a 55 sacas, retornando para níveis mais próximos do intervalo histórico e reduzindo a pressão sobre a adubação de base.

O KCl apresenta movimento semelhante. Ao longo de 2025, o custo superou 35 sacas por tonelada. Agora, opera entre 25 e 30 sacas, devolvendo capacidade de compra ao produtor em um nutriente com peso relevante na adubação do cereal.

A ureia, essencial na cobertura nitrogenada, foi outro ponto crítico no ano passado, quando chegou a demandar mais

Foto: Divulgação/SAA-SP

de 50 sacas por tonelada. Neste começo de 2026, o custo recua para cerca de 30 a 35 sacas, mudança significativa para o manejo nutricional do milho de alta produtividade.

Do lado da receita, o milho mostra reação. Os contratos na Bolsa de Chicago voltam a trabalhar próximos de US$ 4,50 a US$ 5,00 por bushel após o período de maior fraqueza em 2025. No Brasil, os contratos futuros na B3 e os preços físicos em Sorriso também registram recuperação em reais por saca, mesmo com a acomodação do câmbio.

A diferença prática é direta: no início de 2026, o produtor precisa de menos milho para comprar a mesma quantidade de MAP, KCl e ureia do que precisou ao longo de 2025.

A melhora da relação de troca ocorre justamente no momento de planejamento da safra e altera o cálculo de custo da lavoura, segundo a análise da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Fonte: O Presente Rural
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Granja Pinheiros amplia produção com novo incubatório no Rio Grande do Sul

Estrutura automatizada fortalece modelo verticalizado e projeta crescimento da empresa.

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Foto: Divulgação/Granja Pinheiros

Referência na produção avícola, a Granja Pinheiros completa 45 anos em 2026 e inicia as comemorações com a inauguração do incubatório mais tecnológico do Rio Grande do Sul. Localizada em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, a nova planta – que recebeu investimentos de cerca de R$ 65 milhões – representa um marco na estratégia de inovação da empresa. Com mais de 11 mil metros quadrados e capacidade para incubar 11,5 milhões de ovos por mês, a unidade alia alta tecnologia, eficiência produtiva e o cuidado característico de uma gestão familiar.

Após cerca de 15 meses entre projeto, obra e automatização, o incubatório entra em operação como um dos mais modernos do país. Entre os principais diferenciais está o pioneirismo no uso da tecnologia Selectum de vacinação in ovo, que garante precisão e respeito à fisiologia do embrião ao ajustar automaticamente a profundidade e a posição da aplicação, realizada diretamente no líquido amniótico.

Inauguração da nova planta contou com a presença de diretores, amigos, autoridades, parceiros e colaboradores da Granja Pinheiros no dia 21 de março.

“Sabíamos que precisávamos trazer o que há de mais moderno, não só para atender ao bem-estar animal com foco em qualidade, mas também para o melhor atendimento às necessidades dos nossos colaboradores, que nós valorizamos muito”, destaca Roberto Luiz Kehl, diretor administrativo da Granja Pinheiros.

O empreendimento também conta com soluções desenvolvidas por empresas holandesas, reconhecidas mundialmente pela excelência em tecnologia avícola. Com processos operacionais e gerenciais de última geração, o incubatório consolida a Granja Pinheiros como referência em inovação e sustentabilidade na avicultura gaúcha.

Geração de oportunidades e valorização das pessoas

A inauguração oficial do incubatório ocorreu em 21 de março, em um evento que reuniu amigos, autoridades, parceiros e colaboradores para celebrar esse marco histórico para a avicultura regional.

Mesmo sendo altamente tecnológico e automatizado, o novo empreendimento já contribui para a geração de empregos na região. Neste primeiro momento, foram abertos 20 novos postos de trabalho. Com a operação em plena capacidade, prevista para o início de 2027, outras 25 vagas devem ser criadas, ampliando as oportunidades e fortalecendo o desenvolvimento local.

Expansão estratégica e produção verticalizada

O novo incubatório integra um amplo plano de expansão da empresa, que também contempla aportes na fábrica de rações e na ampliação de sua estrutura industrial. Com isso, a Granja Pinheiros reforça seu modelo de produção verticalizada, acompanhando todas as etapas – desde a genética até a entrega final.

Especialista em produtos de maior valor agregado, como o tradicional galeto ao primo canto, a empresa atende dezenas de redes de galeterias no Rio Grande do Sul e em outras regiões do país. Com o novo incubatório, amplia sua capacidade produtiva e eleva ainda mais os padrões de qualidade, consolidando sua presença no mercado.

Tradição familiar que impulsiona o futuro

Ao completar 45 anos, a Granja Pinheiros reafirma seu compromisso com o futuro: seguir inovando, investindo em tecnologia e mantendo a essência que a tornou referência – uma empresa de origem familiar, próxima das pessoas e comprometida com a excelência.

Fonte: Assessoria Granja Pinheiros
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Novas regras para uso da água no campo acendem alerta entre produtores rurais

Sistema Faep discute normas do IAT e reforça necessidade de regularização para evitar multas e garantir acesso ao crédito.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

Em 2025, o Instituto Água e Terra (IAT) emitiu multas, que somadas, chegam a R$ 1 milhão por conta de uso irregular de recursos hídricos no Paraná. As principais infrações ocorreram por envolver captação de água de rios e poços sem outorga. A fim de minimizar os efeitos e orientar o produtor rural, integrantes da Comissão Técnica (CT) de Aquicultura do Sistema Faep debateram, no dia 26 de março, duas instruções normativas que regem novas regras de monitoramento e licenciamento da água.

“O Sistema Faep está preocupado em informar e orientar os sindicatos e os produtores rurais diante das exigências na gestão hídrica e das mudanças regulatórias. Os agricultores e pecuaristas precisam de apoio para continuar investindo”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Especificamente a aquicultura do Paraná, que já é referência nacional e tem potencial para crescer ainda mais, as novas regras precisam acompanhar a realidade do campo, garantindo sustentabilidade sem inviabilizar a produção” complementa.

Atualmente, a outorga é indispensável para o produtor rural que utiliza recursos hídricos em sua atividade, garantindo a quantidade e a qualidade conforme a legislação ambiental. “Houve problemas no passado justamente pela falta dessa regularização. Hoje, estar adequado às normas é fundamental”, reforça a técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, Carla Beck.

Uma das mudanças é que o processo para obter outorga ocorre junto com o licenciamento ambiental, conforme Instrução Normativa (IN) 51/2025 do IAT. Atualmente, a solicitação de outorga envolve a apresentação de um projeto de aquicultura. Em casos de uso estadual, o pedido deve ser feito ao IAT, enquanto corpos hídricos de domínio da União exigem a autorização em âmbito federal. “Tanto o licenciamento quanto a outorga são instrumentos fundamentais para o crédito agrícola”, explica Carla.

Outro ponto de atenção é a obrigatoriedade da medição do volume de água utilizado, estabelecida pela IN 63/2025 do IAT. A norma exige a instalação de medidores individuais, como hidrômetros posicionados próximos ao ponto de captação, com leitura acessível, manutenção periódica e possibilidade de automonitoramento. A fiscalização deve ter livre acesso aos equipamentos.

Semana do pescado

A reunião da CT também discutiu a 23ª edição da Semana do Pescado. Prevista para setembro, a ação nacional deve mobilizar produtores, indústria e comércio com o objetivo de ampliar o consumo de peixes. O coordenador do evento, André Luiz Medeiros de Souza, reforçou que a iniciativa busca consolidar uma terceira data de vendas expressivas, além da Semana Santa e do Natal, além de incentivar a inclusão do pescado no dia a dia do brasileiro.

Atualmente, o consumo por pessoa no país está abaixo da média mundial. Enquanto a população mundial consome, em média, 22 quilos por habitante ano, no Brasil esse número é de dez quilos. “Queremos criar uma cultura diferente, um hábito de consumo e desfazer mitos a respeito da dificuldade de preparação do peixe”, afirma Souza. Em edições anteriores, a campanha registrou aumento de cerca de 30% nas vendas, no âmbito nacional, durante o período.

O Paraná responde por quase metade da produção nacional de tilápia, com forte presença na região Oeste, em municípios como Toledo, Nova Aurora (conhecida como a capital nacional da tilápia) e Palotina.

Reforma Tributária

Outro tema da reunião envolveu a reforma tributária, em andamento no Brasil e que já começa a produzir efeitos em 2026. Com implementação completa prevista apenas em 2033, o tema impacta diretamente o setor produtivo — incluindo o produtor rural — e exige atenção.

Entre as principais mudanças está a extinção de tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, que serão substituídos por três impostos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal; o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), compartilhado entre estados e municípios; e o Imposto Seletivo (IS), que incidirá apenas sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

“Um dos principais objetivos da reforma é simplificar o sistema tributário e acabar com a chamada guerra fiscal entre os Estados, promovendo a unificação de alíquotas e maior transparência para o contribuinte”, destaca o técnico do Departamento Jurídico do Sistema Faep, Eleutério Czornei.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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