Suínos
Europa discute futuro da suinocultura em congresso na Dinamarca
Com foco em sustentabilidade, bem-estar animal e inovação, o Congresso Europeu de Produtores de Suínos reuniu mais de 270 participantes para debater os rumos do setor diante de novos desafios e oportunidades.

O Congresso Europeu de Produtores de Suínos (EPP) deste ano em Kolding, Dinamarca, foi totalmente voltado para o destino do setor nos próximos anos: sob o tema “Futuro da Suinocultura”, mais de 270 criadores de suínos europeus, especialistas e parceiros da indústria se uniram para discutir a direção futura da suinocultura na Europa.
Entre os principais temas discutidos estão os desafios enfrentados pelo setor com relação às mudanças climáticas, expectativas sociais, pressões econômicas, inovações tecnológicas e novas perspectivas sobre bem-estar animal, sustentabilidade e gestão de fazendas.
O discurso de abertura destacou a questão central: o setor está enfrentando mudanças profundas. Mudanças ecológicas e sociais, mercados voláteis, incertezas políticas e a crescente complexidade da gestão agrícola impõem altas demandas – e, ao mesmo tempo, oferecem oportunidades para uma nova abordagem.
Novas tecnologias
Automação, sistemas baseados em dados, inteligência artificial e ferramentas digitais abrem novas oportunidades para eficiência, bem-estar animal e sustentabilidade ambiental. A agricultura de precisão e inteligente ajuda a usar os recursos de forma mais direcionada e a tornar os processos mais sustentáveis. No entanto, um ponto ficou igualmente claro no congresso: a tecnologia não substitui a expertise e a responsabilidade do gerente e da equipe da fazenda.
Outro fator fortemente discutido e observado pelos participantes no congresso é que o futuro da suinocultura não será determinado apenas pela tecnologia, mas pela capacidade dos produtores de aceitar mudanças, tomar decisões informadas e se envolver ativamente no diálogo com a sociedade, políticos e parceiros de mercado.
Outros temas importantes que também foram abordados no congresso, como por exemplo ter estratégias bem definidas para uma suinocultura economicamente viável e sustentável, novos modelos de negócios e canais de marketing em um contexto internacional e também quais são os requisitos de transparência e comunicação para com os consumidores.
Exemplos práticos da Dinamarca para sistemas de gestão e saúde animal baseados em dados também foram assunto do congresso.
Cooperação ao longo da cadeia de valor
Como país anfitrião, a Dinamarca proporcionou o cenário ideal para o congresso: com grande abertura, especialmente à inovação, os profissionais dinamarqueses apresentaram suas melhores práticas de criação, as tecnologias mais recentes e sua experiência na implementação de estratégias nacionais. Seu profissionalismo e abertura geral à troca de ideias durante o evento refletem o papel pioneiro da Dinamarca na produção suína europeia.
O Congresso do PPE de 2025 demonstra que a suinocultura europeia está buscando mudança – tecnológica, estratégica e humana. Embora os desafios sejam complexos, o conhecimento, a capacidade de inovação e o senso de responsabilidade dos produtores constituem uma base sólida para o desenvolvimento sustentável.

Suínos
Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.
O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.
Resiliência
Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.
A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.
Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.
Suínos
Exportações recordes sustentam mercado do suíno no início de 2026
Em meio à estabilidade das cotações internas, vendas externas de carne suína alcançam volumes e receitas históricas, impulsionadas pela forte demanda internacional.

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira (06), com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025.
No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína. Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período.
De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024, dados da Secex.
Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025.
No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual.
Suínos
Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro
Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.






