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EUA propõem tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros

Relatório preliminar do governo norte-americano mantém investigação comercial contra o Brasil, mas abre espaço para negociações até 15 de julho. Setor empresarial defende solução diplomática para evitar perdas de competitividade.

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A possibilidade de novas barreiras comerciais entre Brasil e Estados Unidos voltou a preocupar exportadores e investidores. Relatório divulgado na segunda-feira (1º) pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) recomendou, em caráter preliminar, a aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre determinados produtos brasileiros no âmbito de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana.

Foto: Divulgação

Caso a medida seja confirmada, empresas brasileiras poderão enfrentar aumento de custos para acessar o mercado norte-americano, reduzindo a competitividade de seus produtos e criando novos obstáculos para o comércio bilateral.

A recomendação, no entanto, ainda não representa uma decisão definitiva. O documento também reconhece os avanços das negociações entre os dois governos e indica que o processo permanecerá aberto até a decisão final prevista para 15 de julho.

Para representantes do setor empresarial, esse intervalo cria uma oportunidade para evitar a adoção das tarifas. “O relatório não é final e reforça que ainda há tempo para evitar a adoção de novas tarifas. O setor empresarial espera que os dois governos intensifiquem seus esforços nas próximas semanas e alcancem uma solução que enderece as questões em discussão, preservando as condições necessárias para a evolução do comércio e dos investimentos nos dois países”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Negociações ganham importância

A sinalização de continuidade do diálogo ocorre após a aproximação diplomática registrada nas últimas semanas, especialmente depois do encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos realizado em 07 de maio.

Na avaliação da Amcham Brasil, a manutenção das negociações é fundamental para preservar um dos mais relevantes fluxos comerciais do país. Os Estados Unidos figuram entre os principais destinos das exportações brasileiras de produtos manufaturados e de maior valor agregado, além de serem um dos principais investidores estrangeiros na economia nacional.

A eventual adoção das tarifas poderia afetar não apenas empresas exportadoras, mas também cadeias produtivas integradas que dependem do comércio bilateral para aquisição de insumos, equipamentos e tecnologias.

Nova investigação amplia preocupação

Além da investigação atualmente em curso contra o Brasil, o setor privado acompanha com atenção outro processo conduzido pelo governo norte-americano também sob a Seção 301.

A expectativa é de que, nos próximos dias, seja divulgado um novo relatório relacionado a importações de produtos elaborados com trabalho forçado. O processo poderá resultar em medidas tarifárias adicionais envolvendo aproximadamente 60 países, incluindo o Brasil.

A possibilidade de sobreposição de tarifas eleva a preocupação de empresas exportadoras, que temem uma perda relativa de competitividade no mercado norte-americano.

Segundo a Amcham, por esse motivo torna-se ainda mais relevante a busca de uma solução negociada na investigação que envolve diretamente o Brasil. O objetivo é evitar que produtos brasileiros sejam submetidos a uma carga tarifária superior à enfrentada por concorrentes de outros países.

Impactos podem ir além das exportações

Especialistas em comércio internacional observam que medidas tarifárias dessa natureza costumam produzir efeitos que ultrapassam o fluxo de exportações. A elevação dos custos de acesso a mercados pode influenciar decisões de investimento, planejamento industrial e estratégias de longo prazo de empresas com operações nos dois países.

Por isso, a decisão prevista para julho é acompanhada de perto tanto pelo setor produtivo quanto pelo governo brasileiro. Até lá, a expectativa é de intensificação das negociações diplomáticas e empresariais na tentativa de construir uma alternativa que preserve as relações comerciais entre as duas maiores economias das Américas.

Fonte: O Presente Rural

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Senado amplia debate sobre nova Lei do Trabalho Rural e regras para voos na Amazônia

Comissão de Infraestrutura aprovou audiências públicas para discutir propostas que tratam das relações de trabalho no campo e da operação de empresas estrangeiras na aviação regional.

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A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou a realização de audiências públicas para discutir dois projetos que podem alterar as regras do trabalho rural e do transporte aéreo na Amazônia Legal. As datas dos debates ainda não foram definidas.

Um dos temas é o Projeto de Lei 4.812/2025, que propõe uma nova Lei do Trabalho Rural. A matéria estabelece normas específicas para as relações individuais e coletivas de trabalho nas atividades agropecuárias e cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural.

Foto: Freepik

O pedido para realização da audiência foi apresentado pelo senador Weverton (PDT-MA). Segundo o parlamentar, o texto foi ampliado durante a tramitação na Comissão de Agricultura (CRA), passando a incluir medidas relacionadas à qualificação profissional, inovação tecnológica, saúde e segurança dos trabalhadores rurais e sustentabilidade da produção.

Na avaliação de Weverton, as mudanças ampliaram o alcance da proposta e justificam um debate mais aprofundado na Comissão de Infraestrutura antes da continuidade da tramitação.

Aviação na Amazônia

A comissão também promoverá uma audiência pública sobre o substitutivo da Câmara ao Projeto de Lei 4.715/2023, que autoriza, em determinadas situações, empresas estrangeiras a operar voos domésticos na Amazônia Legal.

O requerimento foi apresentado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que argumenta haver preocupação do setor aéreo brasileiro com os possíveis efeitos da medida.

Segundo o senador, representantes das empresas nacionais afirmam que a abertura do mercado pode ampliar a concorrência com companhias internacionais de maior porte, além de provocar impactos sobre as relações de trabalho e a competitividade das empresas brasileiras, que estão sujeitas a custos tributários não aplicados às concorrentes estrangeiras.

Os dois projetos permanecem em análise no Senado e serão debatidos antes da votação na Comissão de Infraestrutura.

Fonte: O Presente Rural
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Ritmo da colheita influencia preços do milho no mercado interno

Compradores reforçam estoques, enquanto produtores paulistas seguem retraídos à espera do avanço da segunda safra para ampliar as negociações.

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Foto: Shutterstock

Os preços do milho seguem com comportamentos diferentes entre as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com o centro de pesquisas, as cotações avançaram em algumas praças devido à retração de vendedores e ao ritmo ainda lento da colheita da segunda safra. Já nas regiões produtoras, os preços recuaram com o avanço dos trabalhos no campo.

O Cepea informa que parte dos compradores continua atenta às oportunidades de negociação, enquanto outros intensificaram as aquisições no início da semana passada, oferecendo preços firmes para manter os estoques abastecidos.

Apesar desse movimento, muitos consumidores aguardam o aumento da oferta de milho nas próximas semanas, com a expectativa de queda nas cotações no mercado interno. Do lado dos vendedores, produtores paulistas seguem retraídos e preferem esperar o avanço da colheita da segunda safra antes de negociar volumes maiores.

Fonte: O Presente Rural
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Projeto prevê porte de arma para auditores fiscais agropecuários e reconhece atividade como de risco

Proposta em análise na Câmara estabelece novos protocolos de segurança para fiscais federais e condiciona autorização ao cumprimento de requisitos legais.

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Imagem criada por Emili Schneider/ChatGPT/OP Rural

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe reconhecer como atividade de risco o trabalho dos auditores fiscais federais agropecuários e autorizar o porte de arma de fogo para esses servidores, tanto durante o expediente quanto fora do serviço.

O Projeto de Lei 1.248/2026 altera a Lei nº 10.883/2004, que trata da carreira dos auditores fiscais agropecuários, e o Estatuto do Desarmamento.

Foto: Divulgação/Anffa Sindical

Pela proposta, a autorização para o porte de arma ficará condicionada ao cumprimento dos requisitos técnicos e psicológicos previstos na legislação e em regulamentação específica.

O texto também determina que o Poder Executivo estabeleça protocolos de segurança para atividades de fiscalização consideradas de maior risco.

Autor da proposta, o deputado Capitão Alden (PL-BA) argumenta que a medida busca adequar a legislação às condições enfrentadas pelos auditores fiscais durante o exercício da função.

Segundo o parlamentar, esses profissionais atuam na fiscalização, inspeção e controle de produtos agropecuários, além de participar de ações de combate a ilícitos administrativos e econômicos.

Tramitação

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Se aprovado nas comissões, o texto seguirá para votação na Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado Federal antes de eventual sanção presidencial.

Fonte: O Presente Rural
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