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EUA pagarão de US$15 a US$150/acre a agricultores em nova ajuda comercial

Pagamento deve acontecer a partir de agosto; US$ 16 bilhões são para compensar os afetados pela guerra comercial com a China

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Arquivo/OP Rural

O governo dos Estados Unidos pagará aos agricultores do país valores de US$ 15 a US$ 150 por acre a partir de meados e fim de agosto, como parte de um pacote de ajuda de US$ 16 bilhões para compensar os afetados pela guerra comercial com a China, disseram na quinta-feira (25) autoridades do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA).

Esta será a segunda rodada de assistência agrícola nos EUA, depois de um plano de 12 bilhões de dólares do presidente Donald Trump no ano passado, com o objetivo de compensar pelos baixos preços de produtos agrícolas e pelas vendas perdidas devido às disputas comerciais com a China e com outras nações.

Membros do Partido Democrata criticaram a medida, afirmando que os agricultores necessitam de um comércio justo em vez de um “resgate”, mas o secretário de Agricultura, Sonny Perdue, argumentou que os agricultores norte-americanos foram atingidos desproporcionalmente pela guerra comercial, e que a nova rodada de auxílio é justificada. “O presidente Trump possui grande afeto pelos agricultores e fazendeiros norte-americanos, e isso está muito evidente nesse programa”, disse Perdue. “Ele sabe que eles estão batalhando, que estão na linha de frente da batalha.”

Embora os grupos agrícolas e industriais tenham celebrado o movimento de ajuda nesta quinta-feira, eles continuam a pedir para que o governo Trump encerre as guerras comerciais e promova acordos com importantes mercados de exportação.

Para o novo pacote de auxílio, o USDA disse que estabeleceu taxas variáveis entre condados. As quantias foram calculadas de acordo com as estimativas de danos comerciais causados pelas tarifas retaliatórias impostas pela China, antes principal compradora de muitos dos produtos agrícolas norte-americanos.

Perdue disse que é provável que haja diferenças entre os condados, tais como fazendas vizinhas recebendo pagamentos diferentes dependendo de onde seus campos estiverem localizados. Ainda que a agência tenha trabalhado duro para corrigir tais discrepâncias, “ainda haverá algumas disparidades que são impossíveis de se superar”, acrescentou ele.

O programa abrange produtores de 29 commodities agrícolas —entre elas, estão soja, milho, trigo, sorgo e algodão. Ele também cobre produtores de laticínios e suínos, além de fazendas com plantio de dez safras especializadas.

Para que seja elegível para o pagamento, é necessário que o agricultor tenha plantado sua safra até 1º de agosto, disse o USDA.

O USDA informou ainda que área que não pôde ser plantada nos EUA neste ano, devido a tempo desfavorável, atingiu níveis históricos. O departamento ainda trabalha em estimativa.

Fonte: Reuters
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Notícias Paraná

Bovinocultura projeta boas perspectivas no segundo semestre

Retenção de fêmeas aponta para a valorização da arroba neste ano e maior produção de bezerros nos anos seguintes

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Divulgação/MAPA

Apesar de o Brasil ainda estar às voltas com a pandemia do novo coronavírus e das projeções de recessão global, o Paraná vê se desenhar boas perspectivas para a bovinocultura de corte no segundo semestre deste ano. Por um lado, os dados apontam que os produtores do Estado estão retendo as fêmeas, o que tende a reduzir a oferta de animais para abate. Para além disso, a China deve manter seu ritmo de importação de proteína animal, o que ajuda a sustentar os preços no mercado interno. Todo este contexto aponta para um cenário favorável ao setor, principalmente em termos de preço.

Um desses indicativos veio à tona em 10 de junho, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais (PTAA). Os números revelam que o Paraná reduziu em 2,7% o volume de abates, processando 329,6 mil animais, com 80,8 mil toneladas de carne produzidas. Apesar disso, o levantamento revela que o número de vacas e novilhas levadas ao abate foi 5,4% menor, o que revela a retenção de fêmeas.

“Apesar da redução no número total de animais abatidos, atividade pecuária no Paraná passa por um momento intenso. A demanda por animais mais jovens vem ganhando força entre os consumidores brasileiros e também no mercado externo”, observa Guilherme Souza Dias, técnico do Departamento Técnico Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Além disso, a bovinocultura de corte conseguiu conservar o bom momento iniciado no segundo semestre do ano passado. A arroba do boi gordo, cotada a R$ 153 em outubro, atingiu a casa dos R$ 204 em dezembro. Apesar da redução de consumo provocada pela pandemia de Covid-19, os preços continuaram em patamares elevados. Conforme o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), a cotação média do boi gordo no Paraná está em R$ 198 em junho de 2020.

“Nem mesmo a arroba aquecida nesse início de 2020 estimulou os criadores ao descarte de fêmeas”, ressalta Souza Dias. “Este ano se consolida, portanto, como característico de retenção de fêmeas, o que reduz a oferta e exerce pressão de alta no mercado do boi gordo. Adicionalmente, o gado de cocho deve encolher frente ao verificado no ano passado em função dos altos custos, colaborando para esse cenário”, explica.

Conforme os especialistas do setor, essa sustentação de preços está relacionada ao aumento das exportações brasileiras de carne bovina, que se mantiveram aquecidas, principalmente, por causa da China. Nos cinco primeiros meses deste ano, a faturamento com essas vendas externas aumentou 22,9%, chegando a US$ 2,6 bilhões. No mesmo período, os embarques do Paraná recuaram, mas o aumento significativo das exportações do Brasil sustentou o preço no mercado interno.

“Em plena pandemia, os preços se mantiveram em estabilidade e isso é bastante positivo para o setor. Principalmente porque, historicamente, o segundo semestre tende a ser melhor para a bovinocultura de corte e devemos ter a recuperação do consumo. As expectativas são positivas tanto no mercado interno quanto para as exportações”, aponta Rafael Ribeiro, zootecnista e consultor de mercado da Scot Consultoria.

Observando a série histórica do IBGE, Souza Dias acrescenta um ponto importante: nas últimas vezes em que houve redução do abate de fêmeas no primeiro trimestre – em 2015 e 2016 –, foi reflexo da valorização das cotações do bezerro no ano anterior. Em setembro 2015, por exemplo, os preços atingiram o recorde, com a cabeça cotada a R$ 1.505 – o que, corrigidos pela inflação, daria R$ 1.977. Para efeitos de comparação, em março deste ano as cotações do bezerro chegaram a R$ 1.890 e, em junho, ficaram em R$ 1.773, conforme a média ponderada calculada pelo Centro de Informação Agropecuária (CIA), da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Efeitos externos e internos

Apesar da previsão de recessão mundial, inclusive nas principais economias do globo, os especialistas preveem que, ao longo do segundo semestre, as vendas externas de carne bovina devem continuar firmes. Isso principalmente em razão da demanda da China, que consome cerca de 60% desta proteína animal embarcada pelo Brasil. Além das consequências da pandemia do novo coronavírus, o país asiático ainda não se recuperou de surto de Peste Suína Africana, que dizimou milhões de cabeças de suínos, o que levou a recorrer a outros fornecedores externos.

“O mercado internacional tem peso de cerca de 25% na bovinocultura de corte brasileira. Ou seja, é um valor considerável. A atividade também depende bastante das exportações”, diz Ribeiro.

A ressalva fica por conta à imagem que o Brasil vem passando a outros países, por sua atuação no combate ao novo coronavírus. Recentemente, a China suspendeu, por exemplo, as importações de carne da Austrália e dos Estados Unidos. Com o avançar dos casos de Covid-19 pelo mundo também se acirraram as preocupações dos exportadores em relação às operações de frigoríficos e indústrias que processam alimentos, em geral.

Após essa movimentação, o país deu uma sinalização positiva aos importadores. Em 19 de junho, os Ministérios da Agricultura, da Economia e da Saúde emitiram uma portaria conjunta definindo medidas obrigatórias que frigoríficos e lacticínios devem adotar, para mitigar os riscos de transmissão da Covid-19 nas unidades de abate e processamento de carnes e derivados de leite.

“É uma medida positiva do governo brasileiro, porque sinaliza para os nossos compradores externos que estamos preocupados e adotando medidas mitigatórias contra o novo coronavírus”, avalia Souza Dias.

Em relação ao mercado interno, o técnico do Sistema FAEP/SENAR-PR aponta que a manutenção do consumo em meio à pandemia será decisiva para a continuação da tendência de alta da cotação da arroba. Neste ponto, também será determinante o tempo que o país vai demorar para se recuperar dos efeitos causados pelo isolamento social e da retomada da atividade econômica.

“Essa tendência altista somente deve se confirmar caso não haja uma restrição muito grande da demanda interna, que ainda absorve entre 75% e 80% da nossa produção”, observa Souza Dias. “Ainda não está claro como a pandemia vai afetar o consumo de carne bovina, pois se por um lado havia a sinalização de afrouxamento das restrições, com a reabertura de restaurantes e food services, por outro a escalada de novos casos nos últimos dias tem revertido esse quadro”, acrescenta.

Fonte: Sistema FAEP
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Notícias Mercado

Liquidez interna aumenta em junho, e cotações da carne de frango sobem novamente

Vendas internas de carne de frango se aqueceram em junho, contexto que elevou as cotações de todos os produtos de origem avícola de corte

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Arquivo/OP Rural

As vendas internas de carne de frango se aqueceram em junho, contexto que elevou as cotações de todos os produtos de origem avícola de corte. Segundo agentes colaboradores do Cepea, o menor poder de compra da população brasileira diante da crise gerada pela pandemia de covid-19 pode estar levando demandantes a migrarem para proteínas mais baratas, como o frango, em detrimento das carnes bovina e suína. Assim, mesmo durante a segunda quinzena de junho, quando tradicionalmente as cotações da proteína recuam, devido à menor liquidez, os preços seguiram firmes.

No atacado da Grande São Paulo, o frango inteiro congelado teve média de R$ 4,40/kg em junho, alta de 7,3% frente à do mês anterior. Para o produto resfriado, a valorização foi ainda maior, de 11,7%, com preço médio a R$ 4,42/kg em junho. Para os cortes negociados na Grande São Paulo, a maior alta nos preços de maio para junho foi observada para a asa de frango, que, segundo colaboradores do Cepea, tem oferta muito reduzida no mercado doméstico, visto que é um produto muito exportado, especialmente à China.

De maio a junho, a asa congelada se valorizou 15,7%, atingindo R$ 8,91/kg no último mês. No caso do produto resfriado, a alta foi de 12,3%, com média de R$ 8,96/kg. Além da demanda final aquecida, as medidas de ajuste da produção por parte tanto da indústria quanto de produtores no primeiro semestre de 2020 se mostraram eficientes em conter as desvalorizações que vinham ocorrendo.

Dessa forma, com o incremento na demanda, parte da indústria teve que aumentar a compra de novos lotes de frango vivo, impulsionando os preços. Na média das regiões de São Paulo, o animal foi cotado a R$ 3,42/kg em junho, forte avanço de 17,5% na comparação com maio.

Fonte: Cepea
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Notícias Safra de inverno

Plantio de trigo no RS avança a 87% da área; ciclone afeta algumas regiões

Trabalhos têm ritmo levemente superior aos registrados na temporada passada

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REUTERS

O plantio de trigo do Rio Grande do Sul atingiu 87% da área projetada para a safra, avanço de 13 pontos percentuais em relação à semana anterior, depois de um período de frio e chuva na maior parte do Estado, disse a Emater/RS na quinta-feira (02). A recente passagem de um ciclone extratropical pelo Sul do Brasil limitou trabalhos em algumas regiões do Estado, como a de Pelotas, embora a visão geral da Emater aponte para condições climáticas favoráveis à safra.

Os trabalhos têm ritmo levemente superior aos registrados na temporada passada, quando 84% da área havia sido plantada em igual período. A média histórica de cinco anos, por sua vez, aponta para semeadura de 83% neste momento. “De modo geral, as áreas já implantadas vêm apresentando bom desenvolvimento, com bom estande e sanidade das plantas”, afirmou o órgão do governo gaúcho em informativo conjuntural.

A Emater destacou que no momento os produtores monitoram eventuais pragas, doenças e ervas daninhas presentes nas lavouras. A entidade ressaltou que o plantio está praticamente concluído em regiões como Ijuí —onde são semeados cerca de 261 mil hectares—, Bagé e Santa Rosa, embora fenômenos meteorológicos tenham afetado algumas áreas do Estado.

Um ciclone bomba passou pelo Rio Grande do Sul na terça-feira (30), com fortes ventos, chuvas e grande rastro de destruição. O plantio de trigo na região de Pelotas, por exemplo, foi paralisado em função da alta umidade do solo.

A Emater estima que 915,7 mil hectares sejam semeados com trigo no Estado neste ano, alta de 20,3% ante o ano passado. As projeções iniciais indicam ainda uma produção de 2,19 milhões de toneladas, queda de 2,14% no ano ano, devido a menores rendimentos.

Fonte: Reuters
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