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EUA esperam abocanhar 80% da cota livre de tarifa para trigo do Brasil

Atualmente, os EUA fornecem cerca de 300 mil a 400 mil toneladas em um ano normal

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Cleverson Beje

A US Wheat Associates, grupo que representa a indústria de trigo dos Estados Unidos, busca ficar com 80% da cota de importação de trigo livre de tarifa de 750 mil toneladas do Brasil, disse Vince Peterson, presidente do grupo. Peterson lidera uma delegação de produtores e comerciantes de trigo dos EUA que visitam moinhos brasileiros de trigo e processadores de alimentos esta semana, para avaliar o potencial de vendas para os próximos meses, quando a cota livre de tarifas para compras de fora do Mercosul for implementada.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, anunciou a cota livre de tarifas durante sua visita a Washington no mês passado. Ela também se aplica a outros fornecedores, como a Rússia. Atualmente, qualquer venda de trigo dos EUA para o Brasil, um dos maiores importadores mundiais do cereal, está sujeita a uma tarifa de importação de 10%, enquanto as vendas argentinas entram sem impostos, uma vez que o país integra o Mercosul. “Isso faz a diferença. Dez por cento em uma commodity de US$ 250 por tonelada é um diferencial bastante significativo para os compradores”, disse Peterson à Reuters, na quarta-feira (17).

Os Estados Unidos são fornecedores de trigo ao Brasil de longa data. Costumavam vender quantidades muito grandes nos anos 60 e 70. Naquela época, lembrou Peterson, o país sul-americano comprava tanto trigo duro (HRW, vermelho duro de inverno) que o produto era conhecido no mercado como “Brazil spec”. Com a crescente produção da Argentina, associada à vantagem do Mercosul, o país vizinho ficou com o maior mercado.

Atualmente, os EUA fornecem cerca de 300 mil a 400 mil toneladas em um ano normal. Isso pode aumentar muito se a safra brasileira ou argentina tiver problemas. O Brasil importa cerca de 6 milhões de toneladas de trigo por ano, aproximadamente metade do seu consumo. Apesar de ser uma potência agrícola, o país carece de áreas suficientes com o clima temperado ideal para o cultivo de trigo.

Peterson espera competição por essa cota livre de tarifas, particularmente da Rússia, que expandiu sua presença no mercado global de trigo nos últimos anos com o aumento da produção e os preços relativamente baixos. Ele acha que o produto dos EUA, no entanto, tem vantagens tanto em logística quanto em qualidade. “Os moinhos brasileiros estão acostumados com o nosso produto, sabem muito bem como trabalhar com suas especificações”, afirmou.

O Ministério da Economia do Brasil está finalizando a regulamentação sobre a cota. A Abitrigo, uma associação local de moinhos de trigo, espera que ela possa ser implementada em breve, para que os processadores brasileiros possam ter mais opções no mercado.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

Mesmo com exportação aquecida, preços internos da carne de frango registram queda em maio

Enquanto as vendas nacionais foram marcadas pela menor liquidez, as exportações estiveram aquecidas

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Divulgação/Alltech

O mercado de carne de frango registrou movimentos distintos entre as negociações domésticas e as exportações em maio, de acordo com pesquisas do Cepea. Enquanto as vendas nacionais foram marcadas pela menor liquidez, as exportações estiveram aquecidas, registrando o maior volume de proteína avícola escoado pelo Brasil desde julho de 2018. Neste caso, a demanda chinesa intensa é quem tem impulsionado os embarques totais do Brasil ao longo dos últimos meses.

Na Grande São Paulo, o frango inteiro congelado se desvalorizou 3,4% de abril para maio, com a média a R$ 4,10/kg no último mês. Além disso, a média de maio ainda esteve 14,7% abaixo da verificada em maio de 2019, em termos nominais. Para o produto resfriado na mesma região, a cotação foi a R$ 3,96/kg, quedas de 3,2% frente à de abril e de 17,4% na comparação com maio de 2019.

No front externo, segundo dados da Secex, o Brasil exportou 372,5 mil toneladas de carne de frango in natura em maio, volume 16,1% acima do verificado no mês anterior e ainda 4,3% maior que em maio de 2019. Com incremento no volume e o câmbio bastante elevado, a receita em Reais obtida pelo setor subiu com força, atingindo novo patamar recorde, de R$ 2,82 bilhões.

Fonte: Cepea
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Notícias Safra de inverno

Plantio de trigo da Argentina tem forte avanço diante de previsão de chuvas

Agricultores do país promoveram um avanço semanal de 16,6 pontos percentuais no plantio dos 6,8 milhões de hectares previstos para a safra

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Divulgação

O plantio de trigo 2020/21 da Argentina teve forte avanço na última semana, diante da aproximação de chuvas que podem dificultar os trabalhos de semeadura, disse na quinta-feira (04) a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) em relatório semanal de cultivos.

A Argentina é uma importante exportadora global do cereal e, segundo a instituição, os agricultores do país promoveram um avanço semanal de 16,6 pontos percentuais no plantio dos 6,8 milhões de hectares previstos para a safra, cuja semeadura atingiu 30% do projetado.

O ritmo veloz de plantio “responde à necessidade de se utilizar a umidade remanescente (no solo) e de se antecipar às chuvas previstas para este fim de semana”, disse a bolsa, acrescentando que os trabalhos na atual temporada estão 10 pontos percentuais à frente do ritmo do ciclo anterior. No mês passado, a BCBA projetou a safra de trigo da Argentina em um recorde de 21 milhões de toneladas.

No que diz respeito à soja 2019/20, cuja produção foi estimada em 49,5 milhões de toneladas, a bolsa disse que a colheita da oleaginosa atingiu 98,6% da área prevista. A Argentina é a maior exportadora de óleo e farelo de soja do mundo.

Fonte: Reuters
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Notícias Segundo Ocepar

Vendas de trigo alcançam 6% da safra no Paraná, com preços em alta

Preços do trigo são atrelados ao câmbio devido à dependência do país das importações

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Cleverson Beje

A comercialização de trigo no Paraná alcançou 6% da produção estimada para a safra que está sendo plantada no Estado, com produtores aproveitando a alta de preços impulsionada pelo câmbio, disse o gerente técnico e econômico da Ocepar, Flávio Turra.

“Preços estão acima de R$ 1 mil por tonelada, acima de R$ 60 por saca, um valor atrativo para antecipação das vendas… também sabemos que, com o arrefecimento do câmbio, a tendência é que esses preços diminuam um pouco”, afirmou Turra em evento online promovido pela associação da indústria do setor Abitrigo. Ele não forneceu um percentual comparativo.

Os preços do trigo são atrelados ao câmbio devido à dependência do país das importações. Desta forma, as cotações internas seguem a paridade do valor do produto importado.

Com base em dados do Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná, Turra afirmou que a produção estimada para esta temporada é de 3,5 milhões de toneladas, avanço de 65% em relação ao ano anterior, quando a produção foi fortemente afetada por adversidades climáticas.

“Neste ano, até o momento, o clima está colaborando para a cultura no Estado. Nas áreas que cultivamos trigo, que não fazem safrinha, o único risco que ainda pode acontecer é o de falta de chuvas ou alguma geada tardia ou chuva na colheita”.

Fonte: Reuters
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