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EUA e China concordam em reverter tarifas como parte de acordo comercial

Ministério do Comércio chinês, sem estabelecer um calendário, disse que os dois países concordaram em cancelar as tarifas por meio de fases

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REUTERS/Jason Lee

A China e os Estados Unidos concordaram em reverter as tarifas sobre bens aplicados entre si como parte da primeira da fase de um acordo comercial, disseram funcionários de ambos os lados na quinta-feira (07), oferecendo um novo sinal de progresso na guerra comercial, apesar de divisões em andamento sobre a disputa ao longo de meses.

O Ministério do Comércio chinês, sem estabelecer um calendário, disse que os dois países concordaram em cancelar as tarifas por meio de fases. Um funcionário dos EUA, falando sob condição de anonimato, confirmou a reversão planejada como parte da “primeira fase” de um acordo que o presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, pretendem assinar antes do final do ano. Trump usou tarifas de bilhões de dólares em bens de produtos chineses como sua principal arma na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

A perspectiva de levantá-los, mesmo em fases, atraiu uma feroz oposição de muitos de seus conselheiros internos e externos da Casa Branca. Os ganhos do mercado acionário dos EUA foram contidos depois que a Reuters noticiou que o plano enfrenta resistências internas.

É amplamente esperado que o pacto comercial provisório inclua uma promessa de descartar tarifas programadas para 15 de dezembro, em cerca de 156 bilhões de dólares em importações chinesas, incluindo telefones celulares, laptops computadores e brinquedos.

O cancelamento tarifário foi uma condição importante para qualquer acordo, disse o porta-voz do Ministério de Comércio Chinês, Gao Feng, acrescentando que ambos devem cancelar simultaneamente algumas tarifas em bens para alcançar o pacto da fase um. “A guerra comercial começou com tarifas e deveria terminar com o cancelamento de tarifas “, disse Gao em uma entrevista coletiva regular.

A proporção de tarifas canceladas para ambos os lados atingirem um acordo de “fase um” deve ser o mesmo, mas o número a ser cancelado pode ser negociado, acrescentou, sem dar detalhes. “Nas últimas duas semanas, os principais negociadores de ambos os lados tiveram discussões sérias e construtivas sobre como resolver várias preocupações essenciais de maneira apropriada “, afirmou Gao. “Ambos os lados concordaram em cancelar tarifas adicionais em fases diferentes, à medida em que os países progridem nas negociações.”

Um porta-voz do Departamento do Tesouro norte-americano se recusou a comentar e o escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Os legisladores republicanos estão insistindo junto ao governo Trump que vincule quaisquer reversões tarifárias à conformidade de Pequim com elementos do acordo. “As tarifas devem ser eliminadas peça por peça, conforme a China cumpra o acordado”, uma fonte do Congresso dos EUA disse.

Reunião Trump-Xi

No que poderia ser outro gesto para impulsionar o otimismo, a agência de notícias estatal da China, Xinhua, informou na quinta-feira que os costumes chineses e o Ministério da Agricultura estão considerando remover restrições às importações de aves dos EUA. A China baniu todas as aves e ovos dos EUA desde janeiro de 2015, devido a um surto de gripe aviária.

O sinal de Pequim de que um acordo comercial de “fase 1” com os Estados Unidos estava perto de ser selado ajudou os mercados acionários da Europa, que alcançaram novas máximas em 4 anos, enquanto os rendimentos dos títulos valorizaram.

Uma fonte disse anteriormente à Reuters que os negociadores chineses queriam que os Estados Unidos reduzissem as tarifas de 15% para cerca de 125 bilhões de dólares em mercadorias chinesas que entraram em vigor em 1º de setembro.

Eles também buscaram alívio das tarifas anteriores de 25% em cerca de 250 bilhões de dólares em importações, variando de máquinas e semicondutores para móveis. Uma pessoa familiarizada com a posição de negócios da China disse que o país estava pressionando Washington a “remover todas as tarifas assim que possível”. Um acordo pode ser assinado este mês por Trump e Xi em um futuro momento ainda a ser determinado.

Na quarta-feira (06), um funcionário de alto escalão do governo Trump disse à Reuters que dezenas de locais foram sugeridos para uma reunião, que tinha sido originalmente definida para ocorrer em meados de novembro, durante a cúpula dos líderes da Ásia-Pacífico no Chile, agora cancelada.

Um local possível era Londres, onde os líderes podiam reunir-se depois de uma cúpula da Otan em que Trump deve comparecer de 3 a 4 de dezembro, disse o funcionário. Gao se recusou a dizer quando e onde essa reunião poderia ser.

Desde que Trump assumiu o cargo, em 2017, seu governo tem pressionado a China a reduzir subsídios maciços a empresas estatais e acabar com a transferência forçada de tecnologia americana para empresas chinesas como preço de fazer negócios na China.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

BRF tem lucro líquido de R$ 307 milhões no segundo trimestre de 2020

Receita líquida foi de R$ 9,104 bilhões, 9,2% maior do que no 2º trimestre de 2019

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Divulgação

A BRF registrou lucro líquido de R$ 307 milhões nas operações continuadas no segundo trimestre de 2020, o que representa aumento de 60,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado, em meio a um cenário desafiador, é reflexo do crescimento das vendas em todas as categorias, alavancando ainda mais a fortaleza e a credibilidade de suas principais marcas. No período, a empresa superou o patamar de 1 milhão de toneladas de alimentos comercializados no mundo, sendo o quinto trimestre consecutivo com patamares sólidos de rentabilidade.

“Estes resultados refletem nossa habilidade e agilidade em atender às novas demandas dos consumidores em diferentes mercados e culturas. Temos um time engajado, com uma essência forte, unido em torno do nosso propósito. Estou confiante em nosso projeto de crescimento de longo prazo, porque temos as melhores pessoas, as melhores marcas e os melhores produtos”, ressalta o CEO da BRF, Lorival Luz.

Um dos destaques do trimestre foi o aumento na venda de produtos processados no mercado brasileiro, que tiveram crescimento de aproximadamente 13% em relação ao mesmo período do ano passado e indicam assertividade na estratégia de produção e oferta de alimentos que proporcionam praticidade para os consumidores. No mercado doméstico, cerca de 75% das vendas provêm de produtos processados, ou seja, frios, congelados, margarinas, refeições prontas, entre outros, que trazem a fortaleza e a confiança de suas marcas Sadia, Perdigão e Qualy, oferecendo ao consumidor qualidade, variedade e praticidade na preparação. Os demais 25% são compostos por produtos in natura, principalmente, cortes específicos de frangos e suínos e suas linhas de semiprontos para consumo.

“Seguimos focados em crescimento e rentabilidade, com excelência operacional e comercial, planejamento integrado, ancorados em uma cultura organizacional que promove o respeito e a valorização das pessoas, mantendo a disciplina financeira”, destaca Lorival Luz. “Temos registrado importantes avanços nos diversos canais e regiões onde atuamos, posicionando-nos de forma sólida, com produtos de maior valor agregado.”

A receita líquida total obtida pela BRF atingiu R$9,1 bilhões, alta de 9,2% em relação ao 2T19. No Brasil, a receita líquida aumentou 13,7%, alcançando R$4,6 bilhões no 2T20. Esse resultado foi favorecido pela expansão de 6,3% no volume comercializado, em especial, o de produtos processados, que cresceu quase 13% no trimestre. Já no mercado internacional, os efeitos da pandemia de Covid-19 afetaram o volume comercializado, que sofreu contração de 8,2% em relação ao 2T19. Ainda assim, a receita líquida superou R$4,2 bilhões, apresentando crescimento de 5,6% em decorrência de maiores preços médios auferidos no período.

No 2T20, o EBITDA Ajustado Consolidado totalizou R$1,031 bilhão, queda de 15,4% no comparativo com o mesmo período do ano anterior, quando excluídos os efeitos tributários reportados no 2T19. Ao também excluir os gastos associados à Covid-19 no 2T20, este indicador teria alcançado R$1,3 bilhão, o mesmo patamar do primeiro trimestre deste ano.

A alavancagem líquida da Companhia, medida pela razão entre o endividamento líquido e o EBITDA Ajustado dos últimos doze meses, atingiu 2,89x no 2T20, ante 3,74x no 2T19, e o prazo médio do endividamento se estendeu para 4,2 anos, incremento de 1 ano em comparação ao 2T19. Após as recentes captações/liquidações de dívidas anunciadas em julho e agosto de 2020, o prazo médio foi estendido para 4,9 anos.

Os investimentos realizados no trimestre totalizaram R$582 milhões, representando um aumento de 24% em relação ao 2T19, sendo R$203 milhões destinados para crescimento, eficiência e suporte; R$236 milhões para ativos biológicos e R$144 milhões para arrendamento mercantil e outros. Entre os destaques, a construção da fábrica de embutidos em Seropédica (RJ) e a aquisição da Joody Al Sharqiya Food Production Factory, unidade de processamento localizada em Dammam, Arábia Saudita, cujo portfólio de produtos inclui cortes empanados, marinados e hambúrgueres.

Responsabilidade Social e Sustentabilidade

A incorporação de critérios de sustentabilidade à gestão e à estratégia é uma jornada permanente para a BRF, que busca antecipar transformações de mercado, preparar a Companhia para capturar oportunidades e garantir o tratamento adequado de riscos e impactos.

A BRF, que é a única empresa do setor de alimentos a compor o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, também ampliou os seus compromissos com aspectos ambientais, sociais e de governança corporativa. A empresa é uma das signatárias do movimento do Conselho Empresarial Brasileiro pelo Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) para combater o desmatamento ilegal da Amazônia e promover o desenvolvimento sustentável da região, com inclusão econômica e social das comunidades locais.

A Companhia também permanece no FTSE4Good, índice aferido pela Financial Times Stock Exchange Russell que avalia as práticas ambiental, social e de governança das companhias.

Em Assembleia Geral Ordinária, o Conselho de Administração foi renovado por maioria absoluta dos acionistas, passando a ter três novos integrantes e uma composição mais diversa, com competências e experiências complementares. No contingente total da BRF, a presença feminina nos cargos de liderança passou de 18% para 22%.

Também foram aplicados, apenas durante o 2T20, R$ 218 milhões em recursos para cuidar da integridade física dos funcionários e assegurar a continuidade da cadeia operacional e, assim, combater os efeitos da pandemia de Covid-19. Se contabilizado o período de fevereiro até junho, este montante chega a R$ 247 milhões. Mais de 30 iniciativas relacionadas à prevenção e combate ao vírus foram implementadas na operação da BRF em todo o mundo, sendo a primeira empresa no setor a celebrar um Termo de Compromisso com o Ministério Público do Trabalho – MPT, em âmbito nacional, constituindo uma referência para o mercado e para o País. Outras ações:

  • Uma das primeiras empresas a assumir compromisso público de não demissão;
  • Manteve mais de 8,2 mil colaboradores afastados pertencentes aos grupos de risco e em busca ativa em suas casas e sem impactos em suas remunerações, corroborando nossa estratégia de proteção e cuidado com as pessoas;
  • Implantou plano de reconhecimento semanal, adotando apoio financeiro e de alimentos ao colaborador BRF, beneficiando cerca de 65 mil funcionários;
  • Criou e expandiu o canal de consulta Dr. BRF para mais 30 mil beneficiados entre terceiros e integrados;
  • Distribuiu mais de 3,5 milhões de máscaras PFF2;
  • Higieniza cerca de 230 toneladas de máscaras de tecido por mês;
  • Disponibilizou, aproximadamente, 600 mil litros de álcool em gel espalhados através de milhares de estações de sanitização;
  • Instalou cerca de 10 mil metros quadrados de acrílico para separação das atividades críticas e refeitórios;
  • Formou equipe de testagem de mais de 70 pessoas com dedicação exclusiva e aplicação de testes em mais de 40 localidades;
  • Realizou doações a mais de 90 cidades no Brasil, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã, Catar e Turquia, beneficiando mais de 180 entidades;
  • Contratou aproximadamente 6,7 mil colaboradores temporários em nossas fábricas, centros de distribuição e repositores da área comercial;
  • Adicionou de mais de 400 ônibus à frota de transporte dos colaboradores;
  • Substituiu mais de 8.300 filtros de ar-condicionado, além de monitoramento constante;
  • Instalou 33 câmeras térmicas e adquiriu de mais de 2 mil termômetros para aferição de temperatura dos colaboradores.

“A BRF foi, sem dúvida, uma das empresas que mais investiu em saúde e segurança para as pessoas na prevenção e no combate à pandemia da Covid-19 no Brasil e talvez no mundo. Não economizamos recursos e esforços em nossas operações e nas comunidades onde atuamos. Somos referência no setor por uma série de medidas que adotamos desde o início da pandemia para oferecer as melhores condições de segurança, saúde e bem-estar a nossa cadeia operacional. E, assim, seguir honrando o nosso compromisso diário de manter o mercado abastecido”, complementa Lorival Luz.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

Preço do suíno vivo opera em patamar recorde real no Sul do país

Em termos reais, os Indicadores de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul são recordes da série do Cepea

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Arquivo/OP Rural

Os preços do suíno vivo seguem em forte ritmo de alta neste início de agosto, impulsionados pelas vendas mais aquecidas de carne suína – que elevam a demanda de frigoríficos por novos lotes – e pela baixa oferta de animais em peso ideal para abate. Assim, o Indicador CEPEA/ESALQ do Suíno tem renovado as máximas nominais em todos os estados acompanhados pelo Cepea.

Em termos reais, os Indicadores de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul são recordes da série do Cepea, iniciada em julho de 2010 (as médias mensais foram deflacionadas pelo IGP-DI de julho/20). Vale lembrar que, até julho de 2019, os Indicadores nos três estados do Sul consideravam tanto as comercializações de animais do mercado independente quanto do integrado, contexto que tende a pressionar os valores para baixo.

Desde 1º de agosto de 2019, esses Indicadores passaram a considerar apenas os preços recebidos por produtores independentes. Na ponta final, a demanda interna por carne suína aumentou nesta semana, devido ao pagamento dos salários no início do mês.

Fonte: Cepea
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Notícias Segundo IBGE

Abate de suínos cresce no 2º trimestre de 2020 e chega a 12 milhões de animais

Na comparação com o mesmo período do ano passado o abate de suínos cresceu 5,9%

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Divulgação/Alltech

A produção pecuária do Brasil registrou queda no abate de bovinos e frangos no segundo trimestre de 2020. Apenas o abate de suínos cresceu, tanto na comparação com o primeiro trimestre de 2020 quanto no confronto contra o segundo trimestre de 2019.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o abate de bovinos caiu 9,7% e o de frangos, 1,6%, enquanto o de suínos cresceu 5,9%.Já contra o trimestre passado, houve diminuição de 1,2% no abate dos bovinos e 7,2% no de frangos, ao passo que o abate de suínos também cresceu nesta comparação, 1,6%.

Os dados são os primeiros resultados da Estatística da Produção Pecuária para o segundo trimestre de 2020, divulgada nesta quinta-feira (13) pelo IBGE. O resultado definitivo será apresentado no dia 10 de setembro.

A pesquisa preliminar aponta que foram abatidas 12,07 milhões de cabeças de suínos. O peso acumulado das carcaças registrou 1,10 mi de toneladas, uma alta de 8,2% em relação ao segundo trimestre de 2019. Em comparação com o trimestre anterior, o aumento foi de 3,2%.

Foram abatidas 7,17 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Já a produção de carcaças bovinas foi 1,85 milhão de toneladas, número que representa uma queda de 6,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e aumento de 0,5% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

A pecuária brasileira também abateu, de acordo com o estudo, 1,40 bilhão de cabeças de frango no segundo trimestre de 2020. O peso acumulado das carcaças foi de 3,21 milhões de toneladas, o que representa -4,0% em relação ao segundo trimestre de 2019 e -7,7% frente ao primeiro trimestre de 2020.

Aquisição de leite e couro caem, produção de ovos sobe

A pesquisa mostra que a aquisição de leite cru, feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária federal, estadual ou municipal, foi de 5,69 bilhões de litros no segundo trimestre de 2020. Este número significa uma redução de 2,9% em comparação ao segundo trimestre de 2019 e queda de 9,7% no confronto contra o trimestre anterior.

Os primeiros resultados da Pesquisa Trimestral do Couro apontam que os curtumes declararam ter recebido 7,25 milhões de peças inteiras de couro cru no segundo trimestre de 2020, quantidade que representa queda de 13,7% em comparação ao segundo trimestre de 2019 e redução de 3,6% em relação ao trimestre anterior. O estudo investiga apenas os curtumes que efetuam o curtimento de, pelo menos, 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano.

Já a produção de ovos de galinha foi de 965,41 milhões de dúzias no segundo trimestre de 2020. Esta quantidade mostra estabilidade frente à produção do trimestre anterior e um aumento de 1,9% em relação ao mesmo trimestre de 2019.

Fonte: Agência IBGE
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