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ETRI 2024 reúne especialistas globais em dez painéis para debater futuro da transição energética
Um dos destaques será o lançamento de um novo hub de pesquisa com tecnologias disruptivas para armazenamento de carbono e energia no Brasil e a visita ao USP-RCGI Digital Lab.

Promovida pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), da Universidade de São Paulo (USP), a 7ª edição da Conferência Internacional de Pesquisa e Inovação em Transição Energética (ETRI 2024) reunirá mais de 500 participantes de 05 a 07 de novembro, na USP, para debater soluções tecnológicas inovadoras voltadas à sustentabilidade energética. Com o tema “Ação Climática por Meio de Tecnologias Avançadas para um Futuro Sustentável”, a ETRI 2024 será um espaço crucial para discutir inovações tecnológicas, políticas públicas e marcos regulatórios essenciais para impulsionar a transição energética e mitigar as mudanças climáticas.
Cerimônia de abertura
A cerimônia de abertura, no dia 05 de novembro, vai contar com a presença de Olivier Wambersie, diretor geral de Pesquisa e Desenvolvimento da Shell; Marisa Maia de Barros, subsecretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo; Carlos Carlotti Jr., reitor da USP; Reinaldo Giudici, diretor da Escola Politécnica da USP; Julio Meneghini, diretor científico do RCGI; e Karen Mascarenhas, Diretora de Recursos Humanos e Comunicação Institucional do RCGI e chair do evento, entre outras autoridades.
Dez painéis de discussão e o lançamento do hub GeoStorage
A programação da ETRI 2024 inclui dez painéis de discussão, que abordarão questões essenciais para o futuro da transição energética:
- Combustível do Futuro: Importância e Impacto no Longo Prazo – Discussão sobre a relevância da legislação do “Combustível do Futuro” no contexto global e local e como novas regulamentações, como a aprovada recentemente, influenciarão a transição energética em cenários de curto e longo prazo.
- Responsabilidade Corporativa ESG Rumo a uma Sociedade de Baixo Carbono – Exploração das práticas de ESG nas empresas e como elas podem impulsionar a transição para uma sociedade de baixo carbono.
- Perspectivas para o Setor Elétrico Brasileiro – Debate sobre os desafios e oportunidades do setor elétrico brasileiro na descarbonização, incluindo soluções tecnológicas e regulatórias.
- Descarbonização no Setor de Mobilidade – Foco nas estratégias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no transporte terrestre, aéreo e marítimo, transformando o setor de mobilidade.
- Cenários da Transição Energética – Análise dos futuros possíveis da transição energética com base em estudos e projeções da Shell, destacando desafios e oportunidades globais e nacionais.
- GeoStorage – Captura e Armazenamento de Carbono – Lançamento do novo hub de pesquisa do RCGI, o GeoStorage, que desenvolverá tecnologias disruptivas para armazenamento de carbono e energia.
- Inovação para Impacto – Investimentos em Deep Techs – Discussão sobre o papel das Deep Techs na transição energética e como atrair investimentos e fomentar colaborações entre academia e indústria.
- Sustentabilidade da Bioenergia – Debate sobre como a bioenergia pode ser incorporada de forma sustentável nas matrizes energéticas, contribuindo para um sistema energético mais limpo.
- Caminhos para a Sustentabilidade – Instituições discutirão suas abordagens e melhores práticas para envolver a sociedade e acelerar a transição para uma economia sustentável.
- Destaques e Desafios da Transição Energética no Brasil – Reflexão e sumário dos pontos altos das discussões dos trabalhos apresentados, retratando os avanços e desafios da pesquisa em descarbonização no Brasil, com foco em inovações tecnológicas e políticas públicas.
Simulações em realidade virtual para descarbonização
No segundo dia do evento, será realizada uma visita ao USP-RCGI Digital Lab, que utiliza tecnologias imersivas e realidade virtual para simular soluções em mitigação de gases de efeito estufa e descarbonização. O espaço integra ciência e arte, permitindo a visualização e interação com processos moleculares e planetários, além de promover educação e validação de produtos para startups. O laboratório visa engajar diferentes públicos, como pesquisadores, empreendedores e tomadores de decisão.
Sessões científicas e premiação dos melhores trabalhos
A ETRI 2024 contará ainda com seis sessões orais curtas para apresentação de pesquisas científicas selecionadas pelo Comitê Científico, que abrangerão temas cruciais para a sustentabilidade energética, como Soluções Baseadas na Natureza (NBS), Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono (CCUS), Bioenergia com Captura e Armazenamento de Carbono (BECCS), Tecnologias para Redução de Gases de Efeito Estufa (GHG), Eletrificação e Armazenamento de Energia (InnovaPower), e Descarbonização. O evento será encerrado com o Excellence Awards, que premiará os melhores trabalhos apresentados durante a conferência.
Inscrições
As inscrições para o evento podem ser feitas pelo site oficial da ETRI 2024, onde também está disponível a programação completa com informações sobre os painéis e sessões científicas.

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Governo Federal anuncia R$ 14 bilhões para o programa Move Agricultura
Financiamentos terão juros de até 9,2% ao ano para aquisição de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros equipamentos agrícolas.

A 20ª edição da Bahia Farm Show começou na segunda-feira (08), em Luís Eduardo Magalhães (BA), com anúncios de crédito voltados à modernização da produção agropecuária e do transporte de cargas. Os recursos foram apresentados pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, durante a abertura oficial do evento, um dos principais do calendário do agronegócio brasileiro.

Foto: Divulgação
Entre as medidas anunciadas está o programa Move Agricultura, que disponibilizará R$ 14 bilhões para financiamento de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros equipamentos utilizados nas propriedades rurais. As operações terão juros de até 9,2% ao ano, prazo de até cinco anos para pagamento e carência de 12 meses.
Outro anúncio foi a liberação de R$ 21,1 bilhões para renovação da frota nacional de transporte. Do total, R$ 19,1 bilhões serão destinados à compra de caminhões e R$ 2 bilhões à aquisição de ônibus, além de recursos para implementos rodoviários. A expectativa é que as linhas de financiamento tenham taxas próximas de 12% ao ano.
Durante a cerimônia, Alckmin destacou a importância do agronegócio para a balança comercial brasileira. Segundo ele, o setor exportou US$ 169 bilhões em 2025 e mantém posição de destaque entre os principais fornecedores mundiais de alimentos.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que o governo trabalha na elaboração do próximo

Foto: Divulgação
Plano Safra e indicou que os valores deverão acompanhar a expansão da atividade agropecuária.
O ministro também destacou os recentes avanços na abertura de mercados internacionais para os produtos brasileiros e citou o reconhecimento da China ao status do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação.
Oeste baiano ganha protagonismo
Ao comentar a importância da região, André de Paula ressaltou a transformação econômica do Oeste da Bahia, uma das principais fronteiras agrícolas do país.

Foto: Divulgação
Segundo ele, o desenvolvimento local está associado à incorporação de tecnologia, pesquisa e inovação, além da atuação de produtores que ajudaram a consolidar a região como referência na produção de grãos e fibras.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, também participou da abertura e destacou projetos de infraestrutura em andamento, especialmente nas áreas ferroviária e rodoviária, voltados ao escoamento da produção agrícola.
Para o governador, o próximo passo é ampliar a industrialização da produção agropecuária, agregando valor às matérias-primas produzidas no estado.
Feira amplia estrutura
Promovida pela Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), a Bahia Farm Show chega à 20ª edição com

Foto: Divulgação
expansão da área destinada aos expositores.
Neste ano, o complexo da feira passou a ocupar 38 hectares, crescimento de 35% em relação à edição anterior. A expectativa da organização é receber mais de 500 expositores ao longo da programação.
Realizada até 13 de junho, a feira reúne fabricantes de máquinas, empresas de tecnologia, instituições financeiras, cooperativas, produtores rurais e representantes de diversos segmentos ligados ao agronegócio.
A projeção é que a edição de 2026 movimente cerca de R$ 180 milhões em investimentos, reforçando a posição da Bahia Farm Show entre os maiores eventos de tecnologia agrícola e negócios do país.
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Produtores do Paraná podem ter maior subvenção no seguro rural com base no manejo do solo
Projeto-piloto do ZarcNM vincula desconto no PSR a práticas de conservação em soja e milho safrinha.

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.
“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.
Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Como acessar

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda” – Foto: Divulgação/Sistema Faep
O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.
“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.
Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.
“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.
A lista de operadores credenciados está disponível no site, acesse clicando aqui.
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UE diz não ter recebido garantias do Brasil sobre uso de antimicrobianos na produção animal
Comissão Europeia mantém o país fora da lista de exportadores aptos a atender novas exigências sanitárias. Regra passa a valer a partir de setembro.

A Comissão Europeia afirmou que o Brasil não apresentou informações suficientes para comprovar que cumprirá, até 03 de setembro de 2026, as novas exigências europeias relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal. A avaliação consta na atualização da regulamentação publicada na última sexta-feira (05), que mantém o país fora da lista de nações autorizadas a exportar determinados animais e produtos de origem animal para consumo humano no bloco.

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural
Segundo o documento, Bruxelas entende que ainda não recebeu garantias adequadas de que o Brasil implementará todas as medidas necessárias para atender à legislação europeia dentro do prazo estabelecido.
As regras fazem parte da estratégia da União Europeia para combater a resistência antimicrobiana. A legislação proíbe o uso de determinados antibióticos considerados essenciais para a medicina humana e restringe a utilização de antimicrobianos para promoção de crescimento ou aumento de produtividade em animais destinados à produção de alimentos.
A decisão afeta segmentos relevantes das exportações brasileiras para o mercado europeu. Entre os produtos e categorias atingidos estão bovinos, equinos, aves, produtos de aquicultura, mel e tripas animais, que até então estavam contemplados na lista de países autorizados a exportar para o bloco.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Apesar da exclusão, a medida não representa uma interrupção imediata dos embarques. A própria regulamentação estabelece que as novas disposições passarão a vigorar apenas em 3 de setembro de 2026.
Até essa data, permanece aberta a possibilidade de negociações entre autoridades brasileiras e europeias. O governo brasileiro e os setores produtivos ainda poderão apresentar informações complementares, mecanismos de controle e sistemas de comprovação que demonstrem conformidade com as exigências sanitárias adotadas pela União Europeia.
O ponto central da discussão não está relacionado à identificação de problemas sanitários em produtos brasileiros já exportados, mas à capacidade de o país comprovar, por meio de regras, fiscalização e rastreabilidade, que atende integralmente aos requisitos estabelecidos pela legislação europeia para o uso de antimicrobianos na produção animal.



