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Etanol de milho: Coamo invade o mercado de energias limpas

Com investimento de R$ 1,6 bilhão, cooperativa aposta em biocombustíveis e agrega valor ao milho produzido por seus cooperados no Paraná.

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Fotos: Divulgação/Coamo

A Coamo deu início à construção de uma das maiores biorefinarias do Brasil, em Campo Mourão (PR), com capacidade prevista para processar 1.700 t/dia de milho, contemplando também um sistema de cogeração de energia de 30 Mw (Megawatts). Com investimento superior a R$ 1,6 bilhão, o projeto representa mais que uma ampliação da atuação agroindustrial da cooperativa: trata-se de um novo capítulo na estratégia de verticalização da produção, diversificação de produtos e inserção no mercado de energias limpas.

O empreendimento marca a entrada definitiva da Coamo no setor de biocombustíveis, com foco na produção de etanol a partir do milho, DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis) para alimentação animal e óleo de milho. “Estamos entrando em um mercado que está em plena ascensão no mundo, que é o de combustíveis renováveis. Do ponto de vista estratégico, vejo como um movimento muito positivo para a Coamo”, afirma o presidente executivo Airton Galinari, reforçando que o empreendimento vai de encontro com as exigências ambientais e as tendências globais de descarbonização. “A produção de etanol de milho se insere no contexto de substituição de combustíveis fósseis, contribuindo para a redução de emissões e a ampliação do uso de bioenergia no país”, salienta.

A planta será abastecida com matéria-prima oriunda dos próprios cooperados, fortalecendo o vínculo entre produção agrícola, agregação de valor e inovação industrial. Galinari ressalta que a cooperativa vai continuar com o milho para rações, mas vai passar a ter um novo produto para a formulação destas rações e para venda direta.

Presidente executivo da Coamo, Airton Galinari: “Vamos esmagar 600 mil toneladas de milho por ano, produzindo etanol, farelo e óleo de milho. É uma indústria que agrega valor”

A nova planta industrial será a primeira do Paraná a produzir etanol utilizando milho como matéria-prima. Prevista para ser inaugurada no segundo semestre de 2026, a usina terá capacidade para produzir 750 metros cúbicos de etanol hidratado por dia, 510 toneladas/dia de DDGS, coproduto amplamente utilizado na formulação de rações para bovinos, suínos e aves, e cerca de 37,4 toneladas/dia de óleo de milho, o que representa de 7 a 8% da matéria-prima processada.

A unidade deve consumir cerca de 600 mil toneladas de milho por ano, o equivalente a 10 milhões de sacas, o que representa aproximadamente 20% do volume anual recebido pela cooperativa. “Vamos esmagar 600 mil toneladas de milho por ano, produzindo etanol, farelo e óleo de milho. É uma indústria que agrega valor. Não estamos mais apenas vendendo um cereal, mas transformando esse milho em biocombustível e em um farelo de alta proteína”, ressalta o presidente executivo.

A estrutura contará com quatro silos de 10 mil toneladas cada para armazenagem de milho, capacidade de recepção de 900 toneladas por hora, 72 mil metros quadrados de área construída e capacidade estática de armazenagem de 20 mil toneladas de DDGS e 36 mil metros cúbicos de etanol.

Geração de empregos

Além do impacto direto sobre o faturamento da cooperativa, o projeto vai influenciar a economia regional com geração de 2,2 mil empregos diretos durante a construção da nova planta industrial, e outras 250 vagas quando estiver em operação, dinamização da cadeia de suprimentos e maior valorização do milho produzido nos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná.

Instalação estratégica

A decisão de instalar a unidade em Campo Mourão atende a critérios logísticos e produtivos estratégicos: proximidade de áreas com alta produtividade de milho safrinha, oferta regular de matéria-prima, infraestrutura favorável e potencial para conexão com mercados nacionais e internacionais de etanol. “Optamos por essa localização por razões logísticas e pela proximidade com o cooperado. Comercialmente, o Paraná também nos posiciona melhor junto aos mercados consumidores do Sul”, afirmou Galinari.

Autossuficiência do complexo industrial

A nova unidade industrial vai contar com uma usina termelétrica própria, movida a biomassa florestal. A energia será gerada a partir de lenha de eucalipto proveniente de cinco mil hectares de reflorestamento da cooperativa, garantindo o abastecimento total do complexo industrial, que conta ainda com outras nove fábricas.

Com capacidade instalada de 30 megawatts, a termelétrica foi projetada para suprir uma das maiores demandas da produção de etanol, o vapor. “A indústria de etanol precisa de grande volume de vapor para destilar o álcool e consome muita lenha. Por isso, teremos uma caldeira adequada para gerar vapor e movimentar turbinas, que produzirão os 30 megawatts necessários”, explica Galinari.

Após movimentar as turbinas, o vapor será reaproveitado nas etapas industriais, otimizando recursos e reduzindo perdas energéticas. “Com essa estrutura, toda a indústria de milho poderá operar. O parque será autossuficiente e terá uma matriz energética renovável, com lenha de reflorestamento”, detalha o executivo. Segundo Galinari, a proposta energética dialoga com a sustentabilidade em todas as frentes do empreendimento. “Além de produzir etanol, óleo e farelo, a planta também vai gerar energia limpa. Isso permite que todo o complexo opere com base em uma matéria-prima renovável”, reforça.

Sistema cooperativo cada vez mais completo

Ao integrar a cadeia agrícola ao modelo industrial de base renovável, a Coamo aposta na consolidação de um sistema cooperativo cada vez mais completo: da semente ao combustível, passando pela alimentação animal e pela circularidade dos coprodutos. A nova bioindústria se conecta a uma lógica de futuro que une eficiência produtiva, segurança energética e protagonismo rural.

Trata-se de um movimento coerente com a trajetória da cooperativa, que nas últimas décadas vem fortalecendo sua presença em diversos segmentos agroindustriais – do trigo à soja, da armazenagem à exportação. A entrada no setor de etanol eleva a Coamo a um novo patamar de agregação de valor e ampliação de portfólio, com potencial para abrir outras frentes no mercado de bioenergia.

A expectativa é que, uma vez consolidada, a unidade possa servir como modelo de replicação para outras áreas de atuação da cooperativa, aproveitando a base de produção existente e a estrutura logística integrada que a Coamo construiu ao longo das últimas cinco décadas.

A nova planta não é apenas uma obra de engenharia ou uma decisão de mercado. É um símbolo do avanço da bioindústria no cooperativismo brasileiro e um passo estratégico para conectar a produção de grãos a um modelo industrial que responde aos desafios do presente e antecipa as demandas do futuro.

Novo investimento

A Coamo planeja ainda construir uma usina de biodiesel em Paranaguá, no litoral do Paraná, com investimento estimado em R$ 300 milhões. A nova unidade vai integrar o complexo industrial já existente na região, que conta com uma indústria de processamento de soja com capacidade para duas mil toneladas por dia. O projeto ainda está em fase de planejamento e estudo de viabilidade.

Segundo Galinari, a escolha por Paranaguá se deve à disponibilidade de óleo bruto na planta local. “Nas outras unidades que temos, em Dourados e Campo Mourão, utilizamos 100% da soja para refino e produção de óleo para embalagens, margarina e gorduras. Já em Paranaguá, o óleo é bruto e será destinado à produção de biodiesel”, explica, destacando que será usado exclusivamente soja na produção do combustível. “Não pretendemos empregar outras oleaginosas como trigo ou canola no processo”, adianta.

Galinari destaca o potencial de crescimento do mercado. “A cada 1% a mais de biodiesel na mistura do diesel, cresce a necessidade de mais indústrias. Com a meta do B20 (20% de biodiesel no diesel) até 2030, a demanda por biodiesel vai aumentar significativamente”, projeta.

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Fonte: O Presente Rural

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MBRF integra Índice Carbono Eficiente da B3

Empresa passa a integrar o ICO2 após fusão entre Marfrig e BRF, com reconhecimento à gestão das emissões de gases de efeito estufa.

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Foto: MBRF

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, integra a carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3), que reconhece empresas com desempenho consistente na gestão e na transparência das emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para o avanço da transição para uma economia de baixo carbono. No processo de avaliação, 94 companhias foram analisadas, das quais 65 foram selecionadas para compor a nova carteira.

Esta é a primeira avaliação da companhia como MBRF, após a fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025. No ciclo anterior, a Marfrig integrou o ICO2 B3 pelo quinto ano consecutivo, enquanto a BRF participou da carteira pela 14ª vez.

“A inclusão da MBRF na carteira do ICO2 B3 evidencia a robustez das práticas para mitigação e adaptação climáticas da companhia e reflete a consolidação de uma trajetória construída por Marfrig e BRF, já reconhecidas individualmente pela eficiência na gestão das emissões. Agora, ampliamos esse legado, com uma atuação integrada, em maior escala e com compromisso permanente com a agenda climática”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da MBRF.

Criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ICO2 avalia indicadores como metas de mudanças climáticas  atreladas a remuneração variável dos executivos, reporte público de emissões de gases de efeito estufa, estudo de identificação de riscos e/ou oportunidades relacionados ao clima, plano de transição alinhado à ambição de limitar o aquecimento global a 1,5°C (conforme preconizado pelo Acordo de Paris), metas de descarbonização da cadeia de valor, entre outros.

Mudança do clima

Para mitigar os efeitos da mudança do clima e contribuir para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono, a MBRF estabeleceu compromissos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Os desafios climáticos foram validados pela Science Based Targets initiative (SBTi) e estão alinhados com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5º C, conforme estabelecido no Acordo de Paris. O plano de ação está baseado em quatro frentes de ação: cadeia livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional.

Entre as ações, destacam-se a geração de créditos de carbono certificados, com rentabilidade compartilhada ao longo da cadeia; o desenvolvimento de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF), certificados em parceria com a Embrapa; o uso de fontes renováveis, que já respondem por cerca de 50% da eletricidade consumida nas operações industriais, além da adoção de energia solar em aproximadamente 60% da criação de aves e suínos. A empresa também atua na intensificação e no manejo adequado de pastagens, evitando a supressão de vegetação nativa, investe no Programa de Produção Sustentável de Bezerros da IDH – The Sustainable Trade Initiative, e promove o melhoramento genético integrado que reduz o tempo de preparo dos animais para o abate, contribuindo para a diminuição das emissões.

Fonte: Assessoria MBRF
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Florescimento da soja define potencial produtivo da lavoura

Fatores climáticos, nutrição equilibrada e manejo adequado são decisivos para o pegamento de flores e a formação de vagens.

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Foto: Divulgação

O florescimento da soja marca uma das fases mais estratégicas do ciclo da cultura, pois é nesse período que se define grande parte dos componentes de produtividade. Aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo atuam de forma integrada e podem favorecer ou limitar o pegamento de flores e a formação de vagens, refletindo no rendimento final da lavoura.

Entre os principais fatores que influenciam o florescimento estão o fotoperíodo, a temperatura, a disponibilidade hídrica e a nutrição da planta. Fotoperíodo e temperatura atuam conjuntamente sobre o desenvolvimento da soja, sendo que cada cultivar apresenta exigências específicas de soma térmica para completar seu ciclo.

Foto: Shutterstock

Já o déficit hídrico reduz a divisão e o alongamento celular, diminui a área foliar e o porte das plantas, resultando em menor formação de nós. Como consequência, ocorre redução no número de flores, vagens e grãos, afetando diretamente os componentes de produção.

A nutrição equilibrada também é determinante nessa fase. Todos os macro e micronutrientes são importantes, mas alguns se destacam durante o florescimento da soja, como fósforo, potássio, cálcio, boro, magnésio, cobalto e molibdênio. Esses nutrientes estão diretamente ligados à formação das flores, à polinização, ao transporte de carboidratos, à nodulação e ao enchimento de grãos. Deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e boro, podem provocar baixa formação de flores e vagens.

Segundo o PhD em Agronomia em Ciência do Solo, Roni Fernandes Guareschi, além dos fatores abióticos, questões de manejo também interferem no florescimento e, por isso, requerem planejamento e correta execução das práticas agrícolas neste momento. “As análises de solo e foliar permitem identificar e corrigir desequilíbrios nutricionais que comprometem o desenvolvimento da planta e aumentam o risco de abortamento. A escolha de sementes de alta qualidade, de variedades adaptadas à região, o respeito à janela de plantio e um manejo eficiente de pragas e doenças são fundamentais para garantir um florescimento uniforme e dentro do potencial de cada cultivar”, afirma.

Florescimento e o início do verão

A qualidade da semente utilizada na implantação da lavoura exerce forte influência no florescimento. Sementes com alto vigor, boa germinação e sanidade favorecem um estabelecimento mais rápido e uniforme, com sistema radicular mais desenvolvido e maior eficiência na absorção de água e nutrientes, resultando em maior número de flores, vagens e grãos.

Foto: Gilson Abreu

Nesse contexto, o suporte técnico especializado contribui para decisões mais assertivas ao longo do ciclo. “Além de auxiliar na escolha da variedade mais adequada para cada região e condição climática, o time de campo orienta o produtor durante toda a safra com análises de solo e foliar e na seleção correta dos insumos para promover estandes mais uniformes e maior segurança na floração e formação de vagens”, destaca Guareschi.

Com a lavoura em fase reprodutiva e sob condições típicas do início do verão, o produtor deve ter ainda mais atenção ao manejo. “Monitorar a nodulação da soja, acompanhar pragas e doenças de forma contínua e adotar estratégias para estimular o máximo potencial fisiológico da planta são cuidados essenciais para minimizar os efeitos dos estresses abióticos e preservar o desempenho da cultura”, reforça.

Fonte: Assessoria Grupo Conceito
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Dia de Campo da Copacol apresenta pesquisas e tecnologias para elevar a produtividade

Evento reúne cooperados no CPA, em Cafelândia (PR), e destaca manejo, cultivares e cenário do mercado de commodities.

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Cooperados de diversos municípios prestigiaram o primeiro dia do evento - Fotos: Divulgação/Copacol

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo Centro de Pesquisa Agrícola (CPA). “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.

Cooperado Lucas visitou o CPA com o filho Gustavo: “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras”

Entre os temas abordados estiveram os resultados de pesquisa referente a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção; plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades; manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo e um painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA. A abertura do evento também contou com uma palestra especial sobre tendências do mercado de commodities com o palestrante Étore Baroni, da Stone-X Brasil.

Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor que participou do evento no primeiro dia.

Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.

Nesta sexta-feira (09) um novo grupo de produtores participa do Dia de Campo de Verão da Copacol. As atividades começam a partir das 08 horas no CPA, em Cafelândia (PR).

Fonte: Assessoria Copacol
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