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Estudos afirmam que o consumo de ovo na infância ajuda no desenvolvimento do cérebro
Segundo a nutricionista Lúcia Endriukaite, do Instituto Ovos Brasil, o alimento é rico em vitaminas como A, D, E e do complexo B

Um dos alimentos mais comuns no prato dos brasileiros, o ovo é também um dos mais ricos em termos nutricionais. Em suas diversas formas de consumo, ele tem vitaminas que ajudam a aumentar a imunidade e a desenvolver o cérebro.
“O ovo apresenta em sua composição um composto de nutrientes como vitaminas do complexo B representados por tiamina, riboflavina, colina, vitamina B12, ácido fólico, piridoxina, biotina e vitaminas lipossolúveis A, D,E,K”, relata Lúcia Endriukaite, nutricionista do Instituto Ovos Brasil.
Para falar mais sobre este assunto, entrevistamos a especialista que dá mais detalhes sobre a importância do ovo na alimentação e como seus nutrientes são poderosos aliados para manter a saúde. Acompanhe:
1-Quais os benefícios do ovo para o cérebro?
O ovo é uma ótima fonte de proteína e apresenta em sua composição um composto de nutrientes, como vitaminas do complexo B representados por tiamina, riboflavina, colina, vitamina B12, ácido fólico, piridoxina, biotina e vitaminas lipossolúveis A, D,E,K. Além disso, contém os carotenoides luteína e zeaxantina e minerais, como ferro, selênio, magnésio, zinco que atuam não só no cérebro, mas no organismo como um todo.
2-Qual a ligação de cada nutriente para a saúde do cérebro?
As vitaminas do complexo B atuam de forma conjunta em reações bioquímicas para a produção de energia, e a tiamina, por exemplo, age como uma coenzima no fornecimento de energia, produção de aminoácidos e trabalha na síntese de acetilcolina. Já a colina é matéria prima para a produção de acetilcolina, um neurotransmissor relacionado à transmissão do impulso nervoso, coordenação e movimento. A colina tem uma importante função cerebral relacionada à memória.
O cérebro também necessita de ingredientes como ácido fólico, zinco, magnésio para a produção de neurotransmissores, como serotonina.
3-É verdade que o consumo de ovos ajuda na performance cognitiva?
O ovo é um alimento fonte de colina, uma vitamina do complexo B que apresenta ações relativas à cognição. A colina tem sua importância já na vida intrauterina, onde ocorre o fechamento do tubo neural e a formação de hipocampo relacionado à memória. Após o nascimento, ela tem um papel fundamental no desenvolvimento cerebral nos primeiros anos de vida, que pode estar relacionado à melhor cognição ao longo da vida.
Estudos mostram que a luteína e zeaxantina, carotenoides presentes na gema do ovo, estão relacionados à cognição, pois apresentam ação antioxidante na formação de radicais livres e protegem a bainha de mielina, estrutura composta por gordura que envolve a célula nervosa e favorece a transmissão do impulso nervoso entre o sistema nervoso central e todo o corpo.
4-A partir de qual idade uma criança pode consumir ovo?
A partir dos 6 meses de idade o ovo pode entrar na alimentação do bebê como parte da introdução de alimentos, na forma de papa e que vai sendo alterado com o desenvolvimento e crescimento da criança. Essas alterações de textura promovem o desenvolvimento oro faríngeo da criança e vai prepará-la para os hábitos e texturas da alimentação da família.
5-Qual o consumo ideal de ovos na infância?
A prática do consumo de uma boa alimentação é fundamental para garantir o crescimento e desenvolvimento da criança. De acordo com a RDA (Ingestão Dietética Recomendada), a ingestão de proteína varia de acordo com a faixa etária das crianças. Considera-se 1,1g / kg de peso para crianças de 1 a 3 anos e 0,95 g/ kg de peso para a faixa etária de 4 a 13 anos. O consumo de 1 a 2 ovos por dia é adequado, tendo em vista outras fontes proteicas da alimentação. É importante considerar que o ovo é uma importante fonte proteica, com uma diversidade de nutrientes que colaboram com o melhor estado nutricional. Além disso, o ovo é considerado “comida de verdade” e de fácil acesso.
6-O ovo ajuda no desenvolvimento dos ossos?
Quando o assunto é desenvolvimento ósseo, é importante destacar a importância da prática do exercício físico, combinado a uma alimentação equilibrada com verduras, legumes, frutas e composta por ovo, que contém vitaminas A, D, K, minerais como cálcio, magnésio, proteínas, que são nutrientes importantes para a formação óssea.
Estudo realizado por Coheley e colaboradores verificaram que existem evidências positivas entre o consumo de ovo e osso cortical em crianças saudáveis.
7-É verdade que crianças que incluem ovos na alimentação se tornam adultos mais altos?
Uma alimentação equilibrada pode atender as necessidades da criança e promover o seu desenvolvimento, mas não se pode afirmar que o ovo tem esta função ou apelo. Além da alimentação saudável, a genética tem a maior influência na estatura das pessoas.

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Alunos de curso técnico aprendem mais sobre força do cooperativismo
Grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi.

Estudantes do Sudoeste do Paraná vivenciaram, recentemente, uma imersão prática no cooperativismo e na agroindústria durante visita técnica ao Espaço Impulso, estrutura instalada no parque onde anualmente é realizado o Show Rural Coopavel, um dos maiores eventos técnicos de difusão de inovações para o agronegócio no mundo.
O grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi. Os visitantes são estudantes do curso Técnico em Cooperativismo e tiveram a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre o modelo que sustenta grande parte do desenvolvimento econômico regional.
Durante a recepção, Dilvo Grolli apresentou um panorama do cooperativismo, destacando sua relevância no Oeste do Paraná e no Brasil, além de compartilhar orientações e conselhos aos jovens, com idades entre 15 e 17 anos. Segundo Dilvo, a região Oeste concentra cinco das 20 maiores cooperativas agropecuárias do País. Juntas, essas organizações são responsáveis por cerca de cem mil empregos diretos e reúnem mais de 85 mil produtores rurais associados.
Visita técnica
A programação incluiu ainda visita à unidade industrial do moinho de trigo da cooperativa. No local, os alunos foram recebidos pelo gerente Cláudio Medes e puderam acompanhar de perto o funcionamento de uma agroindústria, observando desde processos produtivos até os rigorosos protocolos de segurança alimentar, como o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual e o controle de acesso às áreas industriais.
A experiência também reforçou a conexão entre teoria e prática, permitindo aos estudantes compreenderem a complexidade e a responsabilidade envolvidas na produção de alimentos. “Todos apreciamos muito a visita e os conhecimentos compartilhados”, disse um dos professores que acompanhou a comitiva de Dois Vizinhos durante a visita técnica a Cascavel.
Referência
O Colégio Coopermundi, instituição onde os alunos estudam, tem trajetória marcada pela inovação no ensino e pelo cooperativismo. A instituição teve origem em 1982, quando as irmãs da Congregação de Nossa Senhora Imaculada Conceição iniciaram um trabalho educacional em Dois Vizinhos, com a fundação do Colégio Regina Mundi, sob coordenação da irmã Mectilde Maria Bonatti.
Ao longo dos anos, a escola passou por transformações importantes. Em 1992, a gestão foi assumida pelo Centro Pastoral, Educacional e Assistencial Dom Carlos (C.P.E.A.), de Palmas. Já em 1997, pais, professores e funcionários assumiram a condução da instituição, dando origem à Coopermundi (Cooperativa de Educação e Cultura Regina Mundi).
Atualmente, o Coopermundi é referência em educação na região Sudoeste do Paraná, atendendo alunos desde o pré-maternal até o pré-vestibular, com utilização do Sistema Positivo de Ensino. Em 2025, a instituição celebra 43 anos de história, 28 deles dedicados ao cooperativismo educacional, consolidando-se como uma das três cooperativas de ensino do Estado.
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Paraná define calendário do vazio sanitário da soja para a safra 2026/2027
Medida estabelece três períodos regionais e busca conter a ferrugem asiática nas lavouras do estado.

Os períodos do vazio sanitário da Soja no Paraná foram definidos, de acordo com a Portaria nº 1.579/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que estabelece o calendário nacional para a safra 2026/2027. Durante o vazio sanitário, é obrigatória a ausência total de plantas vivas de soja nas lavouras, incluindo plantas voluntárias (tigueras). A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura, capaz de provocar perdas significativas na produção.
O Paraná possui três janelas distintas de vazio sanitário, conforme a regionalização agrícola, divididas em três macrorregiões. A Região 1 engloba os municípios do Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral paranaense, com vazio programado entre 21 de junho a 19 de setembro de 2026, ficando autorizada a semeadura entre 20 de setembro de 2026 e 20 de janeiro de 2027.

Foto: Gilson Abreu
A Região 2 engloba os municípios localizados no Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste, com período de vazio de 2 de junho a 31 de agosto, enquanto o plantio pode ser realizado de 1º de setembro a 31 de dezembro. A medida na Região 3, representada pelo Sudoeste paranaense, acontece entre 12 de junho e 10 de setembro deste ano e o período de semeadura permitida entre 11 de setembro de 2026 até 10 de janeiro de 2027.
O chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) reforça que o cumprimento dos prazos é essencial para garantir a sanidade das lavouras e evitar a disseminação da doença entre as regiões produtoras. “A prática do vazio sanitário da soja beneficia o agricultor, que terá maior controle da doença, utilizando menos aplicações de fungicidas”, afirma. “Além disso, a prática contribui na manutenção da eficácia desses produtos para o controle da ferrugem”, afirma o engenheiro agrônomo.

Foto: Camila Roberta Javorski Ueno/Adapar
A fiscalização é realizada em todo o Estado, e o descumprimento das normas pode acarretar em diversos sanções aos produtores. Além disso, o respeito ao calendário de semeadura contribui para o melhor planejamento da safra, favorecendo o manejo fitossanitário e a eficiência produtiva. A colaboração dos produtores é indispensável para o sucesso das estratégias de defesa agropecuária.
Para maiores informações, os produtores podem entrar em contato com escritórios locais da agência ou pelos canais oficiais da instituição.
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Produção de grãos atinge maior nível da série histórica do IBGE em 2026
Soja lidera crescimento e reforça tendência de recorde na safra nacional.

A estimativa de março de 2026 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas atingiu 348,4 milhões de toneladas, 0,7% maior que a obtida em 2025 quando atingiu 346,1 milhões de toneladas, um crescimento de 2,3 milhões de toneladas. Em relação ao mês anterior, houve aumento de 4,3 milhões de toneladas (1,2%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado na última teça-feira (14) pelo IBGE.
O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve crescimentos de 1,0% na área a ser colhida da soja; de 3,3% na do milho; e de 7,0% na do sorgo, ocorrendo declínios de 6,9% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,1% na do arroz em casca; e de 3,3% na do feijão.

Foto: Shutterstock
Já na área a ser colhida, ocorreu o aumento de 1,6 milhão de hectares frente a área colhida em 2025, crescimento anual de 2,0%, correspondendo a 83,2 milhões de hectares. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou aumento de 265 837 hectares (0,3%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de março de 2026 é recorde da série histórica do IBGE.
“A estimativa de março é recorde da série histórica do IBGE. Com o aumento mensal de produção em todos os estados da região Centro-Oeste. Porém, chama atenção a queda na safra do Rio Grande do Sul, que sofreu com falta de chuvas e altas temperaturas nos meses de janeiro e fevereiro. Apesar da queda, comparado com 2025, a safra gaúcha é 34,6% superior”, Carlos Barradas, apontou o gerente do LSPA.
Mato Grosso mantém liderança na produção de grãos
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (7,1%) e a Nordeste (5,6%); e negativas para a Centro-Oeste (-2,3%), a Sudeste (-1,9%) e a Norte (-3,2%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: a Norte (0,3%), a Centro-Oeste (3,9%) e a Nordeste (1,3%). Na Sudeste houve estabilidade (0,0%), enquanto a Sul apresentou declínio (-2,9%).
Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,0%, seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,8% do total.
Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026

Foto: Divulgação/Aprosoja MT
A estimativa da produção de soja alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 173,7 milhões de toneladas, aumento de 0,3% em relação ao mês anterior e de 4,6% maior em comparação à quantidade obtida no ano anterior. A área cultivada deve crescer 1,0% e alcançar 48,3 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio, de 3 603 kg/ha, deve crescer 3,6% em relação ao ano anterior.
“As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das Unidades da Federação produtoras e pela recuperação parcial da safra gaúcha”, destaca o gerente do LSPA, Carlos Barradas.
O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 50,5 milhões de toneladas, aumentos de 4,1% em relação ao estimado em fevereiro e de 0,7% em relação ao volume colhido no ano anterior. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,6 milhões de toneladas, crescimentos de 4,5% em relação a fevereiro. O Paraná, com uma produção de 22,1 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do País, com declínio de 0,9% em relação ao mês anterior. O Rio Grande do Sul estimou uma produção de 18,4 milhões de toneladas, declínio de 11,5% em relação ao mês anterior. Em Santa Catarina, a produção deve alcançar 3,1 milhões de toneladas, aumento de 1,0% em relação ao mês anterior.



