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Estudo usa inteligência artificial para turbinar produtividade da raça Nelore

Pesquisa alia machine learning e ultrassonografia para antecipar prenhez, melhorar rendimento de carcaça e elevar a rentabilidade da pecuária de corte no Brasil.

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Estudo de doutorado conduzido por Feliciano Benedetti de Freitas revela como seleção precoce e tecnologias de imagem podem incrementar a rentabilidade da pecuária zebuína – Foto: Divulgação/ABCZ

O Brasil caminha a passos largos rumo a uma pecuária mais eficiente, tecnificada e produtiva. É o que aponta a pesquisa de doutorado do Técnico de Registro da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Feliciano Benedetti de Freitas, defendida na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com dois artigos científicos no intuito de potencializar a seleção de animais da raça Nelore para melhorar a produtividade e rentabilidade da carne.

Com o uso de algoritmos de machine learning e tecnologias de ultrassonografia de carcaça, o estudo alia a inovação à realidade do campo para entregar soluções práticas ao criador. A pesquisa abrangeu experimentos em dois criatórios de referência no estado de Mato Grosso e abordou temas centrais para a pecuária zebuína: a predição da prenhez em novilhas e a identificação de características genéticas ligadas ao rendimento de carcaça e à qualidade da carne.

Fotos: Shuttertsock

O primeiro artigo da tese, intitulado Predição da Prenhez por Machine Learning e Parâmetros Genéticos em Características de Carcaça em Bovinos da Raça Nelore, utilizou a inteligência artificial para prever, com base em dados fenotípicos, quais novilhas têm maior probabilidade de emprenhar mais cedo. O trabalho analisou 1.167 fêmeas da Fazenda Porto do Campo, da Agropecuária Fogliatelli, em Lambari do Oeste (MT), considerando pesos aos 210 e 365 dias, ganho de peso diário e a época do ano. “O uso de algoritmos de aprendizado de máquina agiliza a tomada de decisão dos pecuaristas e técnicos de campo, permitindo a seleção de fêmeas com maior precocidade sexual e melhor aproveitamento nutricional, o que resulta em rebanhos mais produtivos e lucrativos”, explica Benedetti.

Já o segundo artigo, realizado a partir de um banco de dados de mais de 6 mil animais da Fazenda Araponga, em Jaciara (MT), propriedade do criador Shiro Nishimura, investigou as estimativas de herdabilidade e correlações genéticas entre peso corporal e características de carcaça avaliadas por ultrassonografia.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Foram analisadas variáveis como a área de olho de lombo (AOL), espessura de gordura subcutânea (EGS), marmoreio (MAR) e o índice RATIO (formato das peças musculares). “Identificamos que essas características possuem herdabilidade de moderada a alta, o que significa que é possível realizar acasalamentos dirigidos com foco em animais mais precoces, com carcaça de melhor rendimento e carne de qualidade superior”, afirma o técnico de Registro.

Para o orientador, Cláudio Vieira de Araújo os resultados confirmam o alto potencial da raça. “Quando se aplica uma seleção tecnicamente bem conduzida, a Nelore mostra uma enorme capacidade de evolução genética e produtiva”, afirma.

Segundo a coorientadora da pesquisa, Liliane Suguisawa, o estudo tem potencial de revolucionar a produção de carne na raça Nelore. “Nos Estados Unidos, características como AOL, EGS e MAR são fundamentais para o pagamento ao produtor e definem os padrões de rendimento e qualidade da carne. Com o uso da ultrassonografia, conseguimos aplicar o mesmo modelo ao Nelore no Brasil”, destaca, acrescentando: “O fato de o autor ser Técnico de Registro da ABCZ reforça ainda mais a relevância e aplicabilidade prática do estudo.”

Com a adoção de tecnologias como machine learning e ultrassonografia, a tese aponta caminhos concretos para antecipar a entrada de fêmeas na reprodução, reduzindo o intervalo entre gerações e aumentando a lucratividade do sistema; selecionar animais superiores com base em dados objetivos, melhorando o manejo reprodutivo e nutricional; e direcionar acasalamentos com foco em características desejáveis, como marmoreio e espessura de gordura.

Colaborador da ABCZ há quase 15 anos, Feliciano se diz satisfeito com o resultado do trabalho e ressalta a dedicação profissional e acadêmica em prol do desenvolvimento do Zebu. “Nos últimos 14 anos, finalizei mestrado e doutorado, sempre com pesquisas voltadas para o melhoramento genético das raças zebuínas. É muito gratificante poder contribuir com paixão para a evolução do Zebu e da ABCZ”, ressalta.

Fonte: Assessoria ABCZ

Bovinos / Grãos / Máquinas

Arroba do boi gordo sobe para R$ 337,10 e reverte perdas de julho

Indicador Cepea/Esalq avançou 1,08% na segunda-feira (20) e voltou a registrar saldo positivo no acumulado do mês.

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Foto: Divulgação/Connan

O preço do boi gordo voltou a registrar alta no mercado brasileiro. Nesta segunda-feira (20), o Indicador Cepea/Esalq fechou cotado a R$ 337,10 por arroba, avanço de 1,08% em relação ao pregão anterior.

O resultado mantém o movimento de recuperação observado nos últimos dias. Na sexta-feira (17), o indicador havia encerrado o dia em R$ 333,50 por arroba. Antes disso, as cotações também apresentaram valorização, passando de R$ 328,10 na terça-feira (14) para R$ 329,20 na quarta-feira (15) e R$ 331,15 na quinta-feira (16).

Com a sequência de altas, o mercado praticamente eliminou as perdas registradas ao longo de julho. No acumulado do mês, a variação do indicador passou a ser positiva em 0,21%.

Em dólar, a arroba do boi gordo foi cotada a US$ 66,23, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Banco de antígenos amplia proteção do rebanho brasileiro contra a febre aftosa

Estoque de 10 milhões de doses permitirá resposta imediata em caso de novos focos da doença e ajudará a preservar o status sanitário do país.

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Foto: Shutterstock

O Brasil deu mais um passo para fortalecer sua defesa sanitária animal com a inauguração, nesta sexta-feira (17), do 1º Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa. Instalada em Buenos Aires, na Argentina, a estrutura manterá um estoque estratégico de antígenos para a fabricação de vacinas em caso de eventual reintrodução da doença no Brasil.

Resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa argentina Biogénesis Bagó, a iniciativa representa uma conquista inédita para o país.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes. Manter esse status exige vigilância permanente, planejamento e investimentos em prevenção. A criação desse banco representa uma camada adicional de proteção para o nosso rebanho e demonstra o compromisso com a sanidade”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

O Banco Nacional conta, inicialmente, com um estoque de 10 milhões de doses de antígenos correspondentes aos dois sorotipos do vírus da febre aftosa com maior circulação histórica no Brasil. O contrato prevê ainda a possibilidade de fornecimento de mais 10 milhões de doses ao longo dos próximos dez anos, em casos de eventuais surtos. O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas, caso seja identificado algum foco da enfermidade.

“A manutenção desse estoque é um requisito para que o Brasil preserve o reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Os produtores rurais podem ficar mais confiantes de que, em surtos localizados da doença, haverá uma resposta rápida”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas

Por questões de biossegurança, esse material permanece armazenado fora do território brasileiro. Países como Estados Unidos e Reino Unido também adotam esse modelo, mantendo estoques estratégicos na unidade da Biogénesis Bagó, na Argentina.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, Rodolpho Botelho, que acompanhou a cerimônia de inauguração, o Paraná tem histórico de protagonismo nas ações de defesa agropecuária e colhe os resultados desse trabalho por meio da abertura de mercados e da valorização da produção estadual.

“Sempre fomos referência em sanidade animal. Essa credibilidade abre mercados para a nossa produção e fortalece a competitividade da agropecuária no comércio internacional. Esse banco de antígenos é mais uma etapa no protocolo para o fortalecimento da sanidade”, reforça.

Para o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, o banco representa uma ferramenta estratégica para proteger o rebanho e também preservar o comércio internacional de proteína animal.

“Hoje, a Organização Mundial de Saúde Animal prevê protocolos que permitem isolar a área afetada, fazer a vacinação e controlar o foco sem comprometer o status sanitário do país. O banco de antígenos é uma ferramenta extremamente importante para garantir essa resposta”, esclarece.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Mercado futuro do leite ganha espaço entre produtores paranaenses

Sistema Faep destaca potencial da ferramenta para garantir maior segurança, transparência e previsibilidade na comercialização.

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Foto: Isabele Kleim

Desde o dia 13 de maio, a cadeia brasileira do leite conta com o chamado “mercado futuro”, pelo qual os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro (ferramenta hedge) garante mais proteção, previsibilidade, transparência e rentabilidade ao setor, que sofre com os riscos das oscilações do preço do leite. O avanço desta ferramenta entre os produtores foi tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, nesta quinta-feira (16).

“Essa ferramenta traz mais segurança para os nossos produtores de leite. O mercado futuro já é uma realidade para outras commodities agrícolas como soja, milho e boi gordo. É questão de tempo para os pecuaristas se familiarizarem e usufruírem dos benefícios”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Produtores presentes na reunião da CT de Bovinocultura de Leite representaram as principais bacias leiteiras do Paraná

Para auxiliar neste processo, a reunião contou com a participação de Marianne Tufani, gerente de riscos da StoneX Leite Brasil, que detalhou o funcionamento da ferramenta e tirou dúvidas sobre o mercado futuro de leite.

“Todas as demais cadeias, como a da soja, milho e boi gordo, aprenderam a usar. Nós também vamos nos beneficiar com isso”, comenta o presidente da CT de Bovinocultura de Leite e produtor de leite, Eduardo Lucacin. “É preciso conhecer bem o nosso negócio, os nossos custos, para saber o melhor momento de travar o preço”, complementa.

O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema Faep, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Marianne lembrou que, no mercado mundial de leite, 70% dos players já utilizam o mercado futuro.

“O primeiro passo para quem quer saber como funciona é abrir uma conta na corretora. O quanto antes, melhor, pois é um processo burocrático que exige documentação e análises extensas e minuciosas. Não tem custo essa abertura”, explica Marianne.

Temas prioritários

Ainda na reunião do CT de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, outros temas como a questão sanitária, preços e custo de produção, problemas no fornecimento de energia elétrica e oportunidades de capitalização estiveram em discursão. Os produtores relataram, mais uma vez, a preocupação com o custo da energia e a falta de qualidade do serviço da concessionária, que coloca em risco a produção.

O presidente da Comissão, Eduardo Lucacin, conduziu a reunião e mediou os debates sobre os temas prioritários para o setor

“Leite perdido, equipamento queimado. O que mais tem é produtor com situações como essas. O Sistema Faep tem atuado em Brasília e via Ministério Público Estadual, para cobrar da concessionária a qualidade do serviço. Porém, talvez tenhamos que, como comissão, pensar em soluções e outras alternativas para minimizar os danos”, afirma Lucacin.

Quanto à sanidade, o tema do combate à Brucelose apareceu no debate. “O controle da doença é pré-requisito básico para nos tornarmos competitivos em nível mundial”, diz o vice-presidente da CT, Roger van der Vinne, que também é médico veterinário e produtor em Carambeí, na região dos Campos Gerais. “Cada um em sua propriedade precisa dar o exemplo, gerindo a saúde do rebanho, realizando os testes e vacinação e buscando a certificação de livre da doença”, destaca.

Outro assunto que também foi discutido na reunião da comissão foi a possibilidade de aumento da rentabilidade com os derivados, em especial os sólidos, a proteína do soro (whey) e o concentrado proteico do leite. “A gente tem que preparar para todas essas tendências. Buscamos isso pela comissão e pelo Conseleite”, conclui o presidente da CT.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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