Conectado com

Bovinos / Grãos / Máquinas

Estudo aponta desafios e oportunidades para expansão da pecuária no Brasil

Pesquisa do projeto Amazônia 2030 analisa a expansão da pecuária entre 2000 e 2023 e aponta caminhos para transformar o setor, garantindo maior produtividade e sustentabilidade.

Publicado em

em

Fotos: Shutterstock

A pecuária ocupa 64% da área agropecuária do Brasil, mas contribui com apenas 17% do valor bruto da produção do setor, refletindo um uso ineficiente da terra e desafios estruturais. Um estudo inédito do projeto Amazônia 2030 analisa a expansão da pecuária entre 2000 e 2023 e aponta caminhos para transformar o setor, garantindo maior produtividade e sustentabilidade.

Entre 2000 e 2023, a pecuária brasileira passou por avanços importantes no que tange a sua produtividade, impulsionada por incentivos econômicos e pressões ambientais, mas ainda enfrenta entraves estruturais. O estudo destaca que políticas como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) e a Moratória da Soja reduziram o desmatamento em cerca de 80% entre 2003 e 2012, favorecendo práticas mais produtivas.

No entanto, o crescimento da atividade ainda pressiona a floresta: para cada hectare de pastagem reformado no Brasil, um hectare de floresta foi derrubado, e na Amazônia esse número sobe para 2,35 hectares. Em contra partida, apenas 0,2% dos pastos degradados foram reformados.

A pesquisa também aponta que a oferta de crédito rural cresceu, mas permanece mal distribuída. Em 2023, apenas 23% dos recursos foram aplicados em produtividade, como recuperação de pastagens e inseminação artificial, enquanto a maior parte foi direcionada à compra de gado, sem metas ambientais ou produtivas robustas.

Com um estoque de R$ 1 trilhão em crédito privado subsidiado sem exigências sustentáveis, o estudo destaca que há um enorme potencial para alavancar práticas mais responsáveis no setor.

Recomendações para um setor mais sustentável

O estudo propõe um conjunto de recomendações para reverter esse quadro, incluindo:

  • Fortalecer o combate ao desmatamento e garantir a destinação correta de terras públicas;
  • Condicionar o crédito rural a metas de produtividade e sustentabilidade, com assistência técnica para pequenos e médios produtores;
  • Direcionar infraestrutura e incentivos para áreas prioritárias, onde a recuperação de pastagens é mais viável;
  • Ampliar a transparência na cadeia produtiva, garantindo rastreamento da origem do gado e maior comprometimento de frigoríficos e investidores com práticas sustentáveis.

“Nos últimos 23 anos, a expansão da pecuária revela que é possível aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, reduzir o desmatamento por meio de incentivos práticos e controle ambiental. No entanto, falhas nas políticas públicas e privadas têm impedido um avanço mais rápido, amplo e duradouro das melhores práticas. Assim, quase metade dos pastos estão degradados enquanto o desmatamento para pecuária continua. Diante da intensificação da crise climática, especialmente da redução das chuvas, as oportunidades para o aproveitamento produtivo de pastagens degradadas tendem a se reduzir drasticamente.

O aquecimento global segue leis físicas imutáveis: quanto maiores as emissões de gases do efeito estufa, mais rápidas e intensas serão as mudanças climáticas. Portanto, políticos e líderes empresariais não podem hesitar. Apenas por meio de uma colaboração robusta e comprometida será possível mitigar os impactos ambientais da pecuária e promover o desenvolvimento sustentável em territórios onde a atividade ainda opera com baixa produtividade”, destaca o estudo.

Para baixar o estudo completo clique aqui.

Fonte: Assessoria

Bovinos / Grãos / Máquinas

Leite A2 chega gratuitamente à população e melhora qualidade de vida no interior paulista

Projeto pioneiro beneficia cinco mil moradores em Novo Horizonte e amplia acesso a alimento de melhor digestibilidade.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/IZ-APTA

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio do Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), foi parte determinante para que a cidade de Novo Horizonte, localizada no interior paulista, distribuísse, gratuitamente, leite do tipo A2 para a população. De acordo com os dados do município, o projeto pioneiro no Estado já beneficiou cerca de 5 mil habitantes, com o fornecimento de mais de 13 mil litros de leite.

Esta variedade é recomendada às pessoas que sofrem com desconforto gastrointestinal ao ingerir a bebida e derivados. Pioneiro na identificação do leite A2 no país, o laboratório de Genética e Biotecnologia do IZ realiza análises que garantem a pureza, possibilitando sua certificação e garantindo mais segurança ao consumidor.

“A parceria foi fundamental para consolidar o que nós temos em Novo Horizonte. O Instituto disponibilizou o espaço (Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Genética e Biotecnologia do IZ) para realizar os exames nas vacas e identificá-las como A1 e A2, além de realizar a aferição da qualidade e pureza do leite A2”, relatou o prefeito da cidade, Fabiano Belentani.

Pesquisador do Instituto de Zootecnia, Anibal Eugênio Vercesi Filho: “Em alguns indivíduos, a BCM-7 é considerada fator de risco, pois pode afetar o processo digestivo e desencadear a inflamação das mucosas gástrica e intestinal” – Foto: Divulgação/IZ-APTA

Inicialmente, o projeto beneficiou os alunos matriculados na rede de ensino municipal e depois se expandiu para os demais setores, como unidades de saúde e postos de assistência social. “Nós fornecemos o alimento na merenda escolar, na saúde para pacientes crônicos e idosos e também na assistência social”, comenta o prefeito.

Como é o caso da senhora Fátima Aparecida, beneficiada com a distribuição do leite A2 no município. Há cinco anos, ela precisou passar por uma cirurgia delicada por conta de um câncer de intestino. Depois do procedimento, Fátima até tentou o consumo da bebida, e somente com o A2 foi possível a ingestão sem ocasionar qualquer desconforto intestinal. “Eu tinha tomado vários tipos de leite, e nenhum deu certo. Até chegar o A2, que foi muito bom para mim, porque, se eu tomo, de fato, não acontece nada: não tenho diarreia, cólica, nem nada”, relata.

Variedade do leite A2

Estimativas apontam que parte dos brasileiros tem algum tipo de problema intestinal com o consumo de leite. O pesquisador Aníbal Eugênio Vercesi Filho, diretor da Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Genética e Biotecnologia do IZ, ressalta que, durante a digestão do leite que contém beta-caseína A1, se forma um peptídeo, a beta-casomorfina 7 (BCM-7), e isso pode inflamar o intestino. “Em alguns indivíduos, a BCM-7 é considerada fator de risco, pois pode afetar o processo digestivo e desencadear a inflamação das mucosas gástrica e intestinal, causando sintomas como inchaço, gases, dor abdominal e diarreia. Este peptídeo não é formado com a digestão do leite A2”, menciona.

A nutricionista da Diretoria de Segurança Alimentar da SAA, Sizele Rodrigues, explica que esse problema é muito comum logo nos primeiros anos de vida. “A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é o tipo de alergia alimentar mais comum em crianças até três anos de idade e é caracterizada pela reação do sistema imunológico às proteínas do leite, principalmente à caseína e às proteínas do soro”, aponta.

Sizele ainda ressalta que pesquisas realizadas sobre esta variedade trouxeram resultados positivos, mas é fundamental manter a constância para novas descobertas e confirmações. “Alguns estudos já sugerem diversos benefícios na troca do consumo do leite comum pelo A2, que pode fortalecer a imunidade e evitar o aumento da inflamação e dos problemas gástricos. Esse tipo de leite pode sim ser uma alternativa para pessoas com maior sensibilidade no sistema digestivo, por ser notoriamente de mais fácil digestão”, expõe.

Investimento na Pecuária Paulista de Leite

Com a finalidade de apoiar o desenvolvimento da pecuária leiteira paulista, por meio da modernização de técnicas de manejo e da adoção de tecnologias de produção, a Secretaria de Agricultura, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio (FEAP), mantém a linha de crédito Leite Agro SP.

Em 2025, mais de 60 produtores foram beneficiados pela linha. “A linha representa uma oportunidade para o produtor modernizar sua atividade, melhorar a qualidade do leite e reduzir custos de produção. Com crédito acessível, em condições diferenciadas, o produtor consegue investir em genética, nutrição e infraestrutura, garantindo mais produtividade e competitividade. É o apoio direto do Governo, por meio da SAA, para fortalecer a pecuária leiteira no Estado e assegurar o sustento das famílias no campo”, destaca o secretário executivo do FEAP, Felipe Alves.

Além da linha de financiamento para o produtor, a SAA também possui uma iniciativa que permite ao poder público estadual adquirir produtos diretamente de agricultores familiares, por meio de suas cooperativas: o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS). O leite está entre os produtos que integram o programa. Somente este ano, foram mais de R$ 53 milhões em compras públicas da agricultura familiar.

Fonte: Assessoria SAA-SP
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Agro goiano fecha safra 2024/25 com recordes em grãos e pecuária

Produção atinge 37,3 milhões de toneladas e exportações crescem para 166 países.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

Goiás encerra a safra 2024/25 com resultados históricos na produção de grãos e avanços consistentes nas cadeias pecuárias. Dados da Plataforma Aroeira da Secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e do Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa), indicam recordes de produção, ganhos de produtividade e fortalecimento das exportações. A produção total de grãos em Goiás alcançou 37,3 milhões de toneladas na safra 2024/25, o maior volume da série histórica, com crescimento de 23,3% em relação ao ciclo anterior.

Os resultados da última safra refletem um conjunto de medidas de manejo e investimento, voltadas ao fortalecimento das cadeias produtivas, ao uso de tecnologia no campo e à ampliação da competitividade do agro goiano, destaca o titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende. “Os recordes de produção, os ganhos de produtividade e o avanço das exportações mostram um setor estruturado, com capacidade de crescer de forma consistente e sustentável, além de demonstrar a qualidade do produto goiano nos mercados internacionais”, afirma.

Desempenho da agricultura

Foto: Shutterstock

O aumento da produção e produtividade da safra de grãos 2024/25 resultou em recorde absoluto da colheita de soja, com produção de 20,7 milhões de toneladas, crescimento de 23,0% em relação ao ciclo anterior e liderança nacional em produtividade. A média estadual alcançou 4,2 toneladas por hectare, avanço de 20,0%. Para a safra 2025/26, a previsão indica uma área plantada de 5,1 milhões de hectares.

O milho também apresentou desempenho histórico, com produção de 14,2 milhões de toneladas, crescimento de 25,9% e produtividade média de 7,2 toneladas por hectare, aumento de 11,3%. Para a safra 2025/26, a estimativa aponta produtividade média de 6,9 toneladas por hectare, com área de 2,0 milhões de hectares.

No sorgo, Goiás manteve a liderança nacional, com produção de 1,5 milhão de toneladas, crescimento de 18,6%, expansão de 2,6% na área plantada e aumento de 15,6% na produtividade. Para a safra 2025/26, a produção estimada é de 1,6 milhão de toneladas, em área de 438,1 mil hectares, com produtividade média de 3,9 toneladas por hectare.

O feijão alcançou o melhor resultado desde a safra 2020/21, com produção de 289,9 mil toneladas, crescimento de 5,6% e produtividade média de 2,4 toneladas por hectare. Para a safra 2025/26, a previsão é de produção de 285,2 mil toneladas, em área de 113,4 mil hectares, com produtividade média de 2,5 toneladas por hectare.

Esse movimento de diversificação mantém Goiás na liderança nacional da produção e da área plantada de girassol. Na safra 2024/25, a produção alcançou 74,2 mil toneladas, em área de 47,0 mil hectares, com produtividade média de 1,5 tonelada por hectare. Para a safra 2025/26, a previsão é de manutenção desses patamares, preservando a liderança goiana na produção da oleaginosa.

Cadeias pecuárias

Em 2025, os resultados se mantiveram sólidos na pecuária, com avanços consistentes nas principais atividades produtivas do estado. O Valor Bruto da Produção (VBP) da pecuária bovina atingiu R$ 20,8 bilhões, o maior da série histórica, posicionando Goiás como o terceiro maior estado no ranking nacional. O resultado representa crescimento de 20,4% em relação a 2024 e expansão de 61,0% na última década, com participação de 9,9% no VBP nacional.

Na avicultura, a atividade está presente em 100% dos municípios goianos, com evolução contínua em escala, produtividade e qualidade. Rio Verde se destaca com 11,3 milhões de cabeças, ocupando a sétima posição nacional, enquanto Itaberaí registra 9,2 milhões de cabeças, na décima posição do país.

Comércio internacional

O desempenho do agro goiano também se refletiu no mercado exterior. Entre janeiro e novembro de 2025, o valor acumulado das exportações da agropecuária goiana alcançou R$ 10,4 bilhões, crescimento de 7,6% em relação ao mesmo período de 2024. No mesmo intervalo, o volume exportado chegou a 21,2 milhões de toneladas, aumento de 14,3%. Os produtos do agro goiano foram comercializados a 166 países, com destaque para China, Estados Unidos, Irã e México entre os principais destinos. Os complexos da soja, da carne bovina, dos cereais e complexo sucroalcooleiro concentraram a maior participação nas exportações do período.

Fonte: Assessoria Governo de Goiás
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

ACNB divulga calendário das exposições Ouro dos Rankings Nelore 2025/2026

Eventos obrigatórios para os rankings nacionais ocorrerão entre fevereiro e outubro de 2026 em seis estados e devem reunir mais criadores e animais, com foco na evolução genética e no rigor técnico das avaliações.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) anuncia o cronograma das exposições Ouro da edição 2025/2026 dos Rankings Nacionais Nelore, Nelore Mocho e Nelore Pelagens. De participação obrigatória para os criadores que concorrem às classificações nacionais, os eventos ocorrerão entre fevereiro e outubro de 2026 em Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo. São elas:

Ranking Nacional Nelore: abril, em Londrina (PR) ou, em caso de impedimento, em março, em Avaré (SP). Na sequência, estão programadas exposições em Rio Verde (GO), em julho; Vila Velha (ES), em agosto; e em São José do Rio Preto (SP), em outubro.

Ranking Nacional Nelore Mocho: fevereiro, durante a Expoinel Minas, em Uberaba (MG). As etapas seguintes acontecem em Rio Verde (GO), em julho; Vila Velha (ES), em agosto; e São José do Rio Preto (SP), em outubro.

Ranking Nacional Nelore Pelagens também Expoinel Minas, em Uberaba (MG), em fevereiro. O calendário segue por Dourados (MS), em maio; Rio Verde (GO), em julho; e São José do Rio Preto (SP), em outubro.

“O Ranking Nacional 2025/2026 foi estruturado para garantir ainda mais consistência técnica e representatividade. As exposições Ouro são obrigatórias para os criatórios que lideram a evolução genética do Nelore”, destaca Victor Miranda, presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil.

Os julgamentos das exposições Ouro serão conduzidos por comissões julgadoras tríplices, indicadas pela Diretoria da ACNB.

A expectativa da ACNB é de crescimento do número de expositores e de animais participantes do Ranking Nacional 2025-2026. Na edição 2024/2025, os três rankings nacionais registraram crescimento de participação e elevação do nível técnico. “Esse desempenho cria uma base sólida para o próximo ciclo e amplia a responsabilidade técnica dos rankings. A edição 2025/2026 tende a ser ainda mais competitiva e criteriosa, com maior profundidade de avaliação e participação qualificada dos criadores. Os rankings nacionais refletem não apenas resultados de pista, mas um processo contínuo de evolução genética, planejamento e consistência produtiva que vem sendo construído ao longo dos anos”, complementa Fernando Barros, diretor técnico da ACNB.

Fonte: Assessoria ACNB
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.