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Estudo agroambiental de municípios mostra importância de políticas públicas de uso da terra

Estudo da Embrapa e do Instituto Agronômico (IAC) apresenta panorama detalhado dos Distritos Agrotecnológicos, apontando caminhos para o desenvolvimento sustentável e a integração entre produção e conservação.

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Foto: Roberto Dziura Jr

Um estudo publicado pela Embrapa, em parceria com o Instituto Agronômico (IAC), apresenta o diagnóstico agroambiental dos municípios que abrigam os Distritos Agrotecnológicos (DAT) do projeto Semear Digital. A análise oferece uma base sólida para o planejamento de ações e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável nessas localidades. A iniciativa, que integra tecnologias digitais, produção agrícola e conservação ambiental, tem o objetivo de conciliar a demanda por alimentos com a preservação do meio ambiente e a inclusão social no campo.

Produzido por especialistas da Embrapa e do IAC, a publicação detalha a distribuição geográfica, características edafoclimáticas e estrutura fundiária, além de traçar a evolução histórica da produção agropecuária e mapear a dinâmica de uso da terra desde 1985. O trabalho também identifica padrões de expansão e retração agrícola, avalia pastagens degradadas e aponta oportunidades para recuperação produtiva.

Os DAT do projeto Semear Digital estão distribuídos em 10 municípios de seis estados e quatro biomas: Mata Atlântica, com Alto Alegre (SP), Caconde (SP), Jacupiranga (SP), Lagoinha (SP), São Miguel Arcanjo (SP), Ingaí (MG) e Vacaria (RS); Amazônia, com Breves (PA); Cerrado, com Guia Lopes da Laguna (MS); e Caatinga, com Boa Vista do Tupim (BA).

“Caracterizamos 10 municípios distribuídos pelos biomas brasileiros. Trata-se de uma radiografia completa, integrando dados edafoclimáticos, fundiários, de produção agropecuária e de uso da terra desses territórios. A relevância está na possibilidade de identificação dos pontos de pressão e das oportunidades de conciliar produção agrícola e conservação”, informa o analista da Embrapa Meio Ambiente Gustavo Bayma. “Em nossa análise, utilizamos exclusivamente dados públicos, e a base completa que compilamos também está aberta e acessível ao público por meio do Repositório de Dados da Embrapa (Redape). Isso garante total transparência e permite que novas análises possam ser realizadas a partir deste trabalho”, complementa Bayma.

A integração desses dados diversos e sua análise revela que os territórios analisados não podem ser tratados de forma uniforme. Cada um apresenta combinações próprias de uso da terra, pressões produtivas e condições ambientais, que resultam em cenários bastante distintos. Nesse contexto, a diversidade, longe de ser um obstáculo, destaca a importância de políticas e iniciativas locais capazes de dialogar com as especificidades de cada região, conciliando desenvolvimento econômico e conservação ambiental. Essa conclusão é reforçada pelo pesquisador da Embrapa Agricultura Digital Édson Bolfe. “O diagnóstico, gerado a partir de bases de dados geoespaciais, demonstra que os municípios apresentam realidades altamente heterogêneas em termos de uso do solo, dinâmica agropecuária e conservação ambiental. Essa diversidade reforça a necessidade de políticas públicas locais diferenciadas”, salienta ele.

A mesma perspectiva é compartilhada pelo pesquisador do IAC Glauber Gava, para quem a parceria entre as instituições foi fundamental para o sucesso do estudo. “Esta colaboração permitiu unir expertises complementares em análise ambiental, agricultura digital e manejo do solo, resultando em um diagnóstico robusto e multidimensional. O IAC, com seu histórico em pesquisa agronômica, contribuiu significativamente para a análise das características edafoclimáticas e do potencial produtivo dessas importantes regiões”, afirma.

Dessa forma, o diagnóstico agroambiental oferece um retrato multidimensional dos DATs. O estudo evidenciou a diversidade ambiental e socioeconômica desses territórios, destacando desde a dinâmica histórica do uso da terra até oportunidades concretas para intensificação sustentável. Tais resultados reforçam a necessidade de políticas públicas diferenciadas que considerem as particularidades de cada território, oferecendo uma base sólida para orientar o desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira.

Aplicação prática

Sobre a aplicação prática do trabalho, a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente e ponto focal do DAT de Jacupiranga (SP), Kátia Nechet, destaca que a compilação de informações é uma etapa crucial. “Este diagnóstico integrado é a base para todas as tratativas e atividades futuras nos DATs. Ele nos fornece um ponto de partida comum e embasado cientificamente para discutir, com o setor produtivo e o poder público, as melhores estratégias de intensificação sustentável e conservação ambiental específicas para cada território”, ressalta.

Com o levantamento, os pesquisadores reforçam que o diagnóstico agroambiental dos DATs vai além da simples geração de dados: trata-se de um instrumento estratégico para orientar decisões públicas, estimular a inovação no campo e promover um modelo de desenvolvimento agrícola capaz de aliar produtividade, conservação ambiental e inclusão social. Para Bayma, o valor do estudo está também em sua aplicação futura: “O diagnóstico serve como base para auxiliar a governança precisa dos DATs, orientando ações com evidências e permitindo o monitoramento do impacto das iniciativas de inovação sustentável”. A expectativa é que, ao oferecer uma base científica sólida e acessível, o estudo contribua para transformar os DATs em referências de sustentabilidade e inovação para a agricultura de pequenos e médios produtores brasileiros.

Os autores do estudo, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), são: Gustavo Bayma (Embrapa Meio Ambiente), Edson Luis Bolfe (Embrapa Agricultura Digital, Glauber José de Castro Gava (IAC), Jener Fernando Leite de Moraes (IAC), Jane Maria de Carvalho Silveira (IAC), Isabella Clerici de Maria (IAC), Regina Célia de Matos Pires (IAC), Edson Eyji Sano (Embrapa Cerrados), Taya Cristo Parreiras (Unicamp), Claudinei Oliveira dos Santos (Acelen Renováveis S.A), Victória Beatriz Soares Leandro (Unicamp), Victória Hellena Matusevicius e de Castro (Unicamp), Phillipe Marques de Rezende (IAC) e Leticia Lopes Martins (IAC).

A publicação Documentos 142 está disponível neste link. 

A base de dados pode ser obtida no Repositório de Dados da Embrapa (Redape). 

Semear Digital

Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Agricultura Digital (Semear Digital) é um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) com a missão de atuar na pesquisa, desenvolvimento e inovação em tecnologias emergentes visando à inclusão socioprodutiva e digital de pequenos e médios produtores rurais. Lançado em 2023, estabeleceu 10 Distritos Agrotecnológicos (DATs), em diferentes regiões do País, para a promoção de soluções de conectividade em áreas rurais e a inserção de tecnologias em processos de produção agropecuária.

Os DAT do projeto Semear Digital estão distribuídos em 10 municípios de seis estados e quatro biomas:

– Mata Atlântica, com Alto Alegre (SP), Caconde (SP), Jacupiranga (SP), Lagoinha (SP), São Miguel Arcanjo (SP), Ingaí (MG) e Vacaria (RS);

– Amazônia, com Breves (PA);

– Cerrado, com Guia Lopes da Laguna (MS);

– Caatinga, com Boa Vista do Tupim (BA).

Essas localidades abarcam 15 cadeias produtivas chave, como café, pecuária leiteira, mandioca, banana, açaí, maçã, hortaliças e piscicultura; além de produções regionais como o licuri, amora, palmito e diferentes tipos de mel.

O projeto também inclui o desenvolvimento de tecnologias para avançar na recuperação de pastagens em pequenas propriedades com sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Nesses distritos, são identificados os gargalos de conectividade e realizadas pesquisas para desenvolvimento de tecnologias digitais que atendam as demandas das cadeias produtivas locais com a participação de associações, cooperativas, provedores de internet, instituições de ensino e prefeituras.

O Semear Digital é liderado pela Embrapa Agricultura Digital e tem como instituições associadas a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), Instituto Agronômico (IAC/SP), Instituto de Economia Agrícola (IEA/SP), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD).

O objetivo do projeto é superar as desigualdades no campo a partir de pesquisa, desenvolvimento, inovação (PD&I) em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) visando ampliar a produção e produtividade dos pequenos e médios produtores.

O que é Redape

Os dados de pesquisa têm assumido papel crucial no cenário científico global. Atualmente, a necessidade de compartilhá-los é uma questão fundamental, que reflete o crescente reconhecimento de sua importância na comunidade científica internacional. Nesse contexto, o Repositório de Dados de Pesquisa da Embrapa (Redape), criado em 2022, emerge como uma ferramenta que visa preservar e facilitar a busca por dados de pesquisa gerados pela Embrapa, uma das principais instituições de pesquisa do BrasilDiagnóstico agroambiental traça retrato dos territórios do projeto Semear Digital.

É um repositório fundamentado nos princípios FAIR (do inglês encontráveis, acessíveis, interoperáveis e reusáveis), que facilita a preservação e acesso aos dados de pesquisa gerados pela instituição. Ele permite a organização, a descrição, o gerenciamento e a publicação de dados de acordo com estes princípios, que norteiam a gestão de dados científicos em todo o mundo, a partir de critérios relacionados à acessibilidade, interoperabilidade, reprodutibilidade e reuso dos dados.

O Redape está estruturado em nove categorias temáticas que representam as ações de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação desenvolvidas pela Embrapa: ‘Produção Animal’, ‘Biomassa’, ‘Bioinsumos e Energia Renovável’, ‘Biotecnologia, Nanotecnologia, Agricultura de Precisão e Digital’, ‘Produção Vegetal’, ‘Recursos Genéticos’, ‘Agroecossistemas, Recursos Naturais e Meio Ambiente’, ‘Alimentos e Nutrição Humana’, ‘Economia, Desenvolvimento e Sociologia Rural’ e ‘Inovação Organizacional’. Essas categorias não são meramente divisões técnicas, mas entidades que representam o vasto conhecimento gerado pela Empresa – cada categoria agrupa diferentes portfólios de pesquisa, conforme detalhado no manual de uso do repositório.

Fonte: Assessoria Embrapa Meio Ambiente

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Reforma tributária passa a taxar insumos do agro e pressiona custos no campo

Tributação de até 10% sobre fertilizantes, sementes e defensivos preocupa setor produtivo.

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Desde 1º de abril, insumos essenciais à produção agropecuária, como fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas, deixaram de contar com a isenção dos impostos Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A mudança faz parte da reforma tributária, em vigor desde o início do ano. Diante do início da tributação, o Sistema Faep pede que o governo federal prorrogue o prazo para cobrança.

“O momento de iniciar a cobrança é totalmente descabido. Há diversos fatores geopolíticos que estão influenciando negativamente o fornecimento dos insumos, gerando transtornos no meio rural e alta dos custos ao produtor rural. Por isso, é necessária a revisão dessa medida e a prorrogação do prazo para a tributação”, diz o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Com o fim da isenção, esses insumos passaram a ser tributados em 0,925%, podendo chegar a até 10%, dependendo do regime tributário adotado pelo produtor. Na prática, a medida encarece diretamente o custo de produção, especialmente em culturas intensivas em tecnologia, como soja, milho e algodão.

Esse aumento do imposto sobre fertilizantes ocorre em um momento em que Rússia e China, maiores fornecedores do produto no mundo, estão restringindo as exportações. O Brasil é diretamente impactado por esse cenário global. Atualmente, 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, o que torna o setor vulnerável a oscilações de preços e restrições de oferta causadas por fatores geopolíticos, como conflitos internacionais.

Meneguette atenta para o fato de que, do ponto de vista econômico, tributar insumos estratégicos equivale a tributar a produção antes mesmo do plantio. Além disso, o resultado é um aumento do custo marginal da produção agrícola, que tende a se propagar ao longo de toda a cadeia, resultando em inflação e alta dos alimentos a população.

“É fundamental a suspensão temporária ou a prorrogação da cobrança de PIS e Cofins sobre fertilizantes e insumos estratégicos, enquanto persistirem condições adversas no mercado internacional. Isso é uma decisão estratégica para o setor continuar produzindo com qualidade e eficiência”, complementa o presidente do Sistema Faep.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Copel cria canal exclusivo para produtor rural após articulação do Sistema Faep

Agricultores e pecuaristas relatam atendimento mais ágil, que permite reduzir impactos das quedas de energia e prejuízos no campo.

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Foto: Divulgação

Desde 6 de abril, os produtores rurais do Paraná têm um canal exclusivo de comunicação com aCopel. O Copel Agro faz parte de um plano de ações da empresa voltado à redução dessas ocorrências no campo. A iniciativa atende a reivindicação do Sistema Faep, diante dos recorrentes episódios de queda de energia em áreas rurais do Paraná e dos prejuízos milionários dentro da porteira.

A expectativa é que, com o Copel Agro, as respostas aos produtores rurais sejam rápidas com atendimento das demandas com mais eficiência. O canal conta com 30 especialistas disponíveis 24 horas por dia para atender os agricultores. O contato pode ser feito pelo telefone 0800 643 76 76 ou pelo WhatsApp (41) 3013-8970. O atendimento é exclusivo para produtores rurais, especialmente aqueles que atuam com proteína animal, como frango, suíno, leite e peixe.

“Nos últimos meses, as quedas de energia causaram prejuízos enormes aos nossos produtores rurais. Diante dos relatos constantes desses problemas, o Sistema Faep buscou a Copel para a construção de um plano com ações que ajudem o agricultor e pecuarista no momento de queda de energia. Esse canal faz parte desse trabalho, com perspectiva de facilitar e dar agilidade no contato, principalmente na hora de notificar problemas”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa é uma conquista importante para os nossos produtores rurais, pois a energia é um insumo fundamental nas atividades dentro da porteira. Vamos continuar acompanhando o cenário, para garantir mais investimentos no meio rural”, complementa.

Max Alberto Cancian, produtor de tilápias de Marechal Cândido Rondon

Max Cancian aprovou o novo canal de comunicação da Copel, com resultados rápidos e atendimento humanizado

Apesar de estar disponível há poucos dias, o serviço já tem registrado resultados positivos. O produtor de tilápias Max Alberto Cancian, de Marechal Cândido Rondon, na região Oeste do Paraná, utilizou o novo canal e aprovou a iniciativa, principalmente o atendimento humanizado. “Um profissional entende melhor o que estamos passando. Conseguimos explicar a gravidade da situação. Na minha experiência, a resposta foi rápida”, conta.

Cancian relata que as quedas de energia ocorrem de duas a três vezes por semana na região, gerando prejuízos. “Já tive muitos equipamentos queimados por causa da oscilação. Esse tipo de perda até é ressarcido pela Copel, mas o gasto com diesel para manter o gerador ligado é alto e não é reembolsado, o que acaba sendo repassado ao consumidor final”, afirma. “Esse novo canal é uma ferramenta importante, mas o ideal é melhorar o serviço para que o produtor não precise acioná-la”, completa.

Rosimeri Draghetti, piscicultora de Santa Helena

Depois de acumular prejuízos, Rosimeri Draghetti identificou melhoras no atendimento da Copel com o novo canal

A piscicultora Rosimeri Draghetti, de Santa Helena, também percebeu melhora no atendimento. Antes de adquirir um gerador, ela acumulou prejuízos com a mortalidade de peixes causada pela falta de energia. “A comunicação antes era muito ruim. Na propriedade não temos sinal de telefone, só internet, e o atendimento pelo WhatsApp demorava bastante. Já ficamos até três dias sem energia. Agora, ao entrar em contato, fui direcionada para esse canal específico do produtor rural”, afirma.

Rosimeri lembra que as longas interrupções sempre geraram preocupação, mesmo com o uso de gerador. “A última queda foi às 22h30 e a energia só voltou às 7h43 do dia seguinte. Desta vez, voltou em duas horas. Isso é importante, pois o gerador é para emergência, não para sustentar a produção por mais de 24 horas”, relata.

Mais ações previstas

O plano elaborado pela Copel em parceria com o Sistema Faep e outras entidades do setor produtivo prevê um conjunto de ações voltadas à melhoria do atendimento e do fornecimento de energia no meio rural. Desde o início do ano, Sistema Faep, Ocepar e Fiep realizam reuniões semanais com a Copel para estruturar um plano alinhado às demandas.

De acordo com Luiz Eliezer, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece limite médio de oito horas sem energia por ano no Paraná. No entanto, nas propriedades rurais, esse número pode chegar a 40 horas anuais.

“As principais reclamações dos sindicatos rurais envolvem quedas de energia, oscilações e demora no religamento. Levamos essas demandas para as reuniões para que o plano atenda, de fato, às necessidades do produtor. A energia é um insumo essencial ao agricultor, que representa cerca de 25% dos custos de produção”, destaca Eliezer.

As ações previstas serão implementadas a curto, médio e longo prazos e foram estruturadas com base em temas considerados prioritários: poda de vegetação, financiamento, reforço de equipe, comunicação, cadastro, capacitação técnica, tecnologia, geração distribuída, investimentos em subestações e cronograma.

Outro avanço envolve um projeto de lei que retira dos produtores rurais a responsabilidade pelo manejo da vegetação próxima às redes de energia elétrica. O projeto de Lei 189/2026, de autoria dos deputados estaduais Hussein Bakri, Alexandre Curi, Fábio Oliveira, Moacyr Fadel e Evandro Araújo, altera a Lei Estadual 20.081/2019 e estabelece que a poda, manejo e supressão de árvores, em um raio de até 15 metros das redes de distribuição passem a ser responsabilidade das concessionárias. O projeto já está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e deve ser aprovado ainda neste mês.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Moatrigo 2026 debate efeitos das canetas emagrecedoras no mercado de alimentos

Engenheira de alimentos Cristina Leonhardt analisa como a difusão da semaglutida altera padrões de consumo, reduz ingestão de ultraprocessados e pressiona reformulações no setor de alimentos.

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Foto: Divulgação/Freepik

A popularização dos medicamentos agonistas de GLP 1, impulsionada pela recente expiração da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, pode transformar o setor alimentício no Brasil, tanto nos padrões de consumo quanto nas estratégias das empresas. O tema integra a programação do Moatrigo 2026, que será realizado na segunda-feira (13), em Curitiba (PR), promovido pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo PR), reunindo lideranças e representantes da cadeia moageira do trigo.

Foto: Divulgação/Freepik

A palestra “O impacto dos medicamentos GLP 1 nos negócios de alimentos brasileiros” será conduzida por Cristina Leonhardt, engenheira de alimentos com mais de 20 anos de experiência em inovação. Cristina apresentará uma leitura técnica e atualizada sobre como esses medicamentos, originalmente indicados para diabetes, mas amplamente usados para emagrecimento, estão mexendo com padrões de consumo e desafiando empresas de alimentos no país.

Mudanças de consumo já aparecem nos dados
Estudos indicam redução consistente na ingestão entre usuários dos GLP 1 e uma alteração clara nas escolhas alimentares. As tendências mostram queda na procura por processados, maior interesse por alimentos frescos e ácidos e impacto direto em categorias como snacks salgados, uma das mais sensíveis ao novo padrão.

Segundo Cristina, parte dessas mudanças permanece mesmo após o fim do tratamento, o que sinaliza efeitos estruturais para o setor, e

Foto: Divulgação/Freepik

não apenas um ajuste momentâneo.

A palestra também discutirá como empresas de alimentos já começam a reagir ao movimento, com desenvolvimento de produtos mais alinhados a esse novo perfil de consumo, incluindo itens ricos em fibras e proteínas. A especialista apresentará ainda caminhos estratégicos e éticos para que as fabricantes brasileiras se adaptem a diferentes cenários futuros.

Fonte: Assessoria Sinditrigo PR
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