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Estudantes do Brasil e da Austrália recebem Prêmio Alltech Young Scientist durante o Simpósio da Alltech
As estudantes Amanda Pesqueira brasileira cursando graduação na Universidade de Kentucky (USA) – e Nimesha Fernando pos-graduanda da Universidade de Melbourne (Austrália), foram as ganhadoras do prêmio Alltech Young Scientist. A cerimônia de premiação aconteceu, no dia 22 de maio, mediante a mais de 2300 pessoas, que participavam da Sessão de Encerramento do 29º Simpósio Anual Internacional da Alltech. A brasileira Amanda recebeu US$ 5.000,00 e Nimesha, US$ 10.000,00.
Ao todo foram mais de 8.000 inscritos e ambas conseguiram conquistar o prêmio por suas pesquisas, que demonstram uma consciência excepcional da ciência e seu papel na construção do futuro da agricultura. A seleção foi muito criteriosa e rígida. Após o processo de avaliação regional, realizado no início de 2013, oito finalistas foram convidados a viajar para Lexington para apresentarem suas pesquisas diante de uma banca de juízes.
O tema do Simpósio deste ano foi IMAGINE observando o futuro e imaginando as possibilidades que podemos alcançar juntos. Precisamos alimentar a curiosidade dos jovens, para que estejam em constante busca pela superação e novas alternativas, disse Dr. Pearse Lyons, presidente e fundador da Alltech. Nossos jovens cientistas estão se questionando Por que não?, e será esta curiosidade que irá nos guiar até as respostas de como reduzir a emissão de carbono, como alimentar nossos animais de maneira mais eficiente e, principalmente, como melhorar a qualidade de vida humana através da nutrição.
Para a diretora do Programa, Dra Inge Russell, este ano, os finalistas do Alltech Young Scientist impressionaram os juízes da banca de avaliação com suas visões brilhantes sobre o futuro da agricultura e também devido a sua dedicação pessoal no avanço das pesquisas. As histórias de perseverança e sacrifícios de nossas ganhadoras são um testemunho fiel da paixão pela ciência.
As ganhadoras
Amanda Pesqueria estudava na UEM (Universidade Estadual de Maringá) antes de ser transferida para a Universidade de Kentucky para cursar o último ano de graduação em Zootecnia. A apresentação de sua pesquisa – intitulada como Avaliação in vitro da resposta contrátil dos diferentes alcalóides de Ergot no ramo cranial da veia safena lateral de bovinos – examina os compostos envolvidos na síndrome da intoxicação por festuca em vacas através do uso de um sistema avançado de avaliação. A partir deste estudo, planeja seguir com uma pós-graduação também na área de Zootecnia.
Nimesha Fernando, estudante de pós-graduação na Universidade de Melbourne, buscou estudar os altos níveis de CO2 no meio ambiente e seus efeitos no crescimento dos grãos através de seu trabalho nomeado O enriquecimento do ar com CO2 alterou a qualidade da proteína do grão de trigo e suas características reológicas: uma análise proteômica comparativa.. Utilizando-se da análise proteômica, Nimesha mostrou que a exposição aos altos níveis de CO2 resulta em grãos com nível de proteína mais baixos e, em seguida aplicou suas descobertas da pesquisa para a utilização de trigo na produção de alimentos. Sua formação é em Agronomia e seu mestrado em Ciência da Gestão de Recursos, na Universidade de Peradeniya, em Sri Lanka. Sobrevivente do tsunami de 2004 em Sri Lanka, e mãe recentemente, está comprometida em encontrar maneiras inovadoras de manter a qualidade do alimento com mudanças ambientais.
Para mais informações sobre inscrições para o próximo Prêmio Alltech Alltech Young Scientist, visite www.alltech.com/education/alltech-young-scientist/about.
Sobre a Alltech – Fundada em 1980 pelo Dr. Pearse Lyons, a Alltech visa melhorar a saúde e o desempenho dos animais, plantas e pessoas através da nutrição natural e inovação científica. Com mais de 3000 colaboradores em 128 países, a empresa desenvolveu uma presença regional sólida na Europa, América do Norte, América Latina, Oriente Médio, África e Ásia.
Sobre a Alltech do Brasil – É formada por uma unidade fabril em São Pedro do Ivaí (PR) e por um centro administrativo e planta industrial em Araucária (PR). A unidade brasileira é responsável pelo segundo maior volume de produção do Grupo Alltech.
A unidade localizada no município de São Pedro do Ivaí fabrica insumos naturais para alimentação animal a partir do melaço, subproduto da cana-de-açucar. Prevista inicialmente para produzir anualmente 20 mil toneladas de biomassa, há quatro anos aumentou sua capacidade para 50 mil toneladas/ano, com possibilidade de dobrá-la. Atualmente, esta é a maior fábrica de biotecnologia direcionada para nutrição animal do país. Cerca de 70% da produção é destinada ao mercado externo, transformando o Brasil no maior centro produtor e exportador do uso da alta tecnologia do Grupo Alltech. A planta de Araucária é especializada na fabricação de produtos líquidos, inoculantes e Optigen.
Fonte: Ass. de Imprensa Alltech

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Lar Credi realiza assembleias e projeta continuidade do crescimento em 2026
Cooperativa apresenta resultados positivos, amplia base de associados e fortalece atuação no agro.

A Lar Credi realizou, na última sexta-feira (20), as Assembleias Gerais Ordinária (AGO) e Extraordinária (AGE), reunindo associados no Lar Centro de Eventos. O encontro apresentou os resultados de 2025, definiu o planejamento para 2026 e deliberou sobre mudanças no estatuto da cooperativa.
Durante a AGO, foram apresentadas as contas do exercício de 2025. Já na AGE, os associados analisaram e aprovaram a proposta de reforma estatutária, que inclui a alteração do endereço da sede administrativa, ampliação das áreas de atuação e ajustes em artigos regimentais. Todos os itens da pauta foram aprovados por unanimidade.
Segundo o diretor-presidente Irineo da Costa Rodrigues, a cooperativa tem apresentado crescimento acima das expectativas desde a sua criação. Ele destacou que a atuação da instituição está voltada ao atendimento personalizado e ao apoio financeiro dos associados, especialmente no agronegócio.
Os números de 2025 mostram avanço em diferentes indicadores. Os ativos totais chegaram a R$ 383,7 milhões, alta de 42% em relação ao ano anterior. Os depósitos à vista e a prazo somaram R$ 307,8 milhões, crescimento de 41%, enquanto a carteira de crédito ultrapassou R$ 205,5 milhões, com aumento de 32%.
O patrimônio líquido atingiu R$ 72 milhões, avanço de 50%, reforçando a estrutura financeira da cooperativa. Já o resultado líquido foi de R$ 7,5 milhões, crescimento de 25%, valor que inclui a correção do capital social e retorno aos cooperados.
A base de associados também cresceu, chegando a 11.263 cooperados, alta de 16%. Para atender essa demanda, a cooperativa conta com 37 postos de atendimento em 32 municípios nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, além de uma equipe de 93 colaboradores.
Outro destaque foi o desempenho da Lar Coop Corretora de Seguros, que registrou crescimento de 56% no volume de operações em 2025. Entre as iniciativas, estão o Seguro Integração, voltado às cadeias de aves e suínos, e o Seguro Paramétrico para soja e milho, que amplia a proteção financeira do produtor rural.
Ao final do encontro, a diretoria reforçou a expectativa de continuidade no crescimento da cooperativa, com foco na segurança financeira e no atendimento aos associados.
Colunistas
Formação ou Exercício Profissional na Agronomia: O que vem primeiro?
Número elevado de vagas, sobretudo no EAD, levanta questionamentos sobre a formação diante das exigências da profissão.

A expansão dos cursos de Agronomia no Brasil levanta um alerta: estamos formando profissionais na mesma qualidade que o agro exige?
A qualidade da formação está diretamente ligada ao exercício profissional. No caso do engenheiro agrônomo, cuja atuação é ampla, sistêmica e integrada, essa relação se torna ainda mais decisiva, especialmente em um cenário de crescente internacionalização das relações econômicas.
O Decreto 23.196, de 1933, estabelece com clareza as atribuições da profissão, abrangendo áreas como fitotecnia, zootecnia, economia e administração rural, cooperativismo, engenharia e paisagismo. Trata-se de uma base sólida, que já contempla a natureza dinâmica da atividade e permite a incorporação de inovações tecnológicas e gerenciais ao longo do tempo.
O desafio, portanto, não está na legislação, mas na formação. Os cursos de Agronomia precisam estar alinhados a essa amplitude de atuação. No entanto, a expansão de graduações, especialmente na modalidade 100% a distância, e a adoção de projetos pedagógicos fragmentados acendem um sinal de alerta sobre a qualidade do ensino.

Artigo escrito por Kleber Santos, engenheiro agrônomo, membro da ABCA Distribuído pelo Conselho Científico Agro Sustentável.
Esse ponto se torna ainda mais sensível diante do avanço da inserção internacional do agro brasileiro. Acordos comerciais, como o firmado entre Mercosul e União Europeia, exigem profissionais com visão integrada dos sistemas produtivos, capazes de atuar da produção à gestão. Nesse contexto, o engenheiro agrônomo se destaca justamente por sua formação abrangente, desde que ela seja, de fato, garantida.
A sustentabilidade também amplia essa demanda. O enfrentamento das mudanças climáticas, a preservação da biodiversidade e a redução da poluição exigem conhecimento técnico aliado à capacidade de gestão e inovação. São desafios que reforçam a importância de uma formação sólida e prática.
Apesar disso, os números preocupam. Dados do Sistema e-MEC (2024) apontam a existência de quase 600 cursos de Agronomia autorizados no Brasil, com mais de 112 mil vagas. Desse total, 54,2% estão na modalidade a distância e 45,8% no formato presencial. A maior parte das vagas está concentrada no ensino privado, e apenas quatro instituições detêm mais de 70% das vagas em cursos EAD.
Diante desse cenário, a presencialidade segue como elemento essencial na formação agronômica. O uso de tecnologias, como internet e inteligência artificial, é bem-vindo, mas não substitui a vivência prática, o contato com o campo e a integração entre teoria e realidade produtiva.
Ao mesmo tempo, iniciativas de qualificação e acompanhamento da formação ganham relevância. Entidades como a Academia Brasileira de Ciência Agronômica, a CONFAEAB e o Sistema CONFEA/CREAs têm papel importante nesse processo, assim como estudos voltados à evasão, retenção e demanda de estudantes.
Outro ponto estratégico é a integração entre ensino e prática, por meio da extensão universitária e de programas de mobilidade acadêmica e profissional, tanto no Brasil quanto no exterior. Essas experiências contribuem para alinhar a formação às exigências do mercado.
O crescimento no número de cursos não é, por si só, um problema. O desafio está em garantir qualidade. Em um setor cada vez mais profissionalizado e inserido no mercado global, a formação do engenheiro agrônomo precisa acompanhar essa evolução.
No fim, a resposta é direta: antes de discutir o exercício profissional, é preciso garantir uma formação à altura das atribuições da profissão.
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36ª Reunião Anual do CBNA recebe inscrições de trabalhos científicos até quarta-feira
Todos os trabalhos aprovados serão publicados em edição especial sobre o evento da Revista de Agricultura, da Fealq, ampliando o alcance das pesquisas.

A produção científica voltada à nutrição animal no Brasil vem buscando maior integração com as demandas da indústria e mais visibilidade no cenário internacional. Esse movimento se reflete na 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), que está com inscrições abertas para submissão de trabalhos científicos até quarta-feira (25).

O professor de Zootecnia da Esalq/USP e membro da Diretoria Técnica do CBNA, Urbano Ruiz. “A publicação dos trabalhos em um periódico científico amplia significativamente a visibilidade das pesquisas e contribui para aproximar ainda mais a produção acadêmica das demandas da indústria”.
Neste ano, todos os trabalhos aprovados serão publicados em edição especial sobre o evento da Revista de Agricultura, periódico científico editado pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) e publicado de forma ininterrupta desde 1926. Essa mudança amplia o alcance das pesquisas, que antes eram divulgadas no ambiente digital do evento, anuncia o professor de Zootecnia da Esalq/USP e membro da Diretoria Técnica do CBNA, Urbano Ruiz, responsável pelos trabalhos científicos do encontro.
A iniciativa ocorre em um contexto de maior pressão por eficiência produtiva e otimização de custos na cadeia de proteína animal, o que tem aproximado empresas e centros de pesquisas na busca por soluções aplicadas. “A publicação dos trabalhos em um periódico científico amplia significativamente a visibilidade das pesquisas e contribui para aproximar ainda mais a produção acadêmica das demandas da indústria. Ao adotar o inglês e um formato mais objetivo, o CBNA também facilita o acesso de pesquisadores e profissionais de outros países ao conteúdo gerado no Brasil”, afirma Ruiz.
Outra mudança nesta edição é o formato dos resumos, que passam a ser submetidos exclusivamente em inglês e em versão simples, substituindo o modelo anterior de resumo expandido. A proposta é facilitar a leitura e ampliar a circulação internacional dos estudos. Ao todo, 12 trabalhos serão selecionados para apresentação oral, quatro em cada uma das áreas (aves, suínos e bovinos), enquanto os demais trabalhos aprovados serão apresentados em formato de pôster. Todos os trabalhos aprovados terão espaço na publicação científica. No ano passado, foram mais de 60 trabalhos selecionados. Os interessados, devem fazer inscrição no site do evento e depois inscrever seus trabalhos clicando aqui.
Eventos
A 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos vai reunir pesquisadores, profissionais da indústria e especialistas da cadeia produtiva para discutir avanços técnicos, desafios e tendências da nutrição animal no Brasil e no mundo. Além da Reunião Anual, o CBNA vai promover outros dois eventos técnicos no mesmo local. Um deles é o 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, no dia 12 de maio, e outro é o 25º Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14 de maio. Toda essa programação será paralela à Fenagra, Feira Internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa.
36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos
9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos
