Conectado com

Peixes

Estresse oxidativo compromete desempenho e qualidade da tilápia

Condição afeta crescimento, imunidade e vida útil do filé em sistemas intensivos de produção.

Publicado em

em

Foto: Giuliano De Luca/OP Rural/Gemini

Artigo escrito por Equipe técnica da Biochem LATAM

Na tilapicultura moderna, o estresse oxidativo vem ganhando cada vez mais atenção por sua relação direta com perdas de desempenho, maior suscetibilidade sanitária e pior qualidade final do peixe. Em sistemas intensivos, fatores como altas densidades, oscilações de temperatura, baixa oxigenação, manejo, transporte, desafios sanitários e desequilíbrios nutricionais favorecem a formação excessiva de espécies reativas de oxigênio. Quando essa produção supera a capacidade antioxidante do organismo, instala-se o estresse oxidativo.

Fotos: Shutterstock

Na prática, isso significa dano progressivo a membranas celulares, proteínas, lipídios e DNA, comprometendo funções metabólicas e imunológicas importantes. Em tilápias, esse processo merece atenção especial porque o peixe vive em contato direto com a água, responde rapidamente às variações do ambiente e tem tecidos bastante sensíveis à oxidação, como brânquias, fígado, intestino e músculo.

Do ponto de vista zootécnico, os reflexos são claros. O estresse oxidativo reduz o consumo de ração, aumenta o gasto energético de manutenção, prejudica a digestão e a absorção de nutrientes e reduz a eficiência de deposição muscular. Como consequência, é comum observar piora da conversão alimentar, menor ganho de peso, maior mortalidade em momentos críticos e perda de uniformidade do lote. Também há impacto sobre a integridade intestinal, a função hepática e as trocas gasosas, ampliando ainda mais as perdas produtivas.

Outro ponto importante é o efeito negativo do estresse oxidativo sobre a qualidade do filé. A oxidação lipídica compromete a estabilidade das membranas e acelera a deterioração pós-abate, podendo resultar em menor retenção de água, pior textura, maior rancidez e redução da vida útil do produto. Ou seja, além de prejudicar o desempenho durante a criação, o estresse oxidativo também afeta características valorizadas pela indústria e pelo consumidor.

Impacto em todas as fases

Embora o impacto negativo do estresse oxidativo seja mais facilmente percebido durante a fase de crescimento e na qualidade do filé, matrizes e reprodutores, também merecem atenção, pois o excesso de radicais livres pode comprometer a integridade dos gametas, afetando qualidade de ovas e sêmen, fertilidade, taxa de eclosão e viabilidade larval.

Em sistemas intensivos, especialmente sob calor, manejo frequente e maior pressão sanitária, esse efeito pode se tornar mais evidente, quando há aumento da resposta inflamatória e maior produção de radicais livres. Nessas condições, o organismo tenta reagir por meio de seu sistema antioxidante natural, formado por enzimas como superóxido dismutase, catalase e glutationa peroxidase. Mas, quando o desafio é intenso ou prolongado, essa defesa endógena pode não ser suficiente.

Pressão de estresse

Na rotina, o estresse oxidativo pode ser acompanhado por biomarcadores que ajudam a identificar tanto o nível de dano celular quanto a capacidade de resposta antioxidante do organismo. Entre os mais utilizados estão MDA e TBARS, ligados à peroxidação lipídica; SOD, catalase e glutationa peroxidase, que fazem parte da linha de defesa antioxidante; além da glutationa reduzida, da relação GSH:GSSG, das carbonilas proteicas e de marcadores de dano ao DNA, como o 8-OHdG. Alterações em cortisol plasmático e enzimas hepáticas, como AST e ALT, também podem indicar maior pressão de estresse.

Nutrição com microminerais

É justamente nesse ponto que a nutrição ganha protagonismo. Entre as estratégias disponíveis, os microminerais têm papel central porque participam diretamente da estrutura e da ativação de enzimas antioxidantes. Zinco, cobre e manganês atuam na superóxido dismutase, enquanto o selênio é essencial para a glutationa peroxidase. Já o ferro, quando adequadamente suplementado, contribui para o metabolismo energético e o transporte de oxigênio. Em conjunto, esses minerais ajudam a reduzir a peroxidação lipídica, preservar a integridade celular e melhorar a resposta fisiológica dos peixes frente aos desafios do ambiente.

Nesse contexto, as fontes orgânicas merecem destaque. Por apresentarem maior biodisponibilidade e menor antagonismo no trato digestivo, tendem a favorecer melhor aproveitamento metabólico, com menor excreção para o ambiente. Na prática, isso significa maior eficiência no suporte antioxidante e resposta mais consistente, especialmente em fases ou condições de maior pressão.

Probióticos

Os probióticos também podem contribuir de forma importante para o controle do estresse oxidativo, principalmente por sua ação sobre a saúde intestinal e a modulação da resposta inflamatória. Ao favorecerem o equilíbrio da microbiota, a integridade da mucosa e o melhor aproveitamento dos nutrientes, ajudam a reduzir processos inflamatórios que amplificam a produção de radicais livres. Com isso, o peixe tende a responder melhor aos desafios, com mais resiliência, melhor desempenho e resposta imune mais consistente.

Manejo preventivo

Mais do que tratar consequências, o controle do estresse oxidativo deve ser encarado como parte do manejo preventivo da tilapicultura. Programas nutricionais bem estruturados, com atenção à qualidade da dieta, ao aporte mineral adequado e ao suporte à saúde intestinal, são aliados importantes para sustentar desempenho, sobrevivência e qualidade de produto em sistemas cada vez mais intensivos.

Em resumo, o estresse oxidativo é um mecanismo silencioso, mas altamente impactante na produção de tilápias. Seu controle passa por uma visão integrada do sistema, e a nutrição tem papel decisivo nesse processo. Nesse cenário, o uso criterioso de minerais de alta disponibilidade e de probióticos representa uma estratégia consistente para fortalecer a capacidade antioxidante do organismo, reduzir perdas e contribuir para uma produção mais eficiente e robusta.

As referências bibliográficas estão com os autores. Contato: [email protected].

A versão digital do jornal de Aquicultura é gratuita e pode ser acessada na íntegra clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Peixes

ExpoMar movimenta mais de R$ 50 milhões em negócios na terceira edição

Evento reuniu mais de 4 mil participantes de 12 países, promoveu mais de 30 horas de conteúdo técnico e consolidou Itajaí como polo da pesca e aquicultura.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

Ao longo dos três dias, a ExpoMar reuniu mais de quatro mil inscritos de 12 países, com participação presencial e online de representantes de 20 estados e 181 cidades brasileiras. O evento contou com 90 marcas apoiadoras e expositoras e gerou mais de R$ 50 milhões em negócios, além de alcançar forte engajamento digital, com mais de 500 mil visualizações nas mídias sociais. A programação técnica e estratégica incluiu o Congresso Internacional da Pesca, o Simpósio Catarinense de Piscicultura, o Simpósio Brasileiro de Maricultura, a programação exclusiva da FIESC e o Festival Mar & Cultura, reunindo 70 palestrantes e mais de 30 horas de conteúdo.

A ExpoMar reafirmou seu papel como espaço de integração entre setor produtivo, instituições, academia e sociedade. Participaram pescadores, piscicultores, maricultores, algicultores, universidades, estudantes, empresas de insumos, prestadores de serviços e profissionais da assistência técnica, além de representantes do turismo, gastronomia e pesca esportiva.

Para Altermir Gregolin, ex-ministro da pesca e presidente da ExpoMar, a terceira edição consolidou definitivamente como um dos maiores eventos da Pesca e Aquicultura do Brasil, com recorde de público e expositores. “Mostrou a força do setor, apontou tendências, discutiu desafios e apresentou soluções e caminhos para o desenvolvimento sustentável da atividade. Gregolin encerra a terceira edição com a certeza de que a ExpoMar é um evento cada vez mais importante e estratégico para a pesca e aquicultura do país. “Agradecemos a todos que participaram e apoiaram a sua realização”.

Diretora da ExpoMar, Eliana Panty: “Esta edição da ExpoMar consolidou definitivamente a feira de negócios no calendário nacional de industrialização do pescado”

“Esta edição da ExpoMar consolidou definitivamente a feira de negócios no calendário nacional de industrialização do pescado”, destaca a diretora da ExpoMar, Eliana Panty. “A feira apresentou um portfolio completo de fornecedores da cadeia de produção e processamento de pescados, com isso fortalece ainda mais a região de Itajaí como o maior polo pesqueiro brasileiro”. Para Panty, a ExpoMar conquistou ainda um posto importante como o eixo de geração de negócios e difusão de novas tecnologias.

Panty destaca o relevante papel cultural e gastronômico da ExpoMar ao reunir empresas exportadoras de pescados, empresários, armadores proprietários de barcos de pesca “que puderam mostrar a qualidade do pescado catarinense dentro do evento, através da Cozinha Show”.

“A ExpoMAR é essencial para nos conectar com novas tecnologias e inovações que vão ajudar desde o pescador, até as indústrias no dia a dia. Além disso, sediar um evento dessa magnitude reforça, de forma incontestável, a relevância e a força da nossa região como o grande polo da pesca nacional, “, destacou Joaquim Felipe Anacleto, presidente do SINDIPI.

Mais de R$ 50 milhões em negócios

A feira de negócios foi um dos grandes destaques, reunindo empresas e fornecedores estratégicos que apresentaram tecnologias, equipamentos e soluções voltadas à eficiência operacional, segurança e sustentabilidade. Entre as inovações, destacaram-se sistemas de propulsão e motores marítimos de alta performance, tecnologias para abastecimento e apoio logístico, soluções em lubrificantes e fluidos técnicos, além de equipamentos robustos para operações em alto-mar. Também foram apresentados sistemas avançados de proteção de casco, metais industriais, conexões e válvulas, fundamentais para a cadeia naval. Durante o evento, os expositores ofereceram condições comerciais especiais e realizaram demonstrações de produtos.

Reconhecimento dos expositores

Lindolfo da Rosa Neto, da Radionaval, ressaltou: “Estamos na ExpoMar pela terceira vez. Eu queria falar sobre o grau de importância deste evento, que mostra para os capitães e os armadores as tecnologias e soluções que disponibilizamos, não somente para a nossa região, mas para toda a costa brasileira”.

Ana Rehnolt, da Tintas Rehnolt, afirmou: “É uma feira muito importante para fomentar o setor da pesca, que é crescente e bastante significativo para o Estado de SC e o país”. Jorge Rodrigues, da Guy Cotten (França), completou: “A empresa vende em 72 países no mundo e por conta do Mercosul agora temos a possibilidade de vender nossos produtos de alta qualidade no Brasil”.

O que a ExpoMar representa

Depoimentos de participantes reforçam a relevância do evento. “A ExpoMar é importante para nós porque reforça a união de todos os setores da pesca nacional em um lugar que é símbolo: a cidade de Itajaí”, destacou Ederson Krummenauer, da empresa Frumar. Carlos Mello, do Ministério da Pesca, afirmou: “Sem dúvidas, a ExpoMar tem um papel fundamental na construção da gestão pesqueira nacional. Um ambiente como esse, em que o diálogo é valorizado, com palestrantes internacionais e nacionais, é indispensável para o amadurecimento e avanço da pesca no Brasil”.

Carolina Francalacci, do Banco do Brasil, destacou: “É uma honra e uma grande alegria poder participar da Expomar, promover o crescimento do segmento da pesca e aquicultura e estar perto dos empreendedores destes setores”.

Mais de 70 palestrantes e o futuro da pesca e aquicultura em debate

A programação técnico-científica foi um dos pilares do evento. O Congresso Internacional da Pesca abordou temas como mudanças climáticas, previsibilidade da atividade pesqueira, políticas públicas para melhoria de renda, educação e valorização dos povos tradicionais, além de temas como seguro defeso, agregação de valor ao pescado e impactos da reforma tributária. Também foram discutidos a expansão das áreas marinhas protegidas, o potencial dos alimentos proteicos e a saúde mental no alto-mar, incluindo os riscos invisíveis da atividade pesqueira.

O Simpósio Catarinense de Piscicultura, realizado no dia 25 de junho, abordou o potencial, os avanços e os desafios da piscicultura no estado. Foram discutidas estratégias para uma comercialização mais segura e rentável, além de temas como sanidade e biossegurança, com foco na prevenção e controle de enfermidades. A gestão produtiva e econômica também esteve em pauta, com apresentação de resultados e estratégias para ampliar a competitividade.

Já o Simpósio Brasileiro de Maricultura, realizado no dia 26 de junho, reuniu discussões sobre piscicultura marinha e sistemas multitróficos, além dos desafios da cadeia de macroalgas e sua viabilização econômica. O evento também abordou a consolidação da ostreicultura catarinense, trouxe aprendizados da experiência chilena e destacou iniciativas que vêm ampliando a renda dos maricultores. A gestão e o ordenamento da atividade foram temas centrais, reforçando a importância de políticas estruturadas para o crescimento sustentável do setor.

O programa técnico-científico da ExpoMar 2026 foi desenvolvido pela Comissão Organizadora, em parceria com A Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), Sindipi (Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região), Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), ACAq (Associação Catarinense de Aquicultura), Secretaria Executiva de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Udesc (Universidade Estadual de Santa Catarina) e Univali (Univerdidade do Vale do Itajaí).

A ExpoMar também sediou a Etapa Santa Catarina da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, realizada no dia 25 de junho. Promovido pelo Conape e pelo Ministério da Pesca, o encontro teve como foco o debate de políticas públicas estruturais, com ênfase na construção de políticas de Estado que garantam sustentabilidade e continuidade institucional. A etapa foi fundamental para a definição de estratégias e para a eleição dos delegados que representarão Santa Catarina na etapa nacional.

Outro destaque foi o Fórum Empresarial FIESC x ExpoMar, realizado no dia 26 de junho, que abordou temas estratégicos como o acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul, a reforma tributária e a expansão das áreas marinhas protegidas. O fórum também discutiu o potencial dos alimentos proteicos, o desempenho da indústria da pesca em Santa Catarina e a saúde mental no setor. Gilberto Seleme, presidente da FIESC, destacou: “O fortalecimento do setor passa pela qualificação da mão de obra, incentivo à tecnologia e valorização da produção local”. Já a Dra. Maria Teresa Bustamante ressaltou a importância da preparação das empresas para atender às exigências internacionais: “A atuação conjunta com sindicatos, produtores e entidades fortalece a capacitação do setor e amplia sua competitividade global”.

Jairo Gund, da Abipesca, trouxe uma análise do cenário internacional: “O acordo Mercosul–União Europeia e a recente auditoria europeia marcam um possível novo momento para as exportações”. No mercado interno, destacou que “o crescimento do consumo segue consistente, impulsionado especialmente pela aquicultura e por uma mudança no perfil do consumidor, cada vez mais voltado a proteínas saudáveis”.

Durante o evento, também foi lançada a Semana do Pescado 2026. “É simbólico fazer esse lançamento aqui, em um estado com grande diversidade de espécies e com a aquicultura em pleno desenvolvimento. Mas também significa trabalho: até setembro, vamos mobilizar toda a cadeia”, afirmou Roberto Imai.

Talk apontou diretrizes para turismo sustentável e economia azul

A programação cultural e gastronômica teve destaque com o Festival Mar & Cultura, patrocinado pela Embratur. O evento incluiu aulas-show, talk sobre turismo e cultura oceânica, simpósio de pesca esportiva, Encontro Mulheres das Águas, apresentações culturais e exposições fotográficas dos projetos Doninhas e Albatroz.

O talk “Turismo e Cultura Oceânica”, realizado no dia 25 de junho em parceria com a Embratur, integrou a programação do Festival Mar & Cultura da ExpoMar 2026, propondo uma reflexão estratégica sobre o futuro do turismo costeiro e marítimo sob a ótica da economia azul. O encontro reuniu lideranças dos setores de turismo, gastronomia e hospitalidade para discutir caminhos que conciliem desenvolvimento econômico, preservação ambiental e valorização cultural.

O momento apresentou tendências do turismo brasileiro no mercado internacional, o protagonismo da gastronomia na construção de experiências e o papel da infraestrutura na qualificação dos destinos. O debate reuniu Luciano Boico, economista e coordenador da Região Sul e de Articulações Estratégicas da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo); Julia Maria de Souza, conselheira na Abrasel/SC, empresária, professora e consultora em negócios de alimentação; e Ricardo Adamante, presidente do Itajaí Convention & Visitors Bureau e empresário do segmento de imóveis e empreendimentos de alto padrão em Itajaí e região. O Deputado Estadual de SC, Marcos José de Abreu (Marquito) também integrou o debate.

Para o Economista e Coordenador da Região Sul da Embratur, Luciano Boico, a valorização da cultura local e das atividades produtivas se consolida como uma das grandes tendências do turismo contemporâneo. Luciano acredita que as experiências que conectam o visitante, desde a produção até a mesa, transformam destinos em cases únicos, alinhados ao desejo do turista de “viver o sabor e o saber”.

ExpoMar sediou o Simpósio Sul Brasileiro de Pesca Esportiva

A pesca esportiva também foi evidenciada no Congresso Brasil Sul de Pesca Esportiva como vetor de desenvolvimento regional, gerando emprego, renda e promovendo conservação ambiental. A atividade foi destacada como estratégica para municípios costeiros e ribeirinhos. O Congresso teve patrocínio da Deyu.

A pesca amadora e esportiva possui papel relevante nesse cenário por combinar lazer, turismo, esporte, educação ambiental e conservação. Em diversas regiões brasileiras, a atividade impulsiona a economia local por meio da movimentação de cadeias produtivas associadas à hospedagem, transporte, gastronomia, comércio especializado, guias de pesca e operadores turísticos.

O turismo de pesca, por sua vez, destaca-se como um dos segmentos de maior potencial para promover o desenvolvimento regional sustentável, especialmente em municípios costeiros, ribeirinhos e localizados em áreas de grande relevância ambiental. Quando estruturado de forma responsável, o segmento gera emprego e renda, incentiva a valorização da cultura local, fomenta a conservação dos recursos naturais e cria oportunidades para que comunidades tradicionais participem ativamente dos benefícios econômicos decorrentes da atividade.

Cozinha Show: oito chefs apresentaram receitas que valorizam pescados locais

A gastronomia e a cultura também ganham protagonismo com a Cozinha Show, conectando produção e consumo. A programação incluiu ainda a paella gigante no dia 24 de junho, e a cerimônia Kaitai no dia 26 de junho, inspirada na tradição japonesa de corte de atum, uma parceria com Rei do Mar Pescados e participação do especialista em qualidade de pescado, César Calzavara. Com parte da programação voltada à gastronomia e cultura, a ExpoMar visou conectar a cadeia produtiva: do pescador ao consumidor final – e estimular o consumo de proteínas provenientes da água.

Na Cozinha Show, oito chefs locais preparam pratos com peixes e frutos do mar da costa catarinense. A atração com aulas gratuitas ao público presente na ExpoMar, foi realizada em parceria com o Banco do Brasil e a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com apoio da Abrasel, Itajaí Convention & Visitors Bureau e Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau. O espaço integrou a programação do Festival Mar & Cultura, patrocinado pela Embratur.

Segundo o coordenador do curso de Gastronomia da Univali, professor Marcos Arnhold Jr., a Cozinha Show amplia a formação acadêmica ao conectar prática e mercado. “A participação nas atividades é um meio de divulgação e de aprendizado sobre técnicas e tendências no preparo e manuseio de pescados”, afirma.

Os chefs convidados para a Cozinha Show apresentaram pratos que valorizam o pescado com criatividade e identidade regional ao longo dos três dias de evento. No dia 24, João Nogueira apresentou o prato “Encontro das Águas”, inspirado na Amazônia, e Vero Rodríguez trouxe um aromático “Curry de peixe”. No dia 25, Mariana Reiser Guedes destacou o “Surf and Turf catarina”, enquanto Diogo Paula de Menezes elaborou o sofisticado “Risoni al Limoncello”, seguido por Carlos Silva com o prato “Terra e Mar”. Encerrando a programação no dia 26, Maria Soster valorizou a cozinha pesqueira regional, Fernando Sichin apresentou um espeto de peixe com influências contemporâneas, e Cléia Ziebert finalizou com “Camarões ao alho negro”, reforçando a diversidade de técnicas, sabores e referências culturais presentes na gastronomia do pescado.

Força, protagonismo e transformação da mulher na ExpoMar 2026

No dia 25 de junho, às 15h, a ExpoMar 2026 recebeu o 8º Encontro Mulheres das Águas, um momento dedicado às mulheres. O Encontro Mulheres das Águas valoriza e dá destaque às iniciativas afirmativas e emancipatórias das mulheres da pesca, da aquicultura e de toda a cadeia produtiva do pescado. Um momento de troca, conexão e fortalecimento da presença feminina no setor. Além de histórias de mulheres incríveis, a programação do Encontro Mulheres das Águas, destacou a palestra “Espelho das Águas: o reflexo do seu valor”, com Carolina Susin Francalacci, assessora do Banco do Brasil e consultora de imagem.

Compartilharam suas vivências e conhecimentos inspiradores: Janaina Bannwart, professora em Ciências Marinhas do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), defensora da educação transformadora e da sustentabilidade azul; Gisleide Anai Godoi Vieira, pescadora artesanal que preserva a cultura da safra da tainha; Lisiane Vandresen, piscicultora e produtora rural; Beatriz Pereira Rubi, algicultora que atua no cultivo de algas; Amanda Nunes, diretora da Colônia de Pescadores Z1

Participaram ainda: Adriane Nascimento Mendonça, extensionista social da Epagri e coordenadora de cursos para jovens e mulheres; Fernanda Vitória de Souza, compradora de pescados na Naturerra; e Emelyn Meurer, piscicultora, administradora e empreendedora da startup Tecpeixe, responsável pelo desenvolvimento de tecnologia para coleta automatizada de larvas de tilápia. Juntas, elas representaram diferentes elos da cadeia produtiva, reforçando a força, a inovação e o impacto das mulheres no desenvolvimento sustentável do setor.

Prêmio Mulheres das Águas

O Prêmio Mulheres das Águas, entregue durante a 8ª edição do Encontro Mulheres das Águas, reconheceu mulheres que, em suas comunidades, promovem a valorização e o desenvolvimento das atividades relacionadas às águas.

* Janaina Bannwart – professora em Ciências Marinhas IFSC;

* Lisiane Vandresen – Piscicultora e Produtora Rural Rio Fortuna – SC;

* Gisleide Anai Godoi Vieira – Pescadora Balneário Camboriú – SC;

* Beatriz Pereira Rubi – Algicultura Biguaçu – SC;

* Amanda Nunes – Diretora da Colônia de Pescadores Z11.

A ExpoMar 2026 reforçou seu papel como um espaço estratégico de diálogo, inovação e construção de soluções para o setor. O evento contribuiu para o fortalecimento da economia das águas, promovendo integração entre os diferentes elos da cadeia produtiva e apontando caminhos para um desenvolvimento sustentável e competitivo em Santa Catarina e no Brasil.

Realização, patrocínio e apoio

A 3ª edição da ExpoMar é promovida pelo IFC Brasil (International Fish Congress & Fish Expo Brasil) com a correalização do SINDIPI (Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região), Univali (Universidade do Vale do Itajaí) e prefeitura de Itajaí-SC.

A Feira e o Congresso têm o patrocínio da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), Faesc/Senar Santa Catarina, Secretaria de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Governo de Santa Catarina, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), Ministério da Pesca e Aquicultura e Governo Federal.

A ExpoMar tem o apoio do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina), Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), Conepe (Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura), IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina), Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados), Peixe BR (Associação Brasileira da Piscicultura) e ACAQ (Associação Catarinense de Aquicultura).

Continue Lendo

Peixes

Controle do pH é essencial para a qualidade da água na piscicultura

Faixa recomendada para o cultivo de tilápias varia entre 6,5 e 8,5, segundo a Peixe BR.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

O monitoramento da qualidade da água é uma prática essencial na piscicultura, e o pH está entre os principais parâmetros que devem ser acompanhados regularmente. Esse indicador mede o grau de acidez ou alcalinidade da água e influencia diretamente as condições do ambiente de cultivo.

De acordo com a Peixe BR, para a criação de tilápias, a faixa de pH recomendada está entre 6,5 e 8,5, considerada adequada para o desenvolvimento da espécie. Valores dentro desse intervalo contribuem para manter a água em condições favoráveis aos peixes.

A escala de pH varia de 0 a 14. Valores abaixo de 7 indicam água ácida, o pH 7 é considerado neutro e valores acima desse nível caracterizam água alcalina.

Por isso, o acompanhamento frequente do pH é uma medida importante no manejo dos viveiros, permitindo verificar se a água permanece dentro da faixa recomendada para a produção de tilápias.

Fonte: O Presente Rural com Peixe BR
Continue Lendo

Peixes

Preços da tilápia recuam até 0,44% nas principais regiões produtoras

Levantamento do Cepea mostra queda nas cotações em todas as regiões monitoradas entre 06 e 10 de julho.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

Os preços da tilápia apresentaram leve recuo nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na semana de 06 a 10 de julho.

O maior valor foi registrado no Norte do Paraná, onde o quilo do peixe foi negociado a R$ 10,37, com queda de 0,30% em relação à semana anterior. Em seguida aparecem o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, com R$ 10,09/kg (-0,44%), e a região dos Grandes Lagos, com R$ 9,85/kg (-0,32%).

Em Morada Nova de Minas, a cotação ficou em R$ 9,50/kg, com variação negativa de 0,04%, a menor queda entre as regiões pesquisadas.

Já o Oeste do Paraná registrou o menor preço do levantamento, com a tilápia comercializada a R$ 8,71/kg, recuo de 0,28% na comparação semanal.

De acordo com os dados do Cepea, todas as regiões monitoradas apresentaram desvalorização no período.

Fonte: Assessoria Cepea
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.