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Estratégias para combater a escassez do milho são apresentadas em palestra

“O plantel de suínos na China está se recuperando bem, os preços internos da cadeia da suinocultura estão voltando aos níveis de 2018. Isso não quer dizer que a China vai parar de importar, mas o ápice de compras de carne suína por parte da China passou”, destacou o palestrante.

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Fotos: OP Rural e Divulgação MB

A busca por volume e qualidade na produção de alimentos faz com que Santa Catarina tenha acesso aos mercados mais exigentes do mundo, se tornando peça chave para o agronegócio. Atualmente, o Estado é o maior produtor nacional de suínos e maçã, o segundo maior produtor de aves e arroz, o quarto maior produtor de leite, além de se destacar em outras atividades.

Porém, alguns desafios têm colocado em risco a produtividade das agroindústrias e a atividade dos produtores rurais, como a escassez do milho e a falta de uma logística adequada para a importação de grãos. Com o objetivo de apresentar o cenário e trazer novas perspectivas sobre o assunto, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Faesc/Senar-SC) promoveu palestra virtual na manhã desta sexta-feira (21).

Intitulada como “Mercados de grãos e perspectivas do Agronegócio”, a palestra foi ministrada pelo economista Paulo Roberto Molinari. O evento foi coordenado pelo presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo. Diretores e colaboradores da entidade, representantes de sindicatos, produtores rurais, técnicos e profissionais interessados no assunto estiveram presentes.

 

Aspectos fundamentais

Na oportunidade, Molinari citou alguns pontos fundamentais que interferem diretamente na produção de milho e soja. Primeiro citou a Peste Suína Africana (PSA) e a pandemia da covid-19, doenças que geraram mudanças significativas no mercado internacional de suínos e bovinos e contribuíram com a diminuição das importações.

“O plantel de suínos na China está se recuperando bem, os preços internos da cadeia da suinocultura estão voltando aos níveis de 2018. Isso não quer dizer que a China vai parar de importar, mas o ápice de compras de carne suína por parte da China passou”, destacou o palestrante.

Molinari também mencionou a influência da taxa de câmbio. “No ano passado, os governos despejaram dinheiro na economia, diminuíram as taxas de juros como nunca fizeram na história econômica global para evitar uma depressão em função da pandemia. Isso pode gerar inflação. O próximo passo dos bancos centrais será elevar as taxas de juros e essa elevação valoriza o dólar no mercado internacional e, consequentemente, desvaloriza o real”, explicou.

Outro fator importante e de grande influência é o clima, que sofre a interferência do fenômeno La Niña. Esse evento climático provoca a formação de secas. Por isso, ainda que chova nos próximos dias, seria insuficiente para mudar o cenário e solucionar a escassez dos grãos. Devido a fatores climáticos, Molinari estima que neste ano a safrinha de milho deve ter queda de 40% a 50% em relação ao ano anterior.

Para driblar este cenário, Molinari sugeriu mais atenção ao plantio nos Estados Unidos, ao abastecimento do milho no primeiro semestre de 2022 e à demanda geral chinesa. “A safrinha brasileira tem uma queda imensa. Isso não traz um problema imediato. Na pior das hipóteses, em julho, agosto e setembro entra 60 milhões de toneladas de milho, mas precisamos pensar no primeiro semestre de 2022. Não é porque você é um pequeno ou um grande produtor de milho e de soja que você não tem que ter estratégias. O setor precisa mudar a sua concepção ou ficará desabastecido”, explanou.

Presidente do Sistema FAESC/SENAR-SC José Zeferino Pedrozo e o economista Paulo Roberto Molinari.

O presidente do Sistema Faesc/Senar-SC ressaltou que o agronegócio catarinense se destaca no cenário nacional com 31% do Produto Interno Bruto (PIB) e cadeias produtivas organizadas, fatores que permitem acesso aos mercados mais exigentes do mundo, mas é necessário resolver os gargalos existentes. “Discutir o mercado de grãos e perspectivas do agronegócio no País é fundamental para avaliarmos o cenário nacional e buscarmos alternativas e parcerias para solucionar o problema da falta de insumos que afeta a cadeia produtiva de proteína animal em nosso Estado”, observou.

Pedrozo finalizou o evento falando sobre a importância de debater o tema e agradeceu a presença de todos que participaram. “É crucial a situação do milho e da soja, que são os dois componentes mais importantes na fabricação das rações para os animais”, concluiu.

Evento virtual ocorreu nesta sexta-feira (21).

 

Fonte: MB
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Notícias Crise dos insumos:

Super valorização dos grãos ameaça indústria e criadores

A alta sem precedente no preço dos grãos cria uma séria ameaça à expansão e mesmo manutenção da avicultura industrial no Sul do Brasil

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Foto: O Presente Rural

A alta sem precedente no preço dos grãos cria uma séria ameaça à expansão e mesmo manutenção da avicultura industrial no Sul do Brasil. Os preços atingidos pelo milho e farejo de soja – principais insumos da nutrição animal – no mercado criam dificuldades para as agroindústrias e também para os criadores de aves, suínos e bovinos de leite.

 Diretor executivo do Sindicarne, Aincadesc e ACAV, Jorge Luiz de Lima

A situação preocupa o SINDICARNE (Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados no Estado de Santa Catarina), a AINCADESC (Associação das Indústrias de Carnes e Derivados do Estado de Santa Catarina) e a ACAV (Associação Catarinense de Avicultura).

Além da brutal elevação dos preços dos insumos, também ocorre o encarecimento dos materiais de construção para expansão da atividade, ou seja, a construção de novos e modernos criatórios de aves dentro das mais avançadas técnicas de criação, manejo e sanidade, silos e armazéns.

Em face das condições do mercado global de grãos, os dirigentes não acreditam que os preços possam recuar. Isso representará aumento dos custos de produção na indústria avícola e, por consequência, elevação do preço final das carnes de aves para o consumidor.

Nesse momento, a prioridade é desburocratizar e desonerar a importação de milho para que o mercado interno não fique desabastecido desse insumo e evite a redução da produção de aves e suínos. Isso significa, também, retirar temporariamente os tributos incidentes sobre a importação (Pis e Cofins). Simultaneamente, é necessário criar novos incentivos para o produtor de milho, com linha de crédito atrativa ao pequeno produtor, redução dos encargos do programa de crédito rural e outros benefícios.

Por outro lado, investimentos em novos armazéns e credenciamento de mais armazéns junto à Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) são medidas que permitirão, com mais facilidade, a disponibilização de grãos aos pequenos produtores.

As entidades já levaram a preocupação ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e se reuniram com a ministra Tereza Cristina. Governo e indústria avícola implementarão medidas para equacionar as distorções que afetam, nesse estágio, o mercado do milho no Brasil.

Fonte: Assessoria
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Notícias Santa Catarina

Produtores rurais contam com apoio para minimizar os impactos da estiagem

Serão mais de R$ 100 milhões em investimentos para a Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural reforçar o apoio aos produtores rurais

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A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) orienta aos produtores rurais penalizados com os prejuízos provocados pela estiagem para que aproveitem o apoio oferecido pelo Governo do Estado para promover investimentos que minimizem os impactos do fenômeno em suas propriedades. O governador Carlos Moisés sancionou, na última semana, uma lei que garante recursos para reforçar o apoio à construção de cisternas e conservação de fontes e nascentes.

Serão mais de R$ 100 milhões em investimentos para a Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural reforçar o apoio aos produtores rurais. O Projeto de Lei, aprovado pela Assembleia Legislativa assegura um aporte maior de recursos nos programas já executados pela Secretaria da Agricultura e que agora ganharão novas formas de incentivar os investimentos em captação, armazenagem e uso de água, além da preservação de fontes e nascentes.

A orientação é que os produtores rurais procurem o escritório da Epagri mais próximo para obter informações e usufruir do benefício. “Com a implantação de reservatórios para água nas propriedades, os produtores terão tranquilidade para manter a produção e, consequentemente, a renda em momentos de problemas climáticos. Afinal, estamos cada vez mais expostos a climas extremos, o que exige medidas que possibilitem estarmos preparados para gerenciar o problema da estiagem antes que o próximo fenômeno aconteça”, destaca o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo.

Segundo a Secretaria de Agricultura, Pesca e do Desenvolvimento Rural, os R$ 100 milhões serão divididos da seguinte forma:

  • R$ 70 milhões para construção de cisternas e reservatórios de água.
  • R$ 30 milhões para conservação de fontes e nascentes.
  • Esses recursos serão somados às ações já existentes na Secretaria da Agricultura e, com isso, os produtores rurais catarinenses terão acesso a R$ 343,5 milhões para minimizar os efeitos da crise hídrica.

A Assembleia Legislativa aprovou ainda a inclusão de R$ 300 milhões na Programação Físico-Financeira do Plano Plurianual (PPA) para o quadriênio 2020-2023, ou seja, o Governo do Estado está autorizado a aportar esses recursos para minimizar os impactos da estiagem em Santa Catarina nos próximos dois anos.

Mais investimentos para minimizar os impactos da estiagem

A Secretaria de Estado da Agricultura mantém linhas de crédito abertas para reduzir os impactos da estiagem no meio rural. De acordo com o secretário Altair Silva, o objetivo é preparar melhor os produtores para enfrentar os períodos de estiagem. Por isso, os programas da pasta são focados na recuperação de nascentes e na reserva de água nas propriedades.

Com o Água para Todos, os produtores têm acesso a financiamentos sem juros para construção de sistemas de captação, armazenamento, tratamento e distribuição de água, com a finalidade de dessedentação humana e animal e irrigação. Os investimentos podem ser individuais, em um limite de R$ 40 mil por família, ou coletivos, de até R$ 200 mil, com cinco anos de prazo para pagar. As famílias em situação de vulnerabilidade social e renda terão condições diferenciadas.

A Secretaria da Agricultura possui ainda outra linha de crédito sem juros para apoiar as ações de isolamento e recuperação de mata ciliar, proteção e recuperação de nascentes, terraceamento e cobertura de solo. O Cultivando Água e Protegendo o Solo traz financiamentos de até R$ 15 mil, com cinco anos de prazo para pagar e cada parcela paga em dia terá um desconto de 30%.

Para buscar um volume maior de recursos, os produtores rurais podem recorrer ao Investe Agro SC. Nesse programa, a Secretaria da Agricultura oferece a subvenção aos juros de financiamentos contratados com agentes bancários, em um limite de até R$ 100 mil, com oito anos de prazo para pagar e subvenção de juros de até 2,5% ao ano.

Fonte: Assessoria
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Notícias Safra de inverno

Previsões climáticas orientam a semeadura do trigo

Com a previsão de temperaturas acima da média nos próximos meses é preciso atenção no planejamento da semeadura dos cereais de inverno

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Divulgação/Marcelo Klein

Com a previsão de temperaturas acima da média nos próximos meses é preciso atenção no planejamento da semeadura dos cereais de inverno. Saiba mais sobre o prognóstico climático para o inverno que inicia na próxima semana.

O inverno começa no dia 21 de julho e vai até 22 de setembro. No relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia – INMET (15/06/21) é possível verificar a condição de neutralidade para o evento El Niño – Oscilação Sul. Esta condição indica um inverno com chuvas próximas a normal climatológica – entre 100 a 150mm/mês – ou abaixo da média em grande parte da Região Sul nos meses de junho, julho e agosto. “A menor umidade no inverno deverá favorecer o trigo e os outros cereais, com menor incidência de doenças fúngicas ao longo da safra”, explica o Aldemir Pasinato, do laboratório de Meteorologia Aplicada à Agricultura da Embrapa Trigo. Contudo, ele destaca que a menor quantidade de chuvas não deverá prejudicar a fase da implantação das lavouras, que concentram operações de semeadura nos meses de junho e julho, como na estiagem que ocorreu no ano passado: “As chuvas ocorrerão principalmente com a chegada de frentes frias, garantindo a umidade do solo. Mas o prognóstico mostra que não deverá haver chuvas muito acima do padrão normal do clima no inverno, com precipitações que deverão diminuir gradualmente até a primavera”.

O inverno também poderá registrar temperaturas mais elevadas. As previsões indicam que as temperaturas deverão se manter acima da média histórica, tanto nas máximas quanto nas mínimas. Em Passo Fundo, no norte do Rio Grande do Sul, na primeira quinzena de junho, a estação meteorológica da Embrapa Trigo/INMET registrou 2°C acima da média, onde as mínimas, que historicamente ficavam próximas a 9°C, este ano registraram 11°C.

O aumento das temperaturas pode acelerar o desenvolvimento das plantas, o que exige planejamento para evitar prejuízos com as geadas: “Mesmo com temperaturas mais altas, ainda deverão ocorrer entradas de massas de ar frio ocasionando a queda acentuada das temperaturas e a formação de geadas, o que pode causar prejuízos nas fases de florescimento e espigamento do trigo”, explica Pasinato.

As recomendações da pesquisa para reduzir os riscos com perdas por geadas são o escalonamento da semeadura e o uso de cultivares de diferentes ciclos de maturação, iniciando a semeadura pelas cultivares de ciclo mais longo, nas partes mais elevadas das encostas e, preferencialmente, com exposição norte, finalizando com cultivares precoces e nas partes mais baixas do terreno. Outro cuidado imprescindível, é seguir o zoneamento agrícola que orienta a melhor época de implantação das lavouras nas diferentes regiões do País.

“As perdas por geada no trigo são passíveis de cobertura pelo seguro agrícola e, certamente, as lavouras que seguirem as indicações do zoneamento agrícola, com escalonamento da semeadura e uso de cultivares de diferentes ciclos, terão menos problemas com adversidades climáticas dessa natureza”, conclui Aldemir Pasinato.

Fonte: Embrapa Trigo
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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