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Suínos / Peixes Nutrição suína

Estratégias nutricionais para fêmeas suínas em gestação

Fatores como nutrição, manejo, mão de obra, ambiência e doenças afetam os parâmetros produtivos das granjas de suínos

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 Artigo escrito por Adsos Adami dos Passos, médico Veterinário, Msc & Phd e gerente de Suínos América Latina na DSM

Os parâmetros produtivos das granjas de suínos foram significativamente alterados nos últimos anos. O número de leitões nascidos vivos por parto passou de 11,4 em 2007 para 12,9 em 2017 e o número de nascidos vivos por fêmea por ano cresceu de 27,0 em 2008 para 30,5 em 2017. Entretanto, a taxa de mortalidade de leitões durante a lactação também aumentou, passando de 7,8% para 8,4% durante o período compreendido entre 2007 e 2017. As fêmeas que produzem maior número de leitões por leitegada tendem a produzir leitões de menor peso, com menor taxa de sobrevida, o que afeta negativamente os índices produtivos das granjas.  Fatores como nutrição, manejo, mão de obra, ambiência e doenças afetam os parâmetros produtivos das granjas de suínos. O texto a seguir discutirá a produtividade das fêmeas suínas considerando a perspectiva nutricional. O objetivo do texto é indicar ferramentas nutricionais que podem melhorar a produtividade das fêmeas, ajudando a mitigar o impacto do baixo peso ao nascer dos leitões.

Requerimentos nutricionais

O NRC é uma referência para os requerimentos nutricionais de suínos e seu modelo matemático permite ajustar os níveis nutricionais fornecidos aos animais de acordo com diferentes parâmetros produtivos. Para fêmeas suínas em gestação (165 kg de peso vivo, 60 kg de ganho de peso durante a gestação e 13,5 leitões produzidos) a recomendação é a ingestão de 6.298 quilocalorias e 8,5 gramas de lisina por dia. A edição anterior de 1998 recomendava a ingestão diária de 6.015 quilocalorias e 8,2 gramas de lisina para fêmeas em gestação (175 kg de peso vivo, 45 kg de ganho de peso e 12 leitões produzidos). Houve, portanto, um ajuste dos requerimentos de energia e lisina para fêmeas teoricamente mais produtivas.

O modelo do NRC também permite analisar os requerimentos nutricionais durante as fases da gestação. Os requerimentos de energia e proteína aumentam à medida que a gestação avança devido ao crescimento dos fetos e do tecido mamário. No início da gestação as fêmeas devem ingerir cerca de 6.000 quilocalorias por dia e ao final da gestação, cerca de 7.000 quilocalorias. Na gestação, os teores necessários de proteína passam de 60 gramas por dia no primeiro dia de gestação para 150 gramas por dia ao final da gestação. O aumento dos requerimentos de energia e proteína para fêmeas gestantes ocorrem principalmente após 90 dias de gestação, período em que há um aumento acentuado da demanda para os fetos e tecido mamário.

Entretanto, o aumento nos requerimentos de energia e proteína não são proporcionais. O requerimento de energia aumenta 1,2 vezes entre o início e o final da gestação, enquanto o requerimento de proteína aumenta 2,5 vezes. Assim, uma única dieta de gestação não é capaz de atender adequadamente à demanda nutricional de todo o período, sendo necessária a formulação de uma dieta adicional para o período final da gestação. A seguir são apresentadas considerações sobre a adequação nutricional para fêmeas em gestação.

Dieta de gestação

A adequação nutricional se baseia nos requerimentos nutricionais de fêmeas em gestação com 165 kg de peso corporal, 60 kg de ganho de peso durante o período gestacional e 13,5 leitões produzidos. Para esta adequação, a dieta foi simulada para conter 3.170 quilocalorias e 4,6% de digestibilidade ileal aparente de lisina (Lys SID) por kg de ração (dieta com 76% de milho, 13% de farelo de soja, 8% de farelo de trigo e 4% de premix vitamínico e mineral), sendo a lisina o primeiro aminoácido limitante. Os requerimentos nutricionais de fêmeas em gestação são de 6.928 quilocalorias e 9,20 gramas de Lys SID por dia até os 90 dias da gestação. Depois dos 90 dias de gestação, os requerimentos se elevam para 8.181 quilocalorias e 15,10 gramas de Lys SID por dia.

Considerando a dieta mencionada anteriormente e um fornecimento de 2,2 kg de ração ao dia, esta dieta forneceria 6.977 quilocalorias e 10,17 gramas de Lys SID por dia, atendendo portanto a demanda nutricional de fêmeas suínas até os 90 dias de gestação. Caso essa ração fosse fornecida em mesma quantidade para as fêmeas depois dos 90 dias de gestação, haveria uma deficiência de 14% de energia e de 33% de Lys SID. Uma alternativa de adequação energética seria utilizar a mesma dieta, mas fornecer 2,6 kg por dia, elevando assim a energia para 8.246 quilocalorias, atendendo os requerimentos energéticos. O aporte de Lys SID seria de 12,02 gramas ao dia, o que não seria suficiente para atender à maior demanda proteica dos fetos em crescimento, resultando em uma deficiência de 20% em relação aos requerimentos proteicos. Por outro lado, a adequação nutricional poderia considerar a Lys SID e utilizar a mesma dieta; neste caso, o fornecimento de 3,3 kg de ração ao dia resultaria em um consumo diário de 15,26 gramas de Lys SID, atendendo as necessidades proteicas, mas o inconveniente seria a oferta de um excesso de 28% de energia, que seria de 10.466 quilocalorias por dia.

Dieta de lactação

Algumas granjas utilizam como prática fornecer ração de lactação para fêmeas em período final de gestação. A ideia de oferecer dietas de lactação para fêmeas em gestação foi baseada em uma típica dieta de lactação (65% de milho, 27% de farelo de soja, 2% de farelo de trigo, 2% de óleo de soja e 4% de premix vitamínico e mineral), contendo 3.328 quilocalorias e 7,8 gramas de Lys SID (primeiro aminoácido limitante) por kg de dieta. O fornecimento de 2,0 kg desta dieta resulta em ingestão de 15,6 gramas de Lys SID ao dia, o que satisfaz as necessidades do aminoácido (3,31% acima das necessidades), mas esta dieta fornece apenas 6.656 quilocalorias por dia de energia, o que resulta em uma deficiência de 18,64% em relação aos requerimentos energéticos.

Caso fossem fornecidos 2,5 kg por dia, esta dieta resultaria em ingestão de 8.321 quilocalorias por dia e 19,59 gramas de Lys SID, o que atenderia os requerimentos energéticos (1,71 % acima das necessidades), mas com excesso de Lys SID (30% acima das necessidades nutricionais), resultando em aumento de excreção de nitrogênio e desperdício de proteína.

Dieta pré-parto

A adequação nutricional poderia considerar a formulação de uma dieta específica para o período pré-parto, a ser fornecida a partir dos 90 dias de gestação. Neste caso, a simulação considera uma dieta com 3.182 quilocalorias e 6,2 gramas de Lys SID por kg de ração (70% de milho, 19% de farelo de soja, 7% de farelo de trigo e 4% de premix vitamínico e mineral). O fornecimento de 2,6 kg por dia resultaria em ingestão de 8.272 quilocalorias (1,11% acima da necessidade) e 16,05 gramas de Lys SID (6,35% acima da necessidade), atendendo os requerimentos nutricionais das fêmeas suínas e evitando excessos de energia ou proteína que poderiam resultar em fêmeas mais pesadas ou desperdício de nutrientes. Além disso, possíveis deficiências de aminoácidos seriam evitadas neste período de maior demanda nutricional para crescimento fetal, considerando que a deficiência de lisina depois dos 80 dias de gestação pode resultar em redução do peso da leitegada.

Cálcio e fósforo

Em relação aos requerimentos de minerais, o teor mineral dos fetos aumenta gradativamente ao longo da gestação, aumentando a demanda nutricional de minerais depois dos 90 dias de gestação. Para fêmeas de 165 kg de peso vivo (60 kg de ganho de peso e 13,5 leitões produzidos) os requerimentos de cálcio e fósforo (digestibilidade total e aparente) são de 11,42 e 4,22 gramas por dia, respectivamente. Depois dos 90 dias de gestação os requerimentos de cálcio e fósforo aumentam para 19,31 e 7,25 gramas por dia, respectivamente, e podem ser atendidos fornecendo 2,2 kg por dia de ração de gestação formulada com 0,84% de cálcio e 0,37% de fósforo (digestibilidade total e aparente) até os 90 dias de gestação. No período a partir dos 90 dias de gestação, esses requerimentos podem ser atendidos fornecendo 2,6 kg de dieta formulada com 0,86% de cálcio e 0,38% de fósforo (digestibilidade total aparente).

Ferramentas específicas (vitamina D, arginina e cromo)

Vitamina D

A vitamina D atua na absorção de cálcio e fósforo para a formação do tecido esquelético e muscular, entre outras funções. A suplementação de vitamina D consiste na adição de colecalciferol à ração. O colecalciferol é metabolizado no fígado para formar 25-hidróxi-colecalciferol, que é a forma circulante da vitamina D. A suplementação de vitamina D também pode ser feita através da adição de 25-hidróxi-colecalciferol à dieta. A suplementação de 25-hidróxi-colecalciferol eleva os níveis plasmáticos de vitamina D aumenta a proliferação de mioblastos em fetos suínos e resulta em maior ganho peso dos fetos (26%) aos 90 dias de gestação. A utilização de 25-hidróxi-colecalciferol nas dietas da gestação pode ser uma ferramenta nutricional para melhorar a produtividade das fêmeas.

Cromo

O cromo eleva o número de transportadores de glicose (GluT4) na membrana celular, melhorando o transporte de glicose para as células. Observações demonstram que a suplementação da dieta com 0 a 1.000 ppb de cromo resulta em aumento de 4 a 5% no número de leitões nascidos vivos. O efeito de aumento do tamanho da leitegada do cromo parece estar relacionado a um efeito semelhante ao da insulina no metabolismo da glicose, reduzindo a vida média da glicose na circulação. Também foi demonstrado que a injeção de insulina em leitoas aumenta a taxa de ovulação e o número de leitões.

Arginina

A arginina é um aminoácido sintetizado a partir da glutamina. Em animais jovens (leitoas), essa síntese é insuficiente. Durante a gestação ocorre um acúmulo de arginina no líquido alantoide, a arginina é convertida em óxido nítrico, que possui efeito vasodilatador e pode promover maior irrigação sanguínea uteroplacentária, aumentando assim a transferência de nutrientes para os fetos. A suplementação da dieta de gestação com 1% de arginina HCl resultou em aumento de 24% no número de leitões nascidos vivos.

Conclusão

Considerando os requerimentos nutricionais crescentes de fêmeas suínas ao longo da gestação, as dietas devem ser ajustadas ao longo desse período. A formulação de uma dieta específica para o período após os 90 dias de gestação permite atender à maior demanda de proteína para crescimento fetal e do tecido mamário. Ingredientes como 25-hidróxi-colecalciferol, cromo e arginina podem ter efeito positivo sobre o peso dos leitões ao nascer e sobre o número de leitões nascidos vivos.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de janeiro/fevereiro de 2019.

Fonte: O Presente Rural

Suínos / Peixes Em Itajaí (SC)

Segunda edição da ExpoMar demonstra potencial do setor de pescados com sabor, tecnologias e negócios

Evento solidificou ainda mais a cidade catarinense de Itajaí como a capital nacional da pesca, reuniu gastronomia com a Cozinha Show e o Corredor do Sabor, encantando o público com as possibilidades dos pescados.

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Mais de quatro mil inscritos, 24 horas de painéis e palestras e uma marca que ultrapassou R$ 60 milhões em negócios gerados por mais de 60 expositores. Esses são os números gerais da segunda edição da ExpoMar, realizada de 09 a 11 de julho, em Itajaí (SC). O evento, que solidificou ainda mais o município como a capital nacional da pesca, reuniu gastronomia com a Cozinha Show e o Corredor do Sabor, encantando o público com as possibilidades dos pescados.

A economia azul esteve em evidência na feira e no congresso. A ExpoMar reuniu 62 conferencistas renomados do Brasil, Canadá, Chile e Oriente Médio no Congresso Internacional da Pesca e Maricultura e no Simpósio Catarinense da Piscicultura. Em mais de 20 painéis, palestras e workshops, que totalizaram 24 horas de conteúdo, foram debatidas mudanças climáticas, consumo, linhas de crédito e desafios do setor. Todas as apresentações tiveram transmissão ao vivo e estão disponíveis no site www.expomar.com.br para serem revistas.

pescaO tema central de todo o conteúdo da ExpoMar, “Transformação Azul na Pesca e Aquicultura”, está alinhado ao conceito da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), propondo uma visão sustentável para a aquicultura, gestão eficaz na pesca e melhoria na cadeia de valor.

A ExpoMar foi palco ainda do Encontro Mulheres das Águas Empreender – já realizado em Foz do Iguaçu e Belém do Pará. Em Itajaí, o encontro contou com o patrocínio exclusivo da Caixa Econômica Federal e Governo Federal. “Reunimos armadoras de pesca, mulheres do mercado, pescadoras artesanais e piscicultoras em um momento amigável e rico em torno do protagonismo feminino no setor do pescado”, destacou a diretora da ExpoMar, Eliana Panty.

Fotos: Divulgação/ExpoMar

Com mais de 60 expositores, a feira da ExpoMar reuniu empresas nacionais e multinacionais com tecnologias revolucionárias e muita inovação para os setores da pesca, maricultura e aquicultura. Motores de última geração que prometem aumentar o rendimento com menor impacto ambiental, sonares com capacidade de localizar cardumes uniformes, tornando a pesca mais assertiva. Instituições de crédito apresentaram as novas linhas do Plano Safra 2024/25, além de robótica, tecnologias em transporte e logística. O resultado foi mais de R$ 60 milhões gerados e outros milhares prospectados.

Novidade na ExpoMar, a Cozinha Show convidou cinco chefs renomados para preparar pratos à base de peixes, frutos do mar e algas, em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Além das aulas de gastronomia, que movimentaram os três dias de evento, a Cozinha Show foi palco do ritual de corte de um atum de mais de 100 quilos e apresentação do camarão carabineiro, preparado pelo ex-masterchef Victor Hugo Garcia. A programação da Cozinha Show foi gratuita e direcionada ao público presente na ExpoMar.

Na feira de negócios da ExpoMar, o Corredor do Sabor reuniu sete empresas convidadas que produzem/processam pescados, entre outros negócios que valorizam insumos locais e a biodiversidade. O espaço encantou o público com as iguarias e produtos artesanais apresentados: ostras frescas, bottarga, peixes defumados, rollmops, macroalga, queijos artesanais e cachaças produzidas em Santa Catarina.

A ExpoMar encerrou no dia 11 de julho com a preparação da Maior Paella do Brasil, que marcou ainda o lançamento da XXI Semana Nacional do Pescado, que ocorrerá em setembro. Em um tacho com 4 metros de diâmetro, 1500 quilos de frutos do mar, 400 quilos de arroz e chefs dedicados a cozinhar por mais de quatro horas, foram os ingredientes da preparação. A paella gigante foi feita com a participação de empresas locais e foi servida gratuitamente ao público presente no Centreventos Luiz Henrique da Silveira no encerramento do evento.

ExpoMar surpreendeu

Nesta segunda edição da ExpoMar foi possível participar e assistir à Transformação Azul em ação, destaca a diretora do evento, Eliana Panty. “Milhares de profissionais do setor trocando conhecimentos e expertises em um congresso dinâmico e workshops focados nas demandas do setor pesqueiro, como as revoluções de eficiência no setor naval”. Ainda, acrescentou, “mais de 60 especialistas compartilharam os últimos avanços do setor e apresentaram soluções sustentáveis para a cadeia de suprimentos”, frisou.

CEO da ExpoMar, Eliana Panty: “ilhares de profissionais do setor trocando conhecimentos e expertises em um congresso dinâmico e workshops focados nas demandas do setor pesqueiro, como as revoluções de eficiência no setor naval” 

A ExpoMar, afirma Panty, foi uma oportunidade de “contemplarmos o resultado dessa riqueza que os mares e rios oferecem para a gastronomia”. Na mesa, a riqueza das águas foi um espetáculo à parte, destacou ela, “com a apresentação de um belo exemplar de um atum-de-olhos-grandes, da espécie Thunnus obesus com mais de 100 quilos. A ExpoMar, afirma, foi uma verdadeira vitrine da diversidade da costa brasileira que pôde ser observada e provada ao vivo”.

Para Panty, “a ExpoMar se consolida como o maior evento do setor de pescados, gerando negócios e relacionamento para nossos parceiros expositores que realizaram negócios que superam os R$ 60 milhões”, informou. “Foram comercializados quatro grandes motores que valem mais de meio milhão de reais cada, foram apresentadas as sondas mais modernas do mundo, gerando negócios que superam R$ 5 milhões”, enfatizou. “O propósito de tornar a pesca brasileira relevante e reconhecida como geradora de emprego e renda, geradora de divisas internacionais dentro dos mais rígidos padrões de segurança e sustentabilidade nos enche de orgulho”, finalizou Eliana Panty.

Presidente da ExpoMar, Altemir Gregolin: “oi um evento lindo, vibrante, repleto de inovações, conteúdo e um recorde de público”

O presidente da ExpoMar, Altemir Gregolin, afirmou que a segunda edição do evento surpreendeu em todos os aspectos. “Foi um evento lindo, vibrante, repleto de inovações, conteúdo e um recorde de público. Destaque para os mais de quatro mil inscritos, R$ 60 milhões em negócios, um congresso com 62 conferencistas de 6 países e a área da gastronomia com Corredor do Sabor, Cozinha Show e a maior paella do Brasil, que serviu de atração para o público e para a imprensa”, destacou. “A ExpoMar está consolidada como o maior evento da pesca e maricultura do país”, frisou.

“Ficamos muito felizes de trazer para Itajaí, a capital nacional da pesca, os debates sobre o futuro da cadeia produtiva do pescado e de vários segmentos que congregam a economia azul”, destacou Agnaldo Hilton dos Santos, presidente do Sindipi (Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região), entidade co-organizadora da ExpoMar. “Para além do sucesso da Feira de Negócios e dos importantes temas trazidos nos congressos, a gastronomia foi o grande destaque. Agradecemos imensamente nossos associados e parceiros por nos ajudarem a proporcionar essa festa gastronômica, que serviu gratuitamente milhares de pessoas com o que há de melhor dos sabores que vêm do mar. Em 2026 tem mais e já estamos nos preparando para isso”, finalizou o presidente do Sindipi.

Realização, patrocínio e apoio

A ExpoMAR é promovida pelo IFC Brasil – International Fish Congress & Fish Expo Brasil com a correalização do SINDIPI – Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região, Univali – Universidade do Vale do Itajaí, Fundep – Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação e prefeitura de Itajaí-SC.

Tem o patrocínio da Secretaria de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Caixa Econômica Federal, Ministério da Pesca e Aquicultura, Governo Federal, Banco do Brasil, BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) e Faesc/Senar Santa Catarina.

A ExpoMar tem o apoio da Abipesca – Associação Brasileira das Indústrias de Pescados, ACAQ – Associação Catarinense de Aquicultura, Epagri – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, Conepe – Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura, IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina), Peixe BR – Associação Brasileira da Piscicultura e UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Fonte: Assessoria ExpoMar
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Suínos / Peixes

Tendências e desafios para o futuro norteiam Simpósio da ABCS no Siavs 2024

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Diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke: "Será uma oportunidade enriquecedora, e todos estão convidados para acompanhar" - Foto: Divulgação

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) vai estar presente no Siavs, este que é considerado o maior evento das cadeias produtivas no Brasil, reunindo o setor da suinocultura, avicultura, bovinocultura, e de peixes, em um único grande momento, promovendo um encontro de especialistas, inovadores e líderes do setor agroindustrial. O Siavs  acontece nos dias 06 a 08 de agosto no Parque Anhembi, São Paulo.

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que o Siavs é um evento organizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), uma importante entidade para o setor, e parceira da ABCS no trabalho de promover a abertura de novos mercados e de valorização da carne suína. “É um prazer para nós fazer parte dessa iniciativa”, enaltece.

O Simpósio da ABCS está programado para o primeiro dia do evento,dia 06 de agosto, e abordará três temas essenciais em momentos distintos, como: “Inserção do Agronegócio Brasileiro na Produção e no Consumo Global”, “Aprendizados e desafios no enfrentamento de doenças imunossupressoras concomitantes” e “Perspectivas e desafios para o agronegócio envolvendo os principais elos da cadeia – do campo ao consumidor”.

A diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke, destaca que o simpósio foi planejado para discutir questões relevantes para a suinocultura, desde a inserção do agronegócio brasileiro no cenário global, sustentabilidade: visão nacional e internacional, bem como os desafios e as perspectivas futuras. “O evento contará com a participação de profissionais renomados, que debaterão temas relevantes relacionados às exportações, ao mercado asiático, à relação com os consumidores e à importância da sustentabilidade na cadeia suinícola e na segurança alimentar. Será uma oportunidade enriquecedora, e todos estão convidados para acompanhar!”, conclui.

Programação

Painel 1: Inserção do agronegócio brasileiro na produção e no consumo global

  • Perspectivas para o mercado de carnes: como compreender a dinâmica das exportações e o mercado asiático.
    Palestrante: Fernando Iglesias, consultor Safras & Mercado
  • Tendências do mercado consumidor e como estamos nos comunicando no cenário global?
    Palestrante: José Tejon, sócio-diretor na Biomarketing
  • Sustentabilidade no agronegócio – O Brasil é protagonista e competitivo?
    Palestrante: Silvia Massruhá, presidente da Embrapa
  • Comprovação da sustentabilidade na suinocultura: Visão internacional
    Palestrante: Robert Hoste, pesquisador de Suinocultura da Escola de Economia da Universidade de Wageningen, Holanda.

Palestra: Aprendizados e desafios em doenças imunossupressoras concomitantes (PRRS, Circovirose, PED e PSA)
Palestrante: Maurício Dutra, diretor GFD Consultoria

Painel 2: Perspectivas e desafios para o agronegócio envolvendo os principais elos da cadeia – do campo ao consumidor
Debatedores: Marcelo Lopes, presidente da ABCS; Alexandre Rosa, presidente da ABEGS e Luís Rua, diretor de Mercado da ABPA.

O Simpósio da ABCS será gratuito e disponível a todos os participantes. Para verificar toda a programação clique aqui. Não perca esta oportunidade de se atualizar e conectar com os principais líderes do setor!

Fonte: Assessoria ABCS
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Suínos / Peixes

Fêmea jovem: o que fazer para maximizar a produtividade e longevidade?

É o desempenho da fêmea quando jovem que determina o potencial reprodutivo futuro, ou seja, quanto melhor for o manejo da leitoa e o resultado ao primeiro parto/desmame, melhor será o desempenho subsequente dessa matriz.

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Foto: Divulgação/DNA South America

Quando tratamos do sucesso reprodutivo de um plantel, o manejo da fêmea de reposição é assunto corriqueiro. É o desempenho da fêmea quando jovem que determina o potencial reprodutivo futuro, ou seja, quanto melhor for o manejo da leitoa e o resultado ao primeiro parto/desmame, melhor será o desempenho subsequente dessa matriz.

Convenientemente, na prática, usamos critérios à primeira cobertura como direcionadores para garantir o máximo desempenho ao primeiro parto. A cobertura na idade e faixa de peso ideal, a não cobertura de leitoas no primeiro cio, o período de no mínimo 15 dias de flushing e o uso adequado das vacinas reprodutivas são alguns dos pontos que tratamos como inegociáveis. No entanto, ainda assim, o resultado reprodutivo alcançado pelas granjas é bastante variável.

Isso nos leva a seguinte pergunta: o que leva uma granja a produzir na média 18 nascidos totais ao primeiro parto, ou então, por que granjas de mesmo potencial genético têm resultados ao primeiro parto tão divergentes?

Quando analisamos a distribuição de leitões nascidos no primeiro parto de um número expressivo de fêmeas (gráfico e tabelas), identificamos uma menor variabilidade (CV) na distribuição de nascidos em granjas com excelente desempenho reprodutivo. Ou seja, aquela leitoa que tem menos de 12 leitões nascidos ao primeiro parto é figura menos presente do que tradicionalmente acontece em granjas de desempenho inferior.

Quando correlacionamos esse resultado com o check-list de preparação da leitoa, o qual avalia 15 itens de manejo durante a fase de preparação da leitoa até a primeira cobertura, vemos que há uma relação direta, ou seja, a excelência no desempenho ao primeiro parto é alcançada e determinada pela qualidade no manejo de preparação. Nesse contexto, sabemos que há pontos que impactam mais o resultado reprodutivo e outros menos, entretanto, o que realmente impacta o desempenho geral é a capacidade que a granja possui de cumprir os critérios para 100% das leitoas que vão para a linha de cobertura. Na prática vemos que isso é falho e geralmente aquela fêmea que teve um número de nascidos que impacta negativamente a média, é uma fêmea que pulou alguma das etapas e por isso teve o seu desempenho impactado.

 

Além de respeitar os parâmetros para a primeira cobertura determinados pela genética, existem outros manejos adicionais que têm melhorado o desempenho no campo. Um desses manejos é o protocolo de indução a puberdade realizado 100% em alojamento individualizado, em substituição ao manejo realizado na baia ou com uso do centro erótico. Oposto ao que é preconizado na literatura, de que a taxa de sucesso é superior quando alojamos os animais em grupos de até 15 animais, o manejo com a leitoa alojada individualmente nos traz a garantia de que a interação focinho/focinho rufião-leitoa ocorra com maior eficiência. Além disso, temos uma maior garantia de que estamos realizando o manejo adequado em 100% das leitoas. Outros pontos que observamos na prática que corroboram com esse manejo individualizado são:

  • Maior precisão no manejo alimentar
  • Melhor padronização do escore de condição visual (ECV) e peso à cobertura;
  • Garantia do “efeito flushing” através do aporte superior de energia 15-21 dias pré-cobertura para 100% das leitoas
  • Melhoria na avaliação clínica diária das leitoas
  • Identificação rápida de leitoas doentes
  • Diminuição de problemas locomotores ocasionados pela monta do rufião em leitoas em cio
  • Aumento da taxa de retenção de leitoas
  • Diminuição dos problemas de corrimento e locomotores
  • Diminuição das taxas de Retorno ao Cio (RC), devido a melhor condição ambiental no momento do estímulo a puberdade e melhor adaptação ao ambiente individual no momento da cobertura

A seguir vemos evolução do resultado reprodutivo após adoção dessa estratégia em uma mesma granja comercial brasileira.

Outro ponto que devemos levar em consideração na preparação de leitoas é o flushing. Embora pesquisas recentes apontem para uma perda de efeito do flushing sobre a reprodução, resultados de campo têm demonstrado impacto positivo sobre o desempenho ao primeiro parto de acordo com o manejo alimentar utilizado no flushing e na fase que antecede ao flushing, denominado de pré-flushing.

Quando realizamos o flushing em fêmeas que são alimentadas de forma à vontade ao longo de toda recria e preparação, de fato podemos ter um efeito reduzido, uma vez que não conseguimos o “choque energético” que o flushing deve proporcionar. No entanto, quando alimentamos as leitoas de acordo com o esquema abaixo, vemos um incremento no número de nascidos. Isso ocorre porque na fase de pré-flushing as fêmeas são submetidas a um volume de ração abaixo do que vinha sendo fornecido na fase de preparação e mais baixo ainda em relação ao que será fornecido no flushing. É importante salientar que mais importante que o volume de ração fornecido, é a realização dessa transição de volume de ração em cada uma das fases que antecedem a inseminação.

Por fim, contrariando a ampla maioria das recomendações para a matriz a ser utilizada como mãe de leite, tem-se visto impacto positivo sobre o número de leitões nascidos e sobre a longevidade quando utilizamos a primípara como mãe de leite.

Quando analisamos a lactação de uma primípara, vemos um cenário de catabolismo, ou seja, a demanda energética para mantença e produção de leite é superior à capacidade de ingestão. O resultado disso é a perda de peso com consequente impacto negativo no ciclo seguinte. Usando a primípara como mãe de leite, temos num primeiro momento, a impressão de que esse catabolismo irá se exacerbar, uma vez que o período lactacional será estendido, piorando ainda mais o cenário para o ciclo seguinte. No entanto, na prática a fêmea tem seu pico de perda de peso na segunda semana de lactação e a partir dali, consegue equilibrar a demanda de energia com o seu potencial de consumo. Com isso, há a manutenção com consequente recuperação de peso e escore corporal nas semanas em que a fêmea fica lactando como mãe de leite, contribuindo para um desempenho subsequente favorável.

Além disso, o maior intervalo entre o parto e a nova concepção da gestação confere à leitoa um ambiente uterino mais propício à fixação embrionária e, consequentemente, maior número de leitões nascidos no parto subsequente:

Falar do manejo da fêmea jovem é sempre pertinente, uma vez que o desempenho até o final da primeira lactação segue sendo o principal direcionador de potencial produtivo do plantel. Vamos agregando pesquisas, ajustando manejos e compartilhando experiências porque quanto mais excelência tivermos nessa fase, mais produtividade no sistema teremos, sempre lembrando que o sucesso nessa fase é determinado pela constância na realização dos manejos para 100% das fêmeas.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na suinocultura acesse a versão digital de Suínos clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Equipe de Serviços Técnicos da DNA South America
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AJINOMOTO SUÍNOS – 2024

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